Nao Existe mal que Dure pra Sempre

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A Rosa do Deserto




Existe um lugar no deserto onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo dourado vermelho refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto onde o amor de longe está perto
Se banhando nas águas do lago me chamando de seu namorado


Eu vou caminhar no deserto quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundado na areia
Quente e bela da minha sereia


O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos meus suprimentos
Uma garrafa grande de água


Mas eu vou caminhar o deserto procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desatina por nada

Existe um lugar no deserto
onde a rosa brilha mais perto
Deixa o corpo vermelho dourado
refletindo o amor verdadeiro
Existe um lugar no deserto
onde o amor será descoberto
Se banhando nas águas do lago
me chamando de seu namorado

Eu vou caminhar o deserto
quero sentir esse amor de perto
E os meus pés se afundando na areia
Quente e bela é a minha sereia

O sol queima os meus pensamentos
Minha boca está ressecada
Esqueci de por nos suprimentos
Uma garrafa grande de água

Mas eu vou caminhar o deserto
procurando minha namorada
A paixão que me guia é mais forte
E não me desanima por nada

E quando eu tiver encontrado
se banhando nas águas do lago
quero provar seu abraço apertado

me chamando de seu namorado
me senti protegido e amado
ao saber que existe aqui dentro
no calor desses meus pensamentos
uma linda Rosa do Deserto
se banhando nas águas do lago

Existe um Dragão


Por trás de tudo o que é bom


Uma força oculta


Que nos faz praticar o bem

Existe uma diferença colossal entre apenas ler uma frase e realmente habitá-la por dentro.

" Apaixonar-se é descobrir que existe dentro de nós um universo que somente outra alma foi capaz de despertar. "

" Bom dia. Entre o sonho e a realidade existe uma ponte chamada esperança. Atravesse-a. "

Em cada paciente, existe uma história, uma família e alguém que ama profundamente essa pessoa. Seja o alívio e a esperança que eles tanto precisam hoje.

Ainda existe em mim, uma menina pequenina e desarmada de riso fácil.
Mas eu para proteger essa menina, arranjei outra mulher corajosa, fria, combativa, desconfiada, que sabe que as coisas se conquistam palmo a palmo, que não acredita que, nos outros possa haver algo de gratuito e despojado. Uma mulher que cresceu, afirmou-se e impôs-se porque era inteligente.
Como todos os lutadores quero tudo simples, claro e prático, já sei o que é a verdade e o erro...mas no meio de tudo isso, ainda gosto de poesia, acredito em promessas e no amor.

MIGALHAS DA GRANDE MESA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Existe uma silenciosa tragédia moral no coração humano contemporâneo. O homem aprendeu a medir grandezas pela abundância exterior, mas ainda não compreendeu que a verdadeira riqueza pertence ao domínio invisível da consciência. Enquanto o mundo contabiliza patrimônios, o Espírito contabiliza virtudes. Enquanto a matéria exige acúmulo, a alma pede iluminação. É exatamente nesse contraste que o ensinamento evangélico apresentado em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 16, item 9, revela uma das mais profundas advertências espirituais já oferecidas à humanidade: o homem somente possui aquilo que pode levar consigo após a morte do corpo.
A inteligência cultivada. A moral edificada. A indulgência praticada. A caridade silenciosa. Eis os únicos tesouros incorruptíveis.
O ensinamento espírita desmonta a ilusão milenar da posse absoluta. Nenhuma propriedade material acompanha o Espírito além do túmulo. O ouro permanece na Terra. Os títulos ficam nos cartórios. Os aplausos dissolvem-se na memória coletiva. Porém, cada gesto de benignidade grava-se indelevelmente no perispírito como patrimônio eterno da consciência.
Quando Paulo aconselha, na Epístola aos Efésios, que sejamos benignos uns para com os outros, ele não oferece mera orientação moralista. Trata-se de uma lei psicológica e espiritual profundamente ligada ao mecanismo evolutivo do ser. A benignidade não é simples delicadeza social. É disciplina da alma. É engenharia íntima. É exercício de transcendência do ego.
Sob a ótica espírita, toda criatura humana encontra-se mergulhada num processo educativo de múltiplas existências. Cada convivência representa uma oficina de aperfeiçoamento emocional. Cada atrito humano converte-se em instrumento pedagógico para dissolução do orgulho. Por isso, Emmanuel recorda que o monopólio do trigo não elimina a necessidade de apenas algumas fatias de pão. O corpo possui limites naturais. A ambição, entretanto, não os possui.
A avidez humana nasce menos da necessidade e mais da insegurança espiritual.
O homem acumula porque teme. Retém porque desconfia. Exagera porque desconhece a própria imortalidade da alma. Quem compreende profundamente a continuidade da vida não transforma bens transitórios em fundamento existencial.
É por isso que a caridade independe da abundância.
Uma das mais belas lições do texto encontra-se justamente na valorização das pequenas ações. O Espiritismo ensina que Deus não observa apenas a exterioridade das obras, mas principalmente a intenção moral que lhes dá origem. Um copo de água oferecido com amor possui magnitude espiritual superior a fortunas distribuídas por vaidade. Um silêncio prudente diante do mal pode evitar tragédias morais irreversíveis. Um sorriso fraterno pode impedir que alguém mergulhe em desespero invisível.
Na maioria das vezes, o homem despreza essas delicadezas porque ainda está fascinado pela grandiosidade aparente das ações espetaculares. Contudo, o Cristo jamais vinculou o Reino dos Céus às demonstrações de poder terreno. Pelo contrário. Jesus engrandeceu os pequenos. Aproximou-se dos esquecidos. Valorizou os simples. Elevou pescadores, enfermos, viúvas e crianças à condição de símbolos espirituais.
A benignidade é uma expressão prática da humildade legítima.
O texto faz importante distinção entre humildade e servilismo. O humilde não é aquele que se anula psicologicamente diante dos outros. É aquele que venceu a necessidade de sentir-se superior. O orgulho deseja destaque. A humildade deseja utilidade. O orgulho exige reconhecimento. A benignidade serve mesmo sem aplausos.
Sob análise psicológica profunda, muitos sofrimentos humanos nascem precisamente da expectativa constante de valorização externa. Quando alguém executa tarefas invisíveis e sente-se ignorado, frequentemente revolta-se porque ainda condiciona seu valor ao olhar alheio. O Evangelho propõe libertação dessa dependência emocional. O bem verdadeiro não necessita de plateia.
A Doutrina Espírita esclarece que ninguém vive isoladamente. A interdependência constitui lei natural da experiência humana. O exemplo do automóvel apresentado no texto é extraordinariamente pedagógico. Um simples veículo depende de dezenas de profissionais invisíveis para existir e funcionar. Da mesma forma, toda sociedade humana sustenta-se numa vasta rede silenciosa de cooperação.
Isso destrói a ilusão da autossuficiência.
Ninguém cresce sozinho. Ninguém sofre sozinho. Ninguém vence sozinho.
Cada trabalhador anônimo participa silenciosamente da sustentação coletiva da vida humana. O orgulho, entretanto, impede frequentemente que o homem reconheça essa realidade. Por isso a benignidade converte-se em necessidade civilizatória. Sem ela, a convivência humana degenera em disputa, ingratidão e violência moral.
Quando Emmanuel convida à reflexão sobre a Tolerância Divina, ele conduz o pensamento a uma das mais sublimes percepções espirituais. Deus continua sustentando a humanidade apesar de suas guerras, crueldades e perversidades. O Cristo continua amparando consciências rebeldes mesmo sendo constantemente negado pelos próprios homens que afirma amar.
Há nisso uma revelação profundamente consoladora.
A misericórdia divina não funciona segundo os critérios estreitos do ressentimento humano.
O homem interrompe relações por pequenas ofensas. Deus sustenta séculos de rebeldia humana sem abandonar Suas criaturas. O homem exige perfeição alheia enquanto permanece indulgente consigo mesmo. O Cristo, ao contrário, continua oferecendo luz aos próprios perseguidores.
Essa compreensão dissolve gradualmente os sentimentos de vingança, mágoa e melindre. O ressentimento funciona como veneno psíquico. O indivíduo magoado aprisiona-se vibratoriamente ao mal que recebeu. Sob perspectiva espírita, cultivar rancor significa prolongar internamente a própria dor.
Daí a necessidade do perdão.
Não como submissão emocional. Não como negação da justiça. Mas como libertação íntima.
O texto alcança extraordinária profundidade ao perguntar o que teria acontecido se Jesus houvesse desistido da humanidade por causa da ingratidão humana. Essa indagação possui imenso alcance filosófico. Revela que o amor verdadeiro não depende da resposta recebida. O Cristo prosseguiu amando mesmo rejeitado. Continuou ensinando mesmo perseguido. Permaneceu servindo mesmo crucificado.
Eis a benignidade elevada ao grau sublime.
A Natureza inteira testemunha essa lei. A chuva não escolhe onde cair. O sol não ilumina apenas os bons. A árvore oferece sombra até ao lenhador que a golpeia. Toda criação divina ensina silenciosamente a generosidade espontânea.
O homem, porém, ainda luta contra si mesmo.
Por isso o Evangelho insiste tanto na transformação moral interior. Não basta conhecer conceitos espirituais. É necessário converter o conhecimento em sentimento vivido. A verdadeira evolução não ocorre apenas no intelecto. Ela acontece quando a alma aprende a amar sem cálculo, servir sem orgulho e tolerar sem humilhação.
A benignidade é uma das mais altas expressões da maturidade espiritual porque nasce da compreensão de que todos somos viajores imperfeitos na mesma estrada evolutiva. Hoje auxiliamos. Amanhã necessitaremos de auxílio. Hoje compreendemos. Amanhã pediremos compreensão.
E nessa sublime reciprocidade da existência, o Cristo continua chamando cada consciência humana para a grande mesa da fraternidade universal, onde até as migalhas do amor sincero possuem valor infinito diante da eternidade.
Fontes.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
Pão Nosso.
Fonte Viva.
Vinha de Luz.
Bíblia Sagrada. Efésios 4:32.
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SOPHIE SCHOLL.
A JOVEM QUE ENFRENTOU O ABISMO COM AS MÃOS CHEIAS DE PAPEL.
Existe uma diferença brutal entre viver e possuir coragem moral. Muitos respiram. Poucos permanecem de pé diante da tirania. Poucos conseguem conservar a consciência quando o medo transforma multidões em sombras obedientes.
Sophie Scholl não carregava armas. Não liderava exércitos. Não possuía poder político. Era apenas uma estudante universitária de 21 anos. Contudo, tornou-se uma das vozes mais luminosas da resistência espiritual contra o nazismo.
Enquanto a Alemanha mergulhava na hipnose coletiva do Terceiro Reich, Sophie escolheu algo infinitamente mais perigoso do que a violência. Escolheu pensar. Escolheu questionar. Escolheu não silenciar.
Seu nome permanece como uma ferida aberta na consciência histórica da humanidade.
Nascida em 09 de maio de 1921, na Alemanha, Sophie cresceu em uma família marcada por princípios éticos rigorosos. Durante a juventude, como inúmeros adolescentes alemães daquela época, aproximou-se inicialmente das organizações juvenis do regime nazista. Entretanto, à medida que amadurecia intelectualmente, começou a perceber o caráter monstruoso da máquina ideológica que dominava o país.
Ela compreendeu algo terrível. O mal raramente se apresenta como monstro. Frequentemente veste uniformes elegantes, fala em patriotismo e exige obediência absoluta.
Ao ingressar na Universidade de Munique, Sophie aproximou-se do grupo clandestino chamado “Rosa Branca”, formado principalmente por estudantes como seu irmão Hans Scholl, Alexander Schmorell, Willi Graf e Christoph Probst. O movimento defendia resistência não violenta ao nazismo. Produziam panfletos denunciando crimes do regime, perseguições, assassinatos e a degradação moral da Alemanha. White Rose aqueles jovens compreenderam que uma sociedade começa a morrer quando a consciência coletiva aprende a conviver com o horror.
Os panfletos distribuídos pela Rosa Branca possuíam uma força intelectual impressionante. Misturavam filosofia, ética cristã, literatura alemã e denúncias diretas contra Hitler. Não eram gritos irracionais. Eram apelos lúcidos dirigidos à consciência de um povo anestesiado pela propaganda.
Existe algo profundamente simbólico na escolha dos panfletos.
Uma folha de papel parece frágil diante de tanques, prisões e armas. Porém, regimes totalitários sempre temeram ideias mais do que balas. Ditaduras suportam corpos mortos. O que elas não suportam são consciências despertas.
Em fevereiro de 1943, Sophie e Hans Scholl levaram centenas de panfletos para a Universidade de Munique. Distribuíram-nos pelos corredores vazios. Antes de partir, Sophie lançou os últimos exemplares do alto do edifício universitário, permitindo que caíssem lentamente sobre o átrio como uma espécie de neve moral sobre uma Alemanha espiritualmente adoecida.
Foi naquele instante que tudo terminou.
Um funcionário da universidade observou o gesto e chamou a Gestapo. Os irmãos foram presos imediatamente. Interrogados. Julgados em um tribunal nazista conduzido pelo fanático Roland Freisler. Condenados por alta traição.
A velocidade da execução revela a brutalidade do regime. Entre a prisão e a morte transcorreram apenas poucos dias.
Em 22 de fevereiro de 1943, Sophie Scholl foi guilhotinada na prisão de Stadelheim, em Munique. Tinha apenas 21 anos.
A morte dela não representa apenas um episódio histórico. Representa um confronto metafísico entre consciência e medo.
O mais perturbador em Sophie não é apenas sua coragem. É sua serenidade.
Relatos históricos afirmam que enfrentou os últimos momentos com impressionante firmeza interior. Até mesmo alguns envolvidos na execução teriam ficado impactados pela dignidade daquela jovem.
Enquanto milhares se curvavam para sobreviver, Sophie permaneceu ereta para morrer.
A tragédia da Rosa Branca revela também uma verdade dolorosa sobre a natureza humana. O mal coletivo não nasce somente da crueldade explícita. Ele prospera sobretudo através do silêncio dos acomodados.
Muitos alemães sabiam. Muitos percebiam. Muitos desconfiavam. Contudo, permaneceram imóveis.
Sophie Scholl rompeu essa passividade.
Sua existência demonstra que consciência moral não depende de idade, força física ou posição social. Depende de caráter.
Ainda hoje, sua memória atravessa gerações porque encarna algo raríssimo. A capacidade de preservar a humanidade em meio à barbárie.
Em um século marcado por genocídios, propaganda e manipulação psicológica das massas, Sophie tornou-se símbolo da resistência ética. Escolheu a verdade mesmo sabendo que ela a conduziria ao cadafalso.
Há figuras históricas que vencem batalhas. Outras vencem impérios. Sophie Scholl venceu algo mais difícil. Venceu a própria covardia humana.
E talvez seja exatamente por isso que sua história continue tão dolorosamente viva.
Porque ela nos obriga a perguntar, em silêncio.
Quantos de nós teríamos coragem de permanecer humanos quando o mundo inteiro enlouquecesse.
Marcelo Caetano Monteiro .

"Existe uma diferença moral profunda entre possuir e servir. O acúmulo excessivo frequentemente revela o medo da perda, enquanto a distribuição consciente demonstra compreensão da fraternidade humana. Aquilo que permanece fechado em nossos cofres endurece-se na inutilidade. Já o que sai de nossas mãos em direção à dor alheia converte-se em alívio, dignidade e esperança."

Natureza resiste com a resiliência de um gigante que é...


Num poluído mar existe vida em meio das garrafas plásticas e garrafa vidro se instala um coral de peixes muitas vezes mortos pelo próprio plástico,
A agua é envenenadas e consumida pelo próprio homem.
A sujeira degrada o homem e mundo...
A flores no afastamento, no teto das casas em todos lugar menos na mente do homem.

​"Na nebulosa existe uma árvore para aquele que acredita no futuro e vive no presente, abraçando o passado, sendo esse instante que o deixou apaixonado.
​Denso instante, pois o movimento de ação corresponde ao término da velocidade, sendo esse instante um ponto superficial da existência. Sendo assim, é natural a teoria de que as cordas do universo tocaram seu coração no momento em que nos encontramos, e o espaço se tornou dilatado no instante em que o universo começou; sendo que cada célula veio da nebulosa que era uma estrela que brilhou no instante em que nasceu."
Amor é a equilíbrio entre linhas do criador o que somos diante a criação.

Percebi que nada existe sem tempo pois tempo é o que existe a matemática e geometria são expostos com criação de critério para prova que tempo é real.

Essência do ser humano...
Um espírito em busca de um sentido por existir.
É uma alma que existe pela Essência.
E para essa conexão apenas um corpo.
Dentro da existência de 80 anos em média a vida resiste com espírito envelhecido.
Muitas vezes as experiências vividas são parte da existência e tornam-se a essência do ser humano.

Até dentro da luz existe a escuridão.
Mas, imersos nela, contemplamos objetos que superam a velocidade da luz,
e testemunhamos a evolução.
O ser humano transcende suas próprias limitações;
com o tempo, novas ideias florescem.
Mesmo no coração mais árido, há vida e pensamento.
E quando ouvimos os nossos sonhos, sentimo-nos flutuar
rumo a um novo patamar, onde se encontram o olhar da ciência
e a essência da nossa humanidade.

Existe a carreira construída por uma trajetória longitudinal, sólida e consistente. É essa trajetória que sustenta o verdadeiro crescimento.


Uma carreira sem trajetória é como uma casa construída sobre a areia: ao primeiro vento forte, desaba.

A saudade que sinto por estar longe de você é superada pela alegria de saber que você existe.

⁠Pensar é o ato mais livre e libertador que existe no mundo.🌎

O Paraíso

Tristemente esse lugar existe
E se esconde distante
"Distante" abrange muito mais
Que simplesmente estar longe

Guarda em si a cada laço
Cada passo e cada compromisso
Cada direção oposta
A cada estrada que seguimos

Catando estrelas com rede
Quais fossem
Imaginárias borboletas

Quando se deseja
Arrancar asas aos sonhos
Troféus, carrosséis de ilusão
Coisas que voam
...e que brilham

Clarear do dia
Não há paraísos,
Paz, nem melodia
Borboletas, beija-flores e estrelas

Há palavras escritas
Que resultam num lugar vazio
e pensamentos
que te afastam
muito, muito mais que você pensa
Mas você os pensa muito intensamente
Triste!

O Paraíso está para sempre lá
No voar da abelha
No cair da folha
No voo do pensamento

Universo
Simplicidade
Desenhada em versos
Sem tinta
Sem papel ou comprometimento
Nenhum compromisso cumprido
Firmado com Deus
Com a mente
Com a morte

Só sangue a fluir dos cortes
de sorte
Que felicidade
Se encontra a menos de um passo
Num lugar distante
Que existe lá dentro da gente
Entre a mente e o coração
Escondido
Atrás do mal
Que há nos olhos

Paraíso, Felicidade
O lugar mais distante
Que Deus encontrou para guardar
Por isso
Difícil de achar.

Edson Ricardo Paiva