Nao Acabou pra Mim
Desta vez não estou conseguindo...
Desta vez tudo está nublado
Misturo meu presente com meu passado
Não vejo futuro estou preso nas lembranças e essa prisão é perpétua...
A vida me jogou em uma armadilha e temos que seja meu fim...
Você é minha inspiração, você e minha trajetória se rumo à palavra não dita, palavra vazia, coração escuro e único caminho, seguir caminho, se direção, se rumo. Onde lágrimas caíram, nasceram esperanças.
"Não é prazer, é fôlego.
Escrevo para que o peso diminua,
pois trago oceanos na garganta
e apenas gotas na fala.
Estranha ironia a de ser ponte
que deseja o encontro,
mas não conhece o mapa
para traduzir o próprio abismo."
Qualquer lugar onde eu não preciso ser nada, ainda assim, sinto-me ser alguma coisa. Existe uma liberdade imensa em desligar os rótulos e perceber que, quando tudo silencia, o que sobra não é o vazio, mas a minha essência.
Procurar despertar a consciência não é tarefa fácil; e, quando se está com a consciência despertada, a realidade torna-se ainda mais esmagadora e aterrorizante.
Viver plenamente não é sentir plenitude todos os dias.
É voltar para ela sempre que se afastar.
Porque dias difíceis ainda virão.
Mas não se perca neles.
Retorne!
Valorize o esforço, carinho, amor e atenção de alguém por você. Você não sabe quanto sacrifício e renúncia essa pessoa teve que fazer para poder ter o que te oferecer.
Se não deu certo hoje, tente amanhã de forma diferente. Use o intervalo da noite para aprimorar a estratégia e corrigir as falhas identificadas no processo. Tente outra vez! Só não vale parar.
Jamais prometa algo se não quer ou não pode cumprir. Aquele que empenha a sua palavra e não a cumpre é mentiroso.
Grande parte dos seus problemas você não os tem, você apenas os mantém quando se apega a eles mais do que realmente é necessário.
Distrações levam pessoas à ruína. Sansão não era ímpio, não era escarnecedor nem incrédulo. Sansão era distraído e a distração levou Sansão à ruína.
A cadeira não sabe que cansa. Suas quatro pernas, verbo intransitivo de sustentação, aguentam nossos silêncios sem conjugação. A janela divide o mundo em sujeito e predicado: lá fora chove, aqui dentro falta.
Objetos não falam, mas nós falamos por eles. A porta decide, a chave permite, a xícara espera — todos verbos humanos, emprestados. É nossa projeção que dá sintaxe ao neutro. A mesa não sente solidão quando vazia; sentimos nós, projetando gramática onde há apenas existência muda.
E assim vivemos entre sujeitos ocultos e objetos que carregam nossos sentidos. A casa inteira é uma oração que nunca termina, pontuada pelo nosso ir e vir. As coisas permanecem, inertes e eloquentes, enquanto nós, desesperados por significado, lhes atribuímos vozes que elas jamais pediram.
