Nao Abra seu Coracao
Não quero te provar
absolutamente nada,
E para você também
desejo o mesmo,
Apenas quero você
com a alma lavada
e o humor leve
nesta caminhada.
Não é a primeira vez
que digo que não
estou em guerra contigo,
E tenho certeza que é
também o seu desejo
de manter comigo este ritmo,
tanto eu quanto você
queremos escapar vivos.
Habitar no paraíso afetivo
é o compromisso efetivo
que possamos viver
afetivamente instruídos
sem disputar por poder,
porque merecemos viver.
Apenas cultivar como
framboesas-silvestres
àquilo que dizem ser utópico,
e que para nós é poder
em plenitude viver
o nosso romantismo bem acordado,
livre e sem nenhuma queda de braço.
Não creio em oráculos,
mas algo me diz
que estamos próximos
de nos encontrar,
da tua presença fazer
com que eu respire o aroma,
beijando os teus olhos
de Capinuribas-verdes,
deixando que as tuas mãos
envolvam pacientes
e carinhosas a cintura
levando toda a razão
para um nível diferente,
para que o amor e a paixão
se consagrem finalmente.
Adaptabilidade e transição
tecnológica são necessárias,
Embora não superem andar
contigo de mãos dadas ao ar livre
para que o amor não nos evite.
Colher Capinuribas-amareladas,
ouvir a cantoria dos pássaros
e mostrar as ideias românticas
nunca serão por nada superadas;
porque somos pessoas atlânticas.
Quero sair com você pelo mundo
afora e inspirar o mais profundo
para que outras almas se sintam
a ter orgulho do amor e inspiradas.
Que digam que incansavelmente
toda a poesia não deu em nada,
que a glória de ter seja eternizada.
Não é vergonha ser pobre,
e vigora como dizem por aí:
"- Vergonha mesmo
na vida é só ter dinheiro...",
Vergonha é não reconhecer
que fica feio juntar duas
vezes a letra r por obediência
acadêmica à Nova Ortografia,
sem ter a consciência de estar
destruindo a beleza da palavra.
Não tem muito tempo tempo
que alguém achou que iria reinar
na ofensa desferida ao outro,
só pelo fato dele ser pobre.
Em queda livre pediu socorro
quando foi confrontado
com educação e cultura,
e depois disso vestido
pela falta de berço
e moral paladina de subsolo,
ironizou que o interlocutor
deveria ser salvo da loucura,
achando que iria afetar com êxito,
e recebeu a seguinte resposta:
- Não preciso de salvação, eu sou poeta.
Canta o Aracuã
na hora que ele quer,
Tendo o teu amor,
nada mais vou querer
a não ser viver ou viver.
O preço para ser mulher
fatal de salto agulha,
é algo que admito que
não consigo sustentar,
Nem mesmo as que assumem
este papel - lá no fundo -
nunca conseguiram,
e nem conseguirão se realizar.
A maîtresse oportuna sempre
que oportuna conhece o espaço
para o seu papel mostrar,
Como a poesia que sou, lembre,
que a minha vocação é feita,
- para durar, e continuar;
Porque corre nas minhas veias
a essência das mulheres eternas.
Destas mulheres que reconhecem
o seu apoio para colher a Gueroba,
que contam com a sua força
para colher quando chegar
no tempo certo o palmito,
Não precisam nem pedir
o seu senso de preservação,
porque tu sabe que é preciso;
e te retribuir com uma boa
mesa posta com todo o carinho.
Nunca fui de frases prontas,
e nem de iniciativas tontas,
não será agora que irei mudar,
sei bem o que sempre buscar;
Gírias e clichês chiques não
irão me pôr na tua mão,
não me coloco jamais em vão,
por isso fico aqui no meu lugar.
O meu vocabulário só pode ser
lido e relido, sem aura nos olhos,
Quem sabe pode vir no futuro
pelos teus olhos a ser decifrado
quando o sonho for realizado.
Colocar coleira não é do meu
feitio apenas busco um bom amor
que seja feito verão sem domínio;
Porque o amor só é mesmo bonito
quando o endereço é a liberdade
de colocá-lo adorador do que é
natural como a flor do Maracujá,
que desabrocha no tempo certo,
despreocupada do que passa lá fora.
Admito sem contorcionismo
que sei o meu lugar de fala,
que na minha idade tenho história,
e não tenho o florescer em primícia;
Transbordo sem a flor retórica,
enraizada e resistente a qualquer
estação com encanto e entusiasmo,
arfagem, pulsação e cheia de orvalho.
Por ti milimetricamente provocado,
intencionalmente tenhocada pingo
espargido para deixá-lo vulnerável,
e cheio de razão todo derramado.
Há tempos tudo tem sido calculado
em nome daquilo que pode ser
incorporado, comemorado e desfrutado
talvez por toda nossa existência.
Tudo ao redor faz o coração
renovado sentindo sem temor,
sem tremor, todo suplicante,
e convictamente insaciável:
da tua existência inteira capaz
de fazer da minha uma obra-prima,
tal como a colheita do Licuri intima.
No final, o que realmente importa,
é estar sob rendição da tua turgidez,
para depois com gratidão repousar
serena contigo em total languidez,
satisfeitos, orgulhosos e entregues
plenos como deuses na vida terrena.
Todos os caminhos
que não foram escritos,
Serão coincididos
com Versos Intimistas,
que trarão os teus
lábios para encontrar
de uma vez por todas
com os meus lábios,
Para morar de vez
nos meus espaços.
Sob a benção do lindo
e frutífero Butiazeiro
poético, sublime e infinito,
Serei eu o teu amor
sereno e derradeiro,
pelo qual o coração
se dará pelo meu inteiro.
Não é apenas só um desejo,
não é um sonho passageiro,
é um propósito - um cortejo,
de manter o mel da sedução
vivo no coração e nos lábios.
Não nutro a expectativa de ter
alguém só por ter ao meu lado,
escrevo poemas para atrair
um coração forte e preparado,
para viver a grandeza do que
é simples - amar e ser amado.
O lúbrico, o libidinoso, o lascivo,
o sensual e o carnal envolvidos
com o que é dos nossos espíritos,
não podem jamais vir a nos faltar,
por isso é preciso com afeto cultivar.
O encantamento e o envolvimento
se não for por nós bem acordado,
isolados viram apenas enfeites,
sem o proteger e o bem cuidar,
podem nos afastar dos deleites
até de um raro Umari compartilhar.
Não importa mesmo
se for Tucumã-do-Pará
ou Tucumã-do-Amazonas,
Só sei que Tucumã,
assim como beijos de amor,
em hipótese nenhuma,
jamais podem faltar,
Para nos teus lábios
com doçura grudar
sem nunca cansar de beijar.
Os meus Versos Intimistas
a cada leitura têm a mesma
gostosura do Tucumã,
E eu não sou diferente
porque quanto mais você
se afasta dentro o amor
a cada dia segue crescente
- poético e imparavelmente.
Os meus Versos Intimistas
têm aroma e sabor de Pajurá,
Não se onde você está,
amoroso comigo por dentro
continua sempre a me levar,
porque nunca deixou de me amar.
Tudo em mim te venera
com o Mapuche-Huilliche
Da tua mão - não solto
mesmo que resista ou evite
Como Diucón com Chilco
que foi libertada do gelo
O espírito é de recomeço
amar não tem nenhum preço
(O Ano Novo virá com apreço)
O entranhável que habita
no final é o que enraíza,
E não aquilo que se aprecia
por vir do mundo exterior.
É a boa colheita do açaí
da Palmeira Juçara,
a ingênua herança latina
que nasceu disputada -
mesmo sem ser notar.
O lume emanado do amor,
os vezos em chamas -
de entrega e romance,
a querença além do instante.
A lírica trovadoresca e a corte,
o Sul do meu Sul até o Norte,
Ter nascido aqui e descobrir-te:
é nascer com muita sorte,
e por nós inteira nos dedicar.
Está para nascer a batalha cultural
que desconstrua e vença,
Só de receber o seu sorriso é
o meu melhor Poemário Nacional.
Não há quem convença e prenda,
te querer sempre mais só aumenta
a pertença mesmo que alguns digam
que querer viver assim é só lenda.
Não quero que concorde
comigo sem antes aprender
a pensar por si próprio,
sem antes de saber quem
é a Aguia-careca, o Quetzal e o Condor,
sem antes de você saber
que você é filho do Gavião-real,
sem antes de você saber
quais são os territórios ultramarinos
no Hemisfério Ocidental,
sem antes de saber qual é
o cerne da Doutrina Monroe,
sem antes de saber quem
mais rasgou o Direito Internacional,
sem antes de relembrar
que avisei que o Deus da Guerra
poderia dançar dentro
da América do Sul,
sem antes de saber que a situação
é fluída e pode vir se espalhar,
sem antes de relembrar,
que não era preciso esperar
uma guerra para aprender
a amar de verdade a nossa terra,
não antes de saber que não
sou grande coisa na vida - apenas poeta.
Do batuque do Terno de Reis
da Praça da Ponte -
Não apagou da memória,
nas minhas veias correm
o mesmo sangue do Pau-Brasil,
e de mim não há quem
apague a minha história,
Ao meu povo pertence
a condução do destino e a glória.
Onde a luz não penetra
encontrar a sua fome
como Murtilla sem pressa
no extremo Sul romântico
com delícia total atrevida
inteiramente se devora
de aurora em aurora.
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