Nao Machuque o meu Coracao
AMOR QUE A GENTE SENTE
Meu amor, hei de amar-te eternamente,
Desde agora, além da vida, para sempre,
Pois que tu és, a minha amada, simplesmente.
Amar-te hei, amada minha, ardentemente,
Como nunca eu amei, tão loucamente,
Pois na vida, só você, me faz contente.
Oh! Amada, que desfez, tão docemente,
A solidão, que me deixava, tão doente,
E tornou-me o meu ser, tão diferente.
Tu agora, já não sai da minha mente,
Só você, me faz feliz, e alegremente,
Eu me sinto, neste amor, que a gente sente...
O espelho, meu.
Eu nunca tive alguém tão companheiro. Sabe que eu já havia desistido de pedir, pedir e pedir... Por fim e enfim: eu, na realidade, eu não esperava mais nada! E também não suplicava absolutamente coisa alguma. E tudo acontece não da “nossa vontade”. E sim da "vontade superior”. Que pode ser divina, celestina, imaginária... Não importa. Quase nunca advém dos nossos próprios anseios. Eu rio; eu falo bobagens; eu pulo. Ele olha; ele acha graça; ele pula junto. Existe algo melhor?! Não... Não existe. Afirmo que jamais havia encontrado um “espelho meu”. Por essas e tantas outras coisas que ficam difíceis de dizer... Que eu apenas repito: Eu nunca tive alguém tão companheiro.
E assim peço, sem desistir, que continue.
"Doces" mudanças.
Peças da vida. Peças de vida. Pego o que sobrou e monto o meu conjunto de sentimentos: confusos, sinceros, tolos e curiosos. Já não consigo ser mais a mesma, algo me estragou. E eu sei o que foi exatamente. Isolo-me. Já não quero mais juntar nada. Então, a vida por sua ingratidão me prega “peças”. Em suas mais variadas formas e preços. E eu as tenho guardado. Repito: já não sou mais a mesma, em nada...
Desconheço-me a cada amanhecer. Adormeço vinho, acordo água.
Hoje amo soul, mas amanhã posso não ter mais esse fino gosto; detalho cada parede e entremeios e percebo as mudanças. Eu já não consigo ser mais ela. Às vezes, dou graças; às vezes eu sinto saudades. Hoje eu tenho, amanhã, não sei.
.............................
Eu não disse?! Não sou mais a mesma.
Numa tarde de abril 1998 encontrei meu amor, levei-o para casa agarrado em meus braços, ficamos juntos por 13 anos, mas no dia 17/07/2011 ele morreu nos meus braços. Não sabia que amava tanto um ser de outra espécie. O nome dele era Chip, um cão pastor belga de olhar calmo e sereno. Muitos diziam que tinha olhar de tristeza ou bondade. Foi meu amor dentre todos os seres.
O que falta pra me libertar? deixar pra trás o meu passado queimar os meus escritos juvenis e deixar de lado ilusões idiotas
Meu EU
Parte de mim é Clébio
A outra metade é Reff,
Parte de mim é minha vida
A outra parte é poesia,
Parte de mim é liberdade
A outra parte é prisão,
Parte de mim é verdade,
A mentira... é só ilusão.
Dia dia, todo dia.
Nesta sala quadrada.
Iluminada, mas fechada.
Exerço meu ofício.
Com peso ou sem peso,
escrevo, leio, digito, reviso, brigo, brinco.
Tenho alma, tenho vida,
mas, aqui, me sinto um pouco vazia.
Como fábrica de robôs,
assim sou eu, olhando este computador.
Ligada, mas isolada.
Preferia estar na praia.....
Minha possessão e meu orgulho, dão lugar a um sentimento muito forte, que me deixa ao seu alcance sempre.
Preciso seguir o meu caminho, e deixar você de uma vez ir. Preciso encontrar a anti-essencia para poder ser feliz. Preciso reconhecer que o futuro tá ai, e eu tenho que ele construir. Preciso e simples preciso, de encontrar a mim.
Mesmo sem ter merecido, eu rogo perdão a Deus
E ainda que esteja vencido te vejo no meu apogeu
E a dor dos meus medos todos seus.
Ó musa do meu aposento porque te foste
Era por do sol de um dia lindo
Até se ouvia o ruído suave da brisa
roçando esses caracóis
Ó musa de tacto com sabor
E paladar de maciez
Teu olfacto sentia o cheiro do nosso amor
Guardado no cofre do pensamento
Deixaste a ferida moral sem sarar
Pingando sangue sem gotas visíveis
Que secaram com quentura do amar
Ó musa…
Prazer
Sinto prazer de estar contigo em meu sonho
Olhar-te apenas de cima abaixo sem parar
Prazer de ouvir que me amas como adoro
Apesar de nunca poder te conhecer e amar
outra vez te revejo tormenta
entranhado nos recônditos do meu cansaço
e nesse tédio fastiento
aguardo naufrágio certo desse amor outrora sonhado
não compreendo esses intervalos indefinidos
que parte a alma minha inquieta em pedaços
deixo ruir então sem esforço algum
os sentimentos agora calados
a noite recolhe as lágrimas rendilhadas
que umedecem os olhos meus desamparados
ofereço-me treva na dor da sombria madrugada
um choro infindo gemente e desesperado
na fronte minha difusa liquida descabelada
sou sombra na escuridão da tua ausência
perco-me toda em lamento, desassossego e angústia
estremeço a turbulência de uma mágoa soluçada
Bebo o cálice da eterna solidão
E caio morta por dentro no pesado frio dos mares de sonho
Destrono-te das vagas espumantes do meu coração
E sigo quieta vazia incompleta
Lavo meu rosto
Para que a água esconda minhas lágrimas
Para que leve consigo as marcas de minha tristeza.
Porém, mesmo que eu tente,
Há algo que não consigo esconder:
A sombra que ofusca o brilho da minha felicidade.
Como pôde ser tão imaturo?
Como pôde destruir todos nossos sonhos,
Todos meus planos, toda minha alegria?
O que mais doe é sua mentira em afirmar que confiava em mim,
Rasga-me sua tentativa imbecil de interferir no que já não existia.
Sua surdez quando eu disse que todo o passado estava apagado,
Causou-me uma repudia crescente.
Não encontro justificativa plausível para seus atos descontrolados,
Não consigo aceitar que não te conhecia de verdade,
Não consigo digerir seus ataques absurdos de ciúmes.
Eu o escolhi para fazer parte da minha vida,
E é assim que você retribui?
Pisando no meu sentimento como se tudo fosse um tapete velho?
Extraindo dessa face lágrimas indesejáveis de dor?
Esmagando nossa história nesse mar de desconfiança?
Trazendo-me um passado indesejado?
Mas não se engane,
Quem mais perdeu nessa história não fui eu.
Você perdeu uma mulher que o amava;
Perdeu quem o tinha escolhido como parte dos seus sonhos;
Perdeu quem o queria como realidade;
Perdeu quem você havia conquistado a cada palavra, a cada vez que o ouvia falar;
Perdeu quem afirmou que seria sua,
Perdeu quem aprendeu a te amar.
Sua tolice repele a cada instante tudo que senti,
E meu amor próprio me diz que lamentar não ajudará em nada,
E que nenhuma gota de lágrima merece ser derramada pela suas atitudes idiotas.
Que seu erro queime no fogo da sua culpa de ter me perdido,
Que seu maior prazer seja me ver feliz ao lado de outra pessoa.
http://quandoaspalavrasfluem.blogspot.com
Hoje tive meu segundo encontro com Sophie, e depois de meses sem nos vermos, ela tinha muitas novidades pra me contar e me contou uma história muito interessante.
Me contou que sua mestra lhe deu asas, sim, aquelas duas tábuas de suavidade que geralmente ficam sobre as costas, e que estava muito feliz, teria então chegado no auge de sua felicidade, sim depois de quase uma década soterrada em solidão, ela estava com seu ego á flor da pele, gritava em todas as janelas, dizendo que haviam flores sobre sua cabeça.
Então as calçou, a sensação era como se pedacinhos de marshmallow estivessem a rodeando, era uma sensação de extrema harmonia, tocando-a suavemente.
Então lhe interrompi, pedi onde estavam estas tão gabadas asas – com anseio de também poder usá-las e sentir um pouquinho do marshmallow. Nesse instante Sophie apenas olhou-me com suas bolitas dilatadas e úmidas, e me disse, entreguei-as para uma bela e simpática nuvem, para que lá de cima, os pedaços fartos de marshmallow possam descer como pingos de chuva, causando uma tremenda nostalgia ás pequenas e doces mentes da terra.
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