Nao Acabou pra Mim
Estou tão acostumada a interpretar um personagem que é difícil para mim agir normalmente. Com uma câmera por perto, eu viro outra pessoa.
Dentro de mim.
Um perder para aceitar
Aceitar para viver
Sofrer para mais ainda amar
Entender não é possivel
Ainda ferida sensível
Toque de algo imperdível
Fotografias permanentes
Em sons e vídeos mentais
Sempre em meu sempre
No que se continua vivendo
Parte de um grande espaço
Tamanho é o abraço sentido
Aqui estou ainda lá
No procurar de mim
Ainda mais me perco
Solto ao vento o perfume
Um leve sabor do colo mais doce
Saudoso o olhar que não mais se tem
Guardado seguro
No porta jóias da lembrança
As mais doces recordações
De uma História de vida
Que sem ti continuo a viver
Que de ti sai e de mim não mais sairás.
José Henrique
LEIA-ME...
MUDEI MUITO DESDE A ULTIMA VEZ,
DÊ UMA OLHADA PARA MIM
ME PERDI NOS LIVROS QUE LI
NOS CAMINHOS ESCREVI O QUE VI
DE UMA OLHADA PRA MIM
NÃO VERÁS MAIS DE ONDE VIM
APENAS UMA ENVELHECIDA ESSÊNCIA
EM UMA JUVENTUDE AMADURECIDA
MUDEI MUITO NA CAPA E NAS FOLHAS ESCRITAS
NADA APAGUEI NADA PERDI
NÃO TENHO ILUSTRAÇÕES,MAIS LENDO ME VERÁS,
ENTENDERÁS QUE MINHA VIDA TEM HISTÓRIA
DE UMA OLHADA EM MIM
LEIA-ME E ENCONTRARÁS O SEU MELHOR CAMINHO,
ENTENDA-ME E APRENDERÁS UM POUCO MAIS DE SI,
DEIXE-ME SEMPRE A MÃO,
BEM PRÓXIMO DE SEUS OLHOS,
NUNCA DEIXE-ME FECHAR,
NUNCA ME INTERPRETE OU FAÇA ARTE DE MIM.
SEM JULGAMENTOS,
APENAS LEIA-ME.
José Henrique
Sobrenome.
E quando o tempo parou para mim.
Foi quando tive medo.
Meus olhos descoloriram o mundo a meu redor.
Não vi mais nenhum arco íris,
As flores perderam o perfume da vida.
Trancado em mim sem cores.
E assim não gostei mais do espelho.
Perdi os vestígios de minha vida.
O ar era apenas um caminho de passos não mais ouvidos.
Tive de nadar em águas profundas.
Em um mar desconhecido a deriva de mim mesmo.
Assim por muitas noites , dias tardios.
O sol nada significava e a noite era sempre perfeitamente silenciosa e solitária.
Fez-se um ártico da minha alma gélida.
E assim sigo sem sentir, sentindo muito.
Sem o que chamava de eu,
Como a ver anúncios de procura-se.
Traçando rumos sem sentido ou direção.
Sou eu a agulha no palheiro.
O palhaço na corda da bamba.
O trem descarrilhado.
Um botão que não abre.
Emperrado sem tranca, preso na liberdade.
Poder ir e nunca saber onde.
E onde quer que vá, não me ver onde estou.
Alguém que olha o espelho refletindo um rosto que a vida decidiu demolir.
O soldado da batalha perdida ainda com munição para lutar.
Ainda vale a pena lutar pois ainda sou eu
Mesmo estando em um copo d'água
Eu sou a tempestade.
Mesmo tendo tudo e nada
Ainda tenho nome, ainda me chamo, ainda grito por mim.
Meus dedos cabem alianças,
Meu coração ainda vive em mim,
O amor é minha fé,
Minha vida tem meu nome,
Mesmo que ainda,
De sobrenome ninguém.
José Henrique
Fuga.
Quando fugi de mim
E cada vez mais longe
E mais longe eu fui de mim
Mais perto era o aqui
Quando já muito distante
Percebi que o mais longe de mim
Era sempre o mais perto, daqui
O mais junto, daqui
Era sempre dentro de mim.
Eu nunca sai de mim
Não vou sair ou me retirar
Não daqui
Sempre que de mim fugi
Eu daqui nunca sai
Sempre dentro de mim
Cada vez mais aqui
Posso sair daqui
Mais nunca fugir
A porta que se abre aqui
É sempre uma fuga
Muito mais de mim
Para dentro de mim.
José Henrique
Você terá o melhor de mim, a parte mais linda, mais doce, mais inteira. Mas terá que tratar-me com muito zelo, basta uma palavra, um gesto, e quebro-me.
Flávia Abib
Cada vez que você vai embora, você leva um pedaço de mim. Cada vez que você leva um pedaço de mim, descubro que para eu ser inteira de novo, só se for ao seu lado, só se for com você.
Flávia Abib
Seu cheiro mantém-se em mim; ainda sinto seu gosto; as batidas do seu coração; o calor do seu corpo. Sua voz sussurra-me ao ouvido mesmo longe. Paixão enlouquecedora, está fazendo-me delirar por você.
Flávia Abib
Estou numa prisão criada por mim mesma. Aqui vou ficar, só saio no dia que seu olhar for só meu. Que ninguém se atreva a me tirar daqui, sou do dono daqueles olhos.
Flávia Abib
Como sonho com o amor perfeito. Mas o que é perfeito para mim, é impossível para você. Como penso em você, como tento descobrir quem é você na verdade, ilusão, idealização, beleza, realidade. Eu te faria o homem mais feliz do mundo, nos meus sonhos, no meu amor perfeito, no seu mundo. Perfeito para mim? Você. Impossível para você? Ser único.
Flávia Abib
Parte de mim resolvi há algum tempo, a outra parte resolvi recentemente. O resto que sobrou de mim resolvo hoje, mas com uma certeza, vai pesar mais o meu lado, porque o seu já foi provado, mostrado e reafirmado: existe mais de um.
Flávia Abib
Meu Eu
Passar o tempo escrevendo...
Pra mim é vaiajar sem andar...
É nadar sem mergulhar...
É estar na estrada deserta...
É andar em quaquer lugar...
Me divirto...
E gosto do que faço...
Quem é poeta...
É escritor...
Quem tem esse dom...
É pássaro voador....
Não sou violeiro....
Também não sou cantador....
Sou um verso improvisado...
E um bom trovador....
Sou de uma fonte...
De edição limitada...
Minha data de nascimento...
Está em qualquer certidão...
Um dia deixei de lado...
Muitas frases por mim criadas...
Muita saudade me aperta...
Que até o meu peito dilacera...
Quase tudo que escrevo...
Tem um risco rasurado....
Todo poeta erra...
Anda tonto nessa jornada...
Atordoado sim...
Louco e só mais um pouco...
Os lugares que vou...
Ninguém é capaz de saber...
Saio de mim...
E entro em outra esfera...
São muitos improvisos...
Minha imaginação é frequente...
Sou do mato...
Sou dessa gente...
Sou caipira...
Sou arisco...
Sou como índio...
Quisera eu...
Falar pra morena...
Encantar a loira...
E beijar a mulata...
Não por somente inspirar....
Mas fitar em cada olhar..
E dizer....
Que o meu peito já suspirou...
Por isso...
Pra mim a poesia...
É meu passa tempo...
Ela é minha...
Ela é nossa....
Isso não é ser conquistador....
Nesta linha...
Vou com meu verso...
E não uso anzol....
Vou pescando letras....
Vou checando a ilusão...
Sem trovão...
Sem rojão...
No meu silêncio...
Faço refrão...
Quem quiser saber....
Bata na porta...
Entre e não peça licença...
Entre devagar...
Mas não arrebente...
Só sobe no palco comigo...
Só quem aguenta e não arrebenta
Os lustres estão acesos...
Aos leitores vai aqui meu apelo...
Não se despeçam desse show...
Volto logo e farei outro verso...
Ouçam esse meu repente...
Não corram e não chorem...
Muito menos lamentem...
A borboleta orgulhosa sou eu...
Voa em outro jardim....
Tenho uma sina rimadora...
Quem chorar agora...
Vai ser minha patroa...
Venho de um lugar....
Estado de multas lavouras...
Sou do banhado...
Plantei milho aos bocados...
Pra cantar comigo...
Entrem descalços...
E não se façam de arrogados....
A viola minha é chorona....
Madeira pura de pinho...
Dedicação do meu passado....
Nesse verso arrumado....
Quebra não...
Rima minha...
Sou conhecido...
Sou eu...
O poeta voador....
Voa no espaço como ave marinha...
Sobe tão alto...
Igual pássaro condor....
Aqui...
Eu não sou delicado....
Não meço esforço pra escrever....
E também sou considerado....
Se estou nesse momento...
No palco desse teatro...
Sou artista sinsinhô....
Face minha...
Desejo meu...
Território de escritor...
Não entra qualquer doutor....
Se isso é atrevimento...
Pegue a gaita e me acompanha...
Tudo isso é obra minha...
Arquitetura de tamanha façanha....
Agora de vocês eu me despeço...
Sem anseios e sem tropeços...
Obrigado á você meu leitor...
E vai aqui...
Um forte abraço meu...
Sou caboclo sonhador...
Sertanejo sereno...
Talvez falei demais nesse poema...
Que não é grande...
E nem é pequeno...
Autor :Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Sempre foi difícil pra mim entender
pra que tanto sacrifício se é ser feliz
que a gente precisa querer
Para mim basta teu olhar, tua boca, teu braços e abraços. Para mim, basta teu corpo, teu calor, pois, é impossível que, contente-me apenas com um pedaço de ti!
Flávia Abib
Lutarei contra mim mesma, contra meus sentimentos, lutarei por mim. Mas nem sequer a inicial de seu nome quero lembrar mais. Lutarei contra a paixão, o desejo, mas, a favor do amor.
Flávia Abib
Tempestade de sentimentos, estrépitos de desejos levaram-me para dentro de mim. No externo de minha alma, sua ausência, minha escolha, minha vida.
Flávia Abib
