Nao Machuque o meu Coracao

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"Aceitar e entender que nem tudo está em meu controle, que o que eu não controlo me enfraquece e o que está em meu poder me fortalece. Entender e aceitar que só posso controlar minhas reações e meus pensamentos — e deixar o que é do outro para o outro — é o segredo da felicidade."


Rafael Falanga

⁠As dores do amadurecimento é inevitável, queria poder falar com meu eu mais jovem, talvez ele não desejasse crescer tão rápido.

Carta ao Tempo

Meu caro Tempo,

Confesso que não sei se te temo ou te desafio. A morte? Ora, a morte é só um ponto final mal colocado, e eu, como bom desleixado, sempre preferi as reticências... O que me assusta mesmo é a tua ironia: morrer cedo demais, deixando a mesa posta e o vinho por abrir, ou tarde demais, quando já não há convivas, só pratos vazios e um relógio a tocar no vácuo.

Quero ir-me na hora certa — nem tão cedo que os meus ainda chorem de verdade, nem tão tarde que disfarcem o suspiro de alívio com flores murchas. E que sobrevivam alguns dos que desprezo, porque um homem sem rancores é como um mar sem maré: plano, previsível, incapaz daquela fúria que também ergue barcos.

E quando enfim me dobrares a página, que fiquem umas poucas linhas minhas, rabiscadas num canto qualquer — num caderno esquecido, num email perdido na nuvem. Coisas que um dia alguém possa ler e pensar: *"Este aqui ainda respirava quando escreveu."*

E aí, meu velho Tempo, terás cumprido teu ofício sem me fazer covarde ou caricatura.

Assinado,
Um que ainda não acabou de chegar

Roberval Pedro Culpi

⁠Meu amor se foi
Na verdade ele não morreu, apenas desistiu de mim
Não sei se por amar demais,
Ou se esperto, logo percebeu onde estava se metendo.

Meu amor se foi
Não meu sentimento por ele,
Mas não ser dele, inutiliza meu amor.

Meu amor se foi
E com ele a ideia de amor romântico,
Devo estar do trigésimo amor, mas não importa, esse era o verdadeiro, eu sei.

Meu amor
Não vá
Meu amor, fique.

Se adiantasse pedir eu pediria, mas meu amor é orgulhoso, oh orgulhoso amor...
Meu amor, em fim, partiu.

⁠Podem prender-me em algemas
Em grades ou podem amarrar meus pés
Mas meu conhecimento não!
Ah! Isso não!
É o meu escudo, minha proteção
Meu grito de guerra
Minha libertação!´

Trecho do poema: A cor do preconceito.
Livro: Súbito - a vida entre versos.

Você clareou o meu dia sob os holofotes do sucesso;
Sua luz não apenas iluminou o caminho,
Mas também revelou em mim
A força que eu nem sabia que tinha.

Poeira Só o que me basta.


Se o que tenho no meu rancho é pouco,
Não sei o que é muito, então.
Tenho a China mais linda do mundo,
Parceira do chimarão.


Tenho um cavalo de lei,
As ensilhas de patrão.
Um campo não muito grande,
Mas tem mangueira e galpão.


Ando sempre de bombacha
E a velha boina encarnada.
Gosto de penca e bolicho,
Me agrada a genetiada.


Demais não me falta nada,
Nasci pra lida campeira.
Deus, ainda de regalo,
Me fez nascer na fronteira.


E no dia que me for,
Que o home chamar pra perto,
Me enterre de bombacha
Na terra a campo aberto.


Assim que voltar de novo,
Pois creio na encarnação,
Já tô perto da querência,
E fardado de peão.


Guarde todas minhas ensilhas,
Apetrechos e meu catre,
Cuidem bem do meu galpão,
Minha bomba e cuia do mate.


Sei que volto pra querência,
Pro velho fogo de chão,
Pra lidar com a cavalhada
E seguir a tradição.


E se acaso eu não volte,
Alguém siga meu legado,
De gaúcho de peão
Pra lidar no campo com gado.


E lembre que nessa terra,
Pros lados dessa fronteira,
Sempre haverá um gaúcho,
Rancho, galpão e mangueira.


Renato Jaguarão

Se gosto do meu cavalo


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar
Se é meu melhor parceiro,
Me leva pra todo lugar.


Se me acorda no rancho
Cedinho, já relinchando,
Não só o boi que pede,
Quer me ver cedo matiando.


Se às vezes, na amargura
Dos dias de temporal,
Eu falo solito com ele,
Esqueço que é um animal.


Ele me escuta em silêncio,
Com aquele olhar inocente,
Que, às vezes — não me leve a mal —
Vale mais do que muita gente.


Por vezes se achega pra perto,
Parecendo me provocar,
Pedindo pra ir no bolicho,
Sabendo que vou me alegrar.


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar
Quando saio, deixo ele,
Já tô louco pra voltar.


E quando, no trago, me perco
Por coisas do coração,
Ele conhece o caminho
E me traz de volta ao galpão.


E ali me jogo no catre,
E o catre é a solidão.
E quando acordo,
Só ele entende minha razão.


Não tem maior alegria,
Prêmio ou consolação,
Que ter um cavalo bueno,
Manso e bom de função.


Às vezes, pensando, pergunto
A Deus, que não tem defeito,
Donde buscou o milagre
Pra fazer algo tão perfeito.


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar
Quem tem cavalo entende:
Não tem como não gostar.


E, por fim, se sou gaúcho,
Tendo a pampa de regalo,
É porque, peleando ao meu lado,
Sempre teve um cavalo.


Se gosto do meu cavalo,
Que jeito não vou gostar


Renato Jaguarão.

Meu Cavalo


Tenho um cavalo
Que não conheço igual
Melhor que o meu bagual
Não hay ou não conheço

Já tive oferta
Duns quanto pila na mão
Todos sabem no rincão
Que meu pingo não tem preço

Foi um regalo
Do Vainer Gomes Silveira
Que trouxe lá da fronteira
E depois me presenteou

Já desde potro
Se criou pela mangueira
Depois botei nas cocheira
E de baixo se amansou


Quando eu puxei
Não fiz muita judiria
Bocal deixei poucos dias
E no freio se domou

Se eu me achego
Pilchado e bem perfumado
Já sabe, vamo ao polvoado
Pra alguma festa campeira

Se me emborracho
Comigo ele tem paciência
Me trás de volta a querência
Só para vendo a porteira

Por isso eu digo
E falo a bem da verdade
Não conheço amizade
Maior que desse meu pingo

Ele eu não vendo
Não empresto e não regalo
Pra muito mais que um cavalo
É o meu melhor amigo.

Por isso eu digo
E falo a bem da verdade
Não conheço amizade
Maior que desse meu pingo

Ele eu não vendo
Não empresto e não regalo
Pra muito mais que um cavalo
É o meu melhor amigo.

Renato Jaguarão.

Eu Não sei como o seu dia pode estar,
Mas me coloco a disposição para te ajudar....
Por isso:
Meus Braços estão aqui pra te abraçar,
Meus Ouvidos estão aqui pra te ouvir,
Eu te ajudarei a fazer sua tempestade passar,
Pois meus labios está aqui pra te instruir.
Sempre conte comigo para que precisar,
Uma pessoa como você no meu❤️vou sempre guardar!

Não é o que já vivi que determinará meu destino, mas aquilo que faço no presente e a firmeza com que persevero no caminho da retidão.


Sim, tropecei muitas vezes.
E se alguém me aponta como imperfeito, não nego: sou.
Pois a perfeição não pertence ao ser humano, mas apenas a Deus.


Contudo, o que me move não é justificar minhas quedas, e sim superá-las.
Com a graça do Altíssimo, empenho-me em não repetir os desvios de outrora.
Porque se os erros de ontem permanecem nos gestos de hoje, que esperança haverá para o futuro?


Se me falta compaixão...
Se ignoro que as escolhas passadas influenciam o presente...
Com que autoridade poderei aspirar a uma vida de verdadeira nobreza moral?


Esta meditação não se restringe ao vício ou à infidelidade, mas alcança todos os campos da vida:
os gestos que não se pensam, as palavras que ferem, as atitudes que silenciosamente revelam o coração.


Pois quem não reconhece suas próprias falhas, não pode jamais caminhar rumo ao amadurecimento.

Eu não quero saber do meu passado.
Afinal, você está no meu presente e estamos preparando nosso futuro.

Meu recomeço
sempre parte de algo
que em mim se partiu;
de um caco
que ficou e não me feriu;
de um destino,
que não se cumpriu;
de uma flor,
que não se abriu.
E na reconstrução de
minhas partes,
pinto, contorno e faço arte.
Sou minha própria catarse
Recomeçar também é
reinventar-se!

25/09/2015

O Tempo
não tem tanta pressa,
ele passa no seu compasso
e, quando
com ele acertei
meu passo,
encontrei minha direção.
Sigo vi(vendo)
meus avessos neste caminho
que escolhi.
Agora sei
que o importante não é
tão somente a chegada,
mas a construção
e a reconstrução que faço
de mim sempre que a vida
assim me exige!

19/11/2015

O facto de respirar não comprova a minha existência.
Corro atrás do meu destino sem nunca encurtar a distância.
Sinto me cada vez mais longe e contudo tão perto do fim.
Sem um propósito na vida, perdida por tudo, perdida por nada.
Procuro me por caminhos por onde não passei.
Vislumbro sitios onde não estive.
Estou enclausurada no meu mundo.
Quero gritar para dizer que estou aqui
Abro a boca e não escuto nenhum som.
Mas a voz percorre todo o meu corpo e fica confinada dentro de mim.
Escuto a grande revelação.
Não sou ninguém.
Não passo de uma sombra.
Um dia não vou encontrar a luz que faz a minha sombra.
E na escuridão da noite, apaga se a luz,
Assim se extingue a existência de ninguém.
Porque ninguém não existe.

Quem um dia falou que eu era pequena, não conhecia a grandeza do meu Deus.

Sou eu quem rabisco e pinto o
meu céu.
Aqui dentro não reside fel
e muito menos escuridão !
E a cada dia ...
Vou colorindo um lindo arco íris
dentro de mim .
Aqui tem :
O branco da paz
O vermelho do amor
O amarelo da fé
O verde da esperança
O lilás da amizade
O azul de Deus ...
Eu adoro enxergar o lado
colorido da vida !
É o que me salva e me cura
de tantos pesos e feridas !
Eu sou assim ...
Feito criança que jamais
desiste de sorrir e
sua felicidade
florir
E tem dias ...
Que eu pinto e bordo.

"Não conto minhas cicatrizes para provar o que sofri, mas para mostrar a força do meu cimento. O que me derrubou não foi o fim; foi apenas o material bruto para a minha melhor reconstrução."

O Político Não é Meu, O Político Não é Seu

O político não me pertence
O político não lhe pertence.
O político não é meu
O político não é seu.
Abre a mente!
Ele sabe falar,
Ele tem lábia,
Ele nos enrola
Na fala.
Estamos cegos.
Precisamos acordar!
O político não é meu
O político não é seu.
O político não lhe pertence
O político não me pertentece.
Ele faz e nos enrola,
Ele não faz e nos enrola.
Política partidária
É jogo de xadrez,
Somos piões nessa
História, a briga
É entre gigantes.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
Nesse jogo somos
Marionetes,
Conduzido pelo Estado,
Massacrados pelo sistema.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
A sociedade em si é autonoma,
Controlada pelo sistema.
O político não é meu
O político não é seu.
O político não me pertence
O político não lhe pertence.
Por que não desconstruir
Essa farça?

ACEITAÇÂO OU NEGAÇÃO
Autora: Profª Lourdes Duarte


Não entres assim no meu mundo
Sem a mínima especulação
Neste mundo que só eu desbravo
Embora não aceite,
No meu coração não mando.


As fronteiras desse mundo, distantes,
E ao mesmo tempo pertinho ficam,
Aceitação ou negação se confundem
Frágil me sinto com teu toque, percebo então,
O amor ardente, dominar meu coração.


Como verbo dos meus versos
O amor povoa-se no continente
Mudando rumo dos ventos
Que sopra quente, me esquenta por dentro.


Nem sempre a distância
Nesse mundo é distante
Quando bate a saudade
Meus pensamentos, viajam
Voam rumo ao teu encontro.


Nas fagulhas desse mundo
Sinto o amor forte e avassalador
Me atordoando por inteira
Será que isso é amo!
Que se petrifica em meu ser.