Nao estou Sozinha

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Estou me movendo sempre para o mesmo lugar.

Se eu seguir em frente em uma curva à direita ou à esquerda, logo estou em círculo.

Se eu seguir em frente em linha reta e mudar a direção para trás, a direção mudou-se para frente.

Então não estou nem seguindo em frente e nem estou indo para trás, só estou em movimento.

A sensação de estar se movendo para frente surge quando eu deixo algo para trás; se eu não deixar nada para trás, não estou me movendo para frente.

"Corre de mim que hoje estou puro talento"

Madrugada. Estou contemplando o céu, estou procurando a lua. Será que ela está dormindo? Será que ela me deixou?

Como homem pensante fico bem mais feliz quando estou na pista distraído pro negocio e o caçador olhar feminino inteligente suavemente me escolhe, me acolhe, me induz e me seduz.

No momento...
estou cuidando...
de quem cuida de mim.
Bem assim!

Chega de Margens
Ainda estou me acostumando com ela em pleno 62/63— esta versão de mim que parece uma evolução silenciosa, metade caos, metade clareza e, de alguma forma, ainda intencional. Ela é nova, mas também… não é. Mais como um despertar. A próxima fase do por vir. Eu não percebi que escolher ser imperfeito eventualmente se tornaria parte do por vir. E agora que ela está aqui, ela não anda na ponta dos pés. Ela (idade/mente) não pergunta se é demais. Ela simplesmente chega — crua, firme, despreocupada — como se estivesse esperando que eu parasse de me moldar em formas que deixavam todos os outros confortáveis. E quando ela avança, ela não apenas sobe ao palco — ela o preenche, como se finalmente se lembrasse de que nunca deveria ter vivido à margem da própria vida. Ela permanece ali com essa certeza silenciosa, daquela que não precisa provar nada, daquela que faz você perceber que ela nunca foi o problema — o espaço é que era pequeno demais e me fazia me preocupar, me sentir pressionado. E talvez seja essa a parte que ainda estou aprendendo: que tenho permissão para viver uma vida que me encaixe. Que não preciso me retrair para ser compreendido. Que posso querer mais espaço sem sentir que estou pedindo demais. Não se trata de me tornar alguém novo — trata-se de finalmente me permitir ser quem eu sempre tentei proteger. E é isso que estou aprendendo agora: tenho permissão para crescer (ainda da tempo) além dos limites de quem eu costumava ser. Não preciso me retrair para ser compreendido e nem preciso que alguém me compreenda se esse alguém pretende caber na mesmice do cotidiano orientado por “influencer´s. Posso querer uma vida que me encaixe sem me desculpar por isso. Não se trata de me tornar alguém novo — trata-se de finalmente me permitir ser eu mesmo. E quanto mais me permito crescer, mais percebo o quanto eu me reprimia sem nem notar. Quantas vezes tentei me tornar mais fácil de carregar, mais fácil de entender, mais fácil de amar. Mas não farei mais isso. Nesta idade, a idade do pôr do sol da vida, estou aprendendo a me aceitar como sou — não como um projeto, não como um problema, mas como uma pessoa que merece o espaço que preciso conquistar. Há uma estabilidade nisso. Uma espécie de confiança tranquila que eu não sabia que podia ter. E é nisso que me apego agora — na compreensão de que não preciso me diminuir para me manter amistoso. Posso crescer – ainda que nesta idade o corpo encolha e se curve - sem me perder. Posso ocupar espaço sem sentir que estou tirando algo de alguém. Esta versão de mim não é uma partida; é um retorno – talvez seja isso, quando envelhecemos, retornamos para quem fomos um dia, quando crianças puras. Uma expansão. Uma acomodação na vida que venho construindo silenciosamente. Pela primeira vez, parece menos que estou me desvencilhando de quem eu era e mais que finalmente estou me tornando quem sempre fui.

"Se você quer entender para onde o mundo está indo, olhe para as alianças que estou formando. Eu não subo sozinho; eu puxo quem ousa ver além do óbvio."

Quando chega a maturidade

Hoje estou mais maduro e, extremamente, seletivo em todos os sentidos...
Decepções e alegrias sempre me acompanharam...
Amores e amigos, tornaram-se “atuais” e “ex”...
Fiz e fizeram muitas coisas erradas...
Menti e mentiram pra mim...
Sofri e fiz sofrer...
Ri muito e chorei bastante...
Amei e fui amado...
Pensei que amava e pensaram que me amavam...
Pessoas que pensei que me ajudariam, me chutaram...
Outras que achei que me chutariam, me carregaram no cólo...
No final de tudo aprendi que perfeito só Deus, mesmo...
E que de nada adianta exigir e ser exigido...
Devemos aprender primeiro e ensinar depois...
Algumas vezes não temos paciência para ensinar...
E nem tão pouco para aprender...
Por não termos essa paciência, acabamos deixando de aprender coisas importantes...
E deixamos de ensinar coisas essenciais...
Muitos de nós querem ensinar, mas sem ter aprendido...
Outros acham que não precisam aprender, por acreditarem que já sabem...
Hoje sei que já aprendi bastante, continuo e quero continuar aprendendo, porém creio que não saiba ensinar...
Ou não saibam aprender...
Por isso, decidi apenas aprender, aprender e aprender...
Ensinar ? Quem sabe um dia...
Quando encontrar alguém que queira trocar experiências...
E não alguém que pensa que já sabe tudo.

Longe estou daquilo tudo que me traz felicidade!

⁠Me cansei dos rostos estranhos que vejo em minha rede social. Principalmente no facebook. Estou fazendo uma limpeza. Chega de ver quem não conheço.

Aos 61 anos estou me sentindo plena e feliz. Enfim, sinto-me em paz com Deus. Me desintoxiquei das pessoas que passaram na minha vida (homem). Limpa, alva, serena e tranquila. Deus me trouxe de volta a minha plenitude de ser.

Meu eterno filho Scott.


Hoje, estou conseguindo colocar pra fora meus sentimentos em uma narrativa descrever tudo que estou sentindo durante esses dias desde do último adeus 08/07.


Scott, o primeiro filho que Deus colocou em meus braços. Dizem que filhos são presentes de Deus. Eu acredito nisso de todo o coração. Talvez eu não tenha filhos humanos,
mas Deus escreveu a minha história de outra forma e, em 2014, colocou em meus braços o meu primeiro filho de quatro patas. Meu Scott, olhinhos pretos iguais aos meus.


Você foi meu companheiro de vida, meu porto seguro nos dias difíceis, meu motivo para sorrir nas manhãs comuns, meu abraço silencioso quando as palavras não eram suficientes. Ao longo desses anos, colecionamos momentos que o tempo jamais apagará. Você esteve presente em fases felizes, em dias de lágrimas, em conquistas e recomeços.
E, sem dizer uma única palavra, sempre soube exatamente do que eu precisava.


Depois vieram a Cindy e Bento, seus irmãos de caminhada, que também preencheram a minha vida com amor. Você foi o primeiro...
Aquele que me ensinou o verdadeiro significado de ser mãe de pet.
Desde a sua partida, minha voz ficou embargada.
Existe um silêncio dentro de mim que só quem já amou um animal entende.


Porque o amor deles é puro, leal, inteiro.
Não conhece interesse, não exige perfeição. Apenas ama!


Tive o privilégio de segurar você em seus últimos momentos. Pude dizer o quanto era amado, agradecer por cada dia vivido ao seu lado e me despedir com todo o amor que existia em meu coração.
Quando suas cinzas encontraram o mar, no meu lugar preferido, não foi um adeus.
Foi um reencontro com a eternidade.
Hoje, cada onda que toca a areia me faz acreditar que você continua livre, leve e presente.
O mar leva a saudade, mas devolve as lembranças.
E são elas que agora habitam meu coração.


Obrigado, meu filho.


Obrigado por ter escolhido a minha vida para viver a sua. Enquanto eu existir, você continuará existindo em mim.
Porque o amor verdadeiro não termina com a despedida. Ele apenas aprende uma nova forma de permanecer.


Scott
17/07/2014 ✝️ 08/07/2026 🐾


Para sempre, o meu primeiro filho. Para sempre, o amor mais puro.

Quero descer


Para tudo...
quero descer.
Para tudo
antes de eu morrer.
Para tudo...
estou cansada de tanto sofrer
Para tudo
assim não há razão pra viver.
Para tudo...
quero esquecer.
Para tudo
não quero mais saber.
Para tudo...
chega de tanto anoitecer.
Para tudo
só quero amanhecer.
Para tudo...
quero voltar
dar voltas e voltas
sem parar...
Para tudo...
quero acordar,
abrir os olhos bem devagar,
e ver que tudo mudou de lugar.
Para tudo sempre há a possibilidade de mudar...
mas não pode parar ;)

⁠Estou correndo intensamente nos corredores infinitos da neutralidade, buscando encontrar uma porta que me deixe ficar um pouco mais de tempo, do lado de dentro, dentro de mim, fora do vazio que me preenche, afogando a minha existência, me provocando a correr, atrás de portas, que me deixem entrar, só um pouco mais, antes de ser consumido novamente.

quando percebo que acordei... ainda estou sonhando com você
te encontro no meu desejo. bons sonhos...

O MUNDO DAS MELODIAS


Em um dia como outros, estou sentada em frente a um fogão a lenha, olhando a chuva cair delicadamente na grama através de uma janela, em um dia frio de inverno intenso. Além disso, estou escutando música, mais específicamente Michael Jackson, artista do qual estou obcecada há meses, parece até doença, mas isso não vem ao caso, já que eu amo suas músicas. Todos os dias ao acordar, é uma melodia diferente em minha mente, é tão bom, mas ao mesmo tempo incomoda um pouco. Mas afinal, o que seria de nós, seres humanos, sem a tão grandiosa música?


Dessa forma, fico pensando, quando escuto uma canção animada, como por exemplo Billie Jean - obviamente vou usar Michael Jackson como exemplo - eu fico muito feliz, por mais triste que esteja naquele momento. Tenho até que me segurar para não começar a dançar, principalmente quando estou em ambientes públicos. E quando toca uma música triste? Da vontade de chorar, parece que o mundo fica escuro, e você literalmente cai dentro de uma fossa, todos os pensamentos de tristeza possíveis vêm à tona. Ah, e não dá pra esquecer aquelas que são como chiclete, gruda na mente e para tirar é só substituindo por outra da mesma espécie.


Mas, as piores são aquelas que você nem sabe realmente o conteúdo. Geralmente são em outros idiomas, não consegue-se explicar por que um sentimento ruim nasce ao escutar aquilo, e é aí que mora o maior problema. As músicas de alguma forma conversam com nosso inconsciente, trazem para a superfície pensamentos esquecidos e guardados a sete chaves. A questão aqui é: por que tudo isso acontece? A música tem um poder exorbitante sobre qualquer pessoa, ela de fato consegue mudar quem somos, pra melhor, pra pior, enfim, de diversas maneiras. Acho difícil alguém normal não gostar de uma bela canção, ela exerce um papel fundamental em nossas vidas, dá cor ao mundo.


Com isso, ao escolher uma melodia todo cuidado é deveras pouco, já que muitas delas a gente escuta várias e várias vezes, e mesmo que pareçam inofensivas, elas irão de alguma forma nos influenciar, de acordo com o conteúdo de suas letras. Por isso, escuto Michael Jackson, são letras bonitas e que me dão vontade de viver e ser alguém melhor para mim e para o mundo, respeitando literalmente o que as canções dele dizem. E quando elas “grudam”, é melhor ainda, pois essa sensação vem a todo momento no meu dia, um sentimento de ânimo em meio ao caos da rotina. Por meio disso, acho que todo mundo deveria repensar o que ouve nos fones de ouvido, pode estar provocando uma construção, ou destruição interior, em parte, somos o que escutamos. Ao ouvir constantemente algo com letras fúteis e palavrões em meio a elas, é bem possível tornar-se uma pessoa parecida com o dizer da música. Não é uma simples melodia, é um mantra, e dizem por aí que: “o que entoamos vem até nós,” tomemos cuidado!

"O abalo é apenas a prova de que estou fora da zona de conforto. Se o caminho fosse fácil, qualquer um faria; o meu ganho está justamente em superar as pedras que tentam me parar."

"Um diamante só se forma sob pressão. Se me sinto abalado, entendo que estou em um processo de lapidação, não de derrota."

"A sua raiva me mostra que estou fazendo algo que te incomoda. A minha persistência te mostra que não vou parar."

"Estou construindo um ativo que me dá liberdade de tempo e de escolha. Se isso parece estranho para quem está preso ao modelo tradicional, é porque a inovação sempre pareceu estranha antes de se tornar necessária."