Nao Amplie a Voz dos Imbecis
Confie que mesmo nas estações em que não vê frutos, as raízes estão crescendo.
E virá um tempo em que tudo florescerá — em honra, em colheita, em paz.
Filha, entenda! Você não perdeu amizades. Você ganhou clareza.
E no tempo certo, Eu trarei aliança.
Não por conveniência, mas por propósito.
Não tema os vazios. Eu estou preenchendo.
Não tema a solidão. Eu estou refinando.
Não tema o silêncio. Eu estou revelando.
Filha, Eu não te escolhi porque você era forte — Eu te faço forte porque te escolhi.
E sei que às vezes você cansa de ser “forte”, de ser “referência”, de ser “exemplo”.
Eu vejo quando você chora baixinho pra não acordar a casa, quando seus olhos buscam alguém que diga: “vem aqui, descansa também.”
Então vem! Eu Sou teu colo!
Você não foi rejeitada. Foi separada.
E essa separação, embora dolorosa, está te alinhando ainda mais com o Meu propósito.
Você se pergunta “por que me abandonaram?” Mas Deus te diz: algumas pessoas não te abandonaram, Eu as tirei.
Porque estou levando você a lugares onde nem todo coração está pronto pra ir.
Porque o novo que estou gerando em você exige leveza, e tem laços que, se não forem desfeitos, viram nós.
Te quero e você não sabe
Te espero e você não sabe
Te observo e você nem
Imagina
Seu sorriso é encantador
E quando eu vejo
Eu não aguento
E souto um sorriso
Imaginando se um
Dia poderei ver este
Sorriso na minha frente
Sorriso de menino
Sorriso doce
Mas com atitude
De homem.
Carta que nunca te entreguei
Você chegou como quem não pretende ficar, mas sem perceber, foi ficando. Aproximou-se com a naturalidade de quem conversa com o vento — leve, imprevisível, e ainda assim, marcante. E eu, que vivia em silêncio, me vi ouvindo você como quem escuta uma canção pela primeira vez: atento, curioso, encantado.
Antes de você, eu era só mais um entre muitos. Não havia laços, apenas presenças passageiras. Ninguém permanecia. Mas então você veio, e pela primeira vez, senti que alguém me via — de verdade. Com você, até a solidão parecia ter sentido.
Seu sorriso era como o sol invadindo um quarto escuro. Seu jeito de falar, as pequenas expressões, a maneira como olhava o mundo… tudo em você era poesia sem rima, mas com alma. Me encantei. Me entreguei. E mais do que isso, te amei.
Não daquele amor romântico dos filmes, mas do tipo que escuta, que cuida, que espera em silêncio — mesmo quando está doendo. Acreditei que o destino havia costurado algo entre nós. Que o universo, por um breve instante, havia sido generoso comigo.
Mas o tempo mostrou que nem tudo que brilha permanece. Vieram novas pessoas, novas histórias. E com elas, você foi se afastando. Dando mais de si a quem não sabia te ler. E quando se partia, quando o mundo te quebrava, você voltava.
E eu te recebia. Sem cobranças. Sem perguntas. Porque no fundo, sempre preferi te ter por instantes do que te perder por completo.
Você me contava tudo: seus dias, suas dores, suas confissões noturnas. Mas, aos poucos, o som da sua voz foi se tornando raro. As mensagens se espaçaram. As palavras viraram ausências. E mais uma vez, me vi esperando.
Esperando… você.
Talvez por esperança. Talvez por amor. Talvez por tolice.
Mesmo sabendo que, se voltar, é possível que me troque de novo. E mesmo assim… estarei aqui.
Porque amar, às vezes, é aceitar ser esquecido… e ainda assim lembrar.
Com tudo o que restou de mim,
Aquele que nunca deixou de te esperar.
Se ao longo dos anos você não exercita os músculos do corpo, a energia vital se apaga — e quando some, dificilmente volta com a mesma força.
O corpo que não se move, perde sua centelha. E energia que some por desuso raramente retorna com plenitude.
A energia corpórea é como um rio: se não for mantido em movimento, seca. E quando seca, poucos conseguem fazê-lo correr novamente.
Eu sei que você ainda sente, mesmo que esconda. Mas eu não posso continuar preso num amor que só existe quando é conveniente
A escuridão pode ser contestada, pois não ocupa lugar algum, a escuridão é a ausência de luz, por outro lado a luz além de poder ser vista ocupa lugares , a escuridão conota vazio.
Que é que bate do lado meu esquerdo do peito? Se ainda grita, por quê? E se não me ouve, cadê?
Sou eu.
Sou arisca porque me deixei toda em feridas. Assumo minha culpa por não ter conseguido dar e receber amor. Não é fácil. Só quem não sabe as fórmulas do amor é que consegue amar.
