Na Boca em vez de um Beijo um Chiclete de Menta
o amor que me fez mudar de altura
não foi súbito.
ele não chegou me virando do avesso.
foi um desvio pequeno, quase distração.
e, quando percebi,
meus pés já não tocavam mais
o mesmo chão.
era amor.
mas não desses que pedem manual.
era amor
como uma outra densidade do ar.
como se respirar perto dele fosse
um idioma secreto entre pulmões
que não mentem.
antes dele, eu vivia no nível do necessário.
sabia pagar contas emocionais,
fazer pactos de sobrevivência,
entregar o corpo
com a alma em modo avião.
mas ele…
me leu como quem abre um livro
com as mãos limpas.
sem pressa.
sem medo de encontrar
o que não entende.
ele não me prometeu nada.
mas me entregava presença
como quem escreve no escuro
e ainda assim acerta a grafia
do meu nome.
com ele, os rituais mudaram.
não era mais sobre manter.
era sobre descobrir
como o toque pode ser pausa
e o silêncio, construção.
então, deixei o básico.
não por orgulho,
mas porque ele me lembrou
que aceitar pouco
é uma forma lenta de se retirar da vida.
e eu queria estar inteira.
quando ele chegava,
o tempo esquecia da obrigação
de andar em linha reta.
ficávamos ali:
não fazendo planos,
mas modificando o que o mundo
parecia ser.
em vez de “estamos juntos?”,
era “o que estamos inventando hoje
pra sermos mais reais?”.
ele me fazia rir de coisas
que eu ainda não tinha perdoado.
me fazia dizer “fica”
sem precisar perder nada pra isso.
não era conto de fadas.
era conto de carne.
onde a pele reconhece antes da palavra,
e a palavra vem limpa.
com ele, aprendi a não fugir
quando tudo parecia bom.
aprendi que o conforto verdadeiro não anestesia...
expande.
com ele, o mundo parava de pedir explicação
e começava a fazer sentido
só por ser habitado a dois.
ele não era meu lar.
mas me ensinou a morar em mim
sem medo de abrir as janelas.
e quando me perguntam se foi amor,
não sei dizer.
mas sei que desde ele,
nada que me oferece o básico
consegue ficar.
Juliana Umbelino
o amor que me tirou da categoria de sobrevivente
aconteceu sem anúncio.
um gesto despretensioso
e, de repente, eu estava rindo.
rindo de verdade!
sem o dente de trás doendo,
sem a pressa de acabar logo.
e eu que já tinha ensaiado tantas fugas,
fiquei.
não por esperança.
era por vergonha de não saber
como recusar um afeto
que não me pedia nada.
ele não me fez voar.
mas, pela primeira vez,
meus joelhos não tremiam por medo.
com ele, eu parei de ser
uma mulher que espera.
e comecei a ser uma mulher que respira.
em voz alta.
com respiração feia mesmo.
daquelas que ninguém edita
pra caber num story.
ele olhava pra mim como quem diz:
“é, você tem partes ruins.
que bom.”
e eu fui abrindo gavetas que nem lembrava ter.
fui pendurando as armaduras.
fui perdendo o medo
de ser tocada
sem que isso significasse
contrato ou colapso.
tudo nele era verdade que não doía.
e, por isso, doía um pouco.
porque eu aprendi a desconfiar
de qualquer lugar onde meu nome
não viesse com grito.
com ele, o amor não era destino,
era desvio.
uma linha torta
onde eu quis morar um tempo
sem precisar arrumar as malas.
e foi ali, entre um gesto idiota
e um silêncio sincero,
que eu entendi:
não era sobre me completar.
era sobre parar de me mutilar pra caber nos amores anteriores.
ele me quis inteira,
mesmo com os ossos fora do lugar.
e isso, pra mim,
foi o suficiente
pra nunca mais aceitar o suficiente.
Juliana Umbelino
[sem título]
manhãs sem plateia também contam.
há um intervalo entre acordar e obedecer
onde ainda não se é função,
nem imagem,
nem ideia mastigada de beleza.
apenas corpo e respiração.
o que vem depois disso
é o que sustenta.
não o que produziu, entregou, agradou.
mas o que silenciou
o impulso de se esconder
no que já deu certo.
há dias em que o silêncio fede.
há dias em que a sombra
pesa mais que o vestido.
há dias em que nada encaixa.
e ainda assim, não se grita.
não se implode.
não se performa dor.
apenas se insiste.
não por heroísmo.
mas por uma espécie de pacto secreto com o próprio eixo.
o mundo não aplaude
quem não cede ao papel.
mas existe um tipo de vitória
que não sobe em palco:
aquela que acontece
quando o salto aperta
e, em vez de sorrir pra foto,
opta-se por tirar o sapato.
ninguém repara,
mas é ali que mora a liberdade.
no não contar.
no não provar.
no gesto pequeno de sair do personagem
sem pedir desculpa à narrativa.
não é sobre força.
é sobre não fingir mais leveza
onde se carrega concreto.
é sobre sentar-se reta na cadeira
sem torcer o corpo pra parecer menor.
é sobre encarar o espelho
e não ver projeto, nem fracasso,
só estrutura.
quando isso acontece,
quando já não se quer ser preferida, escolhida, notada
quando já não se mede valor pelo reflexo
quando não se escreve mais
pra ser entendida
mas pra não adoecer..
então sim:
há paz.
não como prêmio.
como consequência.
Juliana Umbelino
A dor de um homem possa ser o que o defina se souber suporta-la em em silêncio ele não sucunbira ao caos e se manterá integro em seu interior,não deixando que notem sua dor.
Carrego dentro de mim um silêncio pesado, como se cada pensamento fosse um campo minado prestes a explodir. não confio na calmaria, porque aprendi que ela sempre esconde tempestades. meus sentimentos não são simples ,eles lutam entre si como feras enjauladas, famintas por respostas que não existem. há dias em que pareço inteiro, mas por dentro sou feito de cacos cuidadosamente colados para não desabar. tento manter o olhar firme, mesmo quando minha alma treme. O mundo me vê em pé, mas ninguém nota o peso que equilibro nos ombros. não busco mais paz, só tento não ser engolido pelo caos que ainda vive dentro de mim.
O ESPÍRITO POBRE
Quanta gente cretina espalhada pelo mundo, a
Internet é um meio extenso, para infinitas possibilidades, demonstrar frustrações diminuindo
uns e outros, como se isso fosse abrandar o que
se passa dentro de seres tăo rasos, tão medíocres...
não vai.. poucos săo os que usam os meios de
informações, conexões... para adquirir conhecimento, é tão nojento ver gente assim, não vou
dizer que tenho dó dessas pobres criaturas, não
mesmo! Optaram pela mediocridade, não sẵo
felizes, não são evoluidas mental e espiritualmente, não buscam nada de proveitoso, são almas
podres, que se não soubermos desviar, podemos
sim, sermos contaminados pela vida rasa e sem
propósito que não seja envenenar as pessoas que
têm o desprazer de cruzar com seres tăo baixos
e vazios de coisas grandiosas... azar o deles,
dificilmente conhecerão a leveza da gentileza, do
riso solto e do estar bem consigo, da desnecessidade em tentar machucar para se imaginar superior.
Rossana Mesquita
A traição amorosa não é só um defeito de carácter, uma pilantragem, uma sacanagem!
Ela é também uma brecha no relacionamento que encontrou uma oportunidade.
Oque algumas mulheres precisam entender é que, para um homem de valor!?
Ser o provedor, protetor, o homem que daria a vida por amor!
Não é uma obrigação, é uma virtude;
E homens virtuosos não se envolvem com qualquer mulher.
Postou que eu sou um artista genérico. Escrever nas redes tem sido tão fácil. Enquanto ele odeia, nós realiza, peço que obtenha a visão de mercado.
O que é um herói? Um raio de luz no meio da escuridão. Um salvador num momento de crise. Aquele ser perfeito no coração das pessoas!
Eu acredito que, neste mundo, onde heróis são forjados pela confiança, mesmo um zé-ninguém pode se tornar um herói.
" Diante das pedras"
(Inspirado em João 8:1–11)
Ela caiu.
Não diante de um erro, mas diante de todos.
Exposta. Suja de medo, olhos no chão.
Era só uma mulher...
Mas agora era um escândalo em carne viva.
E as pedras nas mãos tremiam de justiça.
Os homens gritavam, citavam a Lei,
mas não sabiam o nome dela.
Só sabiam a falha.
Apontavam com dedos que nunca haviam sido limpos.
Então Ele se curva.
O Deus que sabe o pó de onde viemos,
escreve no pó mais uma vez.
Como quem diz:
"Antes de julgar a queda de alguém,
lembre-se do chão que você pisa."
O silêncio pesa mais do que os gritos.
E Ele ergue a voz:
“Quem nunca errou... atire.”
Mas ninguém atira.
As pedras caem. Uma por uma.
Primeiro os mais velhos. Depois os mais certos.
Só ela e Ele agora.
Ele a olha.
Não com condenação.
Mas com verdade que liberta.
“Ninguém te condenou?”
“Não, Senhor.”
“Nem Eu. Vá. Mas não volte às correntes que te trouxeram aqui.”
E ela vai.
Sem feridas de pedra.
Mas marcada por misericórdia.
UM TEXTO QUE NUNCA SERA LIDO.
Eu não sei por onde começar, então vou começar pelo que mais pesa: eu sinto sua falta. E não é uma falta qualquer, é aquela que vem quieta, mas pesa o dia inteiro. É um eco do seu carinho, da sua voz me chamando de um jeito que ninguém mais chama. É a ausência do seu toque, do seu jeito de me amar como se o mundo todo coubesse ali.
A gente se machucou tanto, né? Foram idas e vindas que deixaram cicatrizes. E mesmo assim, quando penso em você, ainda sinto carinho. Ainda lembro do quanto você me conhecia, do quanto fazia questão de me ter por perto, mesmo quando tudo parecia desabar entre nós.
Talvez eu nunca tenha dito com todas as palavras, mas você foi e talvez sempre vá ser uma das pessoas mais marcantes da minha vida, O AMOR DA MINHA VIDA. com voce tudo foi real. Porque com você, mesmo nos erros, eu senti um amor que me atravessava.
Eu te ignorei naquela última vez. Não por raiva, não por desprezo, mas porque eu não sabia mais como te responder sem me perder de novo. Eu precisava me proteger. Mesmo que isso tenha parecido frieza, foi meu jeito de dizer adeus. Um adeus que eu não sabia como dar olhando nos seus olhos, porque eu sabia que, se olhasse, ia querer ficar.
Hoje, com a vida seguindo por outro caminho, percebo que tem coisas que a gente sente mas não pode mais viver. E essa é a parte mais dolorosa: saber que um amor pode ser imenso e ainda assim não ser possível. Entre a gente ficou muita coisa mal resolvida. Mas mesmo assim, quero que você saiba que eu te amei de verdade. Com tudo que eu tinha. E nunca vou esquecer isso.
Se algum dia você sentir saudade de mim, saiba que, em algum lugar aqui dentro, tem um pedaço seu guardado com muito carinho. Mas agora, eu preciso me deixar ir também.
A Dor Que Não Tem Nome
Acordo e já estou cansado,
como se viver fosse um fardo antigo.
Cada dia pesa dobrado,
e eu sigo — mas nunca sigo comigo.
O espelho não me reconhece,
me olha com pena, com nojo, talvez.
Meu corpo é só o que permanece
de alguém que já morreu mais de uma vez.
As vozes aqui dentro gritam,
mas ninguém do lado de fora ouve.
Sorrisos forçados imitam
uma vida que há muito não coube.
Tem dias que o ar parece ferro,
e cada passo é um crime lento.
O mundo gira, eu me enterro
mais fundo em meu próprio tormento.
A comida não tem mais gosto,
a música me dá desgosto.
O toque é como espinho exposto,
e o futuro... é um céu sem rosto.
Já tentei pedir socorro
em olhares, palavras, mensagens.
Mas tudo soa tão oco e torto,
como gritar em paisagens selvagens.
E o pior não é querer morrer —
é não conseguir mais querer viver.
É ser um corpo que existe por hábito,
um suspiro vazio, um peso estático.
Se um dia eu sumir, não estranhe.
Foi só a dor que me venceu sem barulho.
A tristeza é uma água que banha
até que a alma se afogue no entulho.
Um sorriso, um abraço, uma palavra sincera vale mais que ouro ou riquezas inteiras. Orientar é dar amor, é estender a mão. Guiar sem esperar, apenas com o coração em ação.
Livro: O Respiro da Inspiração
Já tem um tempo que não escrevo.
É porque, às vezes, eu me perco
nos meus próprios pensamentos.
A única certeza é o tempo.
Ele não para, mas acaba — e a pergunta é:
em qual nível você quer estar quando ele acabar?
Voce pode vencer 40 sábios com um único argumento, mas não pode vencer 1 idiota com 40 fatos. Arkaled
Quem é você além da profissão
Um dos maiores dramas da vida é o desconhecimento, por parte das pessoas, sobre quem elas são: se definem pelo que fazem. Quando perguntadas sobre quem elas são respondem com suas profissões – advogada, médico, professor, engenheiro, dona de casa, mãe – mas não sabem, de fato, quem são. A grande questão é que a parte fundamental do autoconhecimento e das melhores escolhas a fazermos para nós dependem de sabermos quem nós somos para além das profissões e papeis que momentaneamente desenvolvemos na vida. (Marta Almeida: 08/07/2025)
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