Nada na Vida é do Jeito que Queremos
DECEPÇÕES
Não sei porque acontece desse jeito
Sempre que gosto de corpo e alma
Quando declaro meu amor com respeito
Logo surgem decepcoes e trauma
E me jogam sem vida no meu leito.
Não tenho mais vontade nem coragem
Para enfrentar uma nova estrada
Vou abandonar este meu coração
Numa esquina onde não exista nada
Não sentir o abandono nem traição .
Tô cansado desta sina do destino
Toda vez que me entrego de verdade
Sinto como um abandonado menino
Que sangra com tamanha maldade
E no fim como o badalar de um sino
Caio no balaio onde me rasgo de saudade !
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA
CORAÇÃO QUE CHORA!
A lua me disse para não sofrer
Pois temia que desse jeito Eu dela pudesse esquecer
Depois, cheia de encantos me seduziu
Levando-me a caminhos tão claros e belos
A lua falou baixinho nos meus ouvidos
Que não ligasse que por vezes não pudesse vê-la
Ela estava sondando novos espaços
Para ressurgir cada vez com um novo brilho
Ela me falou, que por ironia
Em certos instantes se mostrava minguante
Como a desejar esconder-se em partes
Para que eu assim encontrasse nela
Mistérios e não pecaminosos segredos
A lua fez meu rosto pratear sua beleza
E pude sentir seu intenso desejo
Com o meu espírito em chamas
A lua falou de todo seu amor por mim
E eu falei pra lua de todo meu amor por ela.
João Batista Barbosa
Ainda não inventaram um jeito certo
de sorrir nos momentos de tristeza
Também não é fácil espantar a vontade
de estar perto, quando a gente gosta
Mas que a vida as insiste em pôr distante
Um dia a gente entende que o melhor
É tentar e tentar e tentar ...
tentar até aprender ...a deixar ir
Pois aquele que quiser permanecer
Ainda que distante , tem saudade no peito
E dá um jeito de mandar aviso
a pedir pra não ser esquecida
Pois não existe um jeito
de viver a vida sem sorrir tristeza
Mas viver de tristeza é arremedo de vida
Pois felicidade é coisa sempre dividida
Ser triste em segredo a gente não precisa
Apenas viver é preciso.
Edson Ricardo Paiva.
Eu sinto a tua presença
Aqui, bem pertinho de mim
E penso também assim
de um jeito que você mesma
Poderia deixar-se ficar
Abismada
Sem explicação, nem nada
Por pensar que nem você pensa
Quando sozinha
Escuridão à meia-luz
Um denso silêncio
Entristece as madrugadas
Mesmo assim
Eu sei que ri
Sabendo-se também aqui
Pois esta minha imensa vontade
Me traz a sua presença
e põe aqui, pertinho de mim
E não me sinto mais, tão sozinho
E é muito doce
Essa presença
que meu pensamento trouxe
Enquanto isso...compromisso
Em olhar os ponteiros lentos
Contar momentos
e devorar cada hora que separa
A mim mesmo dessa alegria
Há tanto tempo adiada
de simplesmente olhar
e saber o quanto é bom
e respirar o mesmo ar
na escuridão da madrugada
Te olhando e olhando
e mais nada
Edson Ricardo Paiva
Eu te amo de um jeito que vai além de qualquer imperfeição. Aos meus olhos, tudo em você é especial, e é exatamente quem você é que faz você ser perfeito para mim.
Os teus defeitos têm um jeito estranho de me atrair ainda mais. São eles que te tornam inesquecível, que despertam em mim uma vontade constante de te descobrir por inteiro. Cada imperfeição tua encontra espaço nas minhas, como se nossos corpos e nossas almas soubessem exatamente onde se encaixar. Gosto de quem tu és, sem máscaras, sem tentares ser perfeito. Porque é na tua essência, no teu jeito único e até nas tuas falhas, que encontro o desejo mais intenso: o de permanecer ao teu lado, sentir o teu abraço e me perder no teu olhar, como se o mundo deixasse de existir quando estamos juntos.
Eu só quero um jeito de controlar esse desejo que sinto por você. Mas, quanto mais eu tento, mais vontade eu tenho de estar perto, de sentir seu toque e me perder em você.
Você tem um jeito de me provocar que mexe com cada pensamento meu. Um simples olhar seu já é suficiente para despertar em mim uma vontade enorme de estar perto, sentir seu abraço e me perder no calor da sua presença. Você desperta o meu lado mais intenso, mais atrevido e faz meu coração acelerar de um jeito que ninguém mais consegue. Quanto mais penso em você, mais cresce a vontade de viver tudo o que existe entre nós.
As pessoas podem até amar seu jeito de falar, mas é pelo seu jeito de escutar que elas vão amar falar com você.
Não há jeito mais medonho de perder Tempo do que passar Tempo longe do Dono do Tempo.
Há os que erroneamente acreditam que o Tempo só se perde nas distrações, nos atrasos, nos desvios da vida…
Mas, na verdade, não há forma mais sombria de desperdiçá-lo do que tentar vivê-lo longe Daquele que o sustenta.
Distante Daquele que até dele é Senhor.
Tempo sem sentido é aquele que tentamos carregar sozinhos — como quem tenta segurar água nas mãos.
Esse é o Tempo que inevitavelmente escorre, some e evapora.
Estar longe do Dono do Tempo é caminhar com pressa, mas sem destino; é preencher os dias, mas não a alma; é envelhecer por fora sem amadurecer por dentro.
Quando nos afastamos da Fonte, até os minutos pesam.
Mas quando nos reaproximamos, até o silêncio floresce.
O Tempo ganha outra textura quando lembramos que não somos seu dono, apenas passageiros.
E que sentido maior existe do que entregar essa travessia a quem conhece todos os portos?
No fim, o maior desperdício não é o Tempo perdido — é a vida não vivida na presença de quem a criou.
É ali, e apenas ali, que os dias se encaixam, que as horas respiram e que o Tempo, enfim, encontra propósito.
Tempo bom é aquele vivido nos braços de seu Dono!
Só há um jeito dos políticos-influencers manterem os aluguéis das cabeças dos seus asseclas em dia: criando conteúdos ruidosos.
Não se trata de informar, mas de ocupar espaço — preencher cada fresta de silêncio com indignação fabricada, cada intervalo de dúvida com certezas prontas para consumo.
O barulho não é um efeito colateral; é o próprio produto.
Nesse mercado de atenção, a lucidez é muito pouco rentável.
O que engaja é o exagero, o recorte enviesado, a simplificação que transforma complexidade em torcida organizada.
Quanto mais estridente o discurso, menos espaço sobra para reflexão — e é justamente nesse esvaziamento que o controle se fortalece.
Na Economia da Atenção, quem grita não precisa explicar; quem repete, não precisa pensar.
Há também um pacto implícito: o seguidor recebe pertencimento e direção, enquanto entrega autonomia e senso crítico.
É um aluguel confortável, quase imperceptível, pago em parcelas de compartilhamentos, curtidas e indignações automáticas.
E, como todo contrato mal lido, cobra seu preço quando já é tarde demais.
Romper esse ciclo exige algo raro: disposição para o desconforto do silêncio, para a pausa antes da reação, para o exame das próprias convicções.
Porque, no fim, o antídoto para o ruído não é um contra-ruído mais alto — é a coragem de pensar sem trilha sonora.
Talvez parar de insistir possa parecer o jeito mais covarde de desistir do outro… Mas é muito difícil tentar ajudar quem já alugou a própria cabeça.
Há um limite muito silencioso entre o cuidado e a invasão.
Entre estender a mão e tentar conduzir a vida de alguém quase à força.
Nem toda recusa é ingratidão — às vezes, é apenas alguém defendendo o território interno que decidiu não compartilhar.
E, por mais que doa assistir de fora, o direito de não aceitar ajuda também é uma forma de autonomia, ainda que muito mal exercida.
Insistir pode nascer do amor, mas também pode escorregar para o orgulho disfarçado de virtude.
A ideia de que sabemos o que é melhor para o outro, de que nossa lucidez deveria ser suficiente para despertá-lo, revela mais sobre nossa necessidade de controle do que sobre a real disposição de cuidar.
Há pessoas que não querem ser salvas — não ainda, talvez nunca.
E isso nos confronta com uma impotência que poucos sabem suportar.
Por outro lado, recuar não precisa ser abandono.
Há uma diferença profunda entre desistir de alguém e respeitar o tempo dele.
Nem todo afastamento é covardia; às vezes, é maturidade.
É entender que certas batalhas não nos pertencem, que certas consciências só despertam quando deixam de ser empurradas.
E é aí que a oração — ou qualquer forma de intenção sincera — encontra seu lugar mais honesto.
Porque, diferente da insistência, ela não invade.
Não exige.
Nem constrange.
Apenas oferece, em silêncio, aquilo que não nos é mais permitido entregar em presença.
Orar por alguém é, talvez, a última forma de cuidado que não fere a liberdade.
No fim, amar também é saber parar.
Não por falta de sentimento, mas exatamente por respeito a ele.
Porque há momentos em que a maior prova de consideração não é permanecer tentando, mas permitir que o outro, mesmo perdido, seja o único responsável por se encontrar.
O bem mais precioso está contido no nosso jeito de viver e enxergar as coisas, nunca viva para ser comum, viva para ser feliz!
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