Nao Julgue meus Sentimentos
Às vezes eu penso em tudo o que faz os olhos brilharem e vejo que dentro dos meus muita coisa mudou.
B.
Hoje a vida me apresentou alguém... Aí meus olhos disseram: "Nós aprovamos." Mas meu coração protestou: "Deixa pra lá, ainda não estou preparado." E aí a minha razão opinou: "Eu estou com os olhos, também aprovo; mas se o coração disse que não está preparado, quem sou eu pra contrariar?"
Já sorri, já chorei, minhas
lagrimas que sai dos meus
olhos, já secou, meu sorrisso
continua triste.
Gostar de alguém nem sempre é o suficiente para trilhar os meus caminhos,dividir uma mesma história!!!!
Diante das arvores, do vento, do sol, do latido do cão, meus pensamentos me levam até voce. São sintomas de amor, está longe de ser paixão.
Às vezes escrevo para fugir de mim e por diversas vezes acabo me encontrando em meus rascunhos por que acabo sendo eu mesma em minhas palavras.
Meus olhos
Meus olhos, quando vêem a maldade, logo se derramam...
A maldade do mundo me entristece, mas tenho que ser forte.
Só Ele me ajuda, ele me ajuda a me livrar dessa tristeza,
Fecho meus olhos e posso ver o que eu quero ver,
Um mundo sem tristeza e maldade, onde existe o amor.
Não quero ver o que não posso, mas insisto em ver.
Queria por momentos ficar cego pra não ver
O que eu não quero ver...
Peço pra não ver, mas à força abrem meus olhos
Só pra me fazer ver o que eu não quero ver.
A violência estampada em jornais me mostra a verdade,
Essa verdade me dói, mostrando que nosso mundo é um mundo de dor.
Meus olhos vêem que os homens destroem a paz e o amor;
E no lugar, constroem-se guerras e ódio.
Meus olhos não querem mais ver isso, esse mundo triste
Onde somente se vê o mal, só a maldade apenas,
Onde os lugares do amor são raros,
E do ódio são inúmeros...
Quero fechar meus olhos agora e ver que pode ser melhor,
No fundo eu sei que isso é apenas uma ilusão...
A maldade no coração dos homens faz com que isso se torne uma utopia,
Eu desejo ver pessoas sendo tratadas por iguais,
Por serem o que são e não pelo o que têm; ver todo o
Mundo se amando e não se odiando.
Meus olhos não querem mais se abrir pra ver violência e destruição
Ver fome e sede... Doenças e guerras...
Pessoas morrem por falta de pão e copos d’água.
Tão simples... Mas não temos recursos...
Preferimos viajar à lua, descobrir mais estrelas ou expandir nossas terras,
Não é simples... Mas por isso nós podemos pagar...
Meus olhos se derramam, ao ver o grande desamor...
A hipocrisia que o mundo é inserido e ainda mais;
A maldade que fere meus olhos,
Dos líderes que não sentem no estômago a falta de pão,
E na garganta a falta de água...
Ah... Verdadeiramente...
Meus olhos não conseguem ver isso...
Eu bati, escorreguei e cai. Meus pedaços caíram no chão do meu quarto, ficaram lá sem que ninguém os concertassem... Já me joguei tão forte que quando bati meus pedaços foram uma grande forma de um quebra-cabeça gigante. Mas são eles que, colocados de volta no lugar, fizeram-me ser o que sou hoje, fizeram-me ter a força que tenho hoje e me fizeram ser as experiências que vivi. Por isso sou um quebra-cabeça formado por partes diferentes, mas não importa o que aconteceu, mesmo despedaçado sempre estive completo e no fim do dia, sempre estive inteiro e totalmente reconstituído.
... Porque eu sou diferente, complexa e estranhamente intocável. Meus pensamentos voam a 150 por hora, num ritmo frenético em que você me parece incapaz de acompanhar.
Eu enterro meus dedos do pé na areia
O oceano se parece com mil diamantes espalhados em uma colcha azul
Eu me inclino contra o vento, faço de conta que não tenho peso
E nesse momento estou feliz
Feliz
Eu queria que você estivesse aqui
Implacável é o tempo...
Eu dou corda em teus minutos no silêncio dos meus dias insanos.
Enquanto tuas digitais
Permanecerem em minhas costa
Desenho meus traços em folhas velhas
Descrevo-me em linhas silenciosas
mas
em
novos passos, novos laços e novas sílabas
Se-pa-ra-da-men-te
...
De forma delicada
Como um anjo
Que joga letras ao vento
Esperando que protegerá a si mesmo
de sua poesia funesta
e
dos estragos de uma ventania
causada
por suas próprias asas
Deixei de sonhar e tornei dos meus sonhos objetivos, já que dizem que quanto maior for o sonho maior é a queda.
Sempre fui contra ao termo "perfeição", então diria que imagino meus dias sendo totalmente agradáveis. Morar em um apartamento não tão grande na Av. Paulista, pegar o metrô e me direcionar a Sé. Tomar meu café forte e comer meus pães de queijo na lanchonete da esquina e seguir rua abaixo rumo ao meu curso. Passar grande tempo estudando a arte da fotografia e capturando os detalhes rua à fora. Voltar pra casa, tomar um bom banho quente e sair do banheiro dançando ao som de Cascadura. Assistir alguns filmes com o namorado ou decorar a parede do apartamento novo com alguns lps e jornais velhos.
Ir até a sacada e apreciar a imensidão de prédios e respirar o ar poluído da grande São Paulo.
À noite, ir a faculdade ou senão um cineminha. Aos sábados? Passaria a tarde toda jogando bilhar junto à uma boa companhia, e de noite iria à alguma balada ou show só pra dar uma animada. Depois, amigos acampando na minha sala.
Os domingos seriam dedicados à decoração e arrumação da casa, e de tarde, ao verde do parque Ibirapuera.
À noite, um tempo só pra mim naquela solidão agradável de começo de noite, andando de bobbies, roupão e pantufas pela casa.
Depois eu dormiria pra se preparar para a agitação agradável da semana e o estresse típico de segunda-feira.
E então, depois de sair daquela fila de banco, olhar o pôr-do-sol em meio àquele congestionamento. E repetir a mim mesma o quanto eu sou feliz, por ter essa vida assim. Do jeitinho que eu sempre quis.
MÃE
Mãe os teus braços sempre se alargam
Apenas na carência que meus olhos dão
Necessitados e prontos dos teus abraços.
E não se esquece o beijo de mim
Quando me retenho demorado
Dentro dos meus sonhos
Que quem me lembra é você.
Mãe, querida do meu pai querido
Que também me abraça e me segura.
Passando dos ponteiros que o tempo conta
Meu pai me conta histórias de que seriam
Quem sabe a vida que a mim queria.
Não por reencarnação que me pedia
Dos remendados tiras de panos
De seus caminhos.
Mãe do meu pai, muito mais filho
Mulher a minha, a mãe que é
Minha mãe, que do meu pai exala-se amor
Mãe que de mim, ternuras e receios
Contai-me agora já que os meus
Exauriram-se de acontecer.
Será que a teu entusiasmo é medo
Ou será que o teu medo é audácia
Quando isto causa em nós temor que sai
Sobre do mundo em blocos longos
Sobre os meus ombros e do meu pai.
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