Nao Acabou pra Mim
Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.
Calma menina,
Eu sei que amar doeu,
Mas não desista,
Ainda és apenas uma criança.
Eu bem sei que a vida não é brincadeira,
Mas não era pra ser assim.
Em algum lugar há de estar os que sabem amar,
Por isso prossiga.
Em algum canto reside a reciprocidade,
Em breve pisará um terreno sem minas,
Mas não tem como descobrir sem caminhar.
Caminhe menina,
Eu sei que seus pés doem
E que o horizonte é incerto demais,
Mas tudo pode mudar.
Entendo que as desilusões machucam
Que a ignorância irrite
E que a ingratidão gere frieza,
Mas sem elas,
Palavras de amor seriam apenas palavras.
Não desista menina,
Sei também que as pessoas são rudes
Que os abraços são falsos,
E não existe carinho,
Mas eles estão cegos
E necessitam da sua visão.
O mundo tem sido cruel contigo,
Mas não seja cruel com o mundo.
Sua gentileza é capaz de desarmar o destino.
Mais esperança menina,
A diversão está ali na frente.
És criança e precisa brincar,
A vida é uma celebração
E a festa mal começou.
Oh, meu Deus, é impossível! Eu não posso viver sem a minha vida! Eu não posso viver sem a minha alma!
Todos querem um final feliz, eu só quero a parte do feliz, do final eu não quero nem saber, final é pra quem morreu, e do final a gente só leva oque viveu.
Tenho sido tão verdadeiro, que prefiro não usar ouro, e não ser falso em nada
Tem quem fica a ver navios
E tem quem chega longe de jangada
Não somos anjos nem demônios, somos apenas meros humanos fracos que não são capazes de salvar nem uma criança indefesa.
Não existe nada que possa acabar com a sua dor, mas um dia você encontrará um jeito de viver com ela.
Tô aprendendo a viver sozinho.
Viver na solidão não é tão ruim assim,
pelo menos ela não me machuca, só fica
aqui ao meu lado, ao contrário de pessoas
que só sabem machucar mesmo quando não
estão ao meu lado.
É mau aquele amante popular, que ama o corpo mais que a alma; pois não é ele constante, por amar um objeto que também não é constante.
(Em "O Banquete")
