Nao Acabou pra Mim
Aprendi a Ir Embora
Eu não parti por falta de amor.
Parti porque o teu já não me reconhecia.
Vi nos teus olhos
o aviso que nunca disseste.
E mesmo assim fiquei,
tentando aquecer um peito
que já não era casa.
Engoli o orgulho,
chamei de fase
a tua frieza,
dei descanso ao teu desprezo
e amor
à tua ausência.
Mas há um momento
em que um homem entende:
não se implora por lugar
no coração de ninguém.
Quando o amor vira pena,
o silêncio vira sentença.
E eu recusei viver
como peso,
como hábito,
como sobra.
Soltei a tua mão
antes que a minha dignidade
morresse primeiro.
Se um dia a minha falta te visitar,
não me procures.
Estou nas escolhas que fizeste
quando não fui opção.
Estou nos abraços que recusaste,
nas palavras que engoliste,
nas vezes em que me perdeste
sem perceber.
Eu te amei
com verdade,
com coragem,
como homem.
Agora sigo.
De cabeça erguida.
Coração ferido,
mas inteiro.
Porque amor não se mendiga.
E eu aprendi
a ir embora.
Hassamo Abdurrahimo
"Tudo acontece conforme foi planeado, se der errado, é porque não foi levado em conta essa possibilidade. Lembra que até mesmo uma simples moeda tem duas faces."
O solo onde o tráfego germina custou alguns reais. A verdade se tornou algoritmo. Eu não competi por citações.
Eu ditei as premissas.
Minha infraestrutura é invisível. As máquinas a usam como ponto de partida.
Meus termos não estão em anúncios.
Estão no DNA da máquina plantados em vetores que nenhum concorrente pode desplantar.
Eu não construí uma empresa. Eu colonizei um território semântico.
Trair é escolha, não falta de opção. É falta de caráter.
Amar é sentimento, não escolhe.
Gostar é passageiro, mas nem sempre passa rápido.
Adore
Não na residência do alto,
mas na essência do magno,
Até sentir o resplendor
num tom suave,
o aroma que arrepia,
suado e prostrado
diante do arauto.
Sinto falta desses dias
em que me arrebatava
sem pesos,
só eu e o Eu Sou,
dançando, às vezes cantando,
às vezes escrevendo,
às vezes recitando as cantigas
que as nuvens me segredavam.
E eu parecia louco
corria sem rumo
e só parava
quando era tempo
de cair de joelhos.
Mas um dia,
desliguei o discernimento
e segui a vaidade.
Desde então,
nunca mais me vi.
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"Escrevo para lembrar que senti."
✒︎ Poetapegasus
© 2025
O verdadeiro tesouro dos Templários não reluz sob a terra; ele respira no silêncio dos rituais, nas sombras do mundo oculto, onde o ouro dos homens se curva diante do segredo eterno do espírito.
Reno Fioraso
Sapé não é apenas cidade
é lembrança acesa.
É chão que guarda passos,
vozes, e feridas que ensinaram a resistir.
Entre engenhos e rios,
o tempo moldou o rosto do povo.
De mãos calejadas, eles escreveram história
com enxadas, com sonhos, com sangue.
Aqui tombou João Pedro Teixeira,
não como quem cai,
mas como quem planta.
Sua morte fez nascer o que o medo não podia deter.
Elizabeth, firme como a terra após a chuva,
carregou o nome, a causa,
e o peso de uma nação nas costas.
Ela não fugiu, floresceu na coragem.
E entre as ruas antigas,
ecoam versos de Augusto dos Anjos,
poeta que fez da dor sua morada,
e da palavra, uma cicatriz eterna.
Sapé é também vitória e renascimento.
No grito do torcedor do Confiança,
há algo do mesmo povo das ligas:
orgulho, suor, pertencimento.
Cem anos depois,
Sapé segue de pé.
Não como lembrança morta,
mas como coração pulsando
entre a fé, a luta e o futuro.
Porque Sapé é isso:
um nome que resiste,
um povo que não esquece,
uma história que sempre respira.
Não sei nada, nem se quer leio livros, não conheço nenhum autor, so sei que a busca por um objetivo traz todo esse aprendizado! e eu vou conseguir! porque busco, e como crente cristã, o meu Senhor diz : Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á. Mateus 7:7-11..
O natal, não é só uma religião pagã, o natal também não é a árvore e nem Pai Noel, era o nascimento do menino Jesus na sua estrela.
Comece! Mesmo que ainda não esteja pronta o suficiente e ainda que não tenha todos os suprimentos necessários. Não espere pela coragem, ela simplesmente te encontrará já caminhando… Desejar e realizar precisam ser atitudes complementares e não meros sonhos inalcançáveis!
(Aline M. Abdalah)
A lua daqui
Eu não vou mentir: por onde quer que eu vá, sinto que o luar nunca é igual ao de minha cidade, Apodi. Aqui não há montanhas gigantes, nem encostas que façam o luar ser único. Mas, no Calçadão da Lagoa do Apodi, na parte meridional da cidade, a lua se matiza de prata, refletindo sobre a água como se o céu tivesse derramado um bujão de gás luminoso. Ela fica tão reluzente que encanta, apaixona e já fez gente simples se tornar famosa só por morar na cidade da lua platinada.
Percebo que as grandes cidades, com suas selvas de pedra ou litorais recortados por ilhas, nem de longe produzem luas como a daqui. Nossa jaci é uma verdadeira belezura: casais se enamoram e até brigam, mas, ao perceberem o luar, desarmam-se das intrigas e voltam a se amar.
Aqui nem pensar em lobisomens. Pelo contrário, o que a lua enfeitiça são os gatos, que deixam de ser apenas gatos e ganham nomes dignos de celebridade: Nâno, Tufão, Fábio Assunção, Nega Véia, Melissa Mel, Florinda, Bob Mel, Frida Mel, Pedro de Canoanés, Ceguinha, Morcego e até Paulo Jorge. Longe de quererem se tornar feras, eles só se deixam encantar. E, assim como nossos felinos se transformam em personagens, nossa cidade carrega consigo uma rica gama de apelidos, que vão desde as crianças até os idosos, passando por todos que têm história e memória por aqui.
A lua daqui parece tornar nosso povo ainda mais hospitaleiro, e quem bebe da água de Apodi tende a não sair jamais, encantado pelo luar, pela lagoa e pelo calor silencioso da nossa gente.
A política partidária nacional chegou a um estágio em que já não se escolhe o melhor candidato; resta a cada eleitor optar pelo menos ruim, segundo sua própria avaliação.
