Nao Acabou pra Mim
Em exibição: aquela
Exibo-me
Mostro-me
Mostro a mim, não
Mostro ela, bem aquela
Que a mim mesma, desconheço
Pra então, remonto-me
Para encaixar-me em
Encaixar-me a quem?
A quem me coube a veste
Ela, de novo aquela
Que impressiona a tantos
Menos a própria,
Exibo a mim
Negam-me
Exibo a ela
Encaixando-me tão nela
Que assim enxergam-me
E cegam-me
Ou eu mesma cego-me?
Não enxergo,
E o que tenho é o externo
E observo
O quão afasto-me
Do meu “eu” sem ela
Aquela, que roubo-me
E hoje o que vejo,
E quando vejo,
E se vejo,
É o meu eu perdido nela
Não quero essa mudez de condolências
a mim, a ti, ou só à terra
que tu e eu pisamos — e comemos.
Pergunto simplesmente se tu eras,
quem eras, e onde foste
depois que se fizeram quatro horas.
Não quero cumplicidade mas quero respeito
A porta do carro não precisa abrir pra mim
Porque se ele quer que o filho seja um bom sujeito
Joga o machismo fora, abre a mente e faz assim
Às vezes quero saber como anda você
Se vai bem sem mim e tentar entender
Que querer não é poder e se eu pudesse, iria me contradizer
Eu já tentei colocar os meus pés no chão
Me esforcei para achar uma solução
Só que essa solução pode ser bem melhor
Pra mim do que pra você
E será que você ainda pensa um pouco em mim?
Será que só eu que estou sofrendo assim?
Não teve pena do fim e o nosso tempo acabou
E a solidão eu mandei vir
Porque pra mim, não é mais
Pra você, tanto faz
E agora sou eu quem quer voltar atrás
Eu fiz tudo errado e eu sei que doeu
Mas no fim o coração venceu
Folhetos e abraços , palavras e discursos
Isso muda tudo? Não ... isso é pra que?
Não é pra mim nem pra você
Nada disso reconstrói o meu ser
Eu já caí e não consigo levantar
As minhas forças se foram
O que resta é um vazio corpo
Uma noite. Uma única noite. Será que foi só isso? Talvez para você tenha sido, mas para mim não. Ah... pra mim significou muito mais. Aquela taça de vinho, aquela lua cheia (de vida), aquele olhar que sorria, as palavras que voavam... detalhes assim não saem da minha retina. Ficam cravados.
Eu ainda posso sentir o cheiro, a mão na nuca, sua boca na minha, o gosto de álcool e de desejo. Ainda posso sentir o coração pulsando acelerado, os pelos arrepiados e a cabeça perdida em pensamentos. Eu ainda posso sentir você aqui porque a intensidade de uma noite dura muito mais que doze horas. Foram toques que dançaram ao som de sussurros, beijos que gritaram em liberdade, sorrisos genuínos. Ainda que breve, foi real. E não posso acreditar que tenha sido unilateral. Seus olhos me contaram, seu corpo comprovou, as palavras não mentiram e um sorriso se abriu. Confessa, vai, você também sentiu.
Foi um espetáculo. Não, talvez só um ensaio, mas no palco da sorte. Não gosto de falar em sorte, mas não sou capaz de dizer o que aconteceu ali. Sorte, azar, acaso, destino, loucura... É foi uma loucura, mas não foi só uma noite. E ainda que não se repita, não foi só uma noite. Não foi.
Rendição *icarus
Estou jogando a toalha
já não dá mais para mim
tô fora! Joguei fora minha tralha
todo meu interior entrou em motim.
E então corro desesperado
o solo se abala a cada passo largo
meu choro inunda o chão abalado
vou tropeçando em cada soluço amargo
eu te peço perdão
companheiro
mas foi tudo em vão
eu te peço perdão
amor
mas foi só ilusão
eu desisto do meu coração.
Pois meu corpo já foi vendido como escravo
E não existe bem nenhum em mim, apenas o pecado
Mas eu sei que no tocante ao meu interior
Tenho prazer na Sua lei, Tu és o meu amado
Pra mim, não faz sentido alguém
Que tem asas não ter o céu
Inteiro para poder voar
Se tenho asas, eu sei que o céu é o meu lugar
Quanto eu esperei, ansioso, queria te ver
E te falar o que há em mim, já não podia me conter
Me decidi, Senhor, hoje quero rasgar meu viver
E te mostrar meu coração, tudo o que tenho e sou
ENTREGA
Nada há em mim nada que não te pertença
Todo o meu querer
Todo o meu sofrer
Minhas saudades
Minhas verdades
Minhas loucuras
E minha razão!
Amo te como só os loucos amam
Sem pensar
Sem pesar
Sem culpas
Ou desculpas
Num desejo puro
Que não se corrompe
Que se entrega
Com simplicidade
Na carnalidade
E no sentimento.
E é assim que te pertenço
Não forçosamente
Não sem desejar
...sou o que sou
Quem eu sou
Toda a minha essência
Toda a minha carência
Minhas certezas
E ambivalencias ...
Porque não há nada em mim que não te pertença!
...Minha alegria
Minha apatia
Meu eu
E minha poesia!
Elisa Salles
(Direitos autorais reservados)
Eu penso e a pessoa mim pergunta vc namora vc gosta dele se nao pode deixa que eu pego ai eu falo nao pega claro que nao vo fala iso eu falo eu gosto dele entao ja tem dono via procura alquem que serve vc e te banca
Nesta noite
Ficou claro que não pertenço
A nenhum lugar
E que espaço para mim
Não há.
E eu continuo com esperança
Como uma criança.
Quero ter um lugar
Algo para se chamar de lá.
E que tenha alguém lá
Esperando-me voltar.
Mas não há
Isso nunca existirá.
Estou destinado a sozinho ficar
E sobre meu sofrimento nunca falar.
Objetivos
Sempre irei te causar uma boa impressão, te doando o melhor de mim,
Eu não tenho muito a oferecer de um modo geral, mas se você prestar mais atenção não irar se arrepender,
Tudo que eu tenho é sincero e esta reservado para você, sinta a chegada dos meus sentimentos com a sensação de um receptivo abraço amigo na tua vida,
Já me preocupei em desenhar o nosso mundo, também deixei escrito para eu não me esquecer das minhas promessas e dos meus compromissos com o teu enorme coração,
Com você encontrei tantas razões, tantos desejos, quero seguir incontáveis passos ao teu lado,
A cada dia quero dar mais valor a tua sensível companhia, a cada dia eu quero ser o teu melhor presente, todos os dias da minha vida eu quero dividir os meus sorrisos, as minhas lágrimas, quero compartilhar com você as minhas verdades, quero te dar colo, quero te dar amor.
– Não vai querer ouvir isso de mim: temos que amar quem somos. (...) Estou num grupo virtual, chamado “Garotas são perfeitas e não há nada de errado com elas e quem disser o contrário está com medo de seu poder!” (...) Somos ótimas.
– Há algo assim para garotos na puberdade?
– Sim, chamamos de sociedade, seu branquelo privilegiado (...).
