Nao Julgue meus Sentimentos

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Dois amores.. Dois coraçoes...
Moreno dos meus sonhos..
Loiro da minha vida e da minha mente..
Um amor platônico impossivel..
O outro amor pra vida toda...
Um meu suspiro..
Já o outro... Minha realidade..

E o meu Baton vermelho...
Pronto em meus lábios pra te marcar...
E meu perfume sedutor ..pescoço afora..
Prontinho pra vc me cheirar... nem sou flor que se cheire...Mas eu gosto do teu nariz roçando meu pescoço... ⁠sorriso bobo...do teu beijo molhado ..do teu lábio mordendo meu lábio...eu gosto de ser a presa e de vc ser o caçador....As vezes é bom sentir que Vc me tem nas suas mãos... hoje eu deixo..hoje eu aceito vc me pegar de jeito... por favor vá devagar pra eu curtir esse momento ...pra eu sentir o gosto...e me queime no seu fogo...me deixa sentir o calor do teu corpo..sussurra ao pé do meu ouvido..vc é minha porque eu sou é disso que eu gosto...um dia da caça...outro do caçador...

⁠E todos os dias eu me reinvento , me reconecto, me reconstruo ..eu pego meus cacos e me refaço, eu pego meus sonhos e me alimento .assim eu vivo ..um dia de cada vez , um dia após o outro ..

⁠Loucura é querer tanto alguém .. que é louco por outra pessoa ...ah meus devaneios, minhas paranoias..ainda morro louca, louca de amor por ti meu proibido...

⁠Hoje uma taça de vinho resolveria alguns dos meus problemas ..porque o maior deles só mesmo um gole de você ....

Só por hoje te quis por mil vezes, te quis por um segundo junto a mim, em meus sonhos te desejo, sinto teu toque, sinto tuas mãos entrelaçadas em meus cabelos e com leveza sinto o toque dos teus dedos nos meus lábios, o ar ofegante me faz viver a ternura de sentir o amor que me dás, olho em teus olhos e vejo límpidas águas apaixonadas escorrerem em teu rosto, minhas pernas se contraem sob teus ombros e sinto o suor da tua pele grudado em meu corpo, ali percebo que não se trata de um sonho, mas de um sentimento que sinto, sinto e necessito que você more em mim, que me faça ansiar mais de ti, que me leve no profundo do prazer, desejo o teu ofegar em meu pescoço, o teu calor, a chama ardente de querer mais não me deixa acordar, em realidade te preparo um amor tímido, porém, sincero, sólido e cheio de ternura, aguardo a tua chegada, espero o tempo necessário para te ter perto de mim, quero te tocar, te olhar, sentir teu cheiro, sentir teu suor, ouvir tua voz, quero ter você.

⁠Tragédia


E se tudo der errado amanhã?
Meus planos, meus sonhos,
Meus amores, minha sorte.
Eu me decepcionar com as expectativas,
Me perder em solidão
E em desejo de morte.
Se o amor não vingar,
O café esfriar,
A carência me dominar
E as angústias me atingirem como um corte,
Qual será minha reação?
Qual será minha resposta?
E se o mundo for realmente uma bosta?
Aposto que nada mudará:
O mundo não deixará de ser mundo,
Meus amigos não serão menos amigos,
Meus planos serão reconstruídos
E eu ainda não terei inimigos.
Não serei menos do que já fui,
Não serei mais do que já sou,
Não ficarei mais louco
E não perderei minha fé no amor.
Os jardins ainda serão floridos,
As cores ainda coloridas,
A água ainda será molhada
E a entrada ainda terá uma saída.
Se eu bater violentamente
No absoluto fundo do poço,
Ainda serei eu mesmo,
Ainda poderei subir de novo,
Ainda vou querer ser feliz,
Ainda vou gostar do som da chuva,
Ainda sofrerei quando sentir dor
E ainda apreciarei a luz da lua.
Se tudo der errado amanhã,
Será exatamente igual a hoje.

Calabouço


Pouco importa o esforço
Se de todas as formas
Sou engolido
Martigado por meus medos...
Se tudo que fito
São miragens
De conflitos,
Das minhas indagações.
E quantas vezes morro
Renasço,
Me perco
Nos mesmos embaraços,
Os becos escuros
Deste coração?
E quantas vezes fugi
Numa loucura infame,
De achar
Que não seria alcançado,
E que em meu peito
Não seria infligida
Tão momentânea segurança?
Sou forçado a me levantar,
Suportar o peso da culpa,
Os fardos da derrota,
Forçado a alimentar minhas dúvidas,
Duvidar das respostas,
Viver minhas inquietações...

Sentir minha dor, meu eu, minhas conquistas, meus deveres e meus entender


Sentir a Si Mesmo


O primeiro passo para a evolução da nossa alma é voltar o olhar para dentro e aprender a nos escutar com honestidade. Sentir o próprio eu significa acolher as nossas dores sem julgamento, reconhecer o valor das nossas conquistas com gratidão e encarar os nossos deveres com maturidade. Quando nos permitimos sentir e decifrar o que se passa na nossa intimidade, alcançamos o verdadeiro entender da vida. Não fuja de quem você é. Olhar para o próprio espelho da alma é a única forma de pacificar o coração e encontrar a força necessária para continuar caminhando em direção à nossa luz.

Queria ter tempo para ler todos os meus livros, queria ter tempo para te ver envelhecer após suas conquistas e antes de outras muitas que virão.
Queria ter tempo de te ver brilhar nos palcos de mundo , de ver sua arte ser reverenciada e sua performance elogiada em cada obra que atuar.
Queria ter tempo de ver o mundo mudar para melhor.
Queria ter tempo de ver racismo ser um fato passado, homofobia e qualquer tipo de preconceito e violência serem apenas crimes que nunca mais se repetirão.
Queria que o amanhã fosse o agora...

Com diferentes fractais, misturados pela minha essência, transformo meus sonhos em realidade. Talvez, um dia, consigam enxergar o que há de mais humano em mim, antes que a eternidade guarde meu coração em algum lugar do tempo.

Meus pneus são produto de beber cerveja, outros oram para pneus, bebendo produto de limpeza!

Experiência.

É o nome que dou aos meus erros.

ZÉ VOLANTE E MERCEDINHA (BOLEIA DA 1313)


Depois de haver nascido na boleia da 1313 e ter meus primeiros dias dentro dela vívido, fiquei uns tempos distante, pois meu pai, Zé Volante, uma viagem longa havia conseguido.
Quando ele retornou, eu já estava um pouco crescido. Lembro-me bem do ronco do motor e da buzina, que era aquele estampido. Meu pai chegou, saí correndo aos gritos, abracei meu velho e fiquei admirando sorridente a Mercedinha, meu caminhão magnífico.
Saltos de felicidade de longe eram vistos, atraindo as atenções de familiares e amigos. Logo todos entenderam que Zé Volante chegou, e a 1313 tá consigo. Minha mãe chegou e juntou seu abraço comigo. Pegamos o velho pelos braços e levamos para casa, seu segundo abrigo.
As histórias de viagem ainda hoje trago comigo, pois me lembro até das caronas que ele dava aos amigos. Passando por Ilhéus, quem pegou carona foi Jorge Amado, porque estava apressado para o lançamento do livro “Gabriela, Cravo e Canela”.
Um dia, logo no amanhecer, para mim foi inesquecível. Meu pai me chamou para viajar dentro da boleia daquele caminhão incrível. Eram tantos detalhes: luzes, painéis, botões, chaves, alavancas, volante e a visão do motorista, nada passou despercebido.
Fiquei abestalhado de tanta alegria, querendo tudo conhecer, e muita euforia envolvia o meu ser. Eram tantas perguntas que mal completava uma, e a outra já queria saber. Fui viajando num imaginário de tantas viagens.
As paisagens, cidades e amigos compõem a felicidade que um dia iria conhecer. Essa minha primeira viagem me deu a certeza de que um bom motorista eu queria ser. E, em breve, junto com a 1313 tudo isso eu irei viver.

"Em todos os meus Eus, você está."

MINHA VIAGEM AO SOL


Quando fechei meus olhos,
O impossível deu sinal;
A razão ficou na Terra,
Parti rumo ao Astro-Rei celestial.
No lombo da imaginação
Cruzei o vazio sideral.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Disseram: "És um lunático,
Não sabes o que faz."
Respondi com um sorriso:
"Quem sonha sempre vai mais."
Pois o sonho abre caminhos
Que a dúvida nunca traz.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Passei por luas e cometas,
Vi planetas a girar;
Cada estrela me saudava
Como quem sabe esperar.
No silêncio do Universo,
Aprendi a escutar.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Quando alcancei o grande Sol,
Não encontrei destruição;
Vi um oceano de luz
Banhando toda a criação.
Seu calor não era fogo,
Era divina compaixão.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


No centro daquela chama
Vi um brilho sem igual;
Não tinha forma definida,
Nem princípio, nem final.
Era a Divindade de Luz,
Eterna, pura e celestial.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Bastou um único olhar
Para entender o infinito;
Todo medo se desfez,
Todo mistério foi bendito.
Num segundo compreendi
O que jamais fora escrito.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Voltei trazendo a certeza
Que o possível nasce em nós;
Quem alimenta a esperança
Faz mais forte a própria voz.
O impossível se rende
Quando Deus caminha após.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Hoje contam minha história
Como um sonho sem igual;
Uns dirão que foi delírio,
Outros, viagem celestial.
Pouco importa o julgamento,
Se encontrei o essencial.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.


Assina este viajante
Que fez do verso um altar;
Quem semeia a fantasia
Sempre aprende a alcançar.
Pois quem segue a luz divina
Nunca deixa de sonhar.


Foi num instante de luz
que viajei até lá.

Meus pensamentos na ideia de Schopenhauer

Aqui fiz uma espécie de conversa minha com Schopenhauer, e não uma negação dele.
A ideia dele permanece como ponto de partida, mas a pergunta muda: se a vontade move o homem, por que alguns possuem muito mais poder para transformar a nossa vontade em realidade do que outros? É aí que a filosofia encontra a política.


“O Mundo com Vontade”

Schopenhauer enxergou no fundo do mundo uma vontade cega: uma força que deseja sem saber exatamente por quê, que alcança uma coisa apenas para desejar outra, condenando o homem à inquietação de nunca estar inteiramente satisfeito. Talvez estivesse certo sobre a vontade. Mas talvez tenha olhado demais para dentro do homem e pouco para o mundo que construímos ao redor dele.
Porque nem toda vontade nasce livre.
Há quem acorde desejando conhecer o mundo e precise primeiro pensar no pão. Há quem tenha vontade de estudar, mas encontre uma porta fechada pelo preço. Há quem sonhe com arte, música, filosofia, literatura, mas tenha suas horas consumidas pela necessidade de sobreviver.
E há quem possa dedicar a vida inteira à procura de si mesmo simplesmente porque outros, em algum lugar, trabalham para sustentar o conforto dessa procura.

Então pergunto: de quem é a vontade que governa o mundo?

A vontade do trabalhador de descansar ou a vontade do capital de produzir mais? A vontade daquele que deseja uma casa ou a daquele que transforma casas em números? A vontade de quem sente fome ou a vontade de quem calcula o preço do alimento?
Talvez o sofrimento humano não venha apenas dessa eterna insatisfação descrita por Schopenhauer. Parte dele nasce de algo muito menos metafísico e muito mais concreto: construímos sociedades em que algumas vontades possuem poder para se realizar enquanto milhões de outras precisam pedir permissão até para existir.
E nisso há uma crueldade silenciosa. Dizemos ao pobre que basta querer. Dizemos ao trabalhador que basta se esforçar. Dizemos ao jovem que basta sonhar. Como se todos começassem a corrida da mesma linha. Como se vontade fosse moeda. Como se esperança pagasse aluguel.

Não paga.

Mas também não acredito que devamos matar a vontade para escapar do sofrimento. Talvez seja justamente o contrário. Precisamos transformar a vontade individual em vontade coletiva.
A vontade de comer deve encontrar a vontade política de acabar com a fome. A vontade de aprender deve encontrar uma escola aberta.
A vontade de viver precisa encontrar dignidade.
A vontade de ser livre precisa significar mais do que escolher aquilo que podemos comprar.
Porque liberdade sem condições para exercê-la corre o risco de ser apenas uma palavra bonita pronunciada por quem nunca precisou escolher entre duas necessidades.
Schopenhauer desconfiava profundamente da esperança. Eu ainda prefiro desconfiar de um mundo que exige desesperança dos que estão embaixo para preservar o conforto dos que estão em cima.
Talvez a humanidade jamais deixe de desejar.
E talvez isso não seja nossa condenação.
Talvez seja nossa possibilidade.
Enquanto houver um homem com vontade de mudar aquilo que lhe disseram ser imutável, haverá política. Enquanto houver vontade de repartir aquilo que foi concentrado, haverá justiça. Enquanto alguém olhar para a miséria de outro ser humano e disser “isso também me diz respeito”, haverá alguma esperança.
O mundo é vontade, sim.
Mas eu acrescentaria uma palavra que Schopenhauer talvez não acrescentasse:

nossa.

Porque o mundo que vale a pena desejar não deveria nascer da vontade de possuir o outro, mas da vontade de não abandonar ninguém.

SOZINHO NA MULTIDÃO
Moro sozinho com meus pensamentos, moro no tempo que passa, e, mesmo com outras pessoas, sou pessoa única. Nas variantes, vago entre minhas escolhas... algumas amargas, outras felizes, mas só eu posso decidir os caminhos onde irei pisar.
Cada pessoa pode fazer o que bem entende, somos livres para colher risos ou lágrimas, paz ou guerra, ódio ou amor.
Por isso a solidão de sermos sozinhos, mesmo entre multidões, vale sentir o universo que existe dentro de nós, onde Deus o tempo todo tenta preencher nossas almas... basta você deixar que Ele faça parte e torne sua vida um turbilhão de sentimentos, que farão de você cada dia um ser melhor!

DIVAGANDO!
Algumas vezes meus pensamentos viajam com vontade de voltar. Algumas vezes as lembranças nos seduzem e bate aquela nostalgia das emoções ja vividas. Ninguém pode impedir o sonhar... nosso destino circula num giro que transcorre passado nas memórias do presente e que geram desejos para realizarmos no futuro. Talvez sejam saudades de bons tempos que fizeram abafar coisas ruins e sentimentos tristes que passamos... Mas até mesmo acontecimentos que nos fizeram sofrer e chorar ecoam em nossas mentes num alerta constante para não repetirmos certos erros e assim com experiência, podermos avançar caminhos que possam eletrizar fortes emoções. Precisamos sim do passado para contarmos histórias que se farão presentes em nossas ações em direção do futuro que desejamos paz, saúde e harmonia para habitarmos no maior ciclo da vida que só alcançamos através do amor!

LABIOS DE PAPEL!
Você negou seu beijo
e os meus lábios secaram.
Mas as lágrimas nos olhos
deixaram um sabor amargo
esperando em vão e solitário
um beijo com sabor de mel.
Contemplando o horizonte
nele desenhado a sua boca
vermelha como doce morango
enchendo-me os desejos
que eu não mais provaria.
Foi então que troquei seus beijos
por uma boca beijada
e guardada numa folha de papel
que um dia você beijou
para eu nunca esquecer
os contornos lindos dos seus lábios.
Ah, doce consolo!
E quando a saudade aperta
beijo seus lábios no papel
ainda com aquele gostinho
e perfume de morango.
Parece tolice minha
mas ameniza meus desejos
beijar na boca este papel
como beija-flor buscando mel
e na fantasia torna-se real
no encontro de sua boca
traçada numa boca de papel!