Nao Existe mal que Dure pra Sempre
Poema Do professor
Dentre todas as matérias que se existe, uma coisa em comum todas elas têm, todas
elas precisam, de um professor, todas elas precisam de alguém que saiba, não só
o assunto, mas também ensinar, amar oque faz, é saber que vai formar, entre um homem, ou um rapaz.
Professor, tem uma grande responsabilidade, porque é com suor e dedicação, que eles moldam o futuro de uma nação, é acordar cedo, cansado, mas mesmo assim, vem a escola, fazer o'que sabem fazer de melhor, de noites em claro planejando o'que vai ensinar, a felicidade depois de ver um aluno brilhar.
Professor é mestre do saber, o conhecimento é seu poder. sem espada, faca ou facão, derrota os males da ignorância, com uma simples caneta na mão.
Professor, tu és luz no fim do túnel,
Arquiteto de sonhos
Vocês deixaram, o'que será passado de
Gerações em Gerações
Plantando uma simples sementinha do conhecimento,
Em nossos corações
Válbert de Oliveira Farias
Existe uma grande diferença entre fazer bem feito!
…e oque precisamos de fato fazer direito.
Entre os dois, há uma enorme diferença!
Deixe o passado..
Na vida de cada um de nós existe um passado.
Certamente todos têm uma história onde passaram por momentos
bons e por situações difíceis, pois a vida é uma mescla
de coisas boas e outras, digamos assim, mais difíceis.
O que não podemos fazer é vivermos presos ao passado,
vivendo de recordações. A vida segue e o passado não volta.
Não há como reviver o momento passado, pois cada um
é único em nossas vidas. Podemos sim usar o que vivemos
no passado como experiência para um futuro melhor.
Tenha o passado sido bom ou ruim deve ficar para trás.
Devemos prestar atenção no momento presente,
pois o futuro depende do que fizermos hoje.
Portanto, agradeçamos a Deus pelo passado que nos enriquece
de experiências e nos faz crescermos,
e fechemos essas páginas de nossa história,
para que possamos abrir uma nova página,
de um novo começo no dia de hoje.
Cada dia é uma oportunidade que temos de
fazermos uma nova história. Reflitamos!
Você já parou para pensar que existe uma realidade muito maior do que nossos olhos conseguem enxergar? Como a própria tecnologia da ciência moderna tem revelado, o mundo invisível é maior e mais atuante do que imaginamos.
O “milagre” das ondas do rádio, da televisão e das transmissões por satélite encurtando as distâncias na comunicação nos faz imaginar quantas coisas ainda estão para serem descobertas neste maravilhoso universo em que vivemos.
Estamos mergulhados num oceano de energias regidas por leis naturais, que nos sugerem a existência de uma inteligência superior.
Ela nos criou e, com sabedoria, manifesta seu propósito por meio de leis que, apesar de invisíveis, agem em prol do progresso. Está na hora de superarmos o preconceito e buscarmos entender qual o propósito que esse ser superior – Deus, Jeová, seja qual for o nome que você lhe der – tem e para o qual estamos sendo conduzidos pela vida.
Você é única, eu também. Não existe duas pessoas iguais. Qual o objetivo dessa diversidade? Limitados em nossos cinco sentidos, como poderemos descobrir o que estamos fazendo aqui, de onde viemos e para onde vamos? Tais perguntas, que têm sido feitas desde que o homem começou a pensar, precisam ser respondidas. É chegado o momento em que a vida está revelando seus segredos. Mas, segundo dizia Jesus, só “para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir.”
Desde o começo da nossa Era, os espíritos desencarnados se manifestam, interferindo na vida das pessoas. A Bíblia – o livro mais antigo e vendido do mundo – é uma coleção dessas manifestações; relata tanto as comunicações dos espíritos elevados como dos mais ignorantes.
Os espíritos superiores nos falam que fomos criados à semelhança de Deus e somos espíritos eternos. Nascemos ignorantes, mas com um potencial imenso dentro de nós, a fim de que tenhamos o mérito de conquistar a sabedoria ao desenvolver nossa consciência.
Nosso destino é, na medida que tomamos conhecimento da realidade, trabalharmos a favor da vida, contribuindo para a melhoria das pessoas e da sociedade como um todo, nos tornando úteis e nos integrando aos propósitos divinos. Dessa forma é que alcançaremos uma vida melhor e poderemos desfrutar de todo o bem que Deus nos destinou.
Portanto, está na hora de você se esforçar para sair do negativismo e da inversão dos valores em que nossa sociedade vive. Ela plantou em sua cabeça convicções que não são verdadeiras e limitam seu desempenho – afinal, é de acordo com elas que você age.
Melhore seu senso de realidade, sentindo o que vai em seu mundo interior. Ele lhe revelará sua verdadeira vocação, posicionando-a no seu verdadeiro lugar. Confie no que sente. Não confunda as emoções, que refletem as falsas crenças aprendidas, com seus verdadeiros sentimentos. Com treino e firmeza, logo saberá diferenciar uma coisa da outra.
Lembre-se de que é um espírito eterno e que dentro de você há um grande potencial (que é de sua responsabilidade desenvolver) que representa o preço para a conquista da sua paz e da sua felicidade.
Informe-se sobre as modernas descobertas da ciência, busque o autoconhecimento, trabalhe a favor da vida, aprecie a beleza em todas as suas formas. Dê a si mesma todo o bem que puder e sempre valorize o bem alheio, pois é nele que atraímos todas as coisas boas que desejamos, conquistar. Experimente e verá!
Zíbia Gasparetto
Tudo aquilo que você deseja já existe dentro de você. Acredite na sua força, na sua capacidade e no poder que existe em seus pensamentos e sentimentos. Você conquista aquilo que, de alguma forma, já começou a construir dentro de si.
Por isso, escolha com cuidado a energia que você coloca no mundo. Doe amor, espalhe alegria, cultive boas vibrações e tenha sentimentos verdadeiros e bons pelas pessoas. A vida, de alguma maneira, tende a nos devolver aquilo que oferecemos.
Seja amor. Flua amor. Espalhe paz, alegria, luz e boas energias. Porque aquilo que você emana não transforma apenas o mundo ao seu redor — transforma, прежде de tudo, a pessoa que você é.
Lembre-se: aquilo que você coloca no universo é parte daquilo que você traz de volta para a sua vida.
Existe, no Brasil, uma elite política e econômica que, há séculos, encontra maneiras de preservar privilégios e influência. Mudam os regimes, mudam os discursos, mudam os personagens — mas certas estruturas de poder permanecem.
O que mais me impressiona, porém, não é apenas quem ocupa o poder, mas quem acredita estar sendo representado por ele.
Vejo trabalhadores e pequenos empresários defendendo interesses que muitas vezes não são os seus, como se fizessem parte de uma elite à qual dificilmente terão acesso. Defendem privilégios imaginando que, um dia, poderão usufruí-los — enquanto os verdadeiros beneficiados continuam protegendo seus próprios interesses.
O problema não é alguém defender aquilo em que acredita. O problema é não perceber quem realmente ganha quando determinadas regras são mantidas.
Uma sociedade consciente não deveria perguntar apenas:
“De que lado você está?”
Deveria perguntar:
“Quem se beneficia com aquilo que estou defendendo?”
Porque, no fim, a maior força de qualquer sistema de privilégios não está apenas em quem os possui, mas também em quem, sem perceber, ajuda a preservá-los.
Talvez a verdadeira mudança comece quando deixarmos de escolher lados por identidade, paixão ou discurso — e começarmos a olhar para os interesses, os fatos e as consequências.
POLÍTICAS PÚBLICAS ANTES DOS VÍCIOS
Existe uma diferença que precisamos aprender a fazer: nem tudo aquilo que é vendido como liberdade deve ser tratado apenas como uma questão de liberdade individual.
O tabagismo é um exemplo histórico.
Quando São Paulo aprovou a Lei Antifumo, em 2009, houve resistência. Proprietários de bares e restaurantes temiam prejuízos, e críticos questionavam se o Estado poderia interferir em uma escolha considerada individual.
Mas a discussão mudou quando se percebeu que fumar em um ambiente coletivo não afetava somente quem fumava. A fumaça atingia também quem estava ao redor.
A questão deixou de ser apenas:
“Eu tenho o direito de fumar?”
E passou a ser:
“Eu tenho o direito de obrigar outra pessoa a respirar a fumaça que escolhi produzir?”
Hoje, estamos diante de uma discussão que guarda algumas semelhanças: as chamadas bets.
A legislação brasileira optou pela regulamentação das apostas de quota fixa, estabelecendo autorização, fiscalização, restrições de publicidade e medidas de proteção ao apostador.
Mas existe uma pergunta legítima que vai além da arrecadação, do entretenimento e do mercado:
Quando uma atividade comercial começa a produzir danos relevantes à saúde, ao patrimônio e às famílias, até onde deve ir a liberdade de explorá-la?
O próprio Ministério da Saúde reconhece os problemas relacionados aos jogos de aposta como uma questão de saúde pública e passou a orientar profissionais do SUS sobre prevenção e cuidado. Em 2026, lançou uma campanha nacional alertando para os riscos do uso problemático das apostas online.
Imagine, então, que o país decidisse seguir um caminho mais radical e proibisse as bets.
Certamente surgiriam os mesmos argumentos que aparecem sempre que o Estado interfere em uma atividade econômica:
“Estão tirando minha liberdade.”
“O governo não pode decidir o que eu faço com meu dinheiro.”
“Milhares de empresas serão prejudicadas.”
“Haverá perda de empregos e arrecadação.”
Todos esses argumentos mereceriam ser considerados.
Mas também precisaríamos fazer outras perguntas:
Quanto custa para a sociedade o endividamento?
Quanto custa para as famílias o jogo problemático?
Quanto custa para o sistema de saúde tratar suas consequências?
Quanto vale a arrecadação quando comparada aos danos que uma atividade pode produzir?
É aqui que a política pública precisa sair da paixão e entrar na análise.
Porque liberdade não pode ser confundida com ausência de regras.
Uma sociedade livre estabelece limites quando o exercício de uma liberdade produz consequências relevantes para outras pessoas.
A questão não deveria ser simplesmente “proibir ou liberar”.
Deveria ser:
Qual modelo protege melhor o cidadão sem ignorar seus direitos, os impactos econômicos e as consequências para a saúde pública?
Foi assim que a sociedade discutiu o cigarro.
E é assim que precisa discutir as apostas.
Talvez a grande lição seja esta:
O Estado não existe apenas para proteger aquilo que podemos fazer. Também existe para proteger as pessoas das consequências quando determinadas práticas passam a produzir danos coletivos.
E, quando interesses econômicos entram nessa discussão, talvez a pergunta mais importante não seja:
“Quanto dinheiro essa atividade movimenta?”
Mas:
“Quanto custa para a sociedade aquilo que esse dinheiro não mostra?”
Se na terra, só existe os justos que te julgam, e falam que o seu destino é o inferno, e o deles é o céu.
Então faça o seguinte, lembre a eles qual é ou foram os seus pecados...
E assim vá para o céu por ter feito a Delação premiada!
"Em meu sorriso existe muitas dores.
Por isso ele transmite paz.
A paz de quem aprendeu a juntar
os seus cacos e se reconstruir
pacientemente, e se fazer caminho,
não destino!
Haredita Angel
07.11.16
"Existe o silêncio para estabilização
e existe o silêncio obsceno, e deste último
o mundo está cheio."
Haredita Angel
27.10.15
"O melhor que se faz é perdoar e esquecer; perdoar a pessoa e esquecer que ela existe."
Haredita Angel
26.11.13
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra…
Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Quando a polarização, acompanhando a carruagem, se reinventou, essa corja convenceu parte do povo a se armar a pretexto de segurança para não perceberem que o chicote era a Bíblia mal-intencionada em suas mãos.
Não obstante, essa ironia, demonizaram a mídia só para monopolizar sua atenção.
Hoje elas não têm pauta mais relevante, senão dar palco para o encardido que arregimentou as almas “inocentes” para salvar o país, e nunca mais parou de tentar vendê-lo para se salvar.
O diabo é um gênio!
Os apaixonados que acreditam que o Braço Armado do Estado existe para se curvar aos Caprichos dos Insensatos teriam muito mais hombridade se trocassem os Eventos Militares por Bonecas Inanimadas.
Nas áreas dominadas pelo Crime Organizado existe “pena de morte”; nas dominadas pelo Crime Desorganizado não existe “pena nenhuma”.
O mais inquietante dessa medonha constatação é que ela não exagera — apenas aponta, com precisão incômoda, o espaço que o Estado abandonou.
E, quando o Estado se omite, outro poder ocupa o espaço.
Um poder que não precisa de aprovação, debate, transparência ou legitimidade; só precisa que suas ordens sejam rigorosamente obedecidas.
Ali, quem cria a regra é o mesmo que julga, executa e pune.
E quando o legislador é também juiz e carrasco, não existe o medo de falhar, porque a falha fica sob o controle de quem dita o resultado.
No outro extremo está o Crime Desorganizado — o nome mais-que-perfeito para essa máquina estatal que teme até a própria sombra.
Parlamentares que deveriam reformar leis retrógradas hesitam não por prudência, mas por autopreservação.
Eles sabem que modernizar o sistema jurídico pode acabar tocando exatamente aqueles que o administram.
Eles têm medo não de criarem uma lei ruim, mas de criarem uma lei boa demais — uma lei que funcione, que alcance todos, inclusive eles.
E assim o ciclo se repete: onde deveria haver coragem institucional, há covardia política; onde deveria haver reforma, há adiamento; onde deveria haver liderança, há cálculo.
Nesse vazio interminável de responsabilidades, o caos se instala como desculpa, o improviso vira método e a omissão se disfarça de prudência.
Talvez o maior escândalo não seja o que o crime faz — mas o que o Estado deixa de fazer.
E o crime jamais se sustentaria sem a ajuda de parte do povo, sem a força ou a conivência do Estado e seu Braço Armado.
Para os Bandidos Assumidos do Estado Paralelo existe até pena de morte, para os do Braço Armado do Estado não existe quase pena nenhuma.
Talvez o que mais perturbe não seja apenas a existência de dois pesos e duas medidas, mas a naturalização disso como se fosse parte inevitável das engrenagens sociais.
De um lado, uma Estrutura Informal que pune com brutalidade para manter o controle pelo medo; de outro, uma Estrutura Formal que, em teoria, deveria zelar pela justiça, mas frequentemente se enrosca em proteções, corporativismos e silêncios convenientes.
O paradoxo é muito cruel: o mesmo Estado que reivindica o legítimo Monopólio da Força se enfraquece quando falha em responsabilizar aqueles que agem desonestamente em seu nome.
Porque, no fim das contas, a confiança não nasce da força, mas da coerência.
E quando a coerência desaparece, abre-se espaço para que o medo — e não a justiça — organize a vida das pessoas.
Não se trata de comparar violências como se fossem equivalentes, mas de reconhecer que a Seletividade na punição corrói qualquer ideia de Justiça.
Quando a lei é dura com uns e indulgente com outros, ela deixa de ser lei e passa a ser instrumento.
E instrumentos, nas mãos erradas, não constroem — apenas reforçam desigualdades e perpetuam ciclos de abuso.
O que sustenta uma sociedade não é apenas a punição do erro, mas a credibilidade de quem pune.
Sem isso, a linha que separa Autoridade de Arbitrariedade se torna tênue demais — e perigosa demais para ser ignorada.
O Bandido Assumido consegue ser muito mais Honesto do que qualquer covarde que se esconda sob a segunda pele do Braço Armado do Estado.
A
Mentira repetida
só vira Verdade
para os apaixonados por ela.
Existe um tipo de cegueira que não nasce da ignorância, mas do desejo.
As pessoas não acreditam em certas mentiras porque elas são convincentes; acreditam porque elas confortam, alimentam ressentimentos, validam medos ou preservam interesses.
A repetição, nesse caso, não cria a verdade — apenas anestesia o senso crítico de quem já queria acreditar.
A descoberta da verdade costuma ser desconfortável.
Ela exige revisão de postura, humildade para admitir erros, coragem para abandonar narrativas convenientes.
A mentira, ao contrário, oferece abrigo emocional.
Ela simplifica o mundo, cria vilões fáceis, heróis perfeitos e respostas prontas para questões complexas.
Por isso, encontra terreno fértil nos apaixonados: aqueles que trocam reflexão por torcida.
O problema é que toda mentira sustentada coletivamente cobra um preço alto demais.
Primeiro, destrói o diálogo, porque quem questiona passa a ser tratado como inimigo.
Depois, corrói a realidade, até que fatos percam valor diante da narrativa mais repetida.
E, por fim, destrói a própria capacidade de discernimento de quem a retroalimenta, porque viver preso àquilo que se deseja ouvir é abrir mão da liberdade de pensar por conta própria.
Há uma diferença profunda entre convicção e fanatismo.
A convicção aceita confronto, suporta dúvidas e amadurece diante da verdade.
O fanatismo precisa sufocar perguntas, ridicularizar divergências e repetir slogans como mantras.
Quem ama a verdade procura evidências; quem ama a própria versão dos fatos procura plateia.
No fim, a mentira não se torna verdade.
Acreditar nisso é, sem dúvida, acreditar na maior das mentiras.
Ela apenas reúne devotos dispostos a defendê-la até que a realidade, inevitavelmente, cobre a conta.
O mundo e quase tudo que nele existe foi criado pela palavra… Mas é pela ironia que ele quase sempre subsiste.
Antes de ser matéria, quase tudo foi ideia.
Antes de ser gesto, foi intenção.
Antes de ganhar forma, alguém precisou nomear, imaginar, ordenar ou simplesmente dizer: seja.
A palavra tem esse estranho poder de inaugurar realidades.
Com ela fazemos promessas, construímos pontes, declaramos amores, iniciamos guerras, criamos leis e inventamos futuros.
Uma palavra pode levantar alguém do chão ou empurrá-lo ainda mais para dentro de si.
Pode aproximar desconhecidos, separar amigos e transformar um instante em memória.
Mas há algo curioso na condição humana: aquilo que construímos com tanta seriedade, frequentemente só consegue continuar existindo porque aprendemos a rir de sua própria seriedade.
É aí que entra a ironia.
A ironia talvez seja uma das formas mais sofisticadas de lucidez.
Ela nasce quando percebemos que o mundo raramente corresponde ao que dizemos sobre ele.
Falamos em justiça, mas almejamos privilégios.
Pregamos a tolerância, mas escolhemos cuidadosamente aquilo que estamos dispostos a tolerar.
Defendemos a verdade, desde que ela não contrarie aquilo em que já acreditamos.
E seguimos…
Talvez porque a ironia nos permita suportar essa distância entre o que somos e aquilo que gostaríamos de ser.
Rimos de nossas contradições porque, muitas vezes, levá-las inteiramente a sério seria insuportável.
O homem constrói monumentos à eternidade sabendo que morrerá.
Escreve declarações de amor como se o sentimento pudesse vencer o tempo.
Cria regras para organizar o caos e, logo depois, inventa exceções para conseguir viver dentro delas.
Somos criaturas paradoxais: precisamos acreditar nas palavras que criamos, mas também precisamos desconfiar delas.
Porque a palavra constrói, mas pode aprisionar.
Um nome transforma uma coisa em conceito.
Um conceito transforma-se em certeza.
E uma certeza, quando ninguém mais ousa questioná-la, pode se transformar em dogma.
Talvez por isso a ironia seja tão necessária.
Ela abre uma pequena fresta na parede das nossas certezas.
Não necessariamente para destruir aquilo que acreditamos, mas para lembrar que nenhuma construção humana deveria ser tão sagrada a ponto de não suportar uma pergunta.
A ironia nos sussurra: olhe novamente.
Olhe para aquilo que você chama de sucesso.
Olhe para aquilo que chama de fracasso.
Olhe para as convicções que herdou e que nunca examinou.
Olhe para as verdades que defende com tanta veemência — e pergunte se ainda acredita nelas ou apenas aprendeu a repeti-las.
Talvez a maturidade esteja justamente nesse movimento: continuar usando a palavra para construir, sem esquecer que toda construção humana é provisória.
Criamos o mundo quando falamos sobre ele.
Mas também podemos recriá-lo quando encontramos novas palavras para aquilo que antes parecia definitivo.
No fim, talvez a existência seja essa curiosa negociação entre a palavra e a ironia.
A palavra diz: “É assim.”
A ironia pergunta:“Será?”
E, entre as duas, nesse pequeno espaço aberto pela dúvida, talvez esteja aquilo que chamamos de liberdade.
*Olhar que basta*
Se existe tanta alegria e ternura
em nossa troca de olhar,
pra que procurar tristeza em outros olhos?
O teu riso me desenha calma
e o teu silêncio me conta segredo.
Nenhuma janela alheia
tem essa luz que me encontra cedo.
Fica o mundo lá fora
com suas promessas de sal.
Aqui, teu olhar me ancora
e isso já me faz real.
( Saul Beleza)
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