Nao Machuque o meu Coracao
Desde muito cedo na minha vida, luto em batalhas imaginarias em meu universo interior. O melhor disto é que muitas delas com o passar dos anos se tornam realidade no futuro, e acabo me sinto mais ou menos preparado.
o artista Moacir Andrade foi o meu maior mestre sobre as cores da Amazônia. Tudo de um jeito simples, como é típico de quem sabe, entre os igarapés, igapós e balneários da Grande Floresta. Suas palavras embebidas de magia do dia a dia, das que se encontra por esperança nas populações ribeirinhas ecoam no meu imaginário nas noites de lua cheia.
Moacyr Andrade, meu grande mestre sobre a arte e a cultura amazônica sempre foi forte e gordo, tinha muita fome em comer generosamente as cores, os sons e os mitos da Grande Floresta. Uma fome gratuita e bela, onde o coração de quem ama é bem maior que a barriga, o comer de conhecimentos para generosamente passar para quem aprendeu a amar também por respeito e liberdade. Hoje sei que quem sabe verdadeiramente distribui o que sabe. O mundo ainda não reconheceu o valor da extensa cultura amazônica deste grande pesquisador e artista. Moacyr Andrade e Manoel Santiago foram meus mestres por graça divina e devem ser considerados os maiores expoentes desta rica cultura regional brasileira.
Parafraseando Olavo Martins Bilac, o príncipe dos poetas brasileiros e meu grande patrono sobre amor cívico das estrelas da cultura do Brasil, exercido ininterrupto pela Liga da Defesa Nacional, desde 1918, o poeta diz em seu soneto - Ora (direis) ouvir estrelas, o soneto de número XIII da coletânea de sonetos Via Láctea. " E eu vos direi: Amai para entendê-las!Pois só quem ama pode ter ouvido capaz de ouvir e de entender estrelas." Assim também vos digo " Amai para entendê-la. Pois só quem ama pode ter ouvido e olhos, capazes de ouvir e de entender a Amazônia. Ela existirá para sempre, bem mais que um grande punhado de verde, distante de tudo que dizem os teóricos da grande floresta.
Meu conhecimento sobre a Amazônia está intimamente ligado ao saber, ver e pensar de meu grande mestre e amigo o artista amazonense Moacir Andrade.
As convecções tradicionais da sociedade são para os fracos. Eu em meu momento, prefiro ser e viver em total liberdade e ser feliz.
Deus é vida e transformação. Meu maior milagre, ocorre baixinho e devagarzinho todos os dias, dentro de mim mesmo, toda vez que por fé, me perdôo e supero as contradições.
A magia de meu nome como um todo, está circunscrito no Livro da Vida, como Reverberar. Verbo transitivo direto, em comunhão com a Luz, fazer com que algum saber aparente seja refletido; ocasionar reflexão assim como os espelhos cristalinos reverberam imagens claras. O verbo reverberar deriva do latim "reverberare"; com o sentido de refletir ou repelir tudo que aparentemente parece mas na verdade, não é.
Por vida e trabalho sou forte mas pelos anos, pelos bons encontros e pelas despedidas, meu coraçãozinho descompassado, se tornou bem frágil.
Ricardo Vianna Barradas, pegando as inicias de meu nome, R mais E, V mais ER e B mais ERA, surgiu a muitos anos minha principal vocação existencial. REVERBERA. Quem não está preparado para criar, copia.
Ao primeiro momento diante do grave erro, meu pensamento e e minha razão ávidos por justiça e liberdade, julgam e condenam mas logo após, ao primeiro momento pós o ocorrido, minha alma e meu coração por vida de aprender um pouco mais a cada dia, perdoa e generosamente oram, para que o mesmo erro, jamais aconteça, nunca mais.
Mesmo afirmando que meu saudoso grande amigo e professor amazonense Manoel Santiago, Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago 1897 - 1987, tenha executado um grande numero de obras originais, desde a década de 1960, começaram a aparecer no mercado de arte nacional brasileiro, um grande numero de falsificações grosseiras e chapadas, com excesso de cores, bem diferentes de suas obras originais. A grande maioria aparecem em leiloes organizados por comerciantes aventureiros, que não possuem qualquer tipo de assessoria especializada e o pior a preços e valores irrisórios. Logo antes de adquirir qualquer obra de arte deste artista, certifique com quem sabe, se não está sendo ludibriado e comprando gato por lebre,
Independente das sociedades, " O céu é meu teto; a terra é minha pátria e a liberdade é minha religião". Somos Calon da etnia milenar Romani.
No meu céu os anjos, arcanjos, querubins e serafins são meus filhos e filhas de atos de amor que por vontade divina, nunca foram nascidos.
O meu gosto é singular e pagoo preço da solidão se tiver que pagar, mas “conexão” é o que estou a buscar. Se não for para transcender, envolver e arder, simplesmente me recusoa ficar.
E assim, vou vivendo dia a dia em meu silêncio solitário quando chego à minha casa, a solidão grita para me fazer companhia.
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