Nao Acabou pra Mim
NÃO QUERO AFASTAMENTO,
QUERO SIM, COMPROMETIMENTO,
FORMAR PAR, SEMPRE TE AMAR.
QUERO SEU CORPO TOCAR, SER TOCADO.
DEDOS ENTRELAÇADOS, ABRAÇOS APERTADOS.
OLHAR DENTRO DO SEU OLHAR.
BEIJOS CALI ENTES, OS CORPOS ARDENTES, SUADOS.
JAMAIS CORAÇÕES DESPEDAÇADOS.
SÓ DESEJO CONTIGO SER FELIZ, EM TI
ME REALIZAR E LHE DEIXAR EM MIM NAVEGAR..
NO MAR DO AMOR, NO MAR DE AMAR...
NAVEGAR.. NAVEGAR...
TEMPO::
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO SOBE EM UMA ÁRVORE ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO DESFRUTA DE UMA FRUTA COLHIDA NO PÉ E SE LAMBUZA TODO ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO TOMA BANHO DE CHUVA OU ESCORREGA DE PEITO NO CHÃO MOLHADO PELA CHUVA ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO PISA DESCALÇO NO CHÃO ?
HOJE EM DIA SE ANDAR SEM CALÇADOS DÓI O PÉ NÉ ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO DA RISADAS SOZINHO COM OS SEUS PENSAMENTOS ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO ERGUE OS OLHOS PARA VER AS GAIVOTAS SE RECOLHEREM RUMO AO DESCANSO NAQUELA ILHAZINHA, ONDE SE ENTENDE COMO LAR ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO RETORNA A VELHA INFÂNCIA, ONDE BRINCAVA DE PIQUE ESCONDE, PERA, UVA, MAÇA, E SALADA MISTA, POLÍCIA E LADRÃO, SOLTAVA CAFIFA E RODAVA PIÃO ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO SE SENTA A MESA, FAMÍLIA REUNIDA, ANTES DE COMER , ORAÇÃO ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO AJUDA OUTRA PESSOA, NEM QUE SEJA PARA ATRAVESSAR A RUA ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO DIS AO SEU AMOR, COMO SOU FELIZ COM VOCÊ, EU TE AMO MAIS DO QUE TUDO, COMO VOCÊ ME FAZ FELIZ....? (COMO GOSTARIA DE LHE DIZER)..
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊS NÃO SE ENCONTRAM PARA AQUELAS BOAS E VELHAS CONVERSAS, NÃO SORRIEM, COM OS SORRISOS QUE DELAS SURGIAM?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO CONTA AS ESTRELAS, PROCURAM ESTRELAS CADENTES NO CÉU ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊ NÃO NAMORA O SEU AMOR, PASSEIA DE MÃOS DADAS COMO ANTES ?
HÁ QUANTO TEMPO, VOCÊS NÃO TOMAM UM SORVETINHO JUNTOS, CINEMINHA, MOTEL ?
EH !! FAZ TEMPO, PARECE QUE RELAXAMOS COM A INTIMIDADE DO AMOR OU NOS ESQUECEMOS O QUE É DE FATO AMAR..
O sentido da vida, não é algo dado é algo conquistado. Não existe propósito pronto, destino escrito ou caminho seguro. Existe apenas consciência… e a coragem de encarar o vazio sem se apegar a ilusões confortáveis.
A maioria das pessoas vive no automático porque é mais fácil. Ser consciente exige responsabilidade, e responsabilidade assusta. Quando você percebe que é o criador da própria realidade, não há mais em quem colocar a culpa. Então o inconsciente vira refúgio: padrões repetidos, crenças herdadas, comportamentos que se perpetuam sem questionamento.
O individualismo nasce dessa desconexão. Não é força é defesa. Pessoas fechadas em si mesmas, tentando sobreviver em um mundo que nunca aprenderam a compreender de verdade. Elas competem, se comparam, se isolam… porque nunca foram ensinadas a se conhecer.
Isso tudo é uma prisão invisível. E a chave sempre esteve ali: consciência.
Quem desperta começa a ver os padrões. Começa a entender que não é vítima, nem produto do meio é agente. E isso muda tudo. Porque assumir o controle da própria vida não é confortável… mas é libertador.
O sentido da vida, então, deixa de ser uma busca externa. Ele se torna um ato interno: enxergar, questionar, romper… e construir a própria existência com lucidez.
Nem todos querem isso. Porque liberdade real cobra um preço: não dá mais pra viver no escuro depois que você acendeu a luz.
A modernidade não reprimiu o desejo — domesticou a potência. Ensinou o sujeito a interpretar seu próprio impulso vital como ameaça, e o que a clínica nomeia como sintoma é, na maioria dos casos, a resposta mais honesta do organismo psíquico a uma interdição que nunca foi elaborada, apenas engolida. Oferece-se então o fármaco como substituto do luto: não para curar, mas para silenciar o que poderia ser escutado. O resultado é uma existência anestesiada — funcionante na superfície, mas incapaz de acessar a camada mais profunda de si, onde o conflito que poderia amadurecê-la aguarda, ainda vivo, ainda não integrado.
O tempo não é apenas dimensão de passagem — é operador de inscrição psíquica. Não escorre fora do sujeito: deposita-se dentro, como sedimento que modifica a estrutura sem que se perceba o processo. Cada experiência deixa rastro que reorganiza, ainda que imperceptivelmente, a economia psíquica. Quando se tenta mensurar o tempo, o que se mede não é ele: é a extensão da transformação que operou sobre a carne e sobre o aparato de percepção. O sujeito que acredita que o tempo passou descobrirá, se interrogar com cuidado, que foi ele quem cedeu ao desenho paciente que o tempo traçou por dentro.
O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.
Poema Sede Insaciável
Queria apenas um pouco de ti,
mas o pouco não me bastou...
Quis sentir mais, quis me encher,
mas o teu amor só pingou.
Como chuva rala no chão,
eram gotas que vinham e iam...
E quanto mais eu pedia,
menor elas se faziam.
Minhas folhas foram murchando,
minhas raízes se desfazendo...
Fui morrendo aos poucos,
sem o amor que estava querendo.
Autora: Mirian Maria Julia
Mesmo se você for um Bom Filho e merecer o melhor dessa terra, Deus não fará nada você, se for Mau, Deus não fará nada por você do mesmo jeito.
Não conte os anos pela idade, mas pela quantidade de sementes que você lançou ao solo e de palavras que deixou no papel.
O que a psicologia do self nomeia como vazio central não é preenchido por objetos exteriores — nem por status, nem por acumulação, nem pela superfície narcísica que o consumo promete restaurar. A inquietação que persiste por baixo da conquista é sinal de que o ego não encontrou ainda relação suficientemente boa consigo mesmo. Winnicott chamou de verdadeiro self aquilo que se constitui apenas onde há autenticidade — e a paz que dele emana não precisa de audiência, não requer espelho externo: sustenta-se no reconhecimento silencioso de quem sabe quem é, mesmo quando ninguém está assistindo.
