Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Eu deixo a maré subir até cobrir tudo.
Não me apresso a segurar o que a água leva.
Deixo que o sal lave o que não serve mais,
mesmo que, por um instante, pareça que nada reste.
Quando a água recua,
vejo o que brilha no fundo:
fragmentos de conchas, pequenos lampejos de vida,
tesouros que só aparecem depois da tormenta.
Não é preciso contar o que a corrente arrastou.
Basta o que ficou,
a beleza simples que resiste
e que só se revela quando o mar se acalma.
Você é um presente de Deus. Um anjo que veio dar brilho à minha vida. Não foi gerado no meu ventre. E sim no meu coração. Guardo para você os meus sentimentos mais sinceros. Não sou sua mãe. Sou sua madrinha. E faço o impossível para te ver feliz. Se você chora, eu choro. Se você está feliz, eu estou tranquila. Esse amor estava escrito nas estrelas. Saiba que estarei sempre por perto. Talvez não fisicamente. Mas o meu coração estará com você. E se algum dia se sentir sozinho, não dê importância. Venha ao meu encontro. Estarei à sua espera. Dividirei com você os meus sonhos e te ajudarei a realizar os teus. Vamos aproveitar o melhor da vida. Sem medo de errar. Pois estarei ao teu lado. Se depender de mim estará sempre bem acompanhado. Amor verdadeiro é assim: nos faz ficar perto, mesmo quando longe.
Não fique triste porque acabou, mas fique feliz porque aconteceu.
Nota: Adaptação do pensamento do poeta alemão Ludwig Jacobowski, atribuído erroneamente aos escritores Dr. Seuss e Gabriel García Márquez.
...Maisouço mil palavras gentis a meu respeito
e não faz nenhuma diferença
mas ouço um só insulto
e toda a confiança se despedaça
Nenhum homem é mais infeliz do aquele que nunca enfrentou a adversidade. Pois ele não está autorizado a provar a si mesmo.
O perigo não está naquilo que você diz, o perigo está em vossos pensamentos, deles não podeis renegar.
ME LIBERTE, PELO AMOR PRÓPRIO
Eu não mereço ficar presa com as lembranças que guardo. Me liberte da tortura de não te ter ao meu lado por mais nem um segundo. Me permita viver sem ti, sem me assombrar ao acordar e sentir o seu cheiro no travesseiro, na fronha limpa que você nem se quer encostou a cabeça. Porque não há tortura maior do que sentir o seu sabor nos meus lábios e não poder tocá-lo.
A bagagem que carrego sozinha dói e você não esta ciente do mal que me faz. Estou escrevendo para desabafar com o nada, ele melhor do que ninguém sabe o vazio que me tornei. Hoje estou furada, incompleta e massacrada. Pelo amor-próprio que um dia eu me orgulhei de ter, por favor me liberte.
Você conseguiu o que muitos lutaram para ter e foram mal sucedidos. Me devolva a pulsação natural do meu coração, me liberte da alienação de te amar sem te ter. Estou cansada de sonhar acordada e abraçar o vento porque ele é tão doce quanto você e eu me tornei uma diabética a um passo do infarte.
Quero viver comigo mesma e me apaixonar loucamente milhares de vezes até cansar da paixão. Infelizmente você, e sua falta de graça, cortaram meu barato. Me liberte desse carcere que me encontro, liberte-me e liberte a ti mesmo. Corte o fio de aço que nos une e nos balança. O arrebente.
Porque eu não te amo, eu te odeio, com todas as letras bem juntinhas. Odeio o modo como se apossou do meu corpo e lavou minha mente assim que me conheceu. Mais ainda, odeio a forma que permiti me entregar a ti e gostar da sensação intensa e cheia de adrenalina que sua droga me causou, seja lá o nome dela, não era amor. É um sentimento revolucionário, desconhecido de todos, um sentimento só nosso. Liberte esse sentimento e me esvazie da forma mais pura que há. Me deixe voar sem me cortar as asas que hoje já não te pertencem. Me deixe viver sozinha sem carregar sua mala fantasma nas costas. Me liberte, mesmo que por um tempo, em condicional. Preciso me desprender de ti, mesmo que aos poucos, mas me desprender de restos que não servem nem de comida aos meus cachorros. Por favor, retire suas queixas, me tire do xilindró por falsas acusações, eu não teria feito com você nada que você não quisesse. Não teria me prendido a ti se não me fosse permitido, então pela liberdade, não me acuse a amor perpétuo.
Eu adoro beber e me divertir – Eu não uso drogas, isto é estúpido, mas eu posso beber e ficar bem louca.
(Entrevista a Rádio Kiss 92FM, 2002)
Enquanto você for orgulhoso, não pode conhecer a Deus. Um homem orgulhoso está sempre olhando para baixo, para as coisas e as pessoas; e, é claro, enquanto está olhando para baixo, não pode ver algo que está acima de você.
Ecos de uma Presença Permanente
Carrego teu nome no peito, mesmo sabendo que o eco já não encontra resposta. Algumas presenças são assim—partem, mas nunca vão.
Olhar não tira pedaço, mas mexer causa embaraço.
Nem tudo precisa ser tocado, explorado ou decifrado. Há coisas que existem para serem admiradas à distância, sem a necessidade de interferência. O olhar pode ser curioso, contemplativo, até mesmo invasivo, mas é no toque – na ação impensada – que se criam os verdadeiros desencontros.
Respeitar o espaço do outro, compreender limites e reconhecer que nem tudo precisa ser desvendado é um gesto de sabedoria. Porque, no fim, o problema nunca esteve no olhar, mas na intenção por trás do movimento.
A Arte Secreta de Partir
Não ficaremos presos ao sofrimento para sempre. Haverá um momento em que o cansaço vencerá o choro, em que o silêncio será resposta, e a aceitação, descanso.
Aceitaremos que chegou ao fim. Que nada mais mudará.
Mas não partiremos de qualquer jeito. A despedida precisa de tempo, de rito, de memória.
Então, nos ergueremos. Nos arrumaremos. Sorriremos para que fiquem as melhores lembranças, para que até o perfume da pele se transforme em saudade boa.
Arrumaremos a casa. Veremos os amigos. Daremos abraços longos— daqueles que dizem, sem palavra alguma, que ali, naquele calor, se pudéssemos escolher, ficaríamos para sempre.
E talvez gargalhemos, para que o som ecoe na eternidade.
Antes de partir, a gente se deixa. Porque, embora a decisão já tenha sido tomada, o desejo é ficar.
Ficar no olhar de quem nos viu, no toque de quem nos sentiu, nas memórias de quem nos amou.
E ser lembrada da melhor forma possível.
Sorrindo.
. O Risco de Não Viver
Queria segurar minhas urgências com as mãos,
domá-las, dar-lhes um nome,
fazer delas caminho seguro.
Mas urgências não se seguram—
elas queimam, correm,
exigem entrega sem garantias.
Tenho sede de viver,
mas o medo me segura os pulsos.
Diz que é arriscado,
que o erro pesa,
que o tempo não devolve o que se gasta errado.
Mas e se o erro for parte?
E se o maior risco for não tentar?
Se nunca souber,
o que me restará além do vazio do que não foi?
A vida me chama na borda do precipício.
E eu hesito, mas sei:
não viver seria o pior dos tombos.
Sempiterno
Há coisas que o tempo não apaga. Elas resistem ao desgaste dos dias, atravessam silêncios, sobrevivem às ausências. São memórias que se recusam a se dissipar, sentimentos que se enraízam tão profundamente que se tornam parte de nós.
O instante capturado por um olhar atento, a palavra dita no momento certo, o toque que aqueceu uma despedida—tudo isso continua a ecoar, mesmo quando o tempo tenta impor sua lógica de esquecimento. Porque aquilo que é verdadeiramente vivido não se dissolve.
Há quem pense que a eternidade está no que nunca se desfaz. Mas talvez ela resida, na verdade, naquilo que, mesmo findo, permanece. No que escolhemos guardar, no que nos permitimos sentir, no que cultivamos para além do agora.
O sempiterno não se mede pelo tempo. Mede-se pelo impacto.
Renacente
És raiz que o vento não arranca, mesmo quando o tempo insiste em testar tua fé. És mar que se refaz em ondas, sendo força, sendo entrega, sendo tudo o que quiser.
Tens no olhar o peso dos séculos, memórias que ecoam além do corpo e da pele, mas na tua essência, há um brilho inquebrantável, um lume que nem a sombra repele.
Caminhas entre destroços e ainda assim constróis beleza, transformas dor em poesia, silêncio em canção. És feita de alma que não se dobra, de ternura que é resistência, de amor que é revolução.
Persistes, porque és feita de verbo e coragem, de fotografia e palavras que nunca se apagam. És mulher que sente e não se rende, mulher que é inteira, mesmo quando o mundo tenta partir em farrapos a tua estrada.
És tempo que recua e avança, és entrega e refúgio, és pulsar e calmaria. És mulher que não se desfaz, porque és, simplesmente, poesia.
Feliz teu dia, feliz tua existência.
