Nao Machuque o meu Coracao
Dizem que o olhar entrega tudo, e o meu não mente: basta olhar você para sentir essa fome de nós dois que nunca passa.
Não me deixe aqui no chão, enfrentando o frio da solidão; seja o meu abrigo e me aqueça com o calor do seu abraço, porque só o seu amor me faz sentir em casa.
Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.
Ó meu ex-amor, a sombra que já não me alcança,
Hoje a brisa que sopra é de um novo amanhã.
Houve dor, sim, mas nela encontrei a esperança,
A força que brotou de uma antiga manhã vã.
Fui teu espelho quebrado, tua voz que silenciou,
Mas a poeira baixou, e a vista ficou clara.
Obrigado por ter me transformado, o que restou
Não é mágoa, é a coragem que em mim se declarou.
Nesta pessoa que eu sou agora, não há vestígio
Daquelas amarras que um dia me prenderam.
O medo se foi, e cada antigo vestígio
De um tempo de trevas, meus olhos já não viram.
Fui casulo em choro, hoje borboleta em voo,
Cruzando horizontes que jamais sonhei tocar.
A tua ausência, enfim, foi o vento que me impulsionou,
E o passado distante não mais me pode assombrar.
Que a vida te siga e que o teu caminho seja,
Eu sigo o meu, com um brilho que só se acendeu.
Agradeço a lição que o teu adeus me legou e teja
A paz em meu peito, um amor que me renasceu.
Eu me queimaria em silêncio só para não apagar a tua luz. O peito meu pesa como ferro antigo derretido, mas basta um olhar teu para o mundo parar de girar... Se a dor é o preço de te ter por perto, aceito ser cinza só para continuar nos teus passos....
O meu sumiço não é um castigo para você; é o funeral da pessoa que eu costumava ser para te agradar. Quando a minha ausência finalmente pesar no seu teto, entenda que eu não fui embora por falta de amor, mas sim porque cansei de assistir você assistir ao meu fim sem mover um único dedo para me salvar.
Eu já tentei recomeçar em outros braços, mas meu amor tem o seu formato exato e não cabe em mais ninguém.
Meu amor por você não se mede pelo tempo, mas pela certeza de que, a cada amanhecer, eu escolheria você de novo.
Não tema a crueldade deste mundo, meu anjo. Eu farei dos meus braços o teu escudo e do meu abraço o teu abrigo, porque você é o meu tesouro mais precioso. Meu bem, nos dias em que a solidão parecer um abismo, lembre-se: eu estarei bem aqui, segurando firme a sua mão e enxugando cada uma das suas lágrimas.
Há amores que não se anunciam, mas se reconhecem no olhar que se encontra. O meu não pediu licença, apenas se fez presente, como a certeza que não precisa de provas. Em você, descobri que o infinito não é uma distância, mas um instante compartilhado. E é nessa simplicidade, no ato cotidiano de escolher você de novo a cada manhã, que mora a mais profunda das declarações. Não prometo eternidades, prometo presença. E que a nossa história seja escrita na calmaria de um sentimento que não precisa de testemunhas para ser verdadeiro.
Não tenhas medo das coisas ruins do mundo, meu anjo. Eu vou te proteger com os meus braços e te dar segurança, porque tu és a pessoa mais importante para mim. Meu bem, nos dias em que te sentires muito sozinha e triste, lembra-te: eu estarei bem aqui, segurando a tua mão e limpando cada uma das tuas lágrimas.
Por favor, conceda-me cinco minutos de pura honestidade: se o meu amor não te convencer a ficar, eu viro as costas e sumo da sua vida para sempre.
O dia em que o meu mundo parou não teve trilha sonora de filme, nem trovão no céu. Foi uma dor bem esquisito, desses que fazem o ouvido zumbir. Lembro do peso do meu próprio corpo, como se a gravidade tivesse triplicado de valor e me empurrasse direto para o chão. Naquele segundo exato, eu tive a certeza matemática e absoluta de que a minha vida tinha acabado de vez. Sabe quando o peito aperta tanto que o ar não acha o caminho de volta? Foi assim. Eu olhei para o teto e pensei: "Pronto. Daqui eu não levanto mais.
A gente passa a vida inteira achando que é forte, construindo certezas em cima de areia, jurando que tem o controle de tudo. Bobagem. A verdade é que a gente só descobre o tamanho da nossa fragilidade quando o chão some. Eu me vi ali, despedaçado, catando os cacos de quem eu achava que era, sem saber como colar as partes de novo. Chorei um choro feio, pesado, daqueles que vêm do estômago e rasgam a garganta. Achei sinceramente que a dor seria o meu endereço definitivo.
Mas aí o tempo passou. Não como um milagre, mas como um mestre severo. E a grande lição de vida que me quebrou ao meio para depois me refazer foi entender isto: o fim de um mundo não é o fim da vida. Às vezes, o nosso mundo precisa acabar de vez para que a gente pare de sobreviver no automático e comece, finalmente, a existir de verdade. A dor não veio para me matar, veio para me limpar de tudo o que era ilusão. Eu precisei perder o meu chão para descobrir que eu tinha asas.
Hoje, olhando para trás com os olhos ainda marejados, eu entendo o mistério. Aquele dia terrível não foi o meu ponto final. Foi o início do capítulo mais bonito e maduro da minha história.
Se um dia eu perder a memória por completo, não chore; apenas segure a minha mão, porque o meu cérebro pode esquecer o seu nome, mas o meu coração ainda vai reconhecer você.
Olhei para o calendário hoje e meu peito apertou. Não importam os meses, os anos ou a distância que a gente colocou entre nós: o dia de hoje sempre vai ser o dia mais bonito do ano na minha memória.Fiquei pensando se deveria te escrever, mas a verdade é que seria impossível passar o dia de hoje em silêncio. Eu mentiria para mim mesmo se fingisse que você é só mais alguém no meu passado. Você foi o meu grande amor, a pessoa que revirou a minha vida do avesso e me fez conhecer a versão mais intensa de mim mesmo. E, para ser bem sincero, um pedaço do meu coração ainda mora naquela época, com você.Olho para trás e não sinto arrependimento de nada. Sinto falta. Falta do teu cheiro, do teu riso solto no meio do nada, da cumplicidade que a gente tinha e que eu nunca mais encontrei em nenhum outro lugar do mundo. A gente seguiu caminhos diferentes, a vida aconteceu, mas ninguém apaga o que a gente foi. Ninguém substitui a nossa história.No meio de tantas mensagens automáticas e clichês que você vai receber hoje, eu só queria te dar o meu peito aberto. Quero que você saiba que, onde quer que eu esteja, eu ainda torço por você com todas as minhas forças. Que o seu dia seja lindo, luminoso e cheio de vida, exatamente como você é.Feliz aniversário. Se cuida, tá? Eu ainda estou aqui, torcendo pelo seu sorriso.
A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.
AFETO não é meigo minúsculo (afeto) dessa vez
Confissão:
O meu dia fica tão triste sem você
Você me faz rir
Chorar e sorrir
Algo pra fazer
Me deixa feliz
O meu dia é tão chato sem você
Você me fez perceber
Que eu deveria seguir
Deveria cumprir
minhas promessas que fiz
Para outras
Para você!
Se eu não tivesse seu amor
Meu Pai
Eu não seria capaz de viver
Sem seu amor
Por favor, Pai, me dê
Um pouco de amor
Porque eu sei que
Você tem muito amor para dar
Você é quem fez o amor
Com suas mãos sagradas
Também é o amor que cura
Meu coração partido
Que está em dor
Eu já tomei muitos analgésicos
E nada funcionou
Sim, eu overdosei em analgésicos
Isso é algo muito
Perigoso de se fazer
Mas eu também estava ficando desesperado
Sim, Pai, muitas pessoas quebraram
Meu coração novamente
Também eu não sei mais o que
Fazer
Porque eu odeio ficar sozinho
Sem amigos
Meu maior medo é te perder, mas como ainda não te tenho, vou te guardar em uma caixa de rabiscos e desenhos.
Sinto que já perdi o meu poder masculino. Quando aconteceu, não sei. Não houve aviso, nem ruptura visível. Apenas acordei, um dia, neste quarto escuro da vida, onde a luz parece ter-se esquecido de entrar.
Furucuto, 2026
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