Nao Acabou pra Mim
"Muitas vezes, os maiores monstros que enfrentamos não estão no mundo físico, mas nos rincões da nossa própria mente. Nascemos na complexidade e, por algum motivo enraizado em nós, a plenitude nos soa artificial. Escrevi sobre essa nossa tendência à autossabotagem e como o ruído interno acaba sendo o que nos faz sentir vivos. Convido você a essa reflexão:
O ENTRAVE: POR QUE SABOTAMOS O SOSSEGO?"
Por tantas vezes, abri mão de coisas difíceis para encontrar em situações fáceis o prazer de alimentar meu ego; em outras vezes, nas coisas fáceis, encontrei a robustez para alcançar algo difícil. Aqui, deixo um pouquinho de tudo quanto mostra que o entrave, as lutas diárias e o embate de pensamento e no pensamento, altera a lucidez ou o devaneio no caminhar.
Solucionar questões criadas por monstros invisíveis na alma é bem mais difícil do que no campo físico. Toda nossa realidade, por incrível que pareça, começa na mente, nas categorias e nas camadas que nem mesmo nós, sendo nosso protagonista fiel, conseguimos mensurar. Dito isto, partimos para um lugar que todos desconhecem, mas suspeitamos que existe — bem lá nas profundezas e rincões da mente humana. Não existe o vazio, nem o vácuo, mas sim um ser que nos move, que chamamos de motivação, fé ou esperança, todos fortemente preparados para nos iludir e nos persuadir de forma que sabotemos nossos caminhos.
A chamada mente, dizem, nos distrai e nos sabota o tempo inteiro; é como se víssemos verde e falássemos azul. Hipoteticamente, a maioria das vezes que nos vemos em situações calmas ou de desespero, entramos neste entrave: é verde ou azul? Os fundamentos da alma são um engajamento contínuo de eras ancestrais, uma forma da mente proteger o corpo físico dos atritos reais enquanto a mesma nos adoece por dentro. O caminho para o paraíso pode ser convertido em nuances trazidas e fragmentadas por caixinhas, como: moral, ética, ego, temperança, certo e errado. Vemos a fragmentação e nossa angústia em saber qual caminho trilhar. Não nos deram um roteiro de como sustentar a vida e suas probabilidades, nem uma bússola para navegar em águas calmas ou em mar turbulento.
O interessante é que, quando a vida está calma, chamamos pela turbulência. A impressão é que nascemos para a luta e que viver no sossego é só uma palavra de companhia para o desprezo da nossa inquietude. Algo intrínseco em nós revelou-se nas entrelinhas sem qualquer disfarce: a monotonia nos assusta. Parece que a tempestade é o que nos guia e o conflito é nossa arma mais eficaz quando a felicidade bate à porta.
Nascemos na complexidade e vivemos dela. Nossa arquitetura interna é um labirinto: fomos feitos para o movimento de buscar a saída, não para o repouso de encontrá-la. A plenitude exigiria uma quietude que a nossa mente — ocupada em criar camadas e conflitos — não sabe processar. Viver dessa complexidade significa que o ruído interno é o que nos faz sentir vivos. Por causas profundas e enraizadas, a plenitude nos soa estranha ou artificial; nunca a alcançaremos plenamente porque o ser humano é dotado para se autossabotar, preferindo o embate que conhece ao silêncio que ignora.
O entrave busca estancar situações, paralisar de forma a mostrar caminhos que devemos escolher. Nisto cabe o ajustamento de forças, ideias e ações, que digladiam-se entre si como em uma eterna brincadeira de braço de ferro.
Deserta
Era madrugada, não tão tarde, o galo já anunciava o clarão de um novo dia...
Era na verdade já alta a alvorada, falando
sozinha, como é o meu costume, amando
o deserto que havia na estrada deserta.
Eu empolgada, fugi desbravando lugares,
a minha alma inquieta, querendo chegar
sem saber aonde, antes de mim. Enquanto
ela se agoniava, eu sorria dizendo - Calma
que hoje você não vai me trazer nostalgia.
Recordar não é viver
As folhas secas se vão sem olhar para trás, cumprem o seu papel, deixam espaço para outras folhas inspirarem à esperança...
A minha alma não, vive parando no tempo,
vive sonhando que o passado vai voltar!?
Não, não é exatamente assim que ela sonha,
minha alma adora afogar-se em lembranças.
O amor não é lindo,
lindo é o modo que você ama.
Não adianta você amar e não receber amor,
se você ama quem não sabe amar,
você só vai entender oque é dor.
podia até ser o maior casal do mundo,
mas tudo que é grande,
precisou ser pequeno,
Tem uns que desistem de crescer,
acha que não aguenta mais
e na primeira oportunidade
vai embora.
o pior não é nem isso,
o pior é a pessoa colocar a culpa
naquilo que não tem muito haver
fica até difícil de entender.
Mas n existe muito oque fazer,
afinal...
estamos no século 21
em 2026, 15 de abril
não tem nada a ser feito,
apenas ter esperança.
(eu acho que até isso tá morrendo em 2026)
Nem tudo que brilha, é ouro.
Não é todo lugar que tem luz
que pode ser chamado de céu.
Não é todo rosto bonitinho,
com aparência boa que são os anjos.
entende oque eu quero dizer com isso?
Alma hipócrita...
Odeio o silêncio que fica quando você vai,
Mas não se engane: não é saudade, é só o ego que cai.
Eu nem gosto de você, nunca houve esse querer,
Eu só nutro um ódio profundo pela sensação de perder.
Adoro o brilho do que é proibido, do que está distante,
O inacessível é meu combustível, meu vício constante.
Repito histórias, ensaio tragédias em grandes encenações,
Um ator medíocre preso em velhas e vãs repetições.
Sou a hipocrisia em carne, osso e falsa memória,
Apago os cortes, as traições, mudo o fim da história.
Esqueço o aço nas costas, o abraço que foi punhal,
E finjo que o veneno que bebi era algo natural.
Mas ei, veja como sou nobre ao assumir meu papel:
Talvez a culpa fosse minha, talvez eu tenha sido cruel.
"Ela sofria", eu digo, criando um álibi qualquer,
Justificando o golpe de quem nunca soube me querer.
Vou seguindo assim, nesse teatro de sombras e farsa,
Acreditando na mentira que o meu próprio peito traça.
É o meu escudo, meu modo covarde de não ver ninguém partir,
Pois se eu me convencer do engano, não preciso mais sentir.
Que a morte me encontre no meio desse labirinto vil,
Antes que eu me apegue a outra alma, antes de outro abril.
Pois é mais fácil esperar o fim, no frio dessa agonia,
Do que admitir que sou o mestre da minha própria hipocrisia.
Uma última xícara de café....
Não fique acordada por muito tempo, a noite é um poço sem fim,
Não vá para a cama, onde a sombra te espera com um beijo ruim.
Eu vou preparar uma xícara de café para a sua cabeça cansada,
Mas não é do grão da terra, é do pó da minha alma gelada.
Isso vai te levantar, mas não para o dia que vem,
Vai te tirar da cama, para o nada onde eu também
É, eu não quero pegar no sono, a névoa me quer levar,
Eu não quero falecer, mas sinto o cheiro do lar.
Eu andei pensando no nosso futuro, nos dias que nunca virão,
Em como eu seria seu noivo, seu marido, seu primeiro chão.
Eu não sei por que isso aconteceu, mas talvez o pecado me ache,
Talvez a minha vida curta seja o preço que o diabo me rache.
Eu tentei dar o meu melhor, você sabe que eu não sou perfeito,
Mas as orações foram em vão, o mal já está no meu peito.
Eu tenho rezado por perdão, você tem rezado pela minha saúde,
Mas a minha alma está me deixando, antes que eu mude.
Quando eu deixar este mundo, quando o meu último suspiro for,
Espero que você encontre outra pessoa, alguém que não tenha o meu cheiro de dor.
Porque sim, ainda somos jovens, há tanto que não fizemos,
Casar, começar uma família, os filhos que nós nunca teremos.
Eu queria que pudesse ser eu, mas a minha cama já está fria,
E o tempo está acabando, a minha luz já não irradia.
Espero ir para o céu para te ver mais uma vez,
Mas o meu caminho é escuro, e a minha esperança já fez.
Minha vida foi curta, mas teve tantas bênçãos que eu perdi,
Feliz por você ter sido minha, mas a vida me traiu, eu sei que sim.
Não fique acordada por muito tempo, não vá para a cama, por favor,
A saudade está chegando, e ela tem o sabor do meu amor.
O café na xícara está frio, como a minha pele que já morreu,
E o seu aroma é a única coisa que você tem do que foi eu.
Estou feliz que você esteja aqui comigo, mas me desculpe se eu chorar muito,
De quando eu e meus amigos bebíamos cerveja no ensino médio, o nosso primeiro insulto.
Espere, na verdade, acho que te conheci em uma festa, você estava tão sozinha,
No canto, usando as mãos para cobrir seu corpo, uma flor que já não tinha.
Foi assustador, eu estava nervoso, mas que bom que me aproximei,
E agora que estou partindo, é a saudade que eu te deixei.
Estávamos rindo de nada, agora que sou mais velho, estou muito mais frio,
E o tempo está passando, o meu corpo já está vazio.
É a nossa loja favorita, fico feliz por ter te comprado uma flor,
Mas ela já está murchando, como o meu amor, como a minha dor.
Espero que você encontre um homem que não seja tão velho quanto eu,
Que possa olhar nos seus olhos e dizer que o futuro é seu.
Sinto muito por ter tido que deixar você e este mundo,
Mas você era tudo o que eu sempre quis, o meu amor profundo.
Vou sentir sua falta, e a saudade vai te consumir,
Em cada gole de café, em cada cama que você for dormir.
O Último Relato de uma Alma Ausente
Se estas linhas te alcançam, entenda o meu fim:
Não é que o sopro cessou, ou que o sangue parou de correr,
É que o meu verdadeiro eu sucumbiu dentro de mim,
Cansado de tantas guerras que ninguém pôde ver.
Meus sentimentos partiram há muito tempo atrás, Deixando apenas um corpo oco, uma carapaça vã.
Onde existiu amor, hoje a desilusão é o que jaz,
Em uma mente atormentada que teme o amanhã.
Talvez eu tenha partido em doses de álcool e remédio,
Ou talvez tenha morrido no vácuo de uma escolha qualquer.
Nada faz sentido quando o mundo se torna esse tédio,
E o teu perfume é uma lembrança que o tempo quer varrer.
Tentei acreditar em uma salvação para a alma, Fui hipócrita ao buscar luz no meio do meu breu.
Mas o peso mental roubou de vez a minha calma,
E o que você lê agora já nem ao menos sou eu.
Morri da pior forma: em silêncio e na dúvida,
Sendo cinzas de um incêndio que ninguém tentou apagar.
Resta apenas esta sombra, solitária e desprovida,
De uma vida que se foi antes mesmo de o corpo parar.
O Rastro do que se Apagou
E se, por um lapso de saudade, você for me procurar,
Não olhe para o agora, pois o agora é só vazio.
Tente me achar no ontem, onde eu costumava estar,
Antes de o meu sangue se tornar esse gelo frio.
Ou procure em um campo de pedras, sob o peso de um nome,
Em uma lápide muda que guarda o meu silêncio final.
Minha morte não faz diferença, o tempo a consome, Seja ela um fato concreto ou um naufrágio mental.
Se você sentir o remorso ou o corte de uma perda,
Saiba que o eco do seu choro não me alcança mais.
Não adianta o grito, nem a lágrima que se herda,
De quem já atravessou a fronteira de todas as pazes.
Vivi uma vida que foi apenas um sopro de mentiras, Um palco de hipocrisia onde encenei meu próprio papel.
As verdades que tive se perderam em antigas piras,
E o gosto do que foi real hoje é apenas fel.
Foi há tanto tempo que a memória se tornou um deserto,
Onde nem eu mesmo me reconheço ou sei quem fui.
O que era verdadeiro hoje é incerto e deserto,
E a alma, enfim, para o nada, livremente flui.
"No tabuleiro dos gananciosos, Isaque Ramon é a peça que não se vende. Sua maior posse é a paz de deitar a cabeça no travesseiro com o dever cumprido."
"A marca de Isaque Ramon é escrita com caráter, não com arrogância. No fim das contas, o que fica é o que fomos para os outros, não o que acumulamos para nós."
Convite ao Agora
Não te condeno ao esquecimento,
apenas escolho, enfim, recomeçar.
O tempo não apaga o que sinto,
meu amor ainda teima em aqui morar.
Pelas horas que passam, entre frestas e saudades,
vejo um tempo que não ousa retornar,
mas avisto um futuro que urge,
uma alegria pronta para nos contagiar.
É um novo instante, um pulso firme,
a vontade acesa de outra vez tentar.
Que seja amor, que seja brasa,
ou apenas o riso que vem nos resgatar.
O que importa é a vida em movimento,
é o fôlego novo de quem sabe recomeçar.
Hoje o destino tem o teu nome,
e o amor, enfim, se faz presente.
Vem! Despoja-te do medo de ser feliz,
deixa que o agora nos oriente.
Posso ser o teu melhor reflexo,
posso ser o teu mais profundo prazer.
Posso ser apenas o que sou,
ou o que em ti eu vier a colher.
Podemos ser o "nós" que o tempo adia...
Vamos habitar o presente?
A vida acontece agora,
e o resto é apenas travessia.
Poesia de Islene Souza
13 de Outubro: " Fim da guerra" ?!...
19 de Outubro: Fim da mentira! A guerra não teve fim.
A "paz", toda inocente ...
acabou de chegar ...
onde nunca esteve ...
e já foi embora...
E a guerra, nada ingênua 💰💰💰
acabou de voltar...
mesmo sem nunca ter ido...
assim foi,
assim é
e assim sempre será ...
#Israel #Palestina #MeioOriente
✍©️@MiriamDaCosta
Existe pessoa pior de lidar do que aquela
ignorante
(no sentido de não querer saber ou aceitar um fato tal como é),
prepotente, arrogante
e, para completar e enriquecer
as “qualidades cognitivas e sociais”,
vulgar e agressiva em suas externações verbais?!!...
E, lamentavelmente, no nosso Brasil
(e não somente),
temos um número notável
de indivíduos com essas
“riquezas” de caráter e comportamento...
Mesmo com toda a riqueza de informação à disposição,
vejo muitos desinformados...
Mesmo com excelentes formaturas,
vejo muitos mal formados...
Por que será, hein?!!..
✍©️@MiriamDaCosta
COP30 Belém
Francamente,
eu não levo fé nessas conferências mundiais
pró Meio Ambiente...
Desde sempre, muito blá-blá-blá... discursos belíssimos e dignos de aplausos mil, mas...
na realidade e na prática, pouco ou nada fazem
de concreto para salvaguardar o nosso planeta . E ano após ano assistimos a crise climática e ambiental aumentar.
Vejo muita hipocrisia e muito interesse financeiro nisso tudo, nada mais e nada menos.
✍©️@MiriamDaCosta
Às vezes penso
e chego até a acreditar
que eu não posso me conter...
sou limitadíssima
para a imensidão
que a minh'alma
recolhe em si...
e talvez
por isso...
me transbordo
em derivados
de partículas de essência...
✍©️@MiriamDaCosta
Não é possível debater o feriado de hoje
quando, ao mencionar Zumbi,
alguém responde que não gosta de misturar argumentos...
que isso é coisa de filme de horror,
e que o povo negro agora tem um dia para chamar de seu … para festejar … e isso é o que importa ... e que devem falar e se orgulhar...
“- Você tem razão…”
Respondi assim
e deixei que a minha atenção escapasse
para o céu da minha Região Oceânica.
Ainda temos muito o que ler,
muito o que estudar,
e imensamente mais a aprender, né?!!
O tempo não passa,
ele permanece em nós.
Somos nós
que passamos por ele.
O tempo não flui
ele se aloja na carne,
se infiltra nas frestas da alma,
permanece silencioso,
implacável.
Somos nós
que fluimos no tempo,
desfazendo-nos
em cada segundo
que nos atravessa de volta.
O tempo não passa,
ele repousa em nós,
como um sopro antigo
que nunca se desfaz.
Somos nós
que caminhamos sobre ele,
feito rios que seguem adiante
sem jamais esquecer
a nascente.
✍©️@MiriamDaCosta
