Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
O homem é um doente perambulando pela vida desde que nasce, como se fosse um ébrio- de vez em quando vai ao médico, assustado com algum sintoma, que sendo escondido pelos remédios se acalma.
É como se pela primeira vez, aquela bendita frase “nasceram um para o outro” fizesse algum sentido.
Somos assim…
Estamos ligados por algo mais forte que palavras ou gestos.
São defeitos que se combinam, qualidades que ficam melhores juntas e manias distintas que se compensam.
Somos tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais!
Tudo bem se temos a mesma preferência por suco de laranja, se gostamos de chocolate amargo ou se adoramos camiseta básica branca…mas daí a desejarmos estar no mesmo lugar, daqui há alguns anos, já é sintonia!
Não acredito em atração de opostos, dispostos ou superpostos…acredito é no olhar que prende, na química que atrai, no toque paralisante, no beijo que queima e no efeito tsunami que nos envolve na cama.
Pensar um no outro é normal, mas pegar o telefone ao mesmo tempo para confessar isso… é mérito nosso.
Se saber de cor e não ser nada previsível, é o nosso melhor diferencial.
Não somos o clichê das almas gêmeas ou complementares…somos mais que simples combinações.
Somos mistura, envolvimento…por vezes dissolvemos e em outras…renascemos.
Somos fortes sem perder a fragilidade que nos torna dependentes um do outro.
Somos contraditórios pois queremos a independência que nos deixe respirar.
Rimos e choramos com a mesma doçura.
Sabemos como lidar com a paixão e como aproveitá-la de todas as formas.
Não temos dúvida… temos pressa!
Pressa em ser feliz e calma em aproveitar a felicidade.
Somos alpha e ômega, yin e yang, direito e avesso, bons e profanos…somos híbridos e únicos.
Somos tanto, tudo…
E tão somente… conectados pelo mais simples, complexo e completo dos sentimentos que é o amor!
A relação entre o botão e a explosão.
Certa vez, um operário de uma empresa foi pago para apertar um botão para uma máquina sempre funcionar. Ele, sem saber, fazia seu trabalho impecavelmente, pois precisava do dinheiro para sustentar sua família. O patrão escolheu o funcionário, pois saberia que ele faria o trabalho. A máquina em questão era uma máquina que auxiliava na montagem de bombas nucleares, as quais seriam usadas para uma guerra que estava próxima. Quando a guerra começou, o funcionário foi parabenizado pela excelência de seu trabalho. E descobriu para que servira tal botão. As bombas dizimaram cidades inteiras, e o funcionário, sentindo remorsos, conseguiu um outro emprego. Pagaria menos, mas não queria sangue nas mãos.
A lógica toda é simples, cada ação ruim, sem dúvidas começa com uma simples e boa atitude que, após o tempo, pode ser interpretada como ruim. Apertar um botão matará milhões a longo prazo. Como um "eu te amo" pode se tornar ódio a longo prazo da mesma maneira.
Alguma vez você já se deparou com um pensamento, um sentimento, uma maneira de olhar as coisas... algo que você tinha pensado ser exclusivo para você e então, lá está, escrito por alguém, uma pessoa que você não conhece, mas, que mexe com algo profundo dentro de você... como se uma mão tivesse alcançado seu coração e o acariciado???
E ai em um momento de reencontro torto, você olha e vê o seu passado mais uma vez a sua frente, querendo ser o seu futuro . Dai você caminha mais um pouco e deixa ele onde deveria ficar , naturalmente. E sabe aquela frase que a gente ta acostumado a ouvir dessas pessoas que gostam de sair arrumando tudo ? “TUDO EM SEU DEVIDO LUGAR” e blá blá blá, Então , ela começa a fazer sentido quando você deixa o que é do passado passar.
Talvez seja um erro enxergar os outros com o coração... Uma vez que isto, quase sempre, leva a decepção!
A busca
Outra vez aquela sensação... É como um filme desinteressante que você não aguenta mais assistir e decidi parar, mas em meu caso não posso. Não posso parar de assistir minha vida, por mais que a edite em minhas memórias, assisto-a na íntegra.
Essa falta de sentido que me cansa, esse roteiro tão desgarrado... frágil.
A solidez do concreto que me cerca não me deixa duvidar, estou aqui. Essas paredes, por mais que eu acredite, não me protegem e sim, escondem.
Tento de forma débil me defender, mas quem pode fazê-lo? Quem tem a força precisa para reverter essa atmosfera?
Assisto-a, minha breve vida. Todas estas pequenas conquistas do dia à dia juntas estão aquém de tua exigência. Não posso ofertar o que não tenho como conseguir, então sigo apenas olhando.
Ainda que eu tente, não consigo pensar em algo que seja suficientemente grande para equilibrar essa balança, estou em desvantagem. Busco na Arte, mas me sinto um pouco doente para criar. Uma obra assim realizada seria um fruto bucolico. Não! Não irei sucumbir e prostituir meus ideais! Se me queres cansada, assim fico...
Olho o horizonte, escondido ao fundo dessa cinzenta paisagem; sobre os telhados avisto um pássaro, que aparentemente está só, aparentemente está longe e aparentemente está ferido.
Mas...
Talvez esse pássaro esteja apenas voando em busca de algo que desconhece...
E recomeço um novo capítulo em nossa história, desta vez com tinteiro de ouro. Para que incertezas não abalem o final, desta agora amizade.
O Bom Combate
Certa vez, um poeta disse que nenhum homem era uma ilha. Para combater o Bom Combate, precisamos de ajuda. Precisamos de amigos, e quando os amigos não estão por perto, temos que transformar a solidão em nossa principal arma. Tudo que nos cerca precisa nos ajudar a dar os passos que precisamos em direção ao nosso objetivo. Tudo tem que ser uma manifestação pessoal de nossa vontade de vencer o Bom Combate.
Sem isto, sem perceber que precisamos de todos e de tudo, seremos guerreiros arrogantes. E nossa arrogância nos derrotará no final, porque vamos estar de tal modo seguros de nós mesmos que não vamos perceber as armadilhas do campo de batalha.
Além das forças físicas que nos cercam e nos ajudam, existem basicamente duas forças espirituais ao nosso lado: um anjo e um demônio. O anjo nos protege sempre, e isto é um dom divino – não é necessário invocá-lo. A face do seu anjo está sempre visível quando você vê o mundo com os olhos belos.
" Novamente desenhou um coração entre as fumaças na parede do box, mas dessa vez apertando o dedo com força e colocando todo o sofrimento, o ciúme, a raiva. Olhou aquela figura em que toscamente acreditava, rabiscou até sumir e quis bater, esmurrar, como se isso fosse diminuir o amor que sentia até caber em uma caixa que desse pra esconder atrás das prateleiras do quarto."
Meu encontro com você
Desde quando pela primeira vez te vi
Meu coração bateu forte...
Um calafrio no corpo inteiro senti
Você olhou para mim, eu olhei para você
E naquele relance encontrei
O maior amor que podia ter
Abri meu coração para você não sei por quê
Acho que o grande desejo que senti em lhe ter
Naquele seu jeito de sempre me acarinhar
Você me conquistou após eu sempre lhe rejeitar
Por isso nunca vou de você abnegar
Você retirou de mim uma grande abiose
Agora sempre vou querer amor eterno com você!
05/ 01/ 2010
A formiguinha diferente
Era uma vez uma formiga.
Ela nascera em um dos milhares de ninhos de formigas que existem por aí.
Quando era pequena, ficava admirada com as outras formigas, que iam e vinham, rapidamente, trazendo alimentos e mais alimentos para o ninho.
Sentia que gostaria de fazer isso o mais breve possível. Portanto, enquanto ainda não podia trabalhar e sair pelo mundo, ela estudava maneiras de otimizar o trabalho, de conservar os alimentos, de se comunicar com as outras formigas e de ajuda-las. Ao invés de brincar, ela sentia que deveria estudar. E se preparar.
Ao mesmo tempo, seu coração se enchia de piedade por aqueles que, por alguns motivos, não conseguiam simplesmente trabalhar ou desempenhar alguma função. Algumas formigas tinham medo de sair, outras tinham alguma pequena deficiência, outras tinham algumas histórias para contar do porque simplesmente não podiam ajudar. E ela as ouvia, com empatia e generosidade.
Finalmente, chegou o dia em que ela iria poder sair e vivenciar o que era tudo isso. Estava ansiosa. Foi observando como os outros faziam, com cuidado, para não falhar. E começou a sua jornada. Às vezes, ela achava um pedaço de alimento mais interessante. Mas, ao invés de pegá-lo para si, mostrava para outra formiga e entregava para ela, que saia feliz e contente e agradecida. Às vezes, ela deixava o que estava fazendo para ajudar alguma companheira, e acaba voltando sem nada, mas com o sentimento de que fez uma boa ação durante o seu dia.
Às vezes, encontrava em seu caminho alguma formiga imprudente, que por isso mesmo comia todo o alimento que havia coletado, ou, por estar distraída o dia todo, estava devendo vários dias de produção. Então, ela, compadecida, lhe dava do seu estoque de alimento, e também cumpria jornada extra para repor o que a formiga imprudente tinha perdido.
Às vezes, alguma formiga estressada, reclamava para ela do trabalho, ou da vida, e ela, generosa, se oferecia para carregar o alimento da outra formiga, e acabou que, quase sempre, estava fazendo isso.
E ainda haviam formigas no ninho, aquelas que ela tinha cuidadosamente escutado, e entendido, levando no coração todas essas histórias. Por isso mesmo, ao sair para sua jornada, sabia que deveria fazer tudo por ela e também por aquelas que, por “n” motivos, não conseguiam ajudar. E elas acabaram contando com isso, sempre.
Mas a verdade era que, a formiga sempre tentava fazer o seu melhor. Apesar disso, o chefe das formigas estava sempre bravo e descontente com seu comportamento. Mas, dentro dela, embora buscasse a aprovação do chefe e de todos, ela sabia que contribuía não só com a produção, mas com as suas boas ações para com os demais. Isso era o que mais importava.
Acontece que, certo dia, a formiga se sentiu estranhamente cansada. Para sua tristeza, ela se sentia adoecida e não sabia por que. Avistou, de longe, uma amiga que ela havia ajudado, e que encontrara um alimento melhor naquele dia. Pediu se poderia ficar com ele, para poder se alimentar bem e talvez, recuperar as suas forças, mas a amiga, estranhamente, disse que havia visto primeiro. E ela entendeu. Era justo.
Então, foi caminhando e encontrou algumas formigas que ela havia ajudado, todas ocupadas levando suas coisas. E ela perguntou se poderiam ajuda-la, carregando um pouco para ela também, pois aquele dia ela não conseguiria. E ouviu vários nãos das formigas ocupadas com suas próprias responsabilidades e necessidades.
Então, encontrou a formiga imprudente, que estava forte e bem alimentada. Pediu se naquele dia, ela poderia dividir com ela algum alimento e se poderia, até que ela se recuperasse, substituí-la. Mas a formiga achou que se a ajudasse agora, ela poderia ficar mal acostumada.
Finalmente, voltou para casa sem nada, e um pouco triste. Foi procurar as formigas que ficavam no ninho e que ela auxiliava, para desabafar um pouco. Mas as formigas estavam zangadas com ela, porque não estava mais ajudando e colaborando, já que sabia que elas precisavam e não podiam, por suas razões, fazer o trabalho.
E se sentiu sozinha e sem nada. Perguntou-se o que vinha fazendo da vida, além de levar muitos pesos nas costas e, no fim das contas, não ter feito nada por si mesma.
Passou dias depressiva, solitária, pensativa. Ninguém entendia o que estava acontecendo com a formiga, mas também não se importavam. Achavam que ela estava, talvez, dramatizando a vida demais. A maioria, na verdade, nem a notava. Dentro dela, ela só pedia para Deus devolver as suas forças, para que ela pudesse continuar fazendo tudo da maneira que vinha fazendo, e para não perturbar ou atrapalhar ninguém à sua volta. Mas Deus parecia não escutá-la.
Foi então que, em meio a tudo isso, e esta dor que estava sentindo, que ela percebeu certas coisas da vida. Ela viu que as outras formigas sobreviveram bem sem ela, e continuaram suas vidas, independentemente de sua ajuda ou existência. À duras penas, ela enxergou que ajudar alguém não significa que o contrário será verdade. Ela percebeu que o chefe das formigas nunca reconheceria nada do que ela fazia, porque seus olhos eram diferentes do dela. Ele nem ao menos enxergava, porque um chefe só enxerga aquilo que quer. E ela percebeu que cumprir a função de outras formigas não as ajudavam, apenas as impediam de cumprir seu papel ou de colher os próprios resultados. E que ela não tinha o poder de mudar a vida de ninguém, e finalmente, de salvar ninguém.
Porque, na verdade, ela deveria salvar a si mesma. Agora se sentia livre daqueles pesos desnecessários. Portanto, percebeu que ela tinha estudado bastante, que este era o seu diferencial, mas que nem utilizava seu conhecimento. Ela nem ao menos se conhecia. Percebeu que, produzir para os outros em prol de produzir para si mesma, não a tornava uma heroína, pelo contrário, a tornava, na verdade, improdutiva.
E, agora, com toda essa consciência adquirida, ela aprendera o turno certo da vida. Se tornou diferente, apesar de sua essência ser a mesma. Descobriu que ajudar não significa ter que se prejudicar. Descobriu que amigo é diferente de colega ou conveniência. Descobriu que, em meios às dificuldades, se ela não pensar em si, ninguém irá pensar. Descobriu que não precisa se responsabilizar pelos resultados de ninguém, a não ser pelos seus próprios. Descobriu que ter alguém para contar nos momentos ruins é muito, muito raro, quase um milagre. Descobriu que não tem que se culpar por não agradar a todo mundo. Mas que valia a pena estar próximo de quem realmente gostava dela, do jeito que era, e que a valorizava, mesmo quando ela não tinha nada para dar.
Hoje em dia, a formiga está em busca de seu próprio caminho. Desistiu de carregar um ninho, que nem mesmo era seu. Abandonou as pessoas que ela tanto amava, mas que não era recíproco. Aprendeu que um ambiente hostil pode ser trocado por um ambiente saudável. Mas aprendeu que, mais importante que ser amada, é amar-se. Mais importante que ajudar, é ajudar-se. Mas importante que agradar, é agradar-se. Mas importante que ser respeitada, é respeitar-se. E mais importante que ser valorizada, é valorizar-se.
Ah, e percebeu que Deus sempre esteve com ela, durante todo o tempo. E que, na verdade, não mudou a situação da formiguinha quando ela pedira, porque estava usando a situação para mudar a formiguinha. E fazê-la crescer.
Um dia, a formiga conta o resto da história.
Até a próxima!
Quando te vi pela primeira vez
Já sabia que era um furacão
Que passa e leva tudo pela frente
Leva
A tristeza
A solidão
A falta de carinho
Você é o que se diz
Tudo de bom
Traz alegria para os dias
E contagia o ser
Você é o que eu quero
Para o resto da vida
Porque é a luz que ilumina
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