Nao Acabou pra Mim
O artista, o poeta, mergulha no inconsciente e volta. Já o doente, o louco, não tem o bilhete de volta. Essa é a diferença.
Leveza não é fraqueza
Demorei a entender...
que ser leve não é ser frágil...
e morrer todos os dias e renascer em flor...
é ser firme o suficiente para soltar o que pesa.
Carrego dores com delicadeza...
para que elas não arranhem quem passa por mim.
Faço do silêncio, abrigo.
Falo pouco, mas sinto muito.
A leveza é resistência...
Já fui tempestade sem sentido...
hoje sou garoa persistente...
molho devagar...
mas alcanço fundo.
Quem acha que minha calma é passividade,
não viu as guerras que venci por dentro.
A leveza que carrego foi esculpida em silêncio,
entre perdas que calei...
e recomeços que ninguém viu.
Menina, valorize sua vida. Não perca nenhum minuto com pessoas que não valorizam seu tempo. O tempo é algo que se perdermos, nunca poderemos tê-lo de volta.
Só eu sei dos pedaços que me arrancaram, dos que perdi, dos que consegui colar, e dos que não consegui, então não julgue minhas imperfeições.
Ah, a sensualidade refinada
Não é nada contida,
E nunca há de ser remida!
A sensualidade refinada de uma mulher,
Que sempre sabe o quê quer,
não a faz menos desejada.
Ah, a sensualidade refinada
Sempre há de ser bem recitada,
E por ti amada!
No fundo você sabe,
Que a sensualidade refinada
Nasceu para ser tateada
por almas amantes - e bem elegantes.
Ah, a sensualidade refinada
É a marca da plenitude poética,
E sempre há de ser!
A sensualidade refinada de uma mulher
Bem educada é sempre um convite
ao teu bem querer.
Ah, a sensualidade refinada
Não é nada contida,
E não se faz diminuída!
E sim, faz a paixão aumentada;
Não há homem que não resista
a uma mulher bem delicada.
Ah, a sensualidade refinada
Não é nada recatada,
E há sempre de ser amada!
A sensualidade refinada
De uma mulher decidida
Não teme a tua curva amorosa,
e pede sempre mais pela tua mão vagarosa.
A quebra de confiança é algo muito complexo e, às vezes, afeta até quem não tem nada a ver com a situação. Não se deve confiar em todo mundo, mas também não se deve perder a capacidade de ser generoso.
Doce Lua-de Mel,
paraíso dos desejos
que por enquanto
são só sonetos.
Lua querida Lua,
não vejo a hora
de sentir as mãos
do meu amor
ao redor da cintura.
Doce Lua-de-Mel,
espero pela nossa
em companhia
das estrelas do céu.
Lua querida Lua,
não sei se ele
irá me escolher,
ou será você
que irá me trazer.
Doce Lua-de-Mel,
aguardo pela nossa
colada nos doces
dos tantos beijos.
Lua querida Lua
peço a sua ajuda
com essa dúvida:
não sei se ele é meu,
ou eu que sou dele.
Doce Lua-de-Mel,
vejo galáxias
nos olhos dele,
no meu corpo está
o mapa do garimpo
e a descoberta
do amor mais lindo.
Se comprometeram
de cuidar da sua
dor e pelo jeito
não cumpriram,
e cheguei crer
que iam levar
você a sério.
Na falta a quem
recorrer,
peticionei
ao poeta da multidão
porque vivemos
num mundo sem coração.
De ti não mais falaram,
fui procurar ler
na Sebastiana
e não li nenhuma
notícia ou indício,
não sei se estás vivo
ou te mataram.
Ainda o dia
não raiou
como gostaria,
não sou
de rodeios,
me traga
o General
são, salvo
e com vida,
Porque tenho
na testa
a estrela
de Madiba.
Canção de Luísa,
meio Bossa-Nova,
meio ousadia,
jamais esquecerei
da tropa presa
por brutal injustiça.
Imagina se a água colocasse a culpa nas pedras porque não consegue passar, e sabe-se que no extremo ela as faz rolar. Eles nunca abrirão mão do que são, mas nós temos o poder da persuasão e de moldar o espaço que sonhamos sem violência e com felicidade.
Às vezes, o que nos falta não é amor — é coragem de abrir as janelas da alma e deixar alguém entrar sem medo do vento.
Eu não sei sentir sem sentir muito.
Não sei querer se não for por inteiro.
Não sei ser, se for para ser pela metade.
Carrego intensidade até no silêncio, verdade até no que calo, entrega até no que temo.
Por isso me pergunto: por que me invades?
Se sabes que, quando entras, nada em mim permanece raso.
Tudo transborda. Tudo ganha nome. Tudo pede permanência.
Porque em mim, o pouco nunca soube morar.
