Nao Julgue meus Sentimentos
Mordomo Querido
Uns meses que parece eternidade,
Como os meus versos de palavras frias,
O seu ceifar, entre murmúrios e saudades,
Nas vísceras da vida, a criar na dor suas sintonias.
À inevitável senda, em palavras dissonantes,
Testemunha e vítima das desventuras terrenas,
Percorrendo o espectro das existências distantes,
Num poema sem eufonia, rimas atrozes ou pequenas
Que no além, sejas agora o eterno guardião,
Das memórias vivas, dos feitos e desfeitos,
Entre a terra e o além, numa eterna transição,
Meu mordomo querido, meu amigo eleito.
Descansar? Paz é utopia, e no além não há sossego,
Paulo, mordomo querido, na eternidade de um enredo,
Guarda-nos de teu posto, nas sombras do teu eterno apego.
Sob constelações, teu serviço é divino fadário,
Além da vida, és guardião, nosso eterno secretário,
Na penumbra etérea, permanece o teu legado.
Decrepitude
Os meus flagícios são inumeráveis.
Encontro-me e estou perdido.
De resto, sou sempre outro.
Tenho imaginações acriançadas.
Sendo o mestre em tapeações.
Bebo o veneno cálido das flores.
Feridas das minhas ignaras pretensões.
A prova de que sou inerte.
O espírito advém da misantropia adiafórica à minha senilidade.
A minha alma possui cem anos.
Homens, a vós que despedacei os corações;
Unam-vos e comemorem a minha condenação eterna!
Corações despedaçados!
Julguemos juntos às estranhezas da natureza humana.
Cicatrizes distintas das feridas deslocam-se em injúrias.
O espírito resplandece do Averno matutino.
Cala-te! Digo aos meus ignaros pensamentos.
Findam-se as falsas crenças na ilusória sapiência emérita.
Gritos trifásicos aos septívocos ouvidos fatigados.
Sepulto em meu coração os pensamentos ignaros.
Cem anos de inglória existência e não me compreendo.
Tolices da libertinagem eterna!
Sobejas vencidas da minha carne jazem aos funéreos sepulcros canibais.
Devoram-me os cavalos de Diomedes.
Demônios me libertem!
Não devorem um corpo que jamais os pertenceu.
Se a carne é do espírito, o meu, encontra-se infecto em prantos deíficos.
Foi preciso navegar dentro do próprio sangue!
Consumir-me dentro de minhas crateras vulcânicas vitais.
Mergulhei em lágrimas que me são desconhecidas.
Afrontei o desconhecido, presenciei todas as ilações e todas as crenças.
Conheci os ensangüentados mares da vida!
Cujos prazeres maiores eu descobri ao término da longínqua travessia.
Com o meu peito na escarpa repleta de anjos!
Construí festins comemorativos às visões que fiz.
Estranhos corroam-me com esmeraldas e ouro maciço.
Protejo as vossas frontes de possíveis idéias colossais.
Danças, gritos, bailes ilusórios!
Perpetuo em meu inquieto leito de perguntas sobrenaturais.
Provinda da minha funesta amálgama craniana.
Perverto a imagem agradável dos prados!
Venturas únicas de frutos fantasmagóricos,
Visões profanadas, insistentes na falsidade do real.
Paisagens sempre afáveis aos olhares humanos.
Façamos todas as perguntas imagináveis.
São inumeráveis as respostas da existência.
Eternas dádivas compreendidas unicamente pelos visionários.
Se há na vida limites, só na morte a ultrapassagem é permitida.
Incoerências às minhas próprias palavras!
Concepções fluentes e absurdamente improváveis.
Os pensamentos não mais caminham na mesma direção.
Eis a formação do contraditório.
A dúvida inicia o pacto sangrento com o espírito interrogatório.
Os ritmos não são os mesmos, toda época tem um ritmo.
Por sorte não nasci na época certa.
Que ritmos possuem a alma de um homem que se mutila em próprios ideais?
Às perguntas são inumeráveis!
Sou um infeliz viajante com alma funesta.
- Perguntas, perguntas, elas são infindas!
Hiulco o meu espírito e não se há ninguém para confortá-lo.
Tornei-me mais uma entidade do que uma pessoa no palco. Sempre senti a música em meus ossos e em meu sangue; eles roubaram isso de mim.
Estrada
Sejamos sérios, - meus senhores.
Para que a caminhada aufira algum préstimo,
Ainda que o êxito derradeiro seja a fatalidade da morte.
Faz-se necessário a nossa imprudente e farisaica desunião.
Sou o residente de um incipiente trâmite.
princípio das veleidades paternas.
criação de um desejo ábsono ao meu.
Não! – Não sou o único!
O mundo tramita inartificioso e irrealizável no itinerário. Altercando insaciavelmente na batalha.
Que tem por fim único: - A busca de novas paisagens.
O caminho é árduo e somos muitos.
O tropel prossegue inefável na fantasmagoria que insiste parecer real.
Que fazemos, nós? Alimentamo-nos de ilusões!
Perdidos no onírico de vários caminhos e de uma única saída.
Ah, a morte! A morte! Há novos caminheiros e ela permanece.
Nos caminhos que passam diante dos nossos olhos!
Nos sentidos que vagam ínterim as nossas almas.
Antigos amores, glórias juvenis, avaras riquezas,
Exímia é a riqueza.
Absolutamente em tudo, recordar-se-me-á a estrada.
Demônios e anjos! – Todo tipo de raça e imaginações.
Enfim, mortos e sepultos nos corações humanos!
A Luz da lua me traz lembranças...
A luz da lua me iluminou nos meus piores dias, quando da janela do meu quarto olhei para o céu e fui iluminada por toda a sua luz. Fones engatados no Mp4, música no último volume e lágrimas caindo, até o amanhecer.
Olhando pra sua luz, consegui imaginar um futuro incerto, ainda distante, do dia em que deixaria de sentir esse vazio, que me consumia a cada dia.
A sensação de paz que percorria.
Hoje o céu está nublado, mas sei que ela está me encarando novamente, me esperando na janela, para escutar mais alguma história de melancolia
Vá e leva contigo o bem mais precioso que há em mim...
Meus versos...
Minhas delicadas e grossas palavras...
Meus sentimentos...
Meu amor.
Vai e decide se me levará ou se me deixará...
Vá, e me leve em seu coração, no mais profundo, pra que ninguém ache e nem me perca...
Vá, mais vê se volta logo...
Vá, e leve com você meu precioso tesouro, minha escrita...
Vá, só não esqueça de mim...
Vá, vida minha... eu nunca te esquecerei.
Vá, ama minha... Sempre te esperarei.
Vá, vá depressa... E saiba que te amarei! Hoje, amanhã e depois,
É difícil recomeçar todos os dias, arrancando de dentro de meus pensamentos, a saudade que sinto de você.
Foi somente após completar 50 anos que aprendi a usar mais meus olhos do que minha cervical durante as caminhadas. Assim, descobri que observar com os olhos enriquece minhas caminhadas mais do que sobrecarregar a cervical. A cervical é projetada para sustentar nossos olhos, destacando a importância de cuidarmos da saúde de nossas costas e pescoço para manter uma visão saudável ao longo da vida.
quando eu sinto sua falta..
quando eu sinto sua falta eu fecho meus olhos e lembro de como eu era feliz com suas brincadeiras, seus sorrisos, suas piadas sem graças, seu jeito bobo de ser, quando você dava aquele seu sorriso de canto com um olhar apaixonante, quando você chorava com medo de me perder, quando eu e vc ficavamos falando mal das pessoas que nós não gostavamos, quando vc me tratava com todo cuidado do mundo, de quando vc me estressava, quando virávamos madrugadas conversando sem perceber, são tantas coisas que não caberiam aqui.
me deito
e você está ali
do meu lado
olhando meus olhinhos
cantando a música do galinho
encontraram o galinho
mas você não me encontrou
sigo perdida ainda
sem rumo
com saudade
querendo estar
de volta
junto a ti
nos teus braços
onde você está?
não te vejo mais
papai?
vem logo,por favor
quero o senhor cantando
a música do galinho
pra mim até eu dormir
como sempre fazia
papai?
é você?
ja são 2 da manhã
e eu não estou deitada
no seu peito te ouvindo cantarolar
papai?
''os meus olhos veêm o passado,o presente e o futuro, minha alma absorve as energias.. Meus olhos são negros,como o vazio, mas é iluminado como o infinito''
Existe um amor que queima com intensidade meu peito, delírios invade meus pensamentos, reais desejos ficam exposto em formas de veias pulsantes. Loucura? Desejo? Amor? Paixão? Nada descrever essa criatura gritante.
"Lugar Nenhum"
Meus sentidos estão falhando, minha mente viaja para longe do meu corpo. Sou arrastada para as memórias obscuras, não vejo, não ouço, não sinto nada. Minha alma flutua pela ponte da lembranças, não existo. Mas ao mesmo tempo, estou em todos os lugares. Não interfiro, não participo, estou aqui, e não estou. Não respiro, não posso chorar.
Eu faço dos meus versos
Um tipo de oração
Como se estivessem impressos
No livro do coração
A noite quando me deito
Recordando o meu dia
Projeto sempre em meu leito
Um amanhecer que irradia
Mas nem tudo é atendido
Nessa minha oração
Mas fico agradecido
Parto pra prorrogação
A música me abraçava como o seu sorriso caloroso, trazendo alegria aos meus dias. Mas hoje, as melodias são pétalas tristes que desabrocham e caem, acompanhando minha saudade profunda por você.
Quando a chuva molhar os olhos teus
E a saudade bater em tua porta
Olhas para os olhos meus
Entenda que nada mais importa
Se a dor te faz prisioneira
Rebentas a corrente e se liberta
Que sejas a tua pioneira
A primeira a abrir a tua porta
Talvez esse medo que consome
Encarcerado teus ais
Quebra a corrente e ele some
Te mostrando doque tu és capaz
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