Nao Existe mal que Dure pra Sempre
Existe um niilismo religioso existencial. Alguns religiosos podem simultaneamente ser niilistas ao acreditar que a vida neste mundo seja vazia enquanto apenas esperam por uma vida após a morte que não sabem se será melhor. Eles acreditam que divindades existem, enquanto também acreditam que as divindades não têm propósito nenhum para com humanidade, como se a humanidade fosse apenas um tipo de brinquedo divino.
Se existe uma divindade, ela é o Cérebro de Boltzmann perfeito: uma consciência feita de matéria imortal, regida pela mesma lógica que sustenta os átomos. Ele não criou as leis; ele é a manifestação suprema delas.
Se deus existe e é bom, por que ainda existem cristãos? E, se existe, por que permitiria a sobrevivência de uma religião construída sobre mentiras, medo e violência física e moral?
Se deus existe, então por que a evolução espiritual da humanidade é tão lenta? Por que temos que suportar heresias tão absurdas quanto o cristianismo?
Deus existe apenas como uma informação registrada nos neurônios humanos; no mundo físico, sua existência ontológica jamais foi confirmada.
Se deus existe, nada o impede de dar espírito a uma cadeira ou a uma máquina com inteligência artificial.
Se existe uma divindade, então ela é a única consciência real e todas as outras são apenas simulações menores, como se sente sabendo que você não é real?
Se deus existe, só a consciência dele é real; logo, só ele tem livre-arbítrio. O paraíso é exclusivo. O resto é simulação para fingir que não está sozinho!
Se existe um deus, ela terá de admitir: ninguém na história a caçou com tanta obstinação quanto o senhor Bob Kowalski.
O verdadeiro amor só existe na diversidade, onde as diferenças se entrelaçam e revelam uma conexão profunda além dos códigos genéticos
Se deus existe, ela é mulher, e sua grandeza está acima do ódio que certos cristãos insistem em pregar.
A inveja existe. Mas quem vê "inveja" em toda crítica em geral revela um ego inflado, uma necessidade constante de se sentir superior e uma mente viciada em comparações.
A onipotência é frequentemente apresentada como poder absoluto. Porém, existe um limite que nem mesmo um poder ilimitado parece ultrapassar: a identidade.
Se um deus destrói completamente uma pessoa e depois cria outra exatamente igual, com as mesmas memórias, personalidade e aparência, ele não trouxe a pessoa de volta. Apenas criou um clone indistinguível. Compartilhar as mesmas informações não é suficiente para preservar a mesma existência.
A identidade não é apenas uma coleção de dados. Ela também depende da continuidade do próprio ser. Se essa continuidade é interrompida de forma definitiva, não há recriação que transforme uma cópia no indivíduo original.
Assim, a ideia de que um ser onipotente poderia destruir completamente alguém e depois restaurar exatamente o mesmo indivíduo enfrenta um limite lógico. O máximo que poderia fazer seria produzir uma réplica perfeita, não reverter a ruptura da identidade.
Se a identidade não pode ser recriada após sua destruição absoluta, então a onipotência não consiste em fazer literalmente qualquer coisa imaginável, mas apenas tudo aquilo que não viola princípios lógicos fundamentais.
Por que existe algo em vez de nada? O nada absoluto é impossível, pois sua própria concepção depende de uma estrutura lógica que já permita distinguir ausência e presença. Assim, a lógica é anterior e mais fundamental que o nada absoluto!
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