Nao Acabou pra Mim

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Adjacências

Perfume, volume. Algum momento insano.
Fique parado, não se mova.
Reprove a cortina que cobriu a porta,
É na janela que ela devia estar.

Cáucaso, o destino evidente.
Caos que causou a fúria itinerante
Vassalos do príncipe dormente
Confiados ao berço retirante

Alegoria de uma caverna vazia
Pássaros mortos em seus ninhos
Na pluma que o coração trazia
Fecharam-se livros sem vizinhos

Rio aborrecido e minguante
Curva em suas pedras a majestade
Desse ribeiro fosco sem idade
Saiu galopando o rocinante.

Odor fresco num vazio. Todo instante pensado.
Não ande, corra.
Aprove a navalha que deslizou na pele.
Diga que é o pescoço que ela deve cortar. (Júlio Raizer )

Repare no Entorno...


Reclamem não,
apenas orem e agradeçam
pelo que recebem e conquistam.
Pois alguns de nós
nascem sem as menores
chances de conquistas.
Existe um mundo dos excluídos,
em cada esquina existe um ou mais.
Mas o mundo moderno
nos ensinou a "coisificar" o semelhante desprovido,
não os "reconhecemos como pessoas de direitos".
Apenas os ignoramos diariamente com
a nossa soberba, com a nossa pequenez humana.
Quando saírem de casa, olhem ao redor,
amplie a visão do coração e o
mundo da exclusão surgirá a sua frente.

"Minha missão é transformar o potencial latente em realidade dominante. O mundo não precisa de mais seguidores, precisa de mais mentes trilionárias."

"O trilhão começa no espírito. Se você não consegue se ver gigante, nunca terá o tamanho que o destino reservou para você."

Peça forças aos céus para se levantar,apenas aos céus...
Não espere que alguém lhe dê a palavra que precisa para continuar⁠,as vezes pode se decepcionar e isso poderá te destruir.

​"Uma criança trilionária não é a que mais compra brinquedos, é a que tem a mente mais colorida e criativa do mundo."

Na Estação...


Ainda te espero na mesma estação,
só não sei em que trem,
em qual vagão da vida vou lhe encontrar.
Mesmo assim, permaneço a sua doce espera.
Ao primeiro apitar, ao primeiro sinal de fumaça, meu coração se fará feliz, será só palpitar.

O mundo não necessita de vingança; precisamos é de pessoas que destilem mais bebidas do que venenos.

​"O concreto não é apenas matéria, é a alma de quem decidiu ser fundação; é o silêncio que sustenta o peso do mundo sem curvar a espinha, provando que a verdadeira força não está em quem grita, mas em quem permanece inabalável enquanto tudo em volta oscila."

Existe uma diferença silenciosa entre querer alguém e não aceitar perdê-lo.
E você vive exatamente nesse lugar.

Você não me ama. O que te inquieta não é a minha ausência, mas a possibilidade de eu existir inteira em outro lugar — longe do alcance do que você nunca soube cuidar.

𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: Amores Desiguais.


Estou farto, mas não cheio.


​Há, por aí, alguns sujeitos:
outros maus, outros cruéis.
Estes sempre conseguem —
não importa quanto devem,
eles sempre conseguem —
exatamente o que querem.


​Minha idade vai passando
e, com ela, minha paciência.
Digo: "fiquei inconformado",
pois o destino ou o carma
andam ficando desleixados.


​Deveriam ser estes indivíduos,
junto aos seus crimes impunes,
considerados indignos, impuros.


​Que seus julgamentos fossem
para sempre e, mais, imortais
diante dos bons corações leais;
nunca capazes de terem o perdão
daqueles que tiveram seu amor
e que foram deixados em vão.


​Abaixo aos amores desiguais!
Que estes jamais sejam legais
perante os bons corações leais.


Escrito e idealizado por César Hioli.
17/04/2026.

​"O pastel e o caldo de cana são o batismo de quem não teme a rua; é a fusão entre o calor do esforço e a doçura da resistência, provando que a energia que move um gigante não vem do luxo, mas da pureza do que é autêntico."

Fui moldada pela inteligência de quem aprende com a vida e pelo talento de quem não desiste nunca.


SerLucia Reflexoes

O sentido da vida, não é algo dado é algo conquistado. Não existe propósito pronto, destino escrito ou caminho seguro. Existe apenas consciência… e a coragem de encarar o vazio sem se apegar a ilusões confortáveis.


A maioria das pessoas vive no automático porque é mais fácil. Ser consciente exige responsabilidade, e responsabilidade assusta. Quando você percebe que é o criador da própria realidade, não há mais em quem colocar a culpa. Então o inconsciente vira refúgio: padrões repetidos, crenças herdadas, comportamentos que se perpetuam sem questionamento.


O individualismo nasce dessa desconexão. Não é força é defesa. Pessoas fechadas em si mesmas, tentando sobreviver em um mundo que nunca aprenderam a compreender de verdade. Elas competem, se comparam, se isolam… porque nunca foram ensinadas a se conhecer.


Isso tudo é uma prisão invisível. E a chave sempre esteve ali: consciência.


Quem desperta começa a ver os padrões. Começa a entender que não é vítima, nem produto do meio é agente. E isso muda tudo. Porque assumir o controle da própria vida não é confortável… mas é libertador.


O sentido da vida, então, deixa de ser uma busca externa. Ele se torna um ato interno: enxergar, questionar, romper… e construir a própria existência com lucidez.


Nem todos querem isso. Porque liberdade real cobra um preço: não dá mais pra viver no escuro depois que você acendeu a luz.

Por fora, rotina. Por dentro, caminhos que ainda não sei nomear.

A modernidade não reprimiu o desejo — domesticou a potência. Ensinou o sujeito a interpretar seu próprio impulso vital como ameaça, e o que a clínica nomeia como sintoma é, na maioria dos casos, a resposta mais honesta do organismo psíquico a uma interdição que nunca foi elaborada, apenas engolida. Oferece-se então o fármaco como substituto do luto: não para curar, mas para silenciar o que poderia ser escutado. O resultado é uma existência anestesiada — funcionante na superfície, mas incapaz de acessar a camada mais profunda de si, onde o conflito que poderia amadurecê-la aguarda, ainda vivo, ainda não integrado.

O tempo não é apenas dimensão de passagem — é operador de inscrição psíquica. Não escorre fora do sujeito: deposita-se dentro, como sedimento que modifica a estrutura sem que se perceba o processo. Cada experiência deixa rastro que reorganiza, ainda que imperceptivelmente, a economia psíquica. Quando se tenta mensurar o tempo, o que se mede não é ele: é a extensão da transformação que operou sobre a carne e sobre o aparato de percepção. O sujeito que acredita que o tempo passou descobrirá, se interrogar com cuidado, que foi ele quem cedeu ao desenho paciente que o tempo traçou por dentro.

O ser humano não se perde quando erra o caminho — perde-se quando cessa a interrogação sobre ele. A acomodação que se nomeia como chegada é, clinicamente, uma forma de abandono de si: o sujeito para de questionar para onde vai e converte qualquer ponto de parada em destino, economizando o desconforto da busca ao custo de uma estagnação que se disfarça de maturidade. O erro, ao menos, preserva movimento; a resignação travestida de sentido não preserva nada. E é curioso: a fantasia de ter chegado costuma emergir justamente quando o sujeito mais precisa caminhar.

Juros são o preço do tempo quando o tempo já não é seu.