Nao estou Sozinha
Aprende a perdoar. É melhor dormires sozinha, em paz, do que dormires todas as noites com o inimigo!
Você me leva a alturas
Que sozinha eu jamais poderia alcançar
E me leva a abismos
Que ninguém poderia suportar
Você é a minha brecha
Por onde passam toda minha dor e alegria
Toda minha fraqueza e minha força
Você me mostra quem eu sou
E quem você me torna
Você me mostra o quão grande eu sou
E o quanto você é mais forte que eu
Eu sempre perco para você
Você rouba todas as minhas vitórias
Sua estante está repleta de troféus que deveriam ser meus
Mas agora eu sei quem você é
E sei quem eu sou
E pode me esperar
Por que eu estou indo atrás de você
Há coisas que eu jamais teria conseguido administrar sozinha. Foi justamente nelas que aprendi que a suficiência não estava em mim, mas em Cristo.
A inveja é o único veneno que a pessoa prepara para o outro e acaba tomando sozinha. Nunca gaste energia tentando derrubar ninguém; foque no seu propósito!
Sou aquela que viu todas as aflições de perto. Foi desesperador me ver sozinha sem ninguém que quisesse me apoiar. No meio do caminho parei desnorteada sem saber que rumo seguir. Lembrei de uma igreja perto. Fui pra lá e assim sobrevivi aquela noite!
Sempre que sentir que o mundo está pesado demais para carregar sozinha, fecha os olhos e me encontra aí dentro. Mesmo longe, meu coração está de mãos dadas com o seu, pronto para dividir cada fardo e transformar esse peso em leveza.
Riacho dos Choros
Nesta quinta-feira vazia, sinto-me uma criança sozinha, sentada à beira das margens do riacho, no Sítio São Sebastião, chorando ao som dos passarinhos que dançam uma triste canção.
Uma criança sozinha, sentada na varanda do Sítio São Sebastião, que chora isolada escutando as brigas dos seus heróis, que gritam sem parar, sem descansar, sem terminar, sem adiar, sem repousar.
Eu sou a criança sozinha à luz do luar, deitada na grama no Sítio São Sebastião, esperando a briga parar. Eu sou aquela menina sob a luz das estrelas que desejava chorar, sem queixar, sem clamar.
Autora: Priscila da Silva Oliveira Orphanides.
04:22 04/08/2025 Acabei de ver a minha mãe sozinha em um caixão...
Acabei de acordar, eu acordei após em um milésimo de segundos chegar em um velório onde não havia ninguém além de mim e um outro homem responsável pelo velório, acredito eu. Eu cheguei próximo ao caixão e vi a minha mãe, ela tinha algodão no nariz e na sua boca havia esparadrapos, seus olhos estavam cerrados. Ela vestia um vestido vermelho marsala, que ela tinha. Ela estava serena. Não havia flores, nem um paninho cobrindo ela, dentro do caixão.
Enquanto eu me aproximava do caixão bem devagar e com olhar observador, um homem me olhava, enquanto levantava a cabeça dela do caixão após retirar o algodão do nariz dela e o esparadrapo da boca dela e me mostrava o rosto dela.
Eu apenas falei: "ainda bem que você colocou algodão e esparadrapo na boca dela, é bom que não vaza líquido." Ele me olhava seriamente, era como se ele quisesse que eu gravasse bem o rosto dela morta, ele segurava com carinho. Eu apenas olhei e não senti nenhum tipo de sentimento, além de entender que ela havia morrido em plena solidão, porque o velório estava emanando um vazio existencial absurdo. Nem mesmo chorei. Mas, no velório, não havia ninguém mais além de mim, além daquele senhor de pele escura e cabelo duro e grisalho.
Estou aqui bem confusa. Será que ela está morta? Não tenho mais notícias dela, faz algum tempo... Será que ela morreu agora mesmo, por isso vi em sonho? Será que ela já morreu em outro dia e agora que vi? Não sei. Só sei que as escolhas dela, levou ela para distante de mim e dos meus irmãos. Se tiver realmente acontecido, que ela finalmente possa descansar em paz. Agora, sinto um enorme pesar. Não é algo fácil de lidar. Ela foi embora sem se despedir de mim, literalmente, mas se tiver acontecido dela ter ido para outra dimensão. Pelo menos consegui ver o seu rosto sereno pela última vez.
Edit: Ela está vivíssima 15 de março de 2026
A mocinha
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Vejo ela, a mocinha...
Essa rosa que me espinha...
Tão distante e tão sozinha,
E sem mim ela caminha...
.
A ela as pétalas desta flor,
A ela com carinho o meu amor...
.
Me fica os espinhos da saudade,
E no caminho essa dor...
.
Me apego ao perfume dessa flor
Em meu caminho rumo ao seu amor...
É na beleza desta flor,
Que me vejo sem espinho
Quando penso na mocinha meu amor.
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Edney V A
"Ò lua que brilha no firmamento
À ti o meu pensamento
Se és feliz aí sozinha
Sozinha também ficarei..."
Haredita Angel
12.11.19
"Eu sonhava e pensava que você sonhava também, até que descobri que eu sonhava sozinha...
- Fui!"
Haredita Angel
12.12.25
Cada vez mais, a "solitude" (o prazer de estar sozinha) é celebrada como uma escolha saudável.
A ideia de que o estado civil define o caráter ou a felicidade de uma mulher é considerada um estereótipo ultrapassado por diversos motivos:
Autonomia e Realização: Atualmente, muitas mulheres priorizam a autorrealização, carreira e liberdade pessoal. A felicidade é vista como um estado interno que não depende exclusivamente de um parceiro.
#mulherguerreiraerealizadasem/machismo
Retorno à minha essência e volto a ser de mim,
ainda que enlutada,
percorra sozinha no grito das gaivotas
as vagas do nosso amado mar.
Saber-te em mim será sempre a minha maior alegria,
ter sido tua um dos melhores e maiores êxtases que alguma vez uma mulher possa ter experimentado.
Em ti me enrosco todas as noites lambendo-te as feridas dos dias onde te deixei liberto, à deriva de todos os meus caprichos,
e foram tantos!
Por vezes tenho a sensação de que ainda estás presente
e a saudade fervilha nesta ausência de nós.
É como se te visse e ouvisse boquiaberto e feliz
enquanto eu tentava arranjar os desalinhados cabelos
no temporal dos sentidos:
“ meu amor, como és linda! A mais bela das mulheres, é minha!”
É por aí que eu vou quando tudo o que ouço agora é uma cruel e inoportuna mente gritando-me exactamente o oposto
quase até à loucura!
Perdoo-te teres partido, mas nunca te teres tornares silêncio,
cobardia e bicarbonato de sódio
neste corpo onde explodem lavas,
corpo de primícias tuas
onde navegaram navios
e tuas mãos de menino.
Célia Moura, poesia
Poderosa ,atrevida , ninguém manda na minha vida ..aprendi me virar sozinha ... aprendi ser forte ,destemida... sou música pros teus ouvidos .. mas já sabe que doses diárias de mim ...viciam.. por onde passo reviro tudo ... prazer meu nome é furacão... 1.70 de pura adrenalina...
Passando a mão sobre
o Capim-Curu enquanto
caminha com a história
de volúpia cresce sozinha,
Dentro do meu coração
e do pensamento
se entrelaçam as intenções
de seda e fortes emoções
feitas da fibra de Sisal.
Do pé colho amoras
maduras e na mente
elaboro o paraíso particular
com rota e sem nenhum pejo,
Acendo o fogo interno
do candeeiro para que nada
apague o amor eterno.
Apontar em silêncio
para as curvas vertiginosas
para você se aventurar
sempre uma nova viagem
em mim encontrar,
De ti colher os suspiros
mais delirantes frutados,
enrodilhar os nossos
desejos apaixonados.
Com beijos alucinados
vestir a tua pele de mimos,
Trazer o mais do opulento
êxtase para enfeitar
a suamesa e plantar em ti
o seu olhar sedutor,
para que nos primeiros
toques eletrizantes
de lábios provocantes
capture o sentido do amor.
INTROITUS - CAMILLE MONFORT.
Sob a Cúpula do Requiem.
Camille Marie Monfort caminhava sozinha pelo claustro deserto,enquanto as paredes, frias como um silêncio secular,devolviam-lhe ecos invisíveis. Lá fora, a noite era de um azul quase negro, mas, dentro dela, o abismo tinha um tom ainda mais profundo.
No ar, o Introitus erguia-se como um cortejo que não pertencia a este mundo. As primeiras notas vinham lentas, como passos de sombras que ainda hesitam entre o mundo dos vivos e a promessa do esquecimento. Cada acorde era um peso depositado sobre seu peito um peso que não esmagava, mas moldava, como se o sofrimento esculpisse sua forma mais pura.
O violino parecia falar-lhe na língua que só os fantasmas compreendem. Era um idioma sem palavras, feito de curvas sonoras que contornavam suas lembranças as que queria perder e as que temia perder. A cada compasso, Camille sentia que a música não apenas narrava a sua história: ela a descrevia aos olhos de Deus, como um inventário de dores e esperanças não ditas.
Então, no sopro do tempo, a transição: o Lacrimosa.
Ah, ali não havia hesitação; havia queda. As cordas e vozes se erguiam como se o céu estivesse se partindo para deixá-la ver o lado de dentro. A gravidade das vozes corais não era um lamento pela morte, mas um chamado para o reconhecimento de que todo amor carrega consigo a semente do adeus.
Camille fechou os olhos. Sentiu-se ao centro de um universo que respirava no ritmo do Requiem. Era como se cada acorde fosse o batimento cardíaco de um Deus melancólico. O coro, em sua repetição quase ritual, não a enterrava; antes, a preparava para uma revelação silenciosa: a de que toda lágrima, cedo ou tarde, é apenas uma nota que volta para o silêncio de onde veio.
Quando a última ressonância se dissolveu, Camille permaneceu imóvel. Não havia plateia, não havia maestro, não havia corpo físico que pudesse explicar aquele instante. Apenas ela e a música e a certeza de que, naquele encontro, havia tocado o lado intocado da própria eternidade.
