Nao estou Sozinha
"Eu estava aqui sozinha,
e você estava lá sozinho.
Melhor seria que eu tivesse
ficado aqui e você lá...
Sozinhos!"
Haredita Angel
01.07.2021
Meu destino é andar...
Seguir sempre em frente...
Sozinha ou acompanhada...
Mas, em paz!
☆Haredita Angel
ESQUINAS
Olhos de gato, mãos de fada, sonhos de mulher.
Ela caminha sozinha a espera de um futuro qualquer.
Qualquer dia, qualquer encontro, qualquer beijo. Aquele beijo.
Na rua, as gotas de chuva caem silenciosas e solitárias. E ela segue seu caminho, paciente, única, a espera.
A espera de olhos como os seus, olhos de gato, fulminantes, e a mão de um anjo com sonhos de homem, não qualquer homem, nem um para qualquer encontro. Aquele homem, aquele beijo.
E ele segue seu caminho, paciente, único, a espera. As gotas de chuva caem silenciosas e solitárias sobre ele também. Na mesma cidade, mesma realidade, mesmo desejo.
Na outra esquina.
Estava sentada sozinha naquela sala fria e solitária.
Você me encarava de longe com um olhar frio e áspero,
Sem um sorriso, nenhuma alegria, nada simpático.
Eu sentia ódio e desespero.
A vontade de fugir era grande, imensa.
Eu não aceitava, eu não podia aceitar.
Você era o reflexo de tudo,
Enterrado no beco mais profundo, mais profundo de todos.
O medo, a sociedade, as pessoas me fizeram te rejeitar.
Tudo me fez te rejeitar.
Mas fugir não existia essa opção,
Eu não podia fugir, pois onde eu ia, você estava.
Eu não queria ter essa relação,
Resmungava e rejeitava sempre.
Porque você existia? Porque me perseguia?
Era um mistério.
Eu só conseguia pensar ou pelo menos pensar em não pensar.
A dor me fazia agonizar por dentro,
Uma agonia estava te esmagando e você lutava
Para não ser esmagado.
A dor era porque você era eu.
Meu pior medo é ser como as outras pessoas,
Mas sempre acabo sendo igual.
Toda mulher passa pelo encanto de um homem, mas nunca deve permanecer sozinha em um canto isolada com ele por muito tempo.
Eu tenho andado pelas ruas
Muitos dia e noites sozinha
Eu virei minha face para o que sei que é errado
Tenho fingido não ver a fome, o frio, o velho
Mas nada me assustou mais
Do que ver a mim mesma em frente ao amor
Pode cair a chuva forte
Eu não vou me mover
Eu não recuo frente ao amor
Pode ventar forte
Minha chama mora no coração
Mesmo se eu sofrer
Eu não recuo frente ao amor
Podem transbordar os oceanos
Ou secar toda água em mim
Eu não recuo frente ao amor
E quando eu partir dos braços da realidade
Eu olharei a última vez para o céu
E não temerei,
Pois vivi pelo amor e morri pelo amor.
❝...Em silêncio pude refletir melhor,
em silêncio chorei sozinha para
ninguém notar, em silêncio engoli
meu orgulho e te dei razão, em silêncio
pude ver que prefiro andar sozinha do
que ao teu lado. Em silêncio tive que conter
meu choro e recomeçar....❞
-------------------------Eliana Angel Wolf
A Mulher Que Se Refaz Sozinha
por Diane Leite
Talvez a gente nunca saiba.
Porque pra saber, teria que sentar. Olhar no olho. Aguentar o espelho.
E nem todo mundo aguenta se ver refletido numa mulher inteira.
Numa mulher que sente, que fala, que explode e não se esconde.
Porque mulher inteira assusta.
Dá trabalho.
Desmonta os outros.
O que destrói uma mulher não é a dor.
É a repetição.
É a indiferença.
É a tentativa de calar quem nasceu pra dizer.
De diminuir quem nasceu pra expandir.
De conter uma alma que sempre foi grande demais pra caber no pouco que oferecem.
Mas o que mais assusta...
Não é ver uma mulher quebrada.
É ver ela voltando.
Mais forte. Mais lúcida. Mais dela.
Uma mulher que se refaz com os próprios cacos, sem pedir ajuda.
Sem plateia.
Só com coragem.
Uma das coisas mais fodas que eu fiz na vida foi me olhar.
Despedaçada.
Sozinha.
Com sangue na boca e lágrima no queixo.
E mesmo assim, não menti pra mim.
E sabe o que aconteceu?
Deu certo.
Porque eu me conheci.
E quem se conhece...
não se abandona nunca mais.
A OVELHA IMATURA
Em um lugar remoto, sob um sol implacável, uma ovelha órfã vagava sozinha, atormentada pelo calor e pela solidão. Sem proteção, sentia-se vulnerável, sempre temendo predadores.
A cada sombra, seu coração acelerava. Para escapar do calor, se escondia sob arbustos, evitando aves de rapina e outros perigos. O sofrimento a tornava mais fraca, e a falta de comida impedia sua recuperação. Sem saber para onde ir, afastou-se do caminho certo até se perder completamente.
O Bom Pastor, ao notar sua ausência, partiu em busca dela. Com compaixão, encontrou a ovelha debilitada. Ternamente, ele a levou a uma de suas casas, onde, junto com seus servos, cuidou dela. Tratou suas feridas, removeu parasitas e a amou. Em pouco tempo, a ovelha se tornou forte e linda.
Após restaurá-la, o Pastor confiou seus cuidados aos servos até o seu retorno. No entanto, com o tempo, a ovelha começou a dar trabalho. Mesmo adulta, não queria largar a teta de sua mãe, permanecendo carente e egoísta, ocupando um espaço que deveria ser das mais novas.
Quando os servos passaram a dar mais atenção às filhotes, a ovelha rebelde sentiu-se desprezada. Em vez de refletir, falou mal dos servos e da mãe, resistindo à correção e ignorando os ensinamentos recebidos.
O Bom Pastor, com amor incondicional, não desistiu dela. Orientou seus servos a serem pacientes e a mantê-la perto até que amadurecesse. Ele sabia que ela precisava aprender a se alimentar sozinha e a ajudar os outros, em vez de ser um peso. Apesar de suas ações problemáticas, continuou a amá-la, esperando que entendesse seu verdadeiro papel.
Durante boa parte da minha vida ministerial, eu fui essa ovelha. E você?
A OVELHA IMATURA
Em um lugar árido, sob o sol implacável, uma ovelha abandonada vagava sozinha, sem direção. Vulnerável e temerosa, buscava abrigo em arbustos, fugindo do calor e dos predadores que a rondavam. O cansaço e a fome enfraqueciam seu corpo, e a solidão corroía sua alma. Incapaz de encontrar o caminho certo, se perdeu, afundando ainda mais em seu desespero.
O Bom Pastor, ao passar por aquele lugar com seu rebanho, a avistou e se compadeceu dela. Movido por compaixão, encontrou-a abatida, mas não a repreendeu. Com ternura, carregou-a nos braços e a levou para uma de suas casas. Ali, junto aos seus servos, tratou suas feridas, a libertou dos seus parasitas e a alimentou. Com o tempo, a ovelha foi restaurada, tornando-se forte e saudável.
Contudo, mesmo recuperada, a ovelha não queria crescer. Permanecia carente, egoísta, insistindo em ocupar o espaço que deveria ser das mais novas. Continuava a buscar a teta da mãe, dependendo do leite quando deveria se alimentar com comida sólida. Quando os servos voltaram sua atenção às ovelhas recém-chegadas, ela se sentiu rejeitada. Em vez de refletir sobre suas ações, murmurou contra eles e até contra sua mãe, recusando a correção e ignorando as lições que aprendera.
O Bom Pastor, com amor infinito, não desistiu dela. Instruiu os servos a serem pacientes, mantendo-a próxima até que amadurecesse. Sabia que, embora ainda estivesse perdida em sua imaturidade, ela precisava aprender a se alimentar sozinha e a ajudar os outros. Mesmo com suas falhas, Ele continuou a amá-la, esperando o dia em que compreendesse seu verdadeiro papel.
Por muito tempo, fui essa ovelha. E você, já se viu nesse espelho?
Ofícios da cozinha que toda cozinheira deveria aprender sozinha é quando ela descobre com alegria o que fazer da sua maestria.
A cautela exigida
Que eu deveria ter
Por andar sozinha
E nua nessas letras,
É fazer a mensagem
Caber na métrica.
Não consigo retê-la
Porque a injustiça
Assombra o peito,
Ela criou o preso
E arremessou
Para bem longe
A cons(ciência)
Da tua cabeça.
A liberdade espraiou
Nos corações
Dos eleitos guardiões
Das Américas,
Os sinos não hão
De dobrar nem por ti,
Devolva cada filho
Da onde o senhor
Não deveria ter tirado
Da austral realidade,
Aprenda a conviver
Com a verdade.
Por andar
Sozinha
Eu deveria:
Ter cautela.
Só consigo
No máximo
É equilibrar
O quê escrevo.
Em dias
Normais
Deixei tudo
para trás.
Sei que te
Impuseram
O tirano
Silêncio.
Em todos
Os tempos
E verbos,
Por ti não
vou parar
De gritar
Em todos
Os versos:
-Que não
aceito!
Seguem não
Temendo
Nenhum veto,
Meus poemas
São pacíficos,
Mas estão
Em protesto.
Por aqui todos
os poemas
são de minha
responsabilidade,
Mas sozinha
para escrever
creio que
não teria
essa capacidade:
de trazer
à tona frutos
de histórias
que comovem
e me trazem
impressões
transcendentais.
A orquestra
da diáspora
venezuelana
tocou uma
canção que
escorreu pelos
meus olhos:
ela é debutante.
Aprende que
qualquer pedido
só é ouvido com
a delicadeza
necessária
para entrar
no coração
que é
o universo
do outro,
Do General
injustamente preso
e desaparecido
e de cada um
na mesma
condição:
quero fé
de vida
porque tempo
mais não há
para que
seja despacito.
Noite de Versos Intimistas
e de Pequiá-amarelo em flor,
E eu continuo aqui sozinha
pronta para quando chegar
o meu tão adorado amor,
Porque é assim que me preparo
todos os dias para quando
ele vier pronto e eu com ele for.
Reflexos inversos, pedaços de uma mesmo ser que se separaram e se modificaram. Um tanto frieza, outro tanto humanidade. Separados por diferenças pequenas, de silêncios e espaço. Presos à uma espécie de jogo, de teia, de… Sentimento. Não, sentimento não é palavra, ou talvez seja, mas ela precisa de um eufemismo antes de se colocar no meio deles. Tudo é eufemismo. Nada também. Tudo é sarcasmo, ironia e quiçá apego… Tudo é uma mistura tão louca que pode chegar o momento que algum dos reflexos se apague, que algum dos espelhos se quebre e tudo volte a ser uma coisa só. Isolada e sem par, como antes.
