Nao Acabou pra Mim
Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre (...) Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exacta do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.
Não há nada tão equitativamente distribuído no mundo como a inteligência: todos estão convencidos de que têm o suficiente.
Admiro as pessoas vaidosas, mas simples de coração. Fortes, mas não arrogantes. Sinceras, mas não ofensivas. Corajosas, mas não inconsequentes. Que conseguem cativar uma pessoa de forma simples e pura. Que conseguem enxergar com clareza e opinar com sensatez. Quem sorri com o coração e que te olha com carinho.
Ser tia é amar uma pessoinha que não é sua, mas a quem você pertence... É acompanhar a vida de quem vive outras histórias e que eternamente fará parte da sua.
Se você não pode ser o sol, seja um planeta, mas nunca deixe de irradiar a luz que mora no seu coração.
Temo que esta desculpa de que o mundo não dá uma chance seja muito comum. É provável que esta seja a causa da pobreza e dos fracassos.
DOS PONTOS DE VISTA
A mosca, a debater-se: "Não! Deus não existe!
Somente o Acaso rege a terrena existência."
A Aranha: "Glória a Ti, Divina Providência,
Que à minha humilde teia essa mosca atraíste!"
Apesar das decepções e do coração partido, é cedo demais pra dizer que não vale a pena tentar de novo com outra pessoa.
Eu sou um anticomunista que se declara anticomunista. Geralmente, o anticomunista diz que não é. Mas eu sou e confesso. E por quê? Porque a experiência comunista inventou a antipessoa, o anti-homem. Conhecíamos o canalha, o mentiroso. Mas, todos os pulhas de todos os tempos e de todos os idiomas, ainda assim, homens. O comunismo, porém, inventou alguém que não é homem. Para o comunista, o que nós chamamos de dignidade é um preconceito burguês. Para o comunista, o pequeno burguês é um idiota absoluto justamente porque tem escrúpulos.
(Entrevista à VEJA em 1969)
Pra que sofrer com despedida
Se quem parte não leva
Nem o sol, nem as trevas
E quem fica não se esquece
Tudo que sonhou?
Tudo é tão simples
Que cabe num cartão postal
Pra que sofrer com despedida?
Se só vai quem chegou
E quem vem, vai partir
Você sofre, se lamenta
E depois vai dormir...
Alguém quando parte
É porque outro alguém vai chegar
Num raio de lua, na esquina
No vento ou no mar.
Pra que querer ensinar a vida?
Pra que sofrer?
Baby, só vai quem chegou.
Não existe um problema que não ofereça uma dádiva para você. Você procura os problemas porque precisa das dádivas por ele oferecidas...
Já passou, já passou. Se você quer saber, eu já sarei, já curou. Me pegou de mal jeito mas não foi nada, estancou.
Temos o direito de fazer promessas de amor que nunca serão cumpridas. Não há graça nenhuma em falar somente aquilo que se pode fazer.
Mesmo sem querer a vida te ensina, que você se importar com as pessoas não é motivo suficiente para que elas também se importem com você.
Não estava abatida de chorar. (...) E sua tristeza era um cansaço grande, pesado, sem raiva.
