Nao Machuque o meu Coracao
Eu digo: Oh, meu Deus, eu vejo você passando
Pegue minhas mãos, querida, e me olhe nos olhos
Como um macaco, eu tenho dançado a minha vida toda
E você implora para me ver dançar só mais uma vez
Tenho meus sonhos ao meu lado
Eu os mantenho no meu bolso para que, quando tiver a chance, eu possa arrancá-los e liberá-los
"Um segundo antes do meu desencarne, é vida, então vou aproveitar todos os minutos, segundos e instantes de minha encarnação."
Eu estou aqui sentado
Um tanto entediado
Meu amigo está ocupado
E a garota que eu conversava
Bom... não trocamos nenhuma palavra
Estou sem fazer nada
Portanto comecei a escrever
Para simplesmente dizer
Que gostaria de estar em casa
Pois tenho um projeto
Mas ele ainda está incompleto
Sou eu, e eu sou meu.
Tenho orgulho de ser meu, tenho desejo de ser teu.
Mas será que consigo ser teu sem eu?
Acho que por isso não sou teu, receio ficar sem eu!
Os Cantos dos pássaros, os murmúrios das matas, percebi a solidão no meu silêncio.
Atenta, busquei entender a Vida. Sou um sopro de respiração gigante, e um nada perto de um pulmão de um pássaro.
O meu desejo foi entender: a linha, a letra, a cor e o movimento.
Busquei por eles toda a vida.
Desenterrei ossos e abri corações. Ainda que elétrons não cheguem ao núcleo.
Procurei os traços; e tinta em toda parte.
Vi o mundo; e ele trouxe-me palavra como vento. Ainda perdido nas cores; fechado–e sem perceber; comecei a escrever.
Meu Ceará
Terra do homi valente
Cabra macho range os dente
até o sol é mais quente
que quando bate na testa da gente
da até prum ovo fritar.
Meu Ceará tem coisas que não dá
pra contar pra toda essa gente.
Terra de boi e boiada
forró quadrilha e vaquejada
pamonha canjica e cachaça
festa no meio da praça
e muier pra namorar
Meu Ceará tem coisas que não dá
pra contar pra toda essa gente.
Terra que se arroxa o nó
mas as obra aqui é cada vez pior
existe aqui um tar de metrofor
que so Deus sabe quando é que vai acabar.
Meu Ceará tem coisas que não dá
pra contar pra toda essa gente
Terra de homi valente
menino anda descalço na areia quente
e graças a Deus que não fica doente
porque se ficasse nao tinha hospitar.
Meu Ceará tem coisas que não dá
pra contar pra toda essa gente
Marcelo Farias
Minha, fonte tua que jorra água que chega às minhas flores e intercepta as raízes no milagre do meu sangue que cruza a respiração das minhas células desde as tuas. Fonte tua de que vive a minha e onde nasço cada dia antes morto e agora ressurreto.
Meu bem
Me diz por que vc tá assim
Mostrando um sorriso sem fim
Me fala o que vc tá escondendo
Sei que o que vc sente tá doendo
No âmago do meu enternecimento, esbarro-me cotidianamente com a decrépita e impertinente aflição.
Agarro-me na credulidade e velejo na inquirição.
Atino a refutação veraz que me traz paz, seguindo com a mesma amabilidade de sempre! remando para os verdes campos do contentamento.
A CRIAÇÃO ATORMENTADA
Por baixo do fino tecido que envolve o meu travesseiro, ouço os ensurdecedores brados das letras que me perseguem incessantemente. Fragmentos de vozes fantasiosas, segredos do invisível e confidências do desconhecido, em falas soletradas pelo próprio sussurro do vento, fecundam-se no vago silêncio da madrugada, tornam-se vivas, constrangem os meus quereres, compelem a minha alma, dominam o meu corpo e clamam por liberdade. Frases anotadas no breu da memória, e blocos de anotações riscados dentro do meu multiverso letrado. E entre o mexido remexido do meu corpo contorcido, textos lidos, relidos e cravados, como quebra-cabeças rabiscados permeando as dobras do meu lençol amarrotado.
Rendo-me então aos gritos de vogais, aos ecos de consoantes, aos advérbios de tantas formas, e as mil formas de orações. Beijo a tortuosa face da noite, despeço-me do assossegado aconchego do meu cobertor, e entrego-me ao martírio mediúnico de trazer todo o desconhecido à tona.
Divido-me em infindáveis interrogações, espantosas exclamações, e escudo-me atrás dos imorredouros reticenciados três pontos, que se forjam dispostos paralelamente em uma linha, ladeando uma expressão qualquer. Entretanto, no vácuo apressado de parir vidas letradas, a perfeição do ensaiado faz-se sempre aberrante ao intento do parto: escrevo em tempos inexistentes, crio adjetivos fantasiosos, e nem sempre recorro aos artigos. Açodado, mastigo ditongos e anseio vômitos de tritongos, entre soluços de hiatos. Engulo vírgulas, regras e normas. Cuspo exclamações, pontos finais, reticências... Mas, sigo em jorros gráficos, emudecendo todos os traços fônicos que ressoavam dentro de mim até desvelar o desbalizado limite da criação.
Normalmente, é quando as mãos doem, a coluna grita, a vista embaça, e as ideias se decompõem na fadiga mental. Inobstante, adiante do esgotamento da carne, existe ainda o além. O ilimitável impulso de seguir adiante da digladiação física e extrafísica. Pois, quando se reduz aos apelos do corpo, não é o suficiente para os anelos da alma, e os músculos costumam se vingar em espasmos inquietantes na cama, formigamento nos pés, e pontadas finas na parte inferior do abdômen, envoltos ao reavivamento das vozes conclamando por novas palavras.
Vai-se o sono, o cigarro, o café e o sossego, enquanto a verve retorna ao oriundo centro do nada, e tenta – a cada afronte da tela em que os olhos ainda entreabrem – uma nova palavra. Vencido o cansaço, as pupilas reabrem, as ideias ressurgem, o dia clareia e o corpo inteiro em uma junção milimétrica dos dedos fazendo letras pelas mãos, e delas nascendo histórias, tornando-se uma extensão continua e sem emendas entre a fantasia, as palavras, a magia e o mistério divino do prazenteiro ato sofrível de escrever.
Vida minha, vida eu.
Amo minha vida
Amo meu olhar no rosto sem harmonia
Amo minha cintura fina acima do culote rechonchudo sobre meu quadril de mulher madura
Amo a cor do baton sobre o meu lábio vincado das marcas dos beijos dados ao longo da minha vida comprida
Amo as fotos nítidas sem borrões ou rodeios, aquelas que mostram as manchas no rosto disfarçadas sob a base bege médio
Amo a pose no espelho do meu corpo de meia idade
Amo cada ruga do meu rosto, cada fio de cabelo branco da minha cabeça feliz
Amo saber o que sei dado o tempo de vida que tenho
Sou feliz, sou grata, sou aquilo que deveria ser, não sou mais e com certeza não sou menos, recebi em mim o que mereço.
Amo ser eu.
Gosto de olhar seu sorriso enquanto me observa.
Seu sorriso ilumina meu dia e me faz sentir-me tão leve como se nada no mundo me afetasse.
Gosto de sentir seu calor quando toca minhas mãos.
Seu calor é tão intenso que as vezes te confundo com o sol, ainda bem sabe por que? Pq somente com o sol podemos ter vida, e somente com vc posso viver.
Gosto que nos zoem por sermos eu casal fofo.
Chego a ficar envergonhada e pedir pra pararem, Mas confesso que gosto disso. Gosto de saber que reconhecessem oq sentimos um pelo outro.
Gosto de te observar quando está pensando.
Somente quando te observo percebo o quanto vc é precioso pra mim; somente quando te observo percebo o quanto sou sortuda por ter alguém tão maravilhoso me amando.
Gosto de te ver seu rosto quando está irritado.
É tão bom te ver irritado pq vc nunca consegue ficar irritado comigo, seu sorriso bobo é o que mais contagia, Pq vc quer ficar bravo mas não consegue.
Gosto quando sinto meu corpo sendo aquecido pelo seu caloroso abraço.
Somente assim me sinto protegida e amada. Somente quando estou envolvida em seus braços sinto que tenho algum lugar pra voltar quando eu saio. Somente em seus braços sinto que tem alguém que se importa. Somente em seus braços consigo sentir algo dentro do meu peito que é admiravelmente inexplicável.
E quando estou longe de vc esses sentimentos desaparecessem e acabo mergulhando em profundas lágrimas, Mas aí vc manda uma mensagem dizendo que me ama e eu gosto quando vc escreve que ama...
Porque Quando vc escreve "eu te amo" eu sinto uma voz doce tão boa de se ouvir aqui do outro lado da tela, é tão bom sentir que alguém te ama sem ser obrigatório, ouvir um eu te amo de verdade. Um eu te amo não porque temos laços sanguíneos ou porque convivemos juntos mas sim um te amo pq sabemos que precisamos um do outro; é algo tão bom se de ouvir.
Outro dia fui ao cinema assistir ao filme da Malévola, que ao meu ver está muito a frente de nosso tempo. O filme fala mais do que realmente é retratado em cenas, é preciso ter sensibilidade para entender.
Os mocinhos não são quem pensamos, olhamos uma pessoa com sua aparência e imaginamos o quão bondoso ou generoso é, imaginamos como deve ser sua vida, como são suas atitudes quando ninguém está vendo e o quão incrível ela deva ser.
O filme quebra paradigmas, preconceitos e confronta boa parte do que aprendemos ao longo de nossas vidas. Jolie foi maravilhosa em sua atuação como mãe adotiva, aliás, se tem algo que ela entende muito bem é com amar.
Aprendemos que filhos são aqueles que o ventre abriga, mas no filme uma das relações mais lindas ao meu ver é justamente a relação de uma adoção. É lindo, audacioso e genuíno.
Também aprendemos que os vilões são monstros deformados ou diferentes dos padrões humanos, aprendemos que as trevas são habitáculos de maldade e desamor e se tem algo que aprendi bem assistindo ao filme é que nem sempre o monstro é o vilão, nem sempre as trevas simbolizam maldade e desamor, as vezes é fruto de alguma dor.
E por fim, aprendi no primeiro filme que nem sempre é o mocinho que salva a princesa, mesmo que ele tenha algum afeto ou amor, às vezes é a pessoa que menos imaginamos, a mais ferida, a mais magoada...
É gosto reaprender....
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