Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
Exemplos de fábulas, como ‘A Cigarra e a Formiga’ ou ‘O Lobo e o Cordeiro’ ou ainda ‘ A Raposa e o Pavão’, são o meio didático da metáfora dizer e convencer da verdade.
Os sinais: domingo é igual à segunda, assim como a segunda é igual à quarta, ao sábado ou ainda à terça, sendo a diferença do dia para a noite que um tem luz e outro não. De duas, uma: sonhar, esperando abdução por um disco voador e partir, ou ficar, voltando a aceitar todo pragmatismo da realidade terráquea, buscando novos caminhos na vida e com a vida.
Chegar à plenitude da maturidade ou da terceira idade, ou ainda à idade dos veteranos, deveria exigir um curso de admissão, com propósito de reconhecer e administrar a inevitável fadiga do material mas, também, jamais admitir a obsolescência.
Ainda que o universo me faltasse, se os poemas me falassem... restaria um pouco de mim em cada cada boca que houvesse me recitado.
Acho que ainda descobriremos que nada corresponde obrigatoriamente aos nossos conceitos, e que tudo é uma questão de olhar... Nada nos foi entregue pronto, no que tange o correto. A humanidade sim, construiu seus patamares, e quem chegou primeiro para estabelecer ditou o que ainda pode ser desmanchado em sua essência, visando recompor o mundo moral, quiçá, dito espiritual... Ou ideal.
CAMPOS DE MINH´ALMA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Nunca fui um guerreiro; prezo a paz,
mas ainda estou vivo; ainda sonho;
realizo ilusões de mundo e vida
e me ponho a caminho do amanhã...
Não supero inimigos nem os tenho,
porque vale o que sinto, e sou assim,
há um sim entre os campos de minh´alma,
que não são de batalhas e torneios...
Tenho mãos desarmadas, peço e dou,
jamais tive ou causei qualquer despeito,
sou afeito às conquistas em comum...
Não me aprazem troféus, medalhas, faixas,
caixa, rótulo, título, renome
ou pronome de fino tratamento...
ESPERANÇA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Dê sinal de que ainda nos resta semente,
pra que minha esperança não perca sentido,
nem eu tenha impressão de nunca ter vivido
a magia que mora nas malhas da mente...
Muita coisa morreu, mas algo está ferido
sem perigo de morte; só ficou doente;
meu olhar de fumaça confia na lente
que me faz achar vida no sonho perdido...
Eu preciso mirar nesses olhos distantes
e sentir que algum brilho é refletido em mim;
faça crer que o depois pode ser como antes...
Quero achar sob os nãos um resquício de sim;
para dar um alento aos meus dias restantes,
dê sinal de que tudo é demais pra ter fim...
MEIA VIDA INTEIRA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Ainda que seja meia vida,
no seu tempo, na sua validade,
não alcance a velhice, a meia idade,
viva o todo; com sonho e com amor...
Validade não tem que ser valor.
E ainda que seja um sopro leve,
leve afeto; esperança; plante paz;
faça o seu nunca mais durar pra sempre,
nesse curto infinito que o convida...
Meia vida não seja meio vida.
AINDA QUERO VOTAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Muitas vezes concebo essa ideia de que o povo brasileiro deveria retaliar a classe política simplesmente não comparecendo às urnas, em todas as eleições. A punição exemplar pela corrupção política e a falta de políticas públicas em prol do povo, pelo povo, seria a negação do voto.
Logo retrocedo. Já houve um tempo em que não votamos, e isso não era nada bom, além de não ser nada que não se resolvesse, por exemplo, com o colégio eleitoral. Alguém ainda lembra? Pois é. Do jeito que as coisas vão, creio não ser ignorância temer que algo semelhante a um colégio eleitoral possa ser instituído pelo poder público, em forma de justificativa emergencial pela falta do voto popular. O não comparecimento em massa, do povo às urnas, pode ser tudo que o poder público destes tempos deseja.
Não tenho receita para este problema. Sou leigo em questões desta natureza. Tão leigo, que não descarto a hipótese de neste momento estar a dizer uma grande bobagem. O que posso afirmar com indícios de convicção, é que precisamos pensar um pouco mais, antes de levarmos a cabo certas questões que não dominamos.
Acho que, se com o nosso voto as coisas estão como estão, sem ele podem ser muito piores. Fatais, mesmo, para uma sociedade já enferma sociopoliticamente. Arrisco dizer que ao invés do não voto, é necessário que haja uma nova forma de votar, de conferir o voto, e que também haja leis que legitimem de fato o povo, mas o povo, mesmo, por meios jurídicos eficientes, a demitir políticos. Se o povo elege, ou seja: emprega, também deveria, de forma direta e não apenas pela pressão, ter o direito de "mandar embora", por "justa causa", qualquer político ladrão; fraudador; traidor da fé pública; mentiroso...
Se houve um tempo em que não tivemos direito de votar, e lutamos tanto por esse direito, abrirmos mão seria devolver aos políticos o que temos de mais precioso no campo da cidadania. Devolveríamos ao poder público a prerrogativa de criar seus engenhos escusos e misteriosos de se autoeleger, e perderíamos a chance de continuar, ainda que por longas décadas, a nossa procura das raríssimas, mas ainda possíveis agulhas no palheiro imenso da política brasileira.
Irei às urnas mais uma vez. Talvez para votar nulo, em branco, mas irei às urnas, com toda a revolta que me consome. O trabalho que me proponho é o de continuar minha busca por saber quem é quem; quem é primo, filho, sobrinho, pai, cunhado, cônjuge, amigo (...) de quem, para tentar, além de não reeleger, não eleger ninguém que reponha no poder público as mesmas caras-de-pau.
O que não farei de modo algum, é contribuir para que os políticos de sempre, que nunca deixamos de eleger, direta ou indiretamente, voltem a não precisar do meu voto.
POESIA DE VIVER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
No princípio foi o verbo;
por princípio ainda é.
No meio, a ida e a vinda,
na esperança, o já, o ainda
ou na revolta e na fé.
Como nunca vou saber,
pois ninguém estava lá,
quando nem havia nada,
já vivia o verbo haver...
já tinha o verbo calar,
para quando até se tem,
mas é melhor não dizer.
Desde sempre foi o verbo.
Ele sempre foi ação,
não o é senão assim.
Ser humano é ser verbal...
verbo é verso de viver.
É sem fim do início ao fim.
DAS PIEDADES DEFINITIVAS
Demétrio Sena - Magé
É de alguma grandeza quando saciamos, ainda que pontualmente, a fome de alguém... amenizamos o frio de uma pessoa que mora nas ruas. Grandeza, se não o fazemos pelo interesse na suposta multiplicação divina do que já temos, enquanto aquele continua não tendo nada... ou só a benção falsa de suportar, cotidianamente, os nossos olhos imponentes de piedade superior.
No entanto, há casos em que podemos ajudar alguém a nunca mais ter fome nem sentir frio, e não o fazemos. Não sei se tememos perder a "glória" diária de ouvir as palavras gratas do beneficiário das nossas migalhas... ou se o nosso foco em nós é tão imenso que jamais percebemos uma chance de ajudar um ser humano a nunca mais precisar das migalhas do outro.
... ... ...
#respeiteautorias É lei.
Já faz tanto tempo que te vi mas ainda lembro do seu beijo. Ele tinha gosto de chiclete de morango.
Havia algo de errado comigo, como se eu tentasse ser serio. Mas era tudo tão engraçado. No fundo eu sabia que não haveria mais que um beijo.
As melhores estórias são como os melhores filmes,
sempre acontece alguma coisa pra perdermos o final.
Talvez se fosse um livro, onde sempre se acha uma hora pra reler, agente pudesse achar uma hora pra recomeçar. Mas olha que bobagem! Na vida não existe pause.
Então já que o whisky acabou, vou ouvir uma musica e lembrar de você.
Que ser é esse, que repudia sua própria espécie? Ah ser humano ainda tenho esperança que um dia você aprenderá com o amor incondicional de Jesus Cristo.
Se hoje ainda me lembro de tudo aquilo que com o tempo deveria ter esquecido, é sinal de que ainda não aprendi a minha lição, mesmo depois de tudo que tenho vivido...
A arrogância acompanhada da genialidade ainda é tolerada, mas a arrogância seguida da burrice é pura tolice, estupidez e total falta de vergonha própria.
Desde os primórdios, a criatura humana quando ainda arraigada aos processos rudimentares da matéria, ao misticismo de suas crenças ingênuas, à selvageria instintiva de sua alma recém-criada na ignorância, aos conflitos existenciais, presentes em seu turbulento curso de evolução psíquica, ela já cintilava enquanto “estrela” promissora na constelação Divina...Hoje, provida de consciência e razão, torna-se responsável, em ação coletiva, pelo destino do orbe que lhe abriga, e infeliz meus amados, daquela “estrela” que já deslumbra o infinito, mas ainda não se vê no dever de "brilhar” no coração de nossa amada Terra...
Fazemos parte de um todo perfeito, ainda como instrumentos de imperfeição...Assim como perfeito é o ar, e não a direção em que "sopramos" o vento...
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