Nao Ligo pra o que Voce Pensa

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Contos de fada não falam apenas sobre casar com principes encantados, falam sobre realizar seus sonhos.

Não quero porto seguro, só âncora, vela e mar. Âncora para ser meu porto, vela para me levar, mar para, no litoral, as minhas ondas quebrar.

Em algum momento o mundo se tornou um lugar fútil, superficial e de aparências.
Já não se vivem os momentos, os registram através de selfies postadas nas redes sociais.
Esse excesso de exposição esconde consigo uma procura insaciável por aprovação.
Se busca a aprovação de pessoas que em muitas vezes nem se sabe quem são.

A quantidade de dinheiro que alguém tem acaba decidindo quem é o vencedor. Isso não termina dentro das paredes de um cassino, nem é fluxo de dinheiro. É uma regra que constitui a base para uma sociedade capitalista!

⁠Não vá aonde tem um bom louvor, grandes palestras e linda arquitetura. Vá aonde o Evangelho é pregado.

A vida não é como a página de um livro, que podemos voltar e reler aquilo que não entendemos.

Deslizo pelos dias, tantas comemorações, minha vida esse raio de sol que não cessa.
Já escrevi muita coisa triste, já perdi tanta coisa com resignação e até com destreza.
Agora nem me apavoro, toda dor é só um sopro em meio ao que vislumbro de possibilidades. Criatividade, eu aprendi, é inventar alternativas quando não se tinha. Onde não se via. Por enquanto, só o que tem me preocupado são as novas regras ortográficas, já que palavras compõem meus fatos, meus sonhos, minhas narrativas.
E se eram os hífens que me separavam do meu amor-próprio, tenho tudo que preciso agora: tanto autorrespeito.

O adulto não existe. O homem é um menino perene.

Nelson Rodrigues
O Remador de Ben-Hur

⁠Primeiros Erros


Meus erros não me definem
Mas a mim transformam
Não posso ser rotulada por um erro, ou algumas escolhas erradas em uma fase ruim da minha vida!
Não posso exigir do meu antigo eu algo que só as péssimas experiências a mim trouxeram.
A maturidade vem com toda nossa vivência, seja ela boa ou ruim!
Meu processo de transformação e superação é quem pode falar por mim o quanto precisei ressignificar e evoluir

Quantas vezes precisarei me refazer?
Não sei. Sei que posso mudar de ideia amanhã sobre algo que penso hoje e tá tudo bem! Aprendi isso ontem, quando precisei mudar e me transformar no que hoje sou!

Além da Imagem: O Olhar que Transcende

A fotografia não é apenas uma imagem congelada no tempo. Não se trata apenas de uma foto; é a tradução visual de um sentimento, uma história que vai além do que o olho pode ver. É um olhar profundo sobre o mundo, uma forma de revelar aquilo que muitas vezes escapa à percepção cotidiana. Cada fotografia carrega uma parte da minha alma, uma expressão única de como vejo e sinto o mundo ao meu redor.

O Silêncio Entre Nós


Meu silêncio tem o teu nome.
Carrega tudo o que não digo,
tudo o que se perdeu entre um olhar e outro.


Já não sei se calo por medo,
ou por costume.
O amor que era verbo,
virou pausa,
reticência.


Te escuto, mas não te ouço.
Te vejo, mas não te sinto.
E, mesmo ao teu lado, há um abismo.
Não de distância,
mas de ausência.


Meu silêncio não é paz.
É refúgio.
É o lugar onde escondo o que restou de mim
depois que o “nós” se desfez em eco.

Perdão pelas Ausências


Peço perdão a todos que eu não consegui responder, nem me conectar.
Perdão àqueles a quem eu disse que estava tudo bem — só para não preocupar, só para não precisar explicar o que nem eu sabia dizer.
E peço perdão também a quem um dia recebeu um “oi” meu, um pedido simples de atenção, de conversa, de oito minutos de presença…
Mas que talvez também estivesse travando suas próprias batalhas, e não percebeu que aquele gesto era um pedido de socorro disfarçado.


Hoje eu entendo: a ausência não é só minha.
Vivemos todos cercados por presenças que não estão de fato aqui.
As redes sociais estão cheias de gente, e, ao mesmo tempo, tão vazias de encontro.
Ninguém parece realmente preocupado com o “eu” verdadeiro de mais ninguém.


E os poucos que ainda se preocupam, se afundam, como eu, no excesso de sentir.
Sentem por todos, carregam o mundo nos ombros e, aos poucos, se afogam na própria empatia.


Talvez o silêncio não seja falta de amor, mas o peso de sentir demais num mundo que sente de menos.

Na era do físico perfeito, eu sigo me apaixonando pelo que não se exibe: gestos que acolhem, atitudes que revelam verdade, ações que abraçam sem tocar, gentilezas que dizem tudo sem exigir nada. É nesse invisível que meu coração encontra lugar.

Para minha rede de apoio,

Eu queria dizer tudo de forma simples, mas aprendi que o que não é dito não pode ser compreendido. Então deixo que essas palavras saiam do lugar mais profundo de mim — daquele canto silencioso onde a dor se recolhe, mas também onde nasce a gratidão.

Hoje, eu reconheço que transbordei. Transbordei porque consegui captar, acolher e cultivar a amizade de vocês. E isso, para mim, é raro. É precioso.

Eu espero um dia conseguir retribuir minimamente — mesmo que seja com pequenas demonstrações, pequenos gestos, algum resultado que mostre que o cuidado de vocês encontrou abrigo em mim.

Eu agradeço a cada um de forma individual, porque cada pessoa aqui teve um papel único na minha trajetória.
E por mais que eu busque, não existem palavras capazes de traduzir o tamanho da minha gratidão.

Eu também peço desculpas por ainda não conseguir expressar alegria do jeito que gostaria.
Ela existe — ela vive aqui dentro —
mas está contida, presa em uma parte de mim que ainda está tentando despertar.

Um dia, eu já transbordei sorrisos pelos olhos, pelos abraços, pelo jeito de falar.
Hoje, meu corpo está anestesiado, cansado, tentando se recompor.
Mas quero que saibam: mesmo no silêncio, mesmo na ausência do brilho que eu já tive,
aqui dentro ainda existe um coração profundamente agradecido.

Obrigada por não desistirem de mim. Obrigada por ficarem.

Atraindo olhares


Atraindo olhares não é sobre ser vista, é sobre revelar o que muitos passam sem notar. É fazer o mundo pausar diante da sua arte — a sua terra, o seu povo, a sua história, a sua verdade. Cada imagem é um convite silencioso: chegar mais perto, sentir mais fundo, reconhecer-se nos detalhes que você eterniza. Porque fotografar, para você, é mais do que capturar a cena — é despertar memória, movimento e pertencimento em quem olha.

Orações escritas


Deus,
hoje eu não tenho força para explicar o que dói.
Meu coração está pesado, meus pensamentos cansados,
e minhas palavras quase não saem.
Estima-me em Ti, Senhor.
Quando eu não conseguir me amar,
quando eu não conseguir me sustentar,
sustenta-me Tu.
Lembra-me que ainda sou vista,
mesmo quando me sinto pequena, esquecida ou frágil.
Ajuda-me.
Ajuda-me a atravessar este dia.
Não peço grandes respostas,
apenas o alívio de não caminhar sozinha.
Segura-me quando eu vacilar,
acolhe-me quando eu chorar em silêncio.
Se for possível, descansa minha alma em Ti.
E se não houver descanso agora,
fica comigo na tristeza.
Isso já basta.


7de janeiro de 2026

Somente por amor a gente se arrisca.


É por amor que caminhamos em direção ao que não sabemos explicar, como quem segue uma miragem no meio do deserto. Sabendo, no fundo, que pode não ser real — e ainda assim indo. Porque o amor não pede garantias, pede entrega.


O amor nos ensina a decifrar silêncios, a escutar o que não foi dito, a tocar mistérios com mãos trêmulas. Ele nos faz acreditar em promessas que ainda não existem, em destinos que só se revelam para quem ousa permanecer. É uma música que começa baixa, quase imperceptível, mas que cresce dentro da gente até não caber mais no peito.


Há algo de miragem no amor: ele cintila à distância, nos chama, nos ilude e nos salva ao mesmo tempo. Às vezes é engano, às vezes é esperança. E mesmo quando descobrimos que não era água, seguimos adiante, porque a travessia também nos transforma.


Amar é arriscar-se ao impossível. É atravessar desertos internos guiados apenas por uma melodia que insiste em tocar. É escolher sentir, mesmo sabendo do cansaço, da sede, da queda. Porque só o amor nos convence de que vale a pena ir além do que é seguro, além do que é lógico, além do que é visível.


E no fim, mesmo que a miragem se desfaça, algo permanece: o som da música que nos moveu. A coragem de quem ousou. A certeza de que só por amor a gente vai tão longe.


Por Jorgeane Borges

Há uma pressa que não leva a lugar nenhum.
Na corrida pela vida, esquecemos de viver.
O esforço constante para sobreviver ocupa tanto espaço que a própria vida passa despercebida — silenciosa, enquanto estamos ocupados demais tentando dar conta de tudo.

E quando percebemos, não foi o tempo que faltou.
Faltou presença.

Devocional



Hoje, uma palavra na minha devocional me atravessou. Não como conforto imediato, mas como espelho. Ela trouxe à memória cenas de injustiças — aquelas que vemos acontecer entre pessoas, aquelas que nos atingem diretamente e até aquelas que apenas assistimos à distância. Cobranças excessivas, falácias disfarçadas de verdades, julgamentos lançados com facilidade. E quase sempre reagimos com indignação. Achamos absurdo. Injusto. Condenamos quem condena.


Mas, nesse movimento, algo me foi revelado: eu esqueço de olhar para a pessoa que mais me julga.


Sou eu.


Sou eu quem mais me cobra. Quem mais aponta meus erros. Quem revisita falhas antigas como se fossem sentenças eternas. Sou eu quem, em vez de reconhecer qualidades, insiste em enumerar defeitos. Quantas vezes fui carrasca de mim mesma? Quantas vezes fui juíza severa, algoz silenciosa, aplicando penas sem direito a defesa?


Eu não me deixo descansar. Não me concedo pausa. Não me permito respirar antes mesmo que qualquer ataque externo exista. Muitas vezes, o tribunal já está armado dentro de mim, e a sentença já foi proclamada antes que alguém diga qualquer coisa.


Carrego um dilema interno diário: julgo como erro aquilo que talvez seja apenas humanidade. Trato processos como fracassos. Transformo aprendizado em culpa. E vivo me antecipando à dor, como se isso me protegesse — quando, na verdade, só me cansa.


Essa reflexão não nasce para me absolver sem consciência, mas para me lembrar que justiça também começa no modo como me trato. Que misericórdia não é permissividade, é entendimento. E que talvez o maior ato de fé seja aprender a silenciar essa voz acusadora e permitir que a graça — inclusive sobre mim — tenha espaço para existir.


Hoje, mais do que apontar injustiças no mundo, eu escolho observar como tenho sido comigo. Porque, muitas vezes, a batalha mais dura não é contra os outros — é contra a forma como aprendi a olhar para mim mesma.


13 de Janeiro 2026

Há um julgamento acontecendo o tempo todo.
Não na praça, nem nos tribunais,
mas dentro.


Apontamos o dedo para o mundo
e, quando ninguém vê,
erguemos o martelo contra nós mesmos.
Condenamos erros, falhas, atrasos, silêncios,
como se fôssemos obrigados a acertar sempre.


Mas que sociedade se constrói
quando cada um aprende a ser
o próprio algoz?
Que mudança é possível
se a primeira relação consigo,
já nasce em guerra?


Talvez transformar o mundo
comece por um gesto quase invisível:
diminuir a dureza do julgamento interno,
reconhecer a humanidade no outro
porque ela foi, antes, reconhecida em si.


Mudar a si não é se absolver de tudo.
É aprender a julgar com consciência
e viver com mais responsabilidade
e menos crueldade.