Nao Acabou pra Mim
Não busque o que te falta; retire o que te sobra. A essência não se constrói, ela se desenterra das convenções que o mundo jogou sobre você.
A fé verdadeira não se mede pelo que você tem no bolso, mais sim pelo tamanho do Deus que você acredita.
“O estruturalismo não revela a realidade: ele a constitui com a maior coerência simbólica já alcançada.”
O inconsciente não é oculto — é ritualizado.
Ele opera por rítmica, repetição, símbolos, como uma liturgia interna que insiste.
A natureza nos ensina que o equilíbrio não é apenas leveza, mas também a força de sustentar o que importa sem perder a firmeza no essencial.
A imensidão não pesa: ela respira. É leve como o vento que toca a terra e profunda como a lua que vigia em silêncio.
Tranquilidade não é ausência de problemas, é escolha de voo e saber
para onde se navega. É saúde mental: reconhecer limites, ajustar rotas e
seguir inteiro.
Ansiedade: quando ela chega sem avisar…
Ela não bate na porta.
Ela invade.
Acelera o coração, aperta o peito, bagunça a mente…
E de repente, você já não consegue nem entender o que está sentindo.
A ansiedade mente.
Ela faz você acreditar que algo ruim vai acontecer… mesmo quando está tudo “bem”.
Mas escuta isso com calma:
isso não é você. É só um estado passando.
Respira…
Diminui o ritmo…
Você não precisa lutar contra tudo ao mesmo tempo.
Você não está sozinho nessa.
E isso também vai passar.
Algo permanece
Não termina aqui.
Não pode terminar assim.
Todo fim carrega
a semente de outro caminho:
um passo que chega,
outro que parte
e deixa, em alguém,
o silêncio da saudade.
Algo permanece
discreto, quase invisível
um sopro de memória
que ainda nos faz bem,
como lembrança
guardada no tempo.
Porque todo adeus
abre uma porta adiante.
Não termina aqui.
Nunca termina assim.
É uma despedida?
Então… sim...
Há alguns anos, eu me apaixonei.
Não por alguém, mas por um instante.
Foi um sorriso.
E, nele, algo em mim despertou como se sempre tivesse estado ali, adormecido.
Houve um abraço.
E naquele breve contato, eu quase fui inteira.
Como se, por um segundo, eu tivesse pertencido a algum lugar que nunca conheci.
E eu fiquei.
Não ali… mas na sensação.
Porque há encontros que não acontecem no mundo, acontecem dentro.
Sabe essas histórias que acreditamos poder controlar? Eu não controlei.
Mas ele… talvez nunca tenha estado nelas.
E ainda assim, eu insisti em sentir.
Porque sentir, às vezes, é tudo o que nos resta
quando o outro não fica.
Eu soube.
Desde o começo, eu soube.
O adeus já existia antes mesmo do primeiro olhar.
Mas eu quis ignorar.
Quis esticar o tempo…
como quem tenta segurar água nas mãos.
E então houve aquele quase.
O beijo que não veio.
O olhar que, por um instante, disse tudo
e depois… nada.
E ali, silenciosamente, terminou o que nunca começou.
Não houve nós.
Não houve história.
Só um sentir que se expandiu demais
para caber na realidade.
E, ainda assim… doeu.
Porque, por um breve momento,
eu vi em você algo que nem eu mesma sabia que existia em mim.
E talvez seja isso…
Algumas pessoas não entram na nossa vida para ficar. Entram só para despertar algo dentro da gente.
E depois… vão embora.
