Nao Abra seu Coracao
A vida não avisa,
ela vem de punho fechado,
não pede licença,
não mede o estrago.
Ela bate até faltar ar,
espanca sonhos no chão,
te ensina na marra
o peso da própria mão.
Ou você se ergue sangrando,
com a dor virando chão firme,
ou aprende a revidar
sem perder aquilo que te define.
Porque sobreviver não é sorte,
é decisão tomada no caos:
levantar mesmo tremendo
e transformar cicatriz em voz.
A vida não vai te poupar,
mas pode te forjar.
Ela só respeita quem cai
e escolhe, mesmo ferido, lutar.
Nós imperfeitos, encontro perfeito
Não cheguei inteiro, confesso,
trouxe rachaduras antigas no peito,
silêncios que aprenderam a gritar sozinhos e um coração que já apanhou tentando amar.
Você também não veio ilesa, mas quando nossos cacos se tocaram,
não cortaram — se reconheceram.
Foi no tropeço que o destino sorriu,
porque não foi perfeição que nos uniu, foi a coragem de permanecer mesmo frágeis.
Entre erros, aprendemos o ritmo do outro, e no desalinho dos dias descobrimos que o encaixe mora
justamente onde falta um pedaço.
Te amar não apagou meus abismos,
mas me ensinou a atravessá-los com luz.
Te amar não curou tudo,
mas deu sentido às dores que ficaram.
Porque quando você fica,
até o caos aprende a descansar
e o medo perde a voz.
Talvez amar seja isso:
não gostar apenas do que é bonito,
mas escolher o que é real, todos os dias, mesmo quando dói.
Dizem que nem tudo que gosta é amor, não acha?
Beijo que Não Devia
Havia silêncio entre nós,
Mas de repente, algo escapou.
Um beijo roubado, inesperado,
Que não queria acontecer…
e aconteceu.
Teu gosto ficou marcado,
Mesmo sabendo que era errado,
Mesmo sabendo que era impossível,
Ainda assim, não pude resistir.
No instante em que nos tocamos,
O mundo inteiro desapareceu.
Só restou o que sentimos,
Só restou nós,
mesmo que proibidos.
Não sei se foi loucura ou desejo,
Mas sei que cada vez que
penso em ti,
obeijo vem de volta,
inteiro e urgente,
como se pedisse pra
nunca ser esquecido.
Eu sigo vivendo
Todo mundo diz que já passou,
Que esse amor não era pra ser.
Mas eu ainda acordo pensando em você,
Tentando entender onde foi que eu errei.
Me pedem pra superar, mas não sabem como dói,
Tem ferida aberta que o tempo não fecha.
Eu sigo vivendo, mas você ainda é nós,
Superar você tá mais difícil do que parece.
Não foi falta de vontade, nem falta de tentar,
Foi excesso de sentimento sem lugar pra ficar.
Ficou saudade demais pra pouco final,
E um amor inteiro sem poder amar.
Me pedem pra superar, mas meu peito não vai,
Tem lembrança que insiste em ficar.
Eu tô indo, eu sei…
mas dói demais,
Porque superar você não é só deixar passar.
Quero viver o extraordinário
ao lado de uma mulher
que não tenha medo da palavra seriedade.
Não por falta de leveza,
mas porque já entendeu que
Pamar de verdade é escolher ficar.
Quero alguém que veja meu silêncio
e não tente consertá-lo, apenas caminhe comigo.
Que toque minhas cicatrizes com respeito, sabendo que cada uma delas é prova de que eu senti fundo.
Não busco um amor perfeito,
busco um amor inteiro.
Daqueles que crescem na conversa tardia, no cuidado simples,
no “fica” que não precisa ser dito.
Porque o extraordinário não está no excesso, mas na constância de dois corações maduros.
E se for pra amar, que seja assim:
sem jogos, sem medo, sem fuga
— sério, intenso e verdadeiro.
Quando um homem que nunca foi valorizado encontra uma mulher que nunca foi amada como merecia, não é acaso — é reconhecimento. É o encontro de duas dores que aprenderam a sobreviver em silêncio, carregando no peito histórias que poucos souberam ouvir.
Eles não chegam inteiros, chegam verdadeiros. Trazem cicatrizes visíveis na alma, o coração cauteloso, mas ainda capaz de sentir. Não fingem perfeição, oferecem honestidade e a coragem de tentar outra vez.
Já tocaram o fundo sozinhos e aprenderam a se reerguer sem aplausos. Por isso, quando se encontram, não exigem promessas vazias — oferecem presença, cuidado e a escolha diária de permanecer.
O amor que nasce ali não é frágil. É feito de respeito, parceria e consciência. Não grita, não implora, não machuca. Como um verdadeiro time, sabem que com esse amor não se brinca.
Meu presente é simples
Não te entrego ouro
Nem promessas vazias,
te dou meu tempo,
meu cuidado, meus dias.
Dou-te o silêncio que escuta
teu falar e o abraço que insiste em te amparar.
Meu presente é simples,
mas é inteiro:
um coração sincero, verdadeiro.
Lateja intenso, infinito, feito prece,
cada vez que teu nome aparece.
Te dou meus sonhos para dividir,
meus medos para juntos
enfrentar e seguir.
Dou-te amor sem prazo,
sem medida, daqueles que escolhemficar pela vida.
E se um dia o mundo pesar demais,
lembra: em mim sempre haverá paz.
Porque o maior presente que posso te dar é amar você…
e sempre te amar.
Eu te amo no tempo que não cobra, no passo calmo de quem cuida.
Um amor que não invade, aprende a permanecer.
Não te quero por medo do vazio, mas pela alegria de te ver livre. É afeto que não aperta,
é presença que respira contigo.
Se um dia teu sentir encontrar o meu, que seja por vontade, não por urgência. Se não for, sigo inteiro, porque amar também é saber soltar.
E quando o mundo cansar teu peito, que em mim exista silêncio e abrigo. Eu fico — não por posse ou promessa, mas porque te amar é onde sou verdadeiro.
Guardo tua voz como trilha sonora antiga, dessas que ainda emocionam,
mas não combinam com o agora.
Não há raiva aqui, só um carinho maduro, que entende que ficar também pode ser ir embora.
Então este é o último episódio
de “nós”, sem promessas,
sem reprise, sem volta.
Aperto o stop com lágrimas
calmas e verdadeiras,
e sigo — levando amor,
mas escolhendo paz.
E hoje entendo:
despedida nenhuma
apaga o que foi real.
Se não houve adeus, foi porque ainda há laço, um fio invisível
que me liga a você,
onde o amor continua…
mesmo em silêncio.
Não foi o inimigo que me quebrou,
foi quem jurou ficar.
As feridas que carrego
não vieram da guerra,
vieram do amor usado como faca,
de palavras que entraram sorrindo
e saíram rasgando.
Meu coração
não tem cicatrizes de ódio,
tem cortes de afeto mal usado,
tem marcas de quem entrou como abrigo e saiu deixando escuridão.
Aprendi tarde:
algumas pessoas não matam o corpo, matam a luz.
E essa morte
não deixa sangue…
deixa ausência.
O que sustenta um relacionamento
O que sustenta um relacionamento
não é só o amor que chega bonito,
é a escolha diária de ficar
quando seria mais fácil partir.
É o respeito que segura a palavra,
o silêncio que não vira desprezo,
é saber ouvir a dor do outro
sem transformar amor em disputa.
Sustenta-se no cuidado dos gestos simples, no “estou aqui” dito sem alarde, na paciência que entende o tempo e na lealdade quando ninguém vê.
Porque amar é fácil quando tudo floresce, difícil é regar quando o chão está seco, e só permanece quem entende que amor se constrói…
não se promete.
Se não fosse ex
Se não fosse ex,
seria ainda atual, seria mensagem debom-dia sem medo,
seria o costume bonito de te ter por perto como quem nunca aprendeu a dizer adeus.
Se não fosse ex,
Teu nome ainda moraria
no lado mais calmo do meu peito,
onde o tempo passa devagar
e o amor não precisa se explicar.
Se não fosse ex,
Seríamos presente, não lembrança que dói e aquece ao mesmo tempo, seríamos planos simples, risos soltos, uma vida acontecendo
Sem pressa.
Se não fosse ex,
talvez eu ainda fosse casa,
e você, vontade de ficar.
Sob o capuz da noite, teu olhar me encontra, tenso como a corda do arco antes do destino.
Não miras apenas o alvo distante
— miras o que em mim
ainda não sabe fugir.
Teus dedos firmes seguram o silêncio, e a flecha, hesitante, aprende o caminho do desejo.
Entre guerra e sombra,
teu peito bate como quem
ama sem pedir permissão.
És guardião do que não se diz,
herói de um amor que caminha
às escondidas.
E se um dia tua flecha me atingir,
que seja no ponto exato onde
mora o “fica”.
Porque mesmo em meio à luta,
teu gesto revela:
há corações que só se rendem
a quem sabe mirar com cuidado.
Vencer com o Bem
Não carrego a vingança nas mãos,
nem afio o ódio no silêncio do peito.
Entrego a Deus o peso da justiça,
porque há batalhas que não são do meu jeito.
Quando a dor pede resposta em grito, aprendo a responder com oração.
A ira que o mundo quer que eu abrace eu deixo escorrer pelas mãos da redenção.
Se o inimigo vem faminto de amor,
é pão que ofereço, não desprezo.
Se chega sedento de paz,
é água viva que derramo sem medo.
Pois sei:
o bem que nasce do perdão
arde mais forte que qualquer punição.
São brasas que queimam a consciência, não para destruir,
mas para trazer reflexão.
Não me deixo vencer pelo mal que machuca, nem pela sombra que tenta ficar.
Eu venço quando escolho a bondade,
quando deixo Deus julgar.
Porque a justiça não falha em Suas mãos, e o amor sempre vence no final.
Quem caminha com o bem no coração nunca perde
— mesmo ferido pelo mal.
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