Não Existe uma Pessoa Certa
“Entre delírios e silêncios, existe uma história que merece ser ouvida.”
Nina Lee Magalhães, em “Fragmentos da Realidade”
Começo e meio. O fim só existe para quem não percebe o recomeço. Eu?! Eu mudo sempre! Eu busco o que me ilumina, me faz bem! Metamorfose de sonhos, pensamentos! O meu Eu, não nasceu para ser estático! Eu sou do Sol!
A simplicidade é a única força que me faz aproximar das pessoas. Nela, o Amor já existe e tudo mais é decorrência de seu fluxo.
Existe aquele ponto que mais incomoda, que dificulta. Ele precisa ser curado. Não é na sociedade. É em cada um.
Ir onde nunca foi, fazer o que nunca fez.
Existe um deserto pessoal em cada busca de escolhas incertas. Nem todos são ruins.
Tenho muitos equívocos mas se existe algo de amor, de alegria em cada criatura, eu quero alcança-los.
As expectativas são muitas mais as especulações também, pois insegurança existe mas a superação vence.
Parece que dignidade não existe mais, pois lealdade e sinceridade quase não se vê e parece ser coisa do passado.
Quando as opiniões forem muitas fique atento, pois opinião sincera é rara mais existe e aparece apenas no momento que não espera.
Existe um propósito para que tudo que há, para tudo que é, e para tudo que vem, independente do que já aconteceu, está acontecendo e vai acontecer.
Não existe mudança e nem algo novo no ser humano, apenas há uma adaptação, quando se adapta a algo que já existe, nesse caso ele pertence ao seu grupo.
ÉS TU
A pomba.
Da paz
Que não existe,
A não ser no dicionário
Antigo, a cair de podre,
Bafiento e de bichos
Repelentes,
Só lidos por cabrestões
De pitos de funil.
Escusas tu,
Minha pomba
Falsa,
De cor branca,
Comida pelos aventesmas
De mil palavras
De enganar,
Sim, tu:
Escusas de dar voltas
Nos ares a dizer
Que inventaste a paz,
Que ela, a paz, está feita
Em solfejos de mortes
Anunciadas.
E, cuidado,
És sempre tu a primeira
A abater,
Depois de mim,
Claro:
Eu, o agitador,
Conciliador.
(Carlos De Castro, " in Portugal Sem Censura, Brasil, Sim", Em 06-09-2022)
TRISTEZA
Hoje, não estou triste.
De que vale a tristeza
Se ela já existe
Na correnteza
Da vida em riste?
Vá, gostariam,
Preferiam,
Que eu fosse
Homem de ardileza?
De que vale a tristeza
Se a vida é certeza
De uma incerteza
Atroz?
Por nós
E por mim,
Ainda assim
E pelo meu fadário
Eu viro a tristeza ao contrário,
E antecipo-lhe o fim.
E se ela me perseguir
No cimo do meu calvário:
Vou-me rir
Tanto, tanto,
Como se fosse um pranto
Tornado falsário.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 19-03-2023)
