Nao Acabou pra Mim
O trabalho da vida cristã, portanto, é pensar menos de mim mesmo e da minha performance e mais de Jesus e da performance dEle por mim. Ironicamente, quando nos focamos mais em nossa necessidade de melhorar, nós pioramos. Tornamo-nos neuróticos e egocêntricos. A preocupação com o meu esforço em detrimento do esforço de Deus me torna cada vez mais egoísta e morbidamente introspectivo.
Em mim tem dois, e em cada um de mim existe um universo de momentos e desejos que quando se cruzam, formam o êxtase da felicidade.
Bem posso falar que a linguagem tem sido minha companheira. Uma forma de me desnudar de mim e me transmutar em palavra. Quando escrevo a dor que sinto, ela se esvai lentamente, como uma catarse de mim mesma. E a dor é relativizada e procuro meus pares. Como fazer amigos se me afundo em pensamentos lúgubres? Enquanto me entrego ao sofrimento, as pessoas aproveitam o lado bom da vida. Viajar, apreciar a natureza. Eu consigo compreender a dialética da minha dor e a felicidade de tantos. E penso que preciso ser mais flexível, como uma estrela do mar que se regenera. Agora escrevo e a paz se aproxima de mim e me observa como um espelho, o meu inverso. Eu estou calma e a calma é um sentimento a ser reverenciado. É quando a dor se recolhe e encontro refrigério em minha alma. Sei que meus sentimentos não são estáticos. E quando a paz me alcança, procuro senti-la em toda a sua essência. Quando estou triste, eu olho um gato, e vejo apenas um gato. Quando eu estou me sentindo bem, eu vejo um gato e me encho de ternura. Um animal que me transmite boas sensações. O gato tem um linguagem peculiar. Hoje acordei com muita dor emocional. E como refúgio, comecei a escrever. E essa escrita terapêutica foi silenciando um sofrimento inominável. Eu estudei teologia, mas foi a vida quem me fez acreditar em Deus. Não tenho religião, mas faço minhas orações. E mesmo na dor profunda, Deus me leva a um tempo de paz. Em agradeço em silêncio. E sei que o poder superior olha por mim. E sinto gratidão.
Sinto a minha felicidade ao percorrer,
meus caminhos em poesias,
segura de mim mesma que reconheço neste todo meu viver.
Sei que o caminho do meu crescimento começa em meu coração e continua numa busca incessante até encontrar as mãos do meu próximo...
"Carrego dentro de mim algo tão intenso que o medo do estrago que pode causar me impede de revelar."
Era o meu eu contra mim mesmo!
Eu precisava vencer quem eu mais temia, a mim mesmo.
Precisava entender aquela confusão maluca que se espalhava sobre o meu íntimo e não me deixava repousar.
Na luta constante contra mim, mas quem sou eu?
Questionamentos e hipóteses para saber por quem eu lutava e a quem precisava vencer.
Até que, fui vencida pela fadiga da labuta diária de tentar encontrar alguém que já tinha se perdido há muito tempo.
Te amo meu filho
Perdi meu anjo com cinco meses,
Silêncio gritou dentro de mim por vezes,
No quarto, só ecoam as preces,
O mundo seguiu… mas eu fiquei nas mesmas.
Barriga vazia, coração pesado,
Um amor tão puro foi levado,
Nem vi o sorriso, nem ouvi o chamado,
Mas sinto a presença do meu ser amado.
Plug no beat, lágrima no chão,
Cada rima é um pedaço do meu coração,
Falo com Deus, mas sem explicação,
Por que levou minha luz, minha razão?
Fiz planos, imaginei o rostinho,
O jeitinho, o choro, o carinho,
Agora só resta um vazio fininho,
Que corta a alma feito espinho.
Mas sigo, porque ele vive em mim,
No meu peito, guardado até o fim,
Na brisa que toca, na luz do jardim,
Meu filho virou estrela, tá olhando por mim.
Talvez eu tenha medo de dormir
Talvez eu tenha medo de sonhar
Talvez um dia você chegue para mim
Talvez um dia esse Talvez acabará...
Tem poder quem age.
Transformar dados em ideias é massa, mas, para mim, o real desafio (e onde tudo acontece de verdade) é fazer essas ideias saírem do papel. Já vi muita gente se empolgar com uma ideia incrível… e parar por ali. Fica na planilha, na apresentação bonita, no “depois a gente vê”. No meu jeito de ver e trabalhar, dado bom é o que vira ação. É quando você testa, aplica, muda o rumo, ajusta processo. É ali, no campo, que a coisa muda. Porque dado/métrica sozinho não move negócio. O que move é atitude. E eu acredito nisso: tem poder quem age.
Instagram/ @marcielmunizbr
Um Desejo
Linda como uma rosa
Mal poderia esperar para que retornasse e a mim
Porém achei que tinha a perdido
Quebrou meu coração em pedaços
Mas não passou de um mal entendido
Hoje eu escrevo
Com uma sensação de aperto em meu coração
Por achar que tudo se havia perdido
Mas tu voltou para mim como um lírio
E nessas águas longiacuas
Tu novamente com o mais sensato semblante
Tu de tão longe me amaria mesmo assim
Penso deslumbrante
Amo e só você
Hoje olho sobre os céus e vejo as estrelas
E continuo a desejar para cada uma, como queria estar contigo.
Propósito
Eu vou usar tudo que tenho em mim,
todas as minhas ferramentas de comunicação,
toda minha arte,
só pra você se ouvir.
O meu propósito não é falar.
O meu propósito é você se ouvir:
Existe, para além dessa nossa existência tacanha,
uma perfeita Poesia invisível,
orquestrando essa melodia chamada Vida
e convidando, insistentemente, nossa Alma para dançar.
Há neste meu propósito uma certeza ardente
de que a vida merece ser experienciada por completo,
afinal, viver é a nossa maior dádiva.
E nessa certeza mora uma Esperança viva
de que, enquanto tivermos uma alma
Deus poderá ser sentido.
Este é justamente o ‘Sentido’ da vida,
não esse monte de compromissos que você marca
só para fugir de ir pra casa se encarar.
E nem esses textos bíblicos que você posta
mas não entendeu que fé é sobre descansar.
Tampouco essa culpa que você insiste em se punir
por não ser perfeito ou apenas por errar.
Isso não é vida.
Vida é esse instante sagrado
onde sua alma encontra o Eterno.
E o meu propósito é te fazer lembrar disso.
Volta pra casa.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Eu sei que você mente pra mim, o que mais me dói é que mesmo você sabendo que eu sei, você ainda nega, talvez por medo de me perder? Talvez você só estivesse carente
🩵
A praia ainda mora em mim.
E mesmo depois de anos, continuo tentando me encontrar
em lugares que não me abraçam como o mar abraçava.
Deus cuida de mim até nos detalhes que nem eu percebo. Mas às vezes Ele dá uma sumidinha (de propósito!) só pra eu lembrar que sem Ele eu me perco. E olha… ainda sonho em estar no céu um dia, cantando no coral com os anjos — desafinada, mas cheia de gratidão!
QUANDO DEUS SE CALA EM MIM
O que eu queria agora
era silenciar as vozes que gritam por dentro,
as urgências que não cessam,
as perguntas que não dormem.
Queria sentar comigo,
sem pressa, sem cobrança,
e me oferecer escuta
sem precisar consertar nada.
Habitar o intervalo entre o que penso e o que sinto,
o espaço onde as respostas não se obrigam a nascer.
Porque nem todo vazio é ausência.
Às vezes, é chão.
O que procuro agora
é um lugar onde caibam as contradições,
onde a dúvida não seja erro,
mas matéria-prima do ser.
Carrego em mim perguntas que não se resolvem,
ideias que não querem ponto final,
mas que insistem em permanecer,
como quem caminha mesmo sem destino,
e ainda assim, me levam.
E em meio a esse território sem margens,
ressoa em mim o sentimento
do cancioneiro quando revelou
o desejo de encontrar um lugar
onde Deus pudesse ouvi-lo.
Deus,
essa Presença que não encontro
quando tudo em mim se volta para dentro,
como se, ao mergulhar em mim,
eu me escondesse d’Ele
ou Ele de mim,
no pacto silencioso
entre o limite e o infinito.
Não é distância,
nem ausência.
É o vestígio de um encontro
ainda não vivido,
mas pressentido no fundo mais fundo
do que sou.
E o que não me responde
não cala, espera.
Como quem sabe
que o nome de Deus
não se diz,
mas se sustenta.
E se um dia eu me alcançar,
que seja por ter sustentado
o silêncio onde Deus sussurra.
Porque há verdades que não se dizem,
há presenças que não se provam,
há sentidos que só nascem
quando já não precisamos entender.
Alcançar-se não é chegar,
é permanecer inteiro
na travessia que nunca se conclui.
E talvez seja isso:
ser morada do que não tem nome,
vigília de um Deus
que não se mostra,
mas nos habita.
