Nao estou Sozinha
Não tema as curvas da vida.
Elas não são o fim — são convite para desacelerar,
respirar fundo e redescobrir caminhos.
Confie na força que você carrega no peito,
na sua capacidade de se reinventar
e de transformar tropeços em passos.
Acredite: você é capaz de atravessar qualquer desafio.
E, quando passar, agradeça.
Cada experiência que te doeu também te fez crescer,
cada obstáculo vencido foi o treino que te deixou mais forte.
— Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
A bússola gira e não aponta; o vento traz memórias que se despedem como barcos. No centro de um lago imaginário, a flor de lótus abre feridas de luz e guarda perguntas antigas. Um espelho quebrado espalha reflexos que insistem em voltar para casa, cada estilhaço um mapa de escolhas não feitas. Chove sobre o mar — água da chuva no mar — e as gotas se dissolvem numa conversa com o horizonte: lembranças que se perdem para se tornarem sal. Sete de copas dança nas mãos de um jogador sem rosto, oferecendo espelhos, sombras, promessas de estrada. A ampulheta de açúcar pinga lentamente, cada grão doce um minuto fugindo para a língua do tempo. Nada é coerente; e por isso tudo existe, coerente na sua falta de explicação. Aqui o sentido se esconde nas pequenas falhas: no estalo de um reflexo, no sabor de um minuto, no sopro que desloca a bússola. O acaso organiza-se em silêncio, e a flor fecha-se como se guardasse um segredo que só se conta quando ninguém mais acredita em mapas. Ainda assim, tudo tem o real sentido de ser.
Talvez eu simplesmente parta.
Mas, desde que tenho você, a partida me assusta.
Não é que ela não me atraia,
é só que me dói imaginar você sozinha.
Me dói amar tanto, temer tanto te deixar para trás,
e ao mesmo tempo desejar tanto ir embora.
Que covardia…
Me sinto uma contradição ambulante,
uma verdade que se culpa por parecer mentira.
Porque não dá pra racionalizar
o vazio que mora no meu peito.
E o que machuca ainda mais
é perceber que nem esse amor imenso
consegue preencher o buraco que me engole por dentro.
Que o tempo ensine a nós, que vivemos em desamparo,
que a vida adulta não é tamanho fardo.
Você pode ser, para si, o abrigo nunca encontrado,
o afago, por vezes, negado.
Orgulhe-se: o tempo de outrora, é passado.
Sou feita de fragmentos indomáveis,
de partes que sangram poesia e sobrevivem ao caos.
Não sou calma, sou mar em ressaca,lucidez após o excesso,
sou o que fica quando tudo vai.
Carrego amores mal resolvidos no bolso,
cigarros que nunca acendi, promessas quebradas no fundo do peito, feito cacos jogados no asfalto da memória.
Tem dias que me reconheço inteira no espelho,
noutros, só estilhaços.
Mas ainda assim eu vou
de salto, de risco, de coragem torta,
porque parar nunca foi opção.
Me perco fácil nos olhos de quem sente demais,
me encontro rápido na música alta,
num verso cru, num gole amargo,
num “fica” dito sem planejamento.
Sou feita de falhas bonitas,
de ruínas que aprenderam a florescer.
E mesmo em pedaços, eu ardo,
eu canto, eu erro, eu amo
porque ser inteira nunca foi sobre perfeição,
sempre foi sobre ser.
Tem dores que não passam. E tudo bem.
Porque viver não é correr pra sair da dor
é aprender a caminhar com ela sem se perder de si.
Eu já quis respostas. Já tentei controlar o caos.
Hoje, escolho só viver.
Com presença.
Com coragem.
Com mais gratidão do que reclamação.
Não tô esperando um “depois que tudo isso passar”.
Tô vivendo o agora, porque é nele que a transformação acontece.
Mesmo quando ela não faz barulho.
Mesmo quando ela ainda dói.
-andressamedlem
Demétrio Sena - Magé
Quem não lê corrói a mente;
confunde chifre com crista;
um dia torna-se "crente";
logo após, bolsonarista...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Estar perto de ti é muito bom, mas não ajuda a afastar meus pensamentos sobre ti. E como faço?
Acho que agora preciso de um novo ambiente. E pior, nem sei o que tu pensas sobre mim. Como poderia falar contigo sobre a possibilidade do "nós"?
Sei o que deve ser feito, só não sei se é o que quero.
A vida é louca demais e tem horas que dá vontade de seguir os meus desejos, mas pode ter consequências que não têm volta.
Escolhas são necessárias em qualquer decisão e cada uma tem sua consequência.
Meu Deus, dai-me sabedoria e orientação!
Não se julgue, se jogue. O prazer existe, para ser provado. Estas são algumas das frases impressas a fogo nos palitos de madeira, dos picolés Magnum da marca Kibon. Uma estratégia nova de marketing direto para o verão de 2026, quase se achando uma variante dos biscoitinho da sorte, chinês.
A matrix tenta qualificar o autismo como uma doença mas não é, e sim uma supercapacidade atemporal de atenção, foco e velocidade. A inicio quase sempre todo portador desta capacidade, silencia se por que está de certa forma aprendendo consigo mesmo, a acalmar a mente no complexo processo de ir e vir, múltiplas vezes. Pois só depois deste aprendizado interior, cada um conseguirá dar saltos quânticos celebrais e voltar, sem perder a própria identidade afetiva e emocional, tão importante a eles, dos diferentes encorajadores ao seu redor.
Não estamos diante de novos transtornos infantis mentais como Esquizofrenia, Autismo, Borderline, Savant, Psicose, como muitos imaginam e ate inadvertidamente comentam. Na verdade, tudo sempre existiu, só que os indivíduos menores não eram notados, devemos lembrar que fora do circulo aristocrático familiar, as crianças de um modo geral do século XIX e anteriores, eram consideradas um estorvo social um grupo de sub gente que só davam problemas e trabalhos. A própria historia universal da pediatria, nos diz que consolidou-se como especialidade no final do século XIX, originada da necessidade de reduzir a alta mortalidade infantil e tratar crianças não mais como "pequenos adultos". Sendo assim popularizou-se por volta de 1880.
Sejamos justos, algumas pessoas não merecem ser ajudadas por que estão órfãs e acomodadas dentro da própria infelicidade que virou um meio, torto de vida. Só devemos ajudar, quem pede ajuda em um momento difícil mas por vergonha da situação, vai fazer de tudo e mais um pouco para superar. A esmola consecutiva, vicia o cidadão que nunca irá buscar trabalho para ganhar o pão. Erra mais quem da do que quem recebe.
A super exposição de um (AH/SD), não é boa, afinal não estamos diante de um personagem fantástico, adestrado, a ser explorado pela mídia irresponsável sensacionalista. O estatuto da criança e do adolescente, do meu saudoso mestre o Dr. Alyrio Cavalliere e outras legislações conjuntas, propõem a salvaguarda das crianças e muito mais as especiais. Algumas providencias legais devem serem acompanhadas, caso a caso, muito mais do que a grande publicidade, cada criança precisa de apoio, acompanhamento e inclusão pedagógica no sistema educacional integral. Pois toda super exposição de crianças com Altas Habilidades e Super Dotação (AH/SD), como show podem ser desastrosas para o desenvolvimento da própria criança.
A solidão é minha velha amante fiel que já se acostumou e aprendeu a não reclamar comigo, nos momentos que quero ficar sozinho, introspectivo, sem a menor paciência de encontrar com pessoas infelizes sorridentes, enfeitadas com utensílios de marca baratos mas falsificados que orgulhosamente desfilam vitoriosas e especiais de fachada.
Não acredito em palavras bonitas, elogios sem sentimentos e muito menos discursos inflamados, da boca pra fora. Acredito em preces e orações silenciosas, em atitudes secretas sem alarde e meios sorrisos de esperança daqueles que anonimamente fazem, pelo amor a vida e o bem estar de tudo que nesta dimensão vive e precisa continuar vivendo.
Não cedo minha escada a quem quer que seja, pois ela é única, personificada para cada um segundo suas jornadas e suas aspirações. No entanto, procuro ajudar a qualquer um, subir o primeiro degrau de suas escadas, que terá a altura e as dificuldades contidas em sua própria vida, em seu espirito e seu coração.
O autismo não limita as pessoas, pelo contrario em certos casos desenvolve um super foco e um fator recorrente de genialidade sobre um determinado assunto ou habilidade. O que limita, não o autista, mas a sociedade comum com quem ele convive é a desinformação, as superstições, as didáticas padrões e o múltiplos preconceitos não preparados do novo. E o pior que muitos poucos entendem como, o ser diferente luta dia a dia, para ser igual e receber o amor, o carinho e a atenção comum a todos, dentro de seu mundo divergente, tão especial.
Não existe a possibilidade de reverter de forma rápida o isolamento social do ser com o TEA transtorno do espectro autista. Acredito, que a melhor forma, seja pedir sensivelmente autorização para entrar e passarmos a fazermos parte do isolamento particular, dentro dele. O primeiro passo deve ser sempre natural e igualitário a ele e ao mundo dele, para depois com alguma confiança, de forma leve estabelecermos suavemente uma nova conexão para a comunicação, de mais ouvir e respeitando a linguagem e o foco, dele.
Hoje em dia os relacionamentos duram bem menos que o esperado, e fruto deste relacionamento, não tão raramente como pensamos, temos um portador com o transtorno do espectro autista, em guarda compartilhada. Acredito que cada conjugue acompanhe e queira o melhor para seu filho mas muitas vezes, o mais pratico na melhor das intenções, pode não ser o melhor opção para o autista. A exemplo, são as voltinhas nos shopping um ambiente de "criptonita" para os portadores de TEA, muita iluminação, muito barulho, muitas informações sobretudo de campanhas publicitarias para venda em massa. O ambiente do shopping, é um local pratico mas inconveniente para o autista de qualquer nível. Os locais mais recomendados, são passeios ao ar livre em locais calmos.
