Nao estou Sozinha
Desculpas não justificam erros. Perdão não é amnésia. Não há borracha para palavras ditas. Não se passa corretivo em gestos. Amor não tem remetente. Não há correio para o ódio.
O homem não pode desejar nada, a menos que antes compreenda que ele só pode contar consigo mesmo; que está sozinho, abandonado na Terra, sem outros objetivos a não ser os que ele mesmo estabelecer, sem outro destino a não ser o que ele forjar.
Percebi desde que te conheci que sinto o que você sente e vice-versa... mas agora não gostaria que você estivesse sentindo o mesmo que eu... porque a saudade doeu... meu peito se apertou... e uma lágrima rolou...
O mais importante de tudo não é o que fizeram de você, mas o que você vai fazer, com o que fizeram de você!
Não tenho medo, apenas espero
Respiro, escuto e vejo
Ansiedade, paixão e desespero
Felicidade, amor e desejo.
Vem.. mas vem para ficar
Respeita o que podemos ter
E eu serei o teu sol e tu o meu luar.
Juntos seremos um só a crescer.
És aquilo que quiseres ser,
Mas para mim serás cheiro de flor
Com perfume de eterna saudade.
Não tens nada a temer.
Perdidos em nós de cordas de amor
Temos direito à louca felicidade.
Cala a minha boca com a tua
Guiar-te-ei para aquele lugar
Segue a estrada, vira na loucura
Contorna a dor e entra em 'Amar'...
Não preciso que sejas eterno
Nem que me faças juras de amor
Só quero olhar e poder confiar
Sem medo das cicatrizes de dor
Apaga-me os fantasmas do passado
E conquista o que eu sempre quis
Abre o coração outrora fechado
Á espera de ti, para ser feliz...
Que eu não perca a capacidade de amar, de ver, de sentir. Que eu continue alerta. [...] Que eu não me perca, que eu não me fira, que não me firam, que eu não fira ninguém. Livra-me dos poços e becos de mim.
Ser ou não ser, eis a questão: será mais nobre
Em nosso espírito sofrer pedras e setas
Com que a Fortuna, enfurecida, nos alveja,
Ou insurgir-nos contra um mar de provocações
E em luta pôr-lhes fim? Morrer… dormir: não mais.
Dizer que rematamos com um sono a angústia
E as mil pelejas naturais-herança do homem:
Morrer para dormir… é uma consumação
Que bem merece e desejamos com fervor.
Dormir… Talvez sonhar: eis onde surge o obstáculo:
Pois quando livres do tumulto da existência,
No repouso da morte o sonho que tenhamos
Devem fazer-nos hesitar: eis a suspeita
Que impõe tão longa vida aos nossos infortúnios.
Quem sofreria os relhos e a irrisão do mundo,
O agravo do opressor, a afronta do orgulhoso,
Toda a lancinação do mal-prezado amor,
A insolência oficial, as dilações da lei,
Os doestos que dos nulos têm de suportar
O mérito paciente, quem o sofreria,
Quando alcançasse a mais perfeita quitação
Com a ponta de um punhal? Quem levaria fardos,
Gemendo e suando sob a vida fatigante,
Se o receio de alguma coisa após a morte,
–Essa região desconhecida cujas raias
Jamais viajante algum atravessou de volta –
Não nos pusesse a voar para outros, não sabidos?
O pensamento assim nos acovarda, e assim
É que se cobre a tez normal da decisão
Com o tom pálido e enfermo da melancolia;
E desde que nos prendam tais cogitações,
Empresas de alto escopo e que bem alto planam
Desviam-se de rumo e cessam até mesmo
De se chamar ação.
(…)
Apesar dos ventos não serem favoráveis, eu coloco meu barquinho no mar. Eu coloco e vou seguindo, vencendo ondas, vencendo rochedos, vencendo abismos. Vou com meu barquinho pelas tempestades e sei que encontrarei um porto sereno com seu sorriso na praia a me esperar.
Nenhuma distância é longa demais para separar um amor que nasceu não do físico, mas da alma que une corpos e sonhos mesmo a distância.
Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.
Não dê aos cães o que é sagrado; e não jogue aos porcos as suas pérolas, mas que eles não as pisoteiem e se voltem para atacá-lo.
Sinfonia da Depressão
Não aguento mais
Suportar essa dor,
Não vivo em paz,
Sigo a vida sem amor.
A vida não é como filme
Com final feliz,
Não sorrio mais,
Minha vida está por um triz.
A morte é como um tsunami,
Meu barco está quebrado,
Não tenho mais forças,
Estou sendo levado.
Não me acostumo
Com tamanha solidão,
Estou muito triste,
Me afogando em depressão.
Prometo que não
Vou me cortar,
Mas nesta pele estou preso
E quero me livrar.
