Nao Existe mal que Dure pra Sempre

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Só existe ódio pela ausencia de amor

Espelho, espelho meu, existe um ateu mais crente do que eu?

Única autoridade que existe no mundo autista é o autista, o resto é fantasia capitalista e oportunistas.

O amor só existe no presente.

O amor só existe no presente. O resto é nostalgia.

A Espera da Palavra

Existe um silêncio que pesa no peito, um vazio que se instala enquanto a alma se senta na beira do caminho esperando, apenas, que alguém fale. Esperando um eu te amo que venha sem pressa, um sinto sua falta que cure a distância, ou um simples estou aqui que reorganize o mundo que desabou por dentro. Passamos a vida guardando palavras com medo de parecer fragilidade, sem perceber que o outro pode estar no limite das suas forças, precisando apenas ouvir que a sua existência faz diferença e que o seu lugar no mundo continua guardado com amor.

“No mundo, existe apenas um único lugar onde nos sentimos melhor, mesmo quando as nossas lágrimas insistem em cair: é nos braços de uma mãe que elas secam.”
Furucuto, 2026.

Se existe entre nós alguém que ainda guarda um segredo que lhe parte o coração, precisa saber que a carne humana não suporta para sempre o peso da dor. Um dia, o corpo cansa-se, a alma sucumbe, e aquilo que foi silenciado por tanto tempo encontra finalmente uma forma de se revelar.
Daniel Perato Furucuto

Acolher o que está Quebrado

Existe uma beleza sagrada e comovente em recolher o que foi destruído, em juntar os pedaços de uma alma que a vida quebrou. Acolher quem está na sarjeta da existência, seja material ou espiritual, exige um desprendimento que poucos possuem, pois o sofrimento alheio muitas vezes assusta e afasta. Quando escolhemos olhar para os cacos com respeito e paciência, sem a pressa de consertar, mas com a disposição de simplesmente estar junto, mostramos que nenhuma história está perdida para sempre. Curar o que foi quebrado começa pelo milagre de fazer a pessoa se sentir digna de ser amada novamente.

AUTOANAMNESE


Entre a memória e o que ainda podemos ser


Existe uma história dentro de cada pessoa.


Uma história que não está escrita apenas em fotografias, documentos ou lembranças. Ela também vive nos gestos, nas escolhas, nos medos, nos sonhos, nas palavras que ficaram e, principalmente, naquilo que fazemos sem perceber.


Somos feitos de encontros, despedidas, descobertas, perdas, conquistas, erros e recomeços. Somos também feitos de perguntas que nunca encontraram respostas e de respostas que o tempo modificou.


Talvez por isso a autoanamnese seja tão importante: porque, antes de compreender o mundo, precisamos aprender a observar aquele que o contempla.


Volto os olhos para trás,
não para morar no passado,
mas para compreender
as pegadas que deixei.


Há caminhos que escolhi conscientemente. Outros surgiram diante de mim quando eu sequer sabia para onde estava indo. Alguns abandonei. Outros me abandonaram. E existem aqueles que ainda percorro, tentando compreender por que os escolhi.


Fazer uma autoanamnese é estabelecer um diálogo sincero com a própria história.


É perguntar:


Quem fui?
Quem sou?
O que me trouxe até aqui?
O que ainda carrego?
E o que já posso deixar partir?


Não se trata de procurar culpados, nem de transformar o passado em sentença. Trata-se de compreender.


Porque aquilo que não compreendemos muitas vezes se repete.


Repetimos comportamentos, escolhas, relações e pensamentos sem perceber que estamos seguindo antigos caminhos.


Por isso, olhar para dentro pode ser um ato de liberdade.


Há hábitos que herdei,
há pensamentos que aprendi,
há caminhos que percorri
sem jamais perguntar
se realmente eram meus.


A autoanamnese nos permite separar aquilo que somos daquilo que simplesmente aprendemos a ser.


Na vida pessoal, ela nos ajuda a reconhecer nossos valores, limites, desejos e contradições.


Nas relações, revela como amamos, confiamos, ouvimos, perdoamos, reagimos e estabelecemos limites.


Na família, permite compreender as histórias que recebemos e decidir conscientemente quais heranças queremos preservar e quais precisam ser transformadas.


Na vida acadêmica e profissional, ajuda a perceber talentos, interesses, escolhas e caminhos que talvez tenham sido construídos mais pelas expectativas externas do que pelos nossos próprios propósitos.


Nas decisões, cria um espaço entre o impulso e a escolha.


E, nesse pequeno espaço, pode nascer a consciência.


Antes de responder,
eu observo.
Antes de escolher,
eu compreendo.
Antes de seguir,
eu pergunto
para onde estou indo.


Também precisamos fazer uma autoanamnese dos nossos erros.


Não para viver em culpa, mas para transformar experiência em aprendizado.


O erro pertence à nossa história, mas não precisa determinar nosso destino.


A pessoa que fomos tomou decisões com os conhecimentos, sentimentos e circunstâncias que possuía naquele momento. Hoje podemos saber mais. Podemos enxergar diferente. Podemos escolher diferente.


Ontem eu não sabia.
Hoje compreendo.
Amanhã talvez transforme
aquilo que hoje ainda estou aprendendo.


Isso também é amadurecer.


Olhar para quem fomos sem desprezo, olhar para quem somos sem arrogância e olhar para quem podemos ser sem medo.


A autoanamnese também alcança nossos sonhos.


Quantos desejos são verdadeiramente nossos?


Quantos nasceram das expectativas de outras pessoas?


Quantas vezes confundimos sucesso com aprovação?


Quantas vezes seguimos uma estrada porque todos diziam que era o caminho certo?


Há sonhos que permanecem,
sonhos que se transformam
e sonhos que descobrimos
que nunca foram nossos.


Conhecer a própria história é também descobrir quais sonhos ainda fazem sentido.


E talvez esse seja um dos maiores poderes da reflexão: perceber que o passado explica muito, mas não determina tudo.


Somos memória, mas também possibilidade.


Somos consequência, mas também escolha.


Somos continuidade, mas também transformação.


O passado pode explicar nossas cicatrizes, mas não precisa escrever sozinho os próximos capítulos.


Carrego o que vivi,
mas não sou apenas o que vivi.
Carrego minhas marcas,
mas elas não são meu nome.
Carrego meus erros,
mas eles não são meu destino.


A vida inteira pode ser compreendida como uma grande conversa entre aquilo que fomos e aquilo que estamos nos tornando.


E talvez seja justamente por isso que precisamos, de tempos em tempos, silenciar o mundo.


Desligar o ruído.


Parar.


Respirar.


E perguntar:


O que está acontecendo dentro de mim?


Nem toda resposta surgirá imediatamente.


Algumas perguntas precisam permanecer conosco durante algum tempo. Algumas respostas chegam lentamente, através da experiência, da reflexão e das mudanças que fazemos no cotidiano.


A autoanamnese não é uma fotografia de quem somos.


É um espelho em movimento.


Hoje enxergamos uma parte.


Amanhã compreenderemos outra.


E, enquanto vivemos, aprendemos que conhecer a si mesmo não é encontrar uma definição definitiva, mas permanecer disposto a se conhecer novamente.


Sou memória
e sou possibilidade.
Sou passado
e sou caminho.
Sou aquilo que aprendi
e aquilo que ainda posso aprender.


Por isso, fazer uma autoanamnese não é voltar para trás.


É voltar para dentro.


É revisitar a própria história com honestidade, reconhecer o que nos construiu, compreender o que nos limita, valorizar o que nos fortalece e escolher, com maior consciência, aquilo que desejamos levar adiante.


Porque a vida não é somente aquilo que nos acontece.


É também aquilo que fazemos com o que nos acontece.


E enquanto houver consciência, haverá aprendizado.


Enquanto houver aprendizado, haverá transformação.


Enquanto houver escolha, haverá possibilidade.


E enquanto houver vida,


a história ainda estará sendo escrita.

A visão do belo nos transmite a certeza de que Deus existe.


(Byung-Chul Han)

A solidão só existe ao solitário... Estar só é diferente de sentir-se só. O solitário é o que sente. Mas como é possível sentir-se só num mundo tão vivo?

⁠"Alguém saberia dizer se a Ucrânia ainda existe? É que, desde que a guerra por lá deixou de vender jornais, o mundo se esqueceu de perguntar."

Existe o amor da sua vida e o amor para a sua vida.
O amor da sua vida é aquele que deixa marcas profundas. Mesmo quando não dá certo, permanece em algum canto da memória e do coração, como um ponto fraco que o tempo pode até amenizar, mas dificilmente apaga.
Já o amor para a sua vida é aquele que se constrói no cotidiano: com respeito, diálogo, maturidade, parceria e a escolha constante de permanecer. Não vive apenas da intensidade do sentimento, mas da segurança de saber que existe reciprocidade, cuidado e vontade de fazer dar certo.
Vivemos muitos amores, mas só dois deixam marcas: o que dá certo e o que gostaríamos que desse certo.
Talvez seja esse o maior dilema da vida: ficar com alguém pelo qual você daria o mundo ou permitir-se construir um novo mundo com alguém que te ama e conquista todos os dias.
Vive a felicidade plena quem encontra esses dois amores na mesma pessoa.

"Até quando viveremos no amanhã, se a vida só existe no agora e tudo o que somos é efêmero?"

E no final, você se envolve com vários corpos, mas existe um que continua na memória antes mesmo de ser tocado. Aquele que você só imagina… aquela que, no meio de tantos, você sente que seria diferente. E talvez seja isso que mais dói: ter conhecido tantos corpos e continuar acreditando que o corpo daquela pessoa teria sido o único que realmente significaria alguma coisa!

A Ilusão do Poder


Existe uma armadilha perigosa no orgulho humano que nos faz acreditar, por um instante, que ferir o outro nos torna mais fortes. Quando a nossa própria dor está transbordando, o ego ferido busca uma falsa sensação de realização ao rebaixar alguém, como se descarregar a nossa amargura no peito alheio fosse capaz de aliviar o nosso próprio peso. É uma felicidade ilusória e passageira, que dura apenas o tempo do grito, pois nenhuma alma se constrói de verdade destruindo a outra. Mostrar força através da agressão é, na realidade, o maior atestado de fraqueza e vazio que podemos dar ao mundo.Post: Ferir o outro para demonstrar poder não é força, é o maior atestado de vazio e fraqueza que o orgulho pode dar. Nenhuma alma se constrói de verdade destruindo outra

⁠A ambição de um homem existe, antes de tudo, para tornar suportável o ato de se olhar no espelho após uma derrota.

Eu Te Amo.


Em cada batida do meu coração, existe um pouco de você,
Um sentimento tão bonito que eu nem consigo esconder.


Talvez o mundo inteiro não consiga compreender,
Eu só sei que, entre tantas pessoas, escolhi amar você.


A cada amanhecer, meu pensamento encontra o seu olhar,
Mesmo quando estou longe, meu coração insiste em te procurar.


O que sinto por você
não cabe apenas em palavras,
EU TE AMO,
hoje, amanhã e em todas
as nossas jornadas.

Observo que,
nas guerras pelo mundo afora,
existe dentro e no entorno delas
um mundo de mentiras
guerreando
contra as verdades.


Dentro e em volta de cada batalha
existe outra guerra,
mais silenciosa,
mais suja.


Um mundo de mentiras
marchando em fileiras
contra as verdades
que tentam sobreviver
entre os escombros.


Há sempre uma guerra escondida,
quase invisível,
onde mentiras vestem armaduras
e avançam ruidosas,


enquanto as verdades,
feridas e quase nuas,
tentam permanecer de pé
no meio da poeira da história.
✍©️@MiriamDaCosta