Nao estou Sozinha
Não Vejo-Me Aqui
Ao emanar a fumaça do cigarro, sinto que estou me livrando da angústia que há em mim.
A melancolia me corrói,
é angustiante, me destrói.
Não vejo-me aqui,
Desejo desistir.
Um sentimento indescritível,
Uma dor interna horrível.
Tenho um corpo funcional e limitado.
Dor, angústia, agonia, tormento.
Penso: é uma condição mental?
Um acontecimento anormal?
Sinto-me desconfortável constantemente.
É… essa é a vida que eu levo e sou consciente.
Meu corpo é uma anomalia.
Nada faz sentido, nada.
Só sei que fumar, me automedicar, me alivia.
— Lorenzo Almeida (24.10.24).
Silêncio, não de paz, é o grito da morte.
Vazio, ausência absoluta de vida.
Escuro, sem luz estou agora pois, para onde me esforço a observar, me pego na dúvida eterna se fechados estão minhas pálpebras ou aberto estão meus olhos sem brilho da luz que um dia jurou me guiar.
A perda se torna intensamente triste, quando se tem a presença constante do medo dela.
A alegria esta sempre ocupada, enquanto a tristeza disponível sempre esteve, sentirá que a presença da tristeza deixará tu e todos para baixo.
Já no topo, grudado com a alegria, ocupado demais para lembrar da tristeza, esquecerá que foi a tristeza que te fez subir, foi a disponibilidade da tristeza que te levou a ocupação da alegria
Tristeza, o lado oculto da alegria onde dizem citar por aí que, que há de haver um fardo dez vezes mais pesado que a tristeza humana.
Alegria, ocupado demais para explicar
- Poema feliz, de uma pessoa não tão feliz assim. De Leonardo Cestari Silva
Eu estou evoluído.
Não sou mais a mesma pessoa que um dia se perdeu em meio a dores, ilusões e pequenas batalhas. Eu aprendi que crescer não é apenas viver, é transformar. Não sou refém do que me feriu, nem prisioneiro do que ficou para trás. Hoje, caminho leve, mas com passos firmes. Minha mente é mais lúcida, meu coração mais forte e minha alma mais livre. Evoluir é reconhecer que nada externo me define, é compreender que a verdadeira vitória é me tornar maior do que tudo que tentou me diminuir.
Glaucia Araújo
A segunda chegou trazendo a chuva…
Motivação não tenho, estou tentando caminhar, mas, acredito que só Jesus para me ajudar, visto que nem eu estou me ajudando.
Em tuas mãos me coloco Jesus, faz mudanças na minha vida, faz Seus milagres em mim.
Hoje estou como o poema de Vinicius de Moraes:
De manhã escureço. De dia tardo. De tarde anoiteço… De noite ardo.
A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.
Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem
Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.
Não estou aqui para competir com ninguém.
Não preciso diminuir ninguém para que eu possa me elevar ou colocar o pé na frente de ninguém.
Não quero ser melhor que ninguém, apenas faço a minha parte da melhor forma que consigo.
Não estou preocupada se acham que ganhei ou que perdi.
Estou aqui para evoluir,
Só quero continuar sendo eu mesma.
CONQUISTA
E eu estou ainda por aqui.
Não desembarquei do envelope.
Viajo lentamente, enquanto observo quem me ultrapassa a galope.
E, entre um minuto e outro, já nem sei se eu estou viajando — ou se a viagem sou eu.
Onde estaria o que de fato criei, para chamar de meu?
Porque, a cada frame que passa, menos certeza tenho dessa ideia de conquista.
Não que eu seja perfeito: de defeitos, tenho uma lista.
Também nunca me faltou bravura — nem no ringue, nem na pista.
Eu não sei chegar sozinho; minha vista é altruísta.
E, ainda que só, eu quisesse chegar… seria uma mentira. Eu posso explicar.
Na verdade, eu nem sei se realmente saí.
Pois, ao me ver em busca de coisas novas,
parece que fiquei. E gostei.
Ou talvez eu fui e voltei. Não sei.
E essa é a minha maior alegria: não me completar.
Sim.
Se eu já tivesse chegado, talvez, o restante da minha viagem fosse a dor mais angustiante que teria.
Ao passo que tenho muitas. Algumas de longos dias. Mas todas bem administradas.
E o tempo — que para muitos é um tormento — se assustou em me encontrar viajando para dentro.
Foi a principal estação onde parei, fiz faxina, entrei em guerra e venci.
O meu maior inimigo: eu.
Depois de me reconciliar comigo,
fui apreciando o belo que em mim foi feito, mas que eu desaprovava.
E, admirado de meu estado de maturação interpretativa, tive certeza.
Depois tive dúvida.
Ainda deu tempo de sentir na pele a volta da minha humanidade.
Esta esteve endurecida.
Mas, a dádiva do servir a emudeceu —
para não julgar, para não comentar,
apenas para dirigir.
E eu, que achava que poderia chegar,
me vi levando outros de carona.
A viagem para dentro de mim,
ao invés de me dar um mapa,
me deu pessoas, responsabilidade, serviço, deontologia.
E um sentimento de complétude sem completar.
Mas eu, sobre mim?
Parece que não vai dar.
Pois, até aqui ou ali, não cheguei.
Na verdade, eu, de mim mesmo nunca cheguei —e, se estou em algum lugar,
tenho plena certeza de que fui sempre conduzido.
Sérgio Júnior
Viajei
Viajei…
Hoje estou numa viagem… Dessas que não tem porto seguro!
Náufrago de mim mesmo… Mas, caminhando, ainda pensando sobre a morte, dela que cedo ou tarde terei sorte, vaguei por pessoas incomuns, boas, ruins, sem laço algum.
Andei pastos verdes, vi montanhas, atravessei rios, não me afoguei, engoli o choro e caminhei, mesmo indo pra tão, tão, distante, a minha frase preferida é de um burro a um ogro: “Já chegou”?
Eu nunca chego, eu nunca vou…
No momento estou ouvindo teclas de um piano mesmo sem saber quem está tocando.
Isso não é sobre pianos!
“Monólogo do Inescolhido - Grande Fim”
Estou cansado.
Mas não é o corpo que pede descanso, é a alma que se curva sob um peso que não larga.
É um cansaço que não vem do sono, mas da ausência.
Um cansaço antigo, que não passa, que me arrasta noite adentro como uma condenação silenciosa.
Cansado de existir apenas quando falta alguém, de ser sempre o que sobra, o “quase”, o “talvez”, o “quem sabe”.
Cansado de ser abrigo temporário para corações de passagem, de oferecer calor e só receber frio em troca.
Cansado de ser sempre ombro, nunca abraço.
Cansado de ser o eco e não a voz, a sombra e não a escolha.
Eu conheço a solidão, sei o cheiro dela, o silêncio, a respiração rente ao meu pescoço quando a noite cai.
Ela não é mais visita, é inquilina.
Deita ao meu lado, fala comigo, ri de mim.
E o pior, ela tem razão, porque ninguém vem.
Nunca vem.
No começo eu batia às portas, implorava por espaço.
Depois, esperei.
Hoje, já não peço nada.
Apenas caminho em círculos, acostumado ao frio que sempre coube a mim.
A solidão não é minha inimiga, não mais.
É matéria da minha carne, forma dos meus ossos.
Eu sou dela e ela é minha.
E, ainda assim, em meio ao deserto, algo dentro de mim insiste.
Uma chama teimosa, absurda, que continua acreditando que um dia alguém vai me olhar e ficar.
Essa esperança é minha maior tragédia, porque não morre e ainda me obriga a seguir respirando, mesmo quando tudo já morreu em mim.
Às vezes penso: E se o amor não for para mim?
Se for uma língua que nunca aprendi, um banquete ao qual nunca tive assento?
Talvez eu seja apenas a fresta onde a luz não entra, a prova de que o amor não é universal.
Porque o mundo inteiro fala de amores eternos, mas há sempre aqueles que ficam à margem... E eu sou um deles.
Não sei se ainda sou homem, ou se já sou a própria ausência encarnada.
O que antes era dor, virou símbolo.
E o que já foi espera, se tornou identidade.
Sou o "Inescolhido"!
Não apenas um, mas todos... Carrego nos ossos o eco de todos os que nunca foram amados, escolhidos, ou lembrados.
Há tragédia, sim, mas também majestade... Porque se o amor é efêmero, eu sou eterno.
Se amor é faísca, eu sou a sombra que nunca se apaga.
Se o amor é encontro, eu sou o intervalo, o hiato, a ausência.
Sou rei de um reino deserto, sacerdote de um altar vazio, guardião de uma chama que nunca ardeu.
Serei a cadeira que sobra, a cama que falta, o nome que ninguém chama.
Sendo assim, a face humana da solidão.
E quando perguntarem quem eu sou, não direi meu nome, direi apenas: “Sou aquele que não foi escolhido!”
E nisso há tragédia... Mas também eternidade.
Eu estou cansada, quero desistir, não aguento mais, minha cabeça está cansada, pensando negativo o tempo todo, família infeliz.
Sabe, acho que estou em um momento de transição. È a adolescência. Expandi meu mundo, não vivo mais em lugares que não me pertencem. A minha mente tinha esses lugares que "não me pertenciam"; o melhor è que cada dia que passa eu sinto uma melhora significativa em todas áreas da minha vida! Me sinto bem. Hoje, aposto num menino que parece ser ao contrario de romances que já vivi e tive o desprazer de ter vivido! ( sem dramas por aqui, mas acho que flerto com alguém verdadeiramente bom). Aquele bom que toda garota/garoto já sentiu perto de uma pessoa interessante e que tem uma bagagem de qualidades! Sair de uma relação toxica na adolescência è libertador! se curar após esse evento, também è! Após meses de cuidado próprio, pude enfim me engajar com pessoas sadias, sem traços e defeitos nocivos a minha saúde. Recomendo que quem esteja passando por isso tambem, procure cuidar de si, se aperfeiçoar para assim, quando estiver bem, encontrar e se envolver com pessoas com essa mesma energia.
Não fuja de mim!
Não é a liberdade de caminhar, que vai fazer você me esquecer.
Porque eu estou em cenários postos, expostos em seu coração.
Venha para mim, então!
Vibrações Invisíveis
Sabe… eu estou aqui, e ao mesmo tempo não estou. Mas de onde eu estiver, estou olhando por você. E não é com tristeza, não. Estou sorrindo. Sorrindo porque te vejo andando, crescendo, vivendo, encontrando a sua luz.
Cada passo seu é música para mim. Cada sorriso, cada conquista, cada pequena coragem… eu estou lá, invisível, mas inteiro, vibrando com você. Não preciso estar ao seu lado para sentir o seu brilho. Ele me alcança e me alegra, como se eu pudesse respirar através de você.
Não se prenda à saudade, não. Deixe que ela seja ponte, e não muro. Eu quero que você vá, que viva, que dance com o vento e caminhe firme. Porque a sua felicidade é meu abraço mais forte, é meu sorriso mais largo.
Então siga, siga e saiba. Eu vou estar ali, sempre. Não nos detalhes do dia a dia, não nas coisas pequenas que se vão, mas no calor do seu riso, na força da sua
"Estou constantemente em busca da paz, satisfação eu só devo a Deus é preciso ser feliz não sei quanto tempo ainda me resta entrego a Deus meus dias e ele determina o caminho a seguir"
Preciso falar de amor
pois estou sofrendo muito
por pessoas que não me amam.
Mas e se eu falar demais e me perder nas palavras?
então melhor seria eu nada falar
eu não expor como minha alma está machucada?
acho melhor eu ficar calada.
Da última vez que falei, morri de amor.
Já tentei fugir
Mas
Não rolou
Estou dentro de mim
Não posso me deixar
Meu ego
Sozinho
Surtou e foi dançar
Se Eu fosse, O NARCISO ABSOLUTO, diria que sou O DEUS de MIM MESMO. Mas como NÃO ESTOU À ESMO, deixo a minha INSIGNE - FICÂNCIA, para Outro...!!! Rolemberg.
