Nao Acabou pra Mim
"Não grito para o universo existo, só crio a minha grandeza como uma onda."
Cada instante avançamos como disposição da caverna nem todos olham para fogo maravilhados com as sombras pois somos humanos criticos nem tudo copilido no foco da existência pois a fome de evolução mesmo na preguiça dos seres animados.
Por ser o que somos viajamos por nossos universos pessoais ignoramos existência a grandeza do universo que vivemos. Ainda mais não damos conta que podemos contemplar nosso crescimento diante das estrelas.
O mundo não gira ele capota em suas metáforas ate um terra plana acreditam!
Imagina as estrelas serem luzes de abajur de Deus.
O Despertar da Matriz Cósmica
A Terra não era apenas um lar para a humanidade; era uma incubadora.
Enquanto os homens se digladiavam em Mercúrio por causa da gripe de silício, a atmosfera terrestre mudava drasticamente. A poluição industrial, as armas de plasma e a queima de recursos alteraram o campo eletromagnético do planeta. O céu se transformou em uma máquina de tempestades perpétuas. Os relâmpagos, que antes eram fenômenos climáticos comuns, tornaram-se descargas colossais de energia estática — o gatilho perfeito, esperado há milênios.
Esses relâmpagos agiam como um cordão umbilical elétrico conectado diretamente à Lua. O satélite da Terra, na verdade, era oco: um gigantesco ninho adormecido de dinossauros de energia. Os filhotes dessas criaturas titânicas, que dormiam no núcleo lunar profundo desde a aurora dos tempos, começaram a se agitar, absorvendo os pulsos elétricos enviados pelas tempestades da Terra.
Mas o verdadeiro estopim para a expansão desse bio-universo estava escondido sob a areia do nosso próprio planeta.
Dentro das antigas pirâmides do Egito e das Américas, nanopartículas ancestrais e adormecidas foram expostas à nova atmosfera alterada pelo homem. Como engrenagens de uma tecnologia biológica esquecida, essas nanopartículas despertaram, emitindo uma frequência que rasgou o tecido da realidade subatômica. Elas abriram os portões para o nível mais profundo do ecossistema cósmico: o reino da matéria escura.
Das fendas geradas pelas pirâmides, surgiram os Besouros-Peixes, criaturas híbridas e biomecânicas que nadavam pelo espaço como se o vácuo fosse um oceano denso. Eles não precisavam de sol, plasma ou radiação. Eles se alimentavam exclusivamente de matéria escura, devorando a massa invisível que mantém as galáxias unidas.
A cadeia alimentar do universo havia chegado ao seu ápice assustador:
Na Terra, as pirâmides liberavam as nanopartículas e os Besouros-Peixes limpavam a matéria escura.
A atmosfera terrestre carregada disparava relâmpagos para chocar os Dinossauros de Energia dentro da Lua.
No espaço profundo, os Navegantes dos Ventos Solares faziam seu balé radioativo, servindo de banquete para as Baleias Planetárias.
E na estática invisível de tudo isso, as Gaivotas Transdimensionais observavam.
A humanidade achava que estava mudando o clima do planeta por acidente. Na verdade, eles estavam apenas girando a chave para o despertar do verdadeiro bio-universo. Os deuses de energia e os titãs de matéria escura estavam famintos, e a Lua estava prestes a quebrar como uma casca de ovo.
Êxodo para o Desconhecido
O Sistema Solar já não pertencia mais à lógica dos homens ou dos deuses caídos. Tornara-se um santuário selvagem, um novo mundo biológico onde os dinossauros de energia rompiam a casca da Lua, os besouros-peixes pastavam na matéria escura e os vermes policéfalos governavam os céus de Saturno. O universo antigo havia morrido para dar lugar a uma ecologia cósmica indomável.
Para os últimos remanescentes da raça humana, a única chance de sobrevivência não estava em lutar, mas em fugir.
Subindo aos céus a partir das ruínas desertas de Nova Atacama, os sobreviventes embarcaram nas colossais naves arcas deixadas pelos invasores alienígenas extintos. Utilizando a engenharia reversa daquela tecnologia biomecânica, os engenheiros humanos ligaram os motores de dobra hiperdimensional das naves e traçaram uma rota desesperada.
Pelas janelas de quartzo das embarcações, a humanidade olhou para trás uma última vez.
Eles viram o Sol ser cercado pelo balé radioativo dos navegantes dos ventos solares. Viram as sombras massivas das Baleias Planetárias emergirem dos asteroides, abrindo fendas no tecido da realidade ao redor da estrela para retornar ao seu lar primordial, o Objeto 13 Atlas.
Seguindo o rastro gravitacional dessas mesmas baleias, as naves humanas mergulharam na fenda transdimensional. O chiado ensurdecedor nos radiotelescópios — o bater de asas das gaivotas invisíveis — cessou abruptamente. O silêncio finalmente reinou.
Atrás, ficava um Sistema Solar transformado em uma selva de energia viva, silício e plasma. À frente, cruzando o portal cósmico, a humanidade avançava em direção a um universo completamente novo, intocado e vazio, carregando nas costas o peso de ser a última herança do carbono no infinito.
Dentro do déjà vu, a expressão caótica. Pois o que somos diante do que sou? Não sei. Apenas sou no reflexo, transmutação do eu.
Na pragmática, o eu se difere do eufemismo. Eu sou espelho — sem suavizações. Tento sorrir, mas os olhos não me compreendem como eu.
Todo ato da necessidade de um início pois sem ação não se tem reação.
Na resiliência da ação.
Neste fato Feedback da alienação apenas é desculpa para continuar a musica do rebola.
Mosaico do Tempo e a Ilusão da Causa
O erro do paradoxo temporal pode não ser um erro de fato, mas um caminho não intrusivo. Afinal, a coexistência simultânea parece impossível até mesmo no microcosmo — a menos que consideremos a possibilidade da entropia existir dentro da própria visão. O que significa existir em um universo etéreo, onde a luz replica a si mesma? Na coexistência entre a sombra e o "eu", há uma aparente igualdade que logo se desfaz, pois é a luz que coordena e dita essa existência. O ser existe porque o caleidoscópio é parte intrínseca da visão cubista.
Compreender os mistérios exige olhar para dentro deles, e não apenas especular. Buscamos a solução de tudo na equação e no equilíbrio do todo para o todo; mas, quando nos deparamos com o caos e com aquilo que não conseguimos explicar, criamos fantasias e medos, transformando a dúvida em crônicas de mito e misticismo. O tempo necessário para a compreensão ainda faz parte da Caverna de Platão: um olhar moldado pelo medo e pela desconfiança. No entanto, ao olharmos para os céus como grandes edificações, o tempo passa e aquilo que tanto nos intrigava torna-se irrelevante. O jogo terminou.
Diante da fusão do pensamento, a realidade torna-se um mosaico temporal, um passado congelado pela força da emoção. O estado analógico fez o pássaro voar dentro de uma condição assimilada pela teoria do espelho: a existência do mundo macro depende do observador, e a mutabilidade da causalidade temporal transforma-se na bebida dos deuses. A existência emerge pelo simples e puro fato de existir.
Contudo, quando os adereços da causalidade são reunidos no estopim de um evento, a causa se torna o ponto mais fascinante: todos os desfechos convergem para ela, independentemente do que façamos. Mas o que acontece quando essa interação ganha novas sombras e novos observadores? Terá a história o mesmo final? Guardará ela a mesma propriedade na profundidade das probabilidades?
A construção de uma nova realidade é ambígua. Na arquitetura de um megacubo espacial — um cubo desdobrado no espaço-tempo —, o som finalmente seria compreendido através da distorção da gravidade. Haveria uma defasagem da história no próprio ato de sua escrita, uma nova proposta de criação vinda de um mundo de sombras.
O som viaja pelo espaço, mesmo quando este se mostra vazio e translúcido. É quando a gravidade o toca que invocamos novos acordes ou o silêncio absoluto; a atração o torna inerte, transformando-o na imagem de um passado guardado em nossas lembranças. O cubismo fragmenta essa imagem. O som pode ser distorcido, e o próprio movimento da gravidade pode ser modificado pela força do simples querer, pela pura manifestação da vontade. É quando a lei da relatividade, enfim, transcende a própria causalidade.
Por Celso Roberto Nadilo
Pensamentos
"Diante do pensamento, vivemos a discriminação.
Não podemos expressar o que somos, apenas olhares vazios.
Pois ainda somos escravos da constituição.
Somos livres, e somos a cultura que criou esse país, sem amarras da ignorância e do relativismo do imperialismo."
Manifesto: A Gaiola Coletiva
O futebol não é a nossa cultura; nossa cultura é a estrutura, a crença e a raça da nossa gente que, com o próprio suor, levantou esta nação. Uma nação que não foi construída pelos senhores escravagistas, mas sim apesar deles.
Hoje, somos governados por democratas da alienação. Promovem a futilidade e a ganância, alimentando a luxúria de um espírito podre — para aqueles que acreditam em alma, pois para o sistema, ela nunca existiu. O velho "pão e circo" continua de pé. No jardim da nossa sociedade, a flor é devorada pelos ratos da extrema-direita democrática. Mas há um preço: todas as flores precisam de espinhos para proteger e expor a sua beleza.
Somos obrigados a engolir a corrupção e o negacionismo. Na transição do ser político e analítico para o ser inerte, fomos engolidos pela alienação social e religiosa que viralizou. Junto com ela, viralizaram o racismo, a intolerância espiritual e a indiferença. Sob esse teto, a pobreza tornou-se sinônimo de ignorância e de escassez política.
Somos uma rica mistura de raças e credos, mas os governantes ainda nos enxergam como meros objetos de manobra. Criam-se políticos de estimação e cargos previsíveis. Candidatos corruptos desfilam impunes, esfregando na nossa cara as provas do roubo. Mesmo assim, a alienação vence, porque a mente da massa está presa em uma gaiola coletiva.
O senso da razão ainda sobrevive, resistindo bravamente em meio a deepfakes e fake news. No entanto, dividimos o espaço com aqueles que lutam para viver na utopia de uma "Matrix". Somos peças de um jogo político focado nas riquezas do povo, onde a vida é sofrida e onde lutamos diariamente pelo direito de existir em um mundo onde tudo — absolutamente tudo — tem preço.
O que testemunhamos parece o interior.
Mas, ainda não aprendermos nos compreender. Diante o espelho ainda, vemos nuvens massivas no exato que momento morreu.
Veneno do ar
O frio que faz em São Paulo não é um frio úmido e macio; é um frio matinal, quase rarefeito, que dá a sensação de ser ainda mais gelado. A poluição aumenta a tensão desse inverno cortante. Diferente do frio do sul do país — que, embora mais acentuado, tem um ar menos pesado e menos agressivo —, aqui o gelo dói nos ossos.
Às vezes sinto que a Era do Gelo está mais perto, mas provocada por esse choque extremo entre a temperatura, a poluição e o calor. O frio só faz exaltar o tempo que nos fascina.
O desejo humano tenta transformar o deserto em floresta artificial, mas os nossos sonhos ainda são gelados. No sentido mais profundo, vemos aglomerados urbanos que viraram neblina. O Sol aparece, às vezes parecendo mais opaco e distante, pois as nuvens de fumaça sufocam a alma.
Entre a dúvidas as almas são rebatadas ou são parte do sistema que observam seus atos ate não conseguimos contemplar o proprio caos.
Temporal
Se viajamos no limite do espaço e do tempo relativos, a diferença em casa já não existiria. Talvez as crianças — que outrora estudavam a origem da vida e os frutos da alienação — seriam agora apenas pontos ancorados na sua própria mente. Uma mente que se manteria em uma forma constante, pois o coma o reteve exatamente ali: no último e eterno instante de consciência.
— Por Celso Roberto Nadilo
"O estado não analógico do fluxo temporal, apenas envolto no voo da pipa no céu, relembra os olhos abertos nas nuvens carregadas ou em céus sem nuvens de ar seco. Em uma flor estática, a luz compila o ar de uma atmosfera desgastada; nas fronteiras de cada camada, revela-se o arco do frio rarefeito.
O vento ganha desenho e paira sobre as camadas da atmosfera. Através do ar e do passar das horas, sofremos a alienação dos estados do tempo, que flui pelas heranças de um dia inflamado."
— Celso Roberto Nadilo
"O GRANDE MÉRITO DO HOMEM NÃO É CHEGAR AO PÓDIO, MÁS O SOFRIMENTO, A LUTA CONSTANTE PARA CHEGAR AO PÓDIO" Ademar de Borba
Ser por ser
Ate ser
Ser ou não ser porquê não ser...
O que sou diante meu ser sou o ser então...
Entenda melhor o ser dentro do seu ser.
E sera seu ser comprendo o ser...
Contemple seu ser magnífico ser...
Porque aparecer o não sou se ainda sou...
Porque clamar se ainda vou ser o sou...
Para que vou ouvi se ainda sou
So seu desequilíbrio eu vejo a realidade da ignorância... se expõe a virtude a tristeza não é clara...
A dobra espacial não serve apenas para encurtar distâncias no espaço; ela serve para esticar o tempo de existência da humanidade, permitindo que a gente evolua até o nosso potencial máximo.
Somos que somos diante do inevitável abismo ainda somos humanos
