Nao Amar Doi Amar Doi mais ainda
Quando o sol se recolhe e ainda assim dá o melhor de si para que a lua se apresente, seria desrespeitoso da minha parte não fotografá-los.
Seu cheiro mantém-se em mim; ainda sinto seu gosto; as batidas do seu coração; o calor do seu corpo. Sua voz sussurra-me ao ouvido mesmo longe. Paixão enlouquecedora, está fazendo-me delirar por você.
Flávia Abib
Mudei tanto
Que sinto que devo me apresentar de novo
Resistência ainda é meu segundo nome
Reconheci que sorrir até pra falar da fome
É melhor que reverberar ódio e nada mudar
Ainda sigo firme na missão
Resolvi pensar nos pequenos brincando no chão
E não usar as palavras em vão
Parei de usar drogas artificiais
Maquiagem agora só se for pra realçar
Os pontos que eu já tenho de especiais
Revesti minha própria identidade
Agora me mostrarei só verdade
Re-construí o eu e não sou mais metade
Respiro inteira
Sacudo a poeira
Se ontem eu era densidade
Hoje sou leveza
Ainda vejo-te, através das sombras das lembranças que ficaram. Ainda lembro-me do cheiro da sua doce pele, da maciez dos seus cabelos. Você está longe, mas deixou que seu coração e sua alma ficasse para sempre comigo, aqui, em mim. Pedaço perdido de mim.
Flávia Abib
O desejo é grande, a razão consegue ser maior. A vontade do desatino é incontrolável, a razão ainda sim, é maior. A briga é constante entre o ego, id e o superego; entre a realidade, desejo e as exigências do que é certo. O amor? Fica no meio dessa luta constante.
Flávia Abib
Onde quero...
Ainda aqui, ai ou por ai,
Sabe-se lá meu momento,onde está,
Ainda passeando sobre a terra que piso,
Arrastando desejos e sonhos em um vazio ditador,
Vago e ilusório é o chão que piso,
De promessas e conteúdo sem assinaturas,
A procura já me desistiu, desatamos de nós,
Deixou-me assim sem uma única nota musical,
Entre as canções não há mais nenhuma dança,
Um enorme não sei de tudo ou de nada,
Criando universos de opções, numerando estrelas,
Procurando sábios em loucos,
Plageando meu sorriso para os espelhos que me cercam,
Meus olhos estão distantes do qe vejo,
E não vejo o que quero ver,
Meus lábios não sabem o que dizem de mim,
Discordo de minhas palavras quando as ouço,
Silêncio eu entendo bem, é um diálogo mais sincero,
Apaixonado e verdadeiro é o sentimento,
Minto a mim mesmo e na verdade me calo,
Ouça-me por dentro, leia-me em seu coração,
O que amo está em mim, no eu guardado em ti,
Em um enorme não sei de tudo que sem ti é nada,
Não vejo o que quero ver,
Mas posso tocar no que sinto,
Quando caem minhas lágrimas,
Ainda que por aqui ou por ai ao sabe-se lá onde,
Estou sempre contigo,
Onde quero...
José Henrique
Sempre⚘
Nas aventuras de encontrar-me
Ainda levo na bagagem
Sementes de uma alegria perdida
Onde neste ou em qualquer mundo
Um simples e de vocabulário humilde
De um codinome poeta
Possa tão simplesmente viver
Na maravilhosa cultura do amor.
.
.
José Henrique
Se a vida é feita de fases de acordo com a idade, muitas ainda estão na fase infantil com a idade bem elevada, o processo de amadurecimento talvez esteja travado sem expectativa de conserto.
Às vezes ou com frequência eu cometo nos meus textos o erro de concordância verbal. É algo ainda a acertar na minha (ainda jovem) escrita. Sete anos. Escrevo desde 2013.
Não prometo, nem garanto nada para não decepcionar ninguém. Não sei se um dia eu atinjo a perfeição nesse quesito.
Árvore em poesia
Recordo-me com alegria
Quando ainda era criança
Eu tinha uma casa na árvore
Em cima de um pé de amora.
Era uma casa muito engraçada...
Não tinha teto, não tinha quase nada.
Mas tinha muita imaginação.
Não tinha mesa, nem cama
Nem geladeira, nem fogão.
Mas tinha lindas almofadas.
Todas bordadas a mão.
Tinha um tapete de nuvens
Como plumas de algodão.
As cortinas eram de seda
E bailavam com o vento.
Tinha um sabiá laranjeira
Que cantava só pra mim
Tinha flores amarelas
Miosótes e jasmim.
Minha casa na árvore
Meu escritório de fazer “arte”
La eu pintava telas, cantava
Era escritora, poetiza e jornalista...
Sentia-me em um grande palco
As folhas eram plateia
Com tanta imaginação
Nem me sentia sozinha
As ideias fluíam tanto
Que até escrevi um poeminha.
Minha casa na árvore
Que saudade sem fim.
Guardo-te em minúcias
Foi lá que me descobri
Não te esquecerei jamais,
Pois és poesia de mim!
Por Marta Souza
Realmente tive essa casa na árvore.
Esse desprezo vem me matando
Prefiro a morte a ficar te esperando
O teu regresso ainda to aguardando
Vem me dar carinho e limpar os meus prantos.
A ansiedade faz-nos querer tratar feridas, que a maior parte das vezes ainda nem existem.
Aquieta-te, para e espera, não te precipites.
Sim é possível viver feliz.
Carta ao amor perdido.
Ainda ontem me peguei pensando em você,
lembrei do dia que você foi embora...
Busquei teu olhar na minha memória,
Sem esforço algum te encontrei bem ali em mim.
Ainda que o tempo passe e sei que vai passar
Aonde eu for, por onde a vida me levar
Eu sei, vou te levar comigo.
Queria poder te fala tudo que o meu coração
Tem para te dizer, do quanto ele ainda ama você.
Embora eu tenha muito a viver, a sorrir.
Sei que os meus melhores sorrisos já te entreguei.
Quanto ao tanto de amor que tenho em mim
Vou levar ele comigo, pois ele me pertence
Embora você, você não mais seja meu,
ele, o meu coração ainda não te esqueceu.
Não lamento ter me amado, só tome cuidado
Para não lamentar o dia que esse amor tiver me deixado.
Se existe alguém de quem você pode esperar perfeição é de você mesmo, ainda assim, seja complacente com suas falhas para não se tornar uma pessoa amarga.
O teu sorriso doce.
A tua cicatriz que ainda observo.
Mesmo tentando esconder
com a sua barba.
Ainda assim, consigo ver.
A tua boca desenhada.
O teu olhar, que encanta.
Vontade de tocar no teu rosto.
E beijar suavemente os seus lábios.
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