Nao Acabou pra Mim
Ainda que eu esqueça, algo em mim reconhece que a inquietação não desaparece; apenas se recolhe em silêncio, como quem aguarda o próprio tempo. Fica suspensa, até que o simples som do seu nome a desperte outra vez.
Que tudo o que transborda de bom em mim alcance a todos: os que me querem bem e os que não me querem, também.
Sem te ver eu mim apaixonei ao te conhecer eu te amei, vivi 24 anos sem você hoje não passo um dia sem te querer.
A.K
Parte de mim veio de muito longe
e outra parte nasceu enraizada,
Embora visivelmente não evidente
a minha realeza é ameríndia,
Absoluta como a Tapirira nativa
florescida celebrante em novembro.
Não sonho e nem vejo florescendo
fora da minha América do Sul;
os meus caminhos austrais conheço,
e deles abertamente me envaideço.
Os teus caminhos apenas respeito,
apenas não posso falar que
de volta ando recebendo o mesmo;
Caso tropeçares nos meus,
não espere nada menos do que reação,
Vivem em mim filiação, pacto e devoção,
que nunca irão na primeira embarcação.
Tudo em mim te venera
com o Mapuche-Huilliche
Da tua mão - não solto
mesmo que resista ou evite
Como Diucón com Chilco
que foi libertada do gelo
O espírito é de recomeço
amar não tem nenhum preço
(O Ano Novo virá com apreço)
Algo de mim é feito
do mar que não foi devolvido,
Levo no meu destino,
o signo de Condor que voa
porque não encontrou o par,
para ser o perene amor,
Condor só voa com Condor.
Nem antes, durante ou depois,
nunca haverá outro Deus
que não seja o nosso Criador,
Em mim para Ele há um
autêntico roseiral de amor,
Quem disser o contrário
é apenas um mero inventor.
O nosso Deus majestoso
é o que origina e dá
forma à todo o tipo de vida,
A Lua Crescente que inspira
e ao amor além dos trinta dias
escrito como autêntica poesia.
Ele é o nosso perdoador,
e o único dominador
dos exércitos que existem
que subjugam os povos
aos piores tipo de dor,
Crer n'Ele garante a proteção
e a vitória ante a qualquer destruidor.
A minha liberdade
como mulher não deve
oferecer risco para mim,
para outra mulher,
a quem quer que seja,
e tampouco oferecer
risco ao meu país,
A minha liberdade
como mulher não deve
ser encarada nunca
como ameaça ou ofensa;
E da mesma maneira
que a sua deve existir
reconhecendo o seu lugar,
e o dever inalienável
de usar a cabeça para pensar.
Não existe nenhuma
distância segura de mim;
pertenço ao coração,
à alma e ao pensamento.
No outono catarinense,
sou a flor persistente
do maracujá-silvestre
descoberta em maio.
Do sagrado ao abrir
e fechar dos teus olhos,
a insurgente favorita
e inabalável enigma.
Cada nova defesa vira
um brinquedo novo;
não me desmotiva
e alimenta a adrenalina.
Não nego que não exista
a emergência de amor,
embora a sedução convide
para o que não é só fantasia.
O menos pra mim é sempre mais..
O simples pra mim é sempre o mais bonito
Não quero poetas e poesias, o teu melhor poema eu não preciso ler... Eu sinto!
O que tu tens por dentro! Essa é sua mais bela poesia.
Não ligo para o que dizem sobre mim. Pelo o que Pré julgam seus Conceitos. Meu tempo, minha vida e em meu coração, só ficam quem tem Algo de Especial!
Não faço questão de ser sociável, amizade não se força, se conquista. Desse modo cada um tem de mim exatamente aquilo que cativa. Questão de princípios. Só não permito me diminuir. Tenho maturidade pra entender que, não sou melhor do que ninguém, mas sei exatamente o meu valor!
Sinceramente... Não dou a minima para o que possam vir a pensar sobre mim, ao meu respeito. não me moldo para me encaixar dentro do conceito de alguém.
Sem fazer ideia de que
sou loucura de capturar
o ar e que de mim não
saberá mais regressar.
Plácida é a armadilha
do destino para deixar
os dois de joelhos,
virei ocupação perene:
de todos os teus desejos.
Sem notar o meu alto
grau de atenção,
sorrateiro e seduzindo
vens o tempo inteiro.
Desde o dia em que
você decidiu aparecer
no meu caminho,
Sem colocar poesia em tudo:
nada mais tem feito sentido.
Não quero ser platônica em relação a mim mesma. Sou profundamente derrotada pelo mundo em que vivo.
Eu, eu mesmo, sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim e dos teus pecados não me lembro.
Deus, se não for para mim, tira de mim esse querer.
Se a minha vontade não estiver alinhada à Tua, por que permitir em mim um desejo em vão?
Quero seguir a Tua vontade e os Teus propósitos para a minha vida. Se estás a me preparar, não permitas que nada me desvie do Teu chamado nem do destino que me reservas.
Socorre-me, meu Senhor. Que a Tua graça, a Tua bondade e a Tua misericórdia me alcancem antes que eu me perca em meus próprios desejos.
Se for Teu, confirma.
Se não for, aquieta meu coração.
Mas, acima de tudo, não me deixes caminhar longe de Ti.
Enquanto existo só em mim, carrego duas vontades: a de morrer… e a de viver de verdade. Não apenas passar pelos dias, não apenas respirar por obrigação, não apenas sobreviver. Quero tudo o que a vida ainda me permite tocar, sentir, descobrir e construir.
Mas há também essa desistência silenciosa, que tantas vezes me faz abrir mão de tudo antes mesmo de tentar. Uma força escura que me convence a parar, a recuar, a aceitar menos do que minha alma deseja.
Que morra em mim essa desistência. Que cesse esse hábito de abandonar sonhos, caminhos e a mim mesma. Porque não nasci para apenas suportar os dias. Nasci para habitá-los.
Enquanto travo essa batalha invisível, sigo sobrevivendo um dia de cada vez. E às vezes isso já exige uma coragem imensa. Há dias em que levantar é vitória. Há dias em que continuar respirando já é resistência.
Mas no fundo de mim ainda pulsa algo que não se rendeu. Uma centelha que insiste em querer mais, em querer vida inteira, em querer verdade.
Talvez seja por ela que ainda sigo aqui.
E talvez seja ela que, no tempo certo, me ensine a viver — não só existir.
