Namoro
Eu estava diante das dunas,
Surgiu por detrás de mim,
Uma aparição morena,
Por detrás das minhas costas,
Um homem belo,
Tatuado e bem malhado,
Do jeito que toda mulher gosta,
Senti-me por um instante indefesa,
Eu me comportei como a sua presa,
Mas o olhar dele não era para mim.
Ele pegou um toco de madeira,
Sem me mexer, fiquei aguardando,
Ele se dirigiu para a beira da praia,
Dono de uma beleza que me roubou
O ar e me fez ficar desconcertada,
Imaginei a cadência de cada ‘estocada´,
O tempo parou para me ver deliciada,
Mas isso não vem ao caso...,
Ele com a fúria ensandecida de Netuno,
Desferiu golpes certeiros na cabeça da coitada,
O sangue se misturou com as areias,
Um casal de jovens ficou admirado,
Todos estavam convictos que esse era o certo,
E esclarecidos que havia de ter sido feita a escolha,
A vida entrou em jogo, já que ela estava em desequilíbrio...
Cena que muitos ali pararam para se questionar,
- a vida e o limiar
A Natureza ou a soberania da Humanidade,
O vento e o sopro da existência,
A preservação da vida e a conveniência,
- a ótica multipolar
Todas encerradas ali,
E desaparecidas na areia,
Ele desapareceu como areia,
- com o ritmo da ampulheta
Assim escreveu-se essa história:
o homem, a areia e a serpente;
E o mar como a maior testemunha.
Menino lindo....menino esse de olhar sereno e traços marcantes que transparece na alma.
Menino encantador que sorri do nada e acalma a tempestade por onde passa
Menino...Homem! Homem esse de abraços fortes e beijos calientes, fogo que queima, fogo que arde, paixão sem limites
marcando eternamente um ser.
Houve um tempo em que eu achei
Um momento que não duvidei,
Que era um sentimento real.
Foi lindo enquanto pensei
Mágico enquanto imaginei,
Que havia chances pra mim.
Me entreguei
Achando que era recíproco,
Mas quando descobri que não...
Já era tarde demais, eu estava apaixonado.
"Ainda que eu caminhe no vale das trevas.
Será o próprio mal que irá me temer
Mil se corrompem a minha direita
Dez mil definham a minha esquerda
Mas eu serei venerado...
Não existem leis, nem limites sobre os sentimentos. Podemos nos amar tanto e tão intensamente quanto desejamos.
o fato é que, quando dois covardes se encontram
e se amam
o mundo chora
deus chora
por ter que enxergar
de perto
o emaranhado da paixão se desfazer
até virar pó.
não coexistiremos jamais.
Fica em meu abraço, na minha vida, deixa eu fazer cafuné em seus apliques que aliás, só adornam mais sua beleza, se Da Vinci estivesse vivo eu diria, só lamento meu caro, mas se enganou, e te esconderia pikennah pra ele não te roubar de mim.
Eu acredito apaixonadamente que não aumentamos nossa criatividade, a diminuímos. Ou melhor, somos educados a abandoná-la.
DIVAGAÇÕES
Divagando em minha teia de pensamentos
Enquanto tecia memórias
Quis saber qual palavra mais causa tormentos
Morte, dor, desprezo, escória...
Entre tantas mazelas
Lá estava ela
QUASE
Quase é a palavra
Palavra que mais maltrata
Quase passou no concurso
Quase chegou a tempo
Quase conseguiu o aumento
Um quase beijo
Quase amor
Quase se libertou
Quase foi escolhida
Quase ganhou a corrida
Quase, é a mais doída
Quase, jamais gera vida
Quase, é a palavra daquele que não alcançou
De quem não ficou e nem chegou
De quem se perdeu no caminho
Ainda em minha divagação, pensei
A água quase quente não serve pro café
Ah!! Uma vida sem café não dá...
Nem tem discussão. Né?!
EU QUERIA SABER
Quanto tempo o tempo leva
Pra água esculpir a pedra
O tolo parar de bancar o juiz
Perceber que ser aprendiz é melhor
Quanto tempo o tempo leva
Pra eu descobrir quem sou
Se sou uma ou se sou várias
Se a dor é minha ou do poema
Quanto tempo o tempo leva
Pra engavetar uma teimosa paixão
A violenta saudade domar
Uma ferida virar cicatriz
A ausência parar de doer
Leva, Tempo?
Leva!
ANTAGÔNICA
Anoitece lá fora
Enquanto eu amanheço
É inverno do outro lado da porta
O sol me aquece por dentro
No verão deixo que caiam minhas folhas
No inverno floresço
Na primavera aqueço
Desabrocho em qualquer ocasião
Já não obedeço estação
Não me adequei aos padrões
Sermões se tornaram vazios
Se desejam calor
Eu faço frio.
TEMPO
Às vezes tão lento
Quando tudo que queremos é que se vá
Leve as dores
Apresse as tempestades
Fica ele ali tal qual relógio com o ponteiro quebrado
Ora passa rápido
Como os números no cronômetro
Mal pode ser visto
Quando se percebe
O menino cresceu
A rosa murchou
Perdeu-se o trem
Nem foi dado o adeus
Tempo
Se passas lento como as borboletas
Ou ágil como os Colibris
Já não importa
Desisti de entender em qual asas vêm
Me ensine a voar contigo.
Ela! minha estrela, viva e bela,
Que ameiga meu sofrer, minha aflição;
Que transmuda meu pranto em mago riso.
Que da terra me eleva ao paraíso...
Seu nome!... Oh! meus lábios não dirão!
Eu sei que vou te amar em todas essas vidas
E sempre que precisar eu vou estar aqui
Seja em um dia ruim ou numa noite fria
Eu quero você pra sempre pertinho de mim
Para ela era um troféu, por isso tinha a maior dificuldade em abrir mão. Para ela perder estava fora de questão, por isso lutava com todas as forças para conseguir o tão sonhado troféu. Esse é o problema dos grandes competitivos, NÃO SABEM PERDER, não se contentam com a derrota querem o prêmio, o tão sonhado troféu a qualquer custo... Até fazerem uma terrível pergunta VALE A PENA ESSE TROFÉU? Ou é só feitiche, obstinação e teimosia? É talvez é teimosia mesmo não vale tanto assim, nessa busca desenfreada só tem perdido, não é vergonhoso perder competidora desde que tenha lutado arduamente, jogado limpo, tem troféus que não são necessários, desista não é feio, feio mesmo é continuar insistindo ou só tem havido derrotas, pendure a chuteira, calce outros sapatos e vários em busca de tesouros. Lute só enquanto pode. Esqueça o troféu não vale tanto assim
Deixa eu tentar provar pro seu coração
Que é pro seu bem, pra sua satisfação
A vida é curta pra dizer sempre não
Vem cá, te ajudo a perder a razão
