Nao estou Sozinha
"O agora é mais valioso que o futuro que ainda não existe e mais importante que o passado que não existe mais."
Não existe forma mais abjeta de elitismo do que autorizar um pobre a continuar ignorante porque é pobre.
Assim como o sol não precisa da lua, o homem não precisa da mulher; e assim como a lua precisa do sol para brilhar, a mulher precisa do homem.
"Somos os arquitetos de nossa própria salvação; não confiem em fontes externas para encontrar o que está dentro de você."
"Busque despertar o estado de consciência Crística que há em você; não procure fora oque você só encontrara dentro."
"Não compre ilusões, a verdadeira salvação não tem preço; a evolução não se compra e o autoconhecimento é um dom que se compartilha, não uma mercadoria."
Talvez seja dom.
Eu não vejo as pessoas como os outros veem.
Não fico só no que elas dizem. Eu enxergo o que elas escondem.
E talvez isso pareça bonito de longe… mas de perto, cansa.
Às vezes, quando olho nos olhos de alguém, sinto coisas que nem a pessoa sabe que sente.
É como se a alma dela se entregasse pra mim, sem eu pedir.
Eu absorvo. Eu acolho. Mas isso tem um preço.
Já me disseram que eu tenho mãos que curam, que sou calma, que sou doce.
Mas quem realmente me conhece sabe que a minha calma vem depois da guerra.
E que minha doçura tem espinhos porque nem tudo que é verdadeiro é suave.
Eu não sei me dar pela metade.
E por isso mesmo, às vezes, fico esgotada.
Dou tudo quando sinto que posso… mas não faço isso por impulso.
Eu escolho com cuidado quem permito entrar
porque sei que quem me recebe, nunca mais volta a ser o mesmo.
E, sinceramente, eu também não.
Tem dias em que sinto que carrego uma água muito antiga dentro de mim.
Como se tivesse nascido com um véu entre os olhos, uma camada invisível entre mim e o mundo.
Tudo me atravessa. Tudo me atinge.
O que é leve pra outros, às vezes me afunda.
E eu escuto… até o que não é dito.
As palavras chegam até mim no silêncio, do mesmo jeito que a gente ouve a chuva quando tá distraída (eu amo fazer isso)
Natural. Dolorido. Lindo. Mas constante.
Não sei se isso é dom ou cruz.
Na maior parte do tempo, acho que é os dois.
Porque ver demais… é viver sabendo o que os outros ainda estão tentando esconder de si mesmos.
E mesmo assim, mesmo sentindo tudo o que sinto,
ainda me dizem que sou forte.
E eu fico calada. Porque talvez seja verdade.
Mas também porque ninguém entende o cansaço de ser espelho.
P.S: Se eu toquei tua alma, não foi sem querer.
"Maria, grávida de Jesus, o Messias e Filho de Deus, pronta para dar à luz, não teve uma hospedaria especial, muito menos uma suíte master. O ministério e as promessas de Deus não têm a ver com status, mas com serviço e humildade."
“Pensamento crítico não é luxo de intelectual… Mas vamos falar baixo,
só entre nós. Vai que dói em alguém.”
Enquanto Tudo Silencia
No tempo que escorre sem forma,
há um instante que não se mede
um respiro entre o caos e o acalanto,
onde até a dor se rende à calma.
É ali que florescem os pensamentos
que não ousamos dizer em voz alta,
palavras que pesam feito pedra
e voam feito poeira ao vento.
O mundo segue ruidoso e cego,
mas há silêncio no olhar de quem sente.
E nesse breve e sutil intervalo,
reconstruímos o que fomos por dentro.
A gente só entende o valor de uma foto quando não tem mais a chance de tirar outra. Só percebe o peso de uma conversa que não aconteceu quando o tempo se encarrega de fechar portas que nunca mais se abrem.
Quantas vezes ignoramos sentimentos por medo? Quantas vezes deixamos de ser quem queremos, só para não dar o braço a torcer? E então, o que sobra? Histórias que nunca foram vividas, amores que ficaram no “e se...”, amizades que eram apenas ilusões bem montadas.
É fácil olhar para trás e perceber onde deveríamos ter sido mais corajosos, mais atentos, mais vivos. Difícil é mudar isso enquanto ainda há tempo. Porque, no fim, todos vão olhar para alguma coisa e pensar: “Eu poderia ter aproveitado mais…”.
E quando esse momento chegar, não se engane. Muitos não vão atravessar a rua para te ver, mas vão andar quilômetros para te enterrar. No fim das contas, o adeus sempre vem a questão é se, até lá, você realmente viveu.
Dizem que em alguma floresta esquecida pelo tempo, vive um lobo que não caça por fome mas por saudade.
A cada noite, ele ergue o focinho aos céus e uiva. Não de dor... mas de desejo. A lua, suspensa no abismo escuro, é sua amante silente. Ele não quer possuí-la quer pertencer a ela. Queria ser constelação, estrela cadente, poeira cósmica... só para que sua pele selvagem brilhasse ao menor toque da luz dela.
Dizem também que esse lobo já foi homem. Ou mulher. Ou ambos. Que em outra vida dançou com a lua sob o véu de uma paixão tão antiga quanto o universo. Mas algo os separou. Talvez o tempo, talvez um erro, talvez só o destino brincando de desencontro.
Desde então, ele reencarna em pelos e ossos, uivando sua lembrança para o céu. Não pela resposta, mas pelo ritual. Porque amar, para ele, é lembrar.
E enquanto houver luar, haverá um lobo que não desiste de ser tocado por ela.
Não espero que me entendam, sou um universo que apenas eu habito, sinto tanto que transbordo e nesse excesso encontro minha própria casa, meu amor não é súplica, é celebração, amo porque sou inteira em mim, o que perdi dentro de mim não está ausente, apenas esperando para ser reencontrado, escrevo não para ser lido, mas porque é assim que meu silêncio ganha voz, não busco ecos de mim nos outros, já sou um infinito que se basta, o amor que entrego ao mundo não é um pedido, é apenas o reflexo do que já sou.
