Nao estou Sozinha
Pessoas perigosas não são pessoas violentas.
Pessoas perigosas são aquelas que sempre concordam com você.
Muitas luzes da cidade somadas durante à noite ainda não são suficientes para brilharem mais do que a lua, considerando que mesmo com o seu luar menos luminoso, o brilho dela permanece imponente, caloroso como um olhar atencioso olhando com gentileza para a gente.
Se o medo for sua desculpa para deixar de fazer algo, significa que você não é digno da felicidade reservada aos corajosos.
Estudar pode não levar-te à riqueza, mas é o paraquedas que te salva quando a vida te obriga a saltar.
Eu te odeio.
Odeio seus olhos — esse brilho indecente,
como se não tivesse feito nada,
como se eu não fosse o acidente.
Odeio seus cabelos — leves, ao vento,
caindo no lugar com perfeição,
enquanto em mim só sobrou desalento
e um nó permanente no coração.
Odeio seus lábios — precisos, cruéis,
sussurrando promessas rasas demais,
palavras bonitas, verdades infiéis,
que ficaram presas nos meus finais.
Eu te odeio,
porque tudo em você ainda encanta,
mesmo depois de ferir.
E talvez esse ódio que eu canto
seja só amor
que eu não consigo admitir.
Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.
“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”
Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!
Eu não sei se é amanhã
que você chega em fúria, desgovernada por dentro,
ou se é depois de amanhã
que você parte, levando o silêncio embrulhado na raiva.
Essa incerteza me confessa um medo antigo,
uma alucinação lúcida de quem ama sem controle do tempo.
Não sei qual versão tua atravessa a porta,
nem qual mulher decide ficar ou fugir.
Há dias em que você é abrigo,
noutros, tempestade que não pede licença.
E eu aqui — firme, vulnerável —
tentando decifrar teus gestos antes que virem ausência.
Não sei qual será tua atitude,
mas sei da minha:
continuar verdadeiro,
mesmo quando teu coração oscila
entre ficar hoje, ir amanhã
ou nunca mais voltar depois de amanhã.
Porque amar, às vezes,
é permanecer mesmo sem garantias,
é enfrentar o caos com o peito aberto
e chamar isso, ainda assim, de amor.
Florescer no caos.
A força não é a ausência da dor que te feriu,
Mas o broto que nasce onde o medo ruiu.
É ver nos destroços um novo caminho,
E saber que, curado, ninguém está sozinho.
Na fé, Deus cria laços que o tempo não desfaz e constrói pontes onde o amor nos ensina a atravessar com esperança.
Por que você não ficou?
Você prometeu…
Prometeu que não ia desistir,
que ia lutar, que ia insistir.
Prometeu que não ia me deixar,
que ia ficar, que ia me amar.
Eu tentei tanto te fazer voltar,
mas foi você quem decidiu soltar.
Eu fui tão irrelevante assim?
Foi por isso que escolheu esse fim?
Você me magoou, eu sei,
mas mesmo assim você prometeu —
e eu acreditei.
Eu ainda te quero,
me sinto patética, confesso.
Ainda sinto sua falta,
mesmo você deixando claro
que não sente a minha.
Não importa quantas pessoas eu beijei,
com nada isso se compara, eu sei.
Caminhar de mãos dadas com você
era tudo o que eu queria reviver.
Eu também errei, eu sei,
mas quem viu as noites que chorei?
Quem ouviu meu peito em dor?
Quem sentiu o peso do amor?
Você realmente se importa?
Ou tudo isso foi só uma história torta?
A Paz é opção. Brutalidade é protocolo de emergência. A mente preparada não busca guerra, mas sorri quando ela chega.
A felicidade não é a cidade ao fim do mapa, é o próprio vento pela janela, o ritmo das rodas nos trilhos, o horizonte que se desdobra enquanto se vai.
Pois lembre: o pássaro não entoa seu canto por ter a alegria; é no ato de cantar — no ar que vibra na garganta, na nota que se desprende e preenche o arvoredo — que a alegria, plena, nasce e se aconchega em suas penas.
A felicidade não é um porto à espera. É a própria maré dentro de você, o movimento que faz o navio navegar.
Escrever é abrir portas invisíveis.
É sentir palavras pulsando, querendo sair.
Não importa se são perfeitas ou não,
o que importa é a coragem de colocar o pensamento no papel,
de transformar o que é interno em algo que respira fora de você.
Cada frase é um instante de descoberta,
cada página, uma aventura secreta.
Escrever é existir de um jeito só seu.
— Jess.
Há um momento delicado em que esquecer o que se sente é a única forma de não esquecer o que se merece.
— Jess.
Quem realmente te conhece percebe quando você não está bem, ainda que você diga o contrário.
— Jess.
Se não depende só de você, não carregue tanta culpa… às vezes, simplesmente não era para acontecer.
— Jess.
