Namoro
SONETO PLENO
Amando, soando o coração, mão nervosa
Suspira. A emoção sai da poesia, excitada
E toma-lhe, a palpitar, a prosa apaixonada
Em uma inspiração com estrofe carinhosa
Tenta a ideia romântica: verseja com rosa
Inspira. E a rima, assim, do amor é retirada
Com afeto em que o desejo brota do nada
Seduzindo a trova numa louvação gloriosa
Pega o pensamento, doma a ode em cena
De satisfação, liberta as palavras apertadas
Na solidão, e as busca da sensação secreta
E, assim, tão profundo, no delírio do poeta
Em gritos de triunfo, e clausulas douradas
Ao pé do mundo, confessa a sua obra plena...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/03/2020, 06’36”- Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Onde podemos amar por extenso?
há um nada de concreto
nestas eloquências passadas e futuras
um pequeno quê na verdade com que amo
nesse local certo em que existes
no tempo em que estamos
como se nunca houvesse outra forma de estar
outra forma de existir e aí juntos apenas fossemos
a verdade com que somos…
amar não é apenas dádiva ou gesto,
tão pouco chega a ser palavra
amar é uma forma de existência terrena
uma forma de perpetuação da correspondência
uma forma de divindade do corpo…
onde podemos amar por extenso?
não sei, não me preocupa a definição
talvez seja céu, Olimpo, paraíso
ou esse azul-brilhante dos dias
ou no negro perfurado pelas estrelas
não sei onde, mas sei que essa extensividade,
esse amor por definir, apenas faz sentido a dois…
apenas faz sentido ali, enquanto damos existência,
enquanto nos damos…
Alberto Cuddel
26/02/2020
16:03
In: Nova poesia de um poeta velho
Me perco, e me acho...
Teus olhos me abraçam e o macio da sua pele me aquece, teus cabelos perfumam o ar, e teu sorriso ilumina o meu.
Tem dias que fujo de ti, e outros que queria fugir... Mas não dá.
Tudo isso acontece ao mesmo tempo em que mantenho minha boca fechada, e daí em diante começo a falar com os olhos, eles amam seu rosto e todo o resto, ele te suplicam em silêncio, que seus olhos cruzem os meus, pra ficarmos assim, dois bobos desconsertados e de voz falha.
Isso sei eu que tu sabes bem.
A gente se soltou, mas não foi porque caímos na rotina, ou porque esfriamos, muito pelo contrário, a gente ardia em chamas.
Nós éramos fogo, brasa, paixão, ardor.Éramos bagunça e confusão.Era barulho, era tesão!
Éramos carnaval fora de época, em qualquer época do ano.
Vivíamos como nunca, vivíamos pra sempre, e não éramos mais um clichê.
Você e eu, quase uma poesia, talvez barroca, dessas que transmite muito bem a nossa dualidade.
Divididos entre o certo e o errado, o pecado e o correto, o amor e o ódio, divididos entre eu e você!
Era exatamente assim, esse alarde de vida, essa intensidade na paixão,
Altos goles de orgulho,vários vinhos do bom!
Me apaixonar foi como cair
rápido, forte, assustador, de tirar o fôlego.
Sem rodeios, foi certeiro,
só lembrei da dor quando alcancei o chão.
Pensei apenas nas sensações,
aquelas que senti durante a queda
libertação, emoção, raiva, excitação
todo o turbilhão de sentimentos
cegaram-me até o momento
que finalmente senti a colisão.
Quando caí não senti medo
nem rancor, nem mesmo mágoa.
Não consegui sentir mais nada,
apenas a falta de algo que perdi
algo que foi maltratado
e usado como decoração
aquele mísero objeto,
que se chamava coração.
Depois, foi apenas escuridão
agonia que marcava o dia,
tristeza que embalava a noite,
e as horas como inimigas.
Mas o destino traiçoeiro
o mesmo que levou-me ao inferno,
fez-me deixar o chão e abrir os olhos
para a imensidão do céu
e o infinito das estrelas
E a dor ficou minúscula.
Eu cai tantas vezes depois
por razões e ilusões diferentes,
até perceber que a errada era eu,
e não os motivos falhos.
Cair era sempre o mesmo
rápido, forte, assustador, e de tirar o fôlego
até eu parar de me jogar
e apreciar a vista.
Não caí por mais ninguém
se alguém realmente me quisesse,
que voasse até mim!
E assim foi até a pessoa certa chegar
aquela na qual eu não quis pular,
e sim dividir as nuvens.
Então, amar não foi como cair
o coração foi curado, não retalhado
os dias não foram mais agonia,
nem as noites vazias e frias…
Não perdi mais nada,
só adicionei.
O amor trouxe todos os tipos de beleza
todas as que estavam ocultas
pelos olhos da tristeza,
e mesmo dias de tormenta nos fazem perceber
que viver é uma oportunidade única
e devemos apreciar as pequenas coisas,
aquelas que podem consertar a alma
quando você não caí,
e sim voa.
Eu pensava em todas as coisas ruins q aconteceram entre a gente..
Esquecendo tudo de maravilhoso q vivemos. Momentos únicos.
Momentos q eu faria qualquer coisa para reviver.
Hoje vi outra foto sua, e me apaixonei mais ainda. Porque a cada vez que eu te vejo eu me apaixono mais e mais.
Você ainda vive em meus pensamentos. É incrível a forma como você me machucou e a forma como você me domina, por mais que eu não queira, você é o primeiro pensamento que me vem a cabeça.
Quem consegue o que quer? Parece que não acontece com muitos de nós, se é que acontece. São sempre duas pessoas que se chocam cegamente, encenando idéias e sonhos antigos e entendimentos equivocados.
o desejado
A aspiração, o querer a vontade,
pele branca quase transparente
é leve, talvez, ainda não pude toca-lo.
os sulcos
há os sulcos de sua pele branca, quase transparente
adoramos e idealizamos o desejo.
e o que dizer do desejado ?
Seria o cheiro que acalma e o abraço que conforta
o típico desejo daqueles que parece fulgaz
mas tem a capacidade de ser bem eficiente quando falado
quando fala, sim quando fala !
há algo que arrepia,
som de voz rouca, agradavel, gostosa.
são 3 da manha e esse é o motivo
é silenciosa e tão gritante ao mesmo tempo.
Os sulcos da pele
Os pelos, sinto levantar
isso é arrepiar.
esse típico desejado tem a capacidade de fazer,
com que haja desejo no tal desejado.
O AMADOR (soneto)
Ser-se amante é ser-se abundante
(- ou mais do que generoso talvez)
É doar-se em lealdade tão gigante
E pôr-se ao total dispor na validez
É olhar com um afeto importante
Ciente de ser mais que uma vez
Ao qual cada beijo é sussurrante
E o amor, então, cheio de vividez
É saber que o ardor nos consome
A sede, do querer, saciada no bem
Rir, cantar, e ter o escolhido nome
É acertar no que não nos faz refém
Que nos detém! e ter do outro fome
Porque a gente ama, e quer ir além...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
24/03/2020, 14’01” - Cerrado goiano
Se os dias pudessem, serem vividos novamente, a palavra valor perderia o seu sentido, faça os próximos dias serem os melhores, que o amor pode proporcionar.
