Frases sobre músicos que expressam emoção, talento e verdade

Sentir a música é: dançar com os íntimos sentidos.

A pintura e a música são dotes de inteligência humana em que os deuses não interferem.

O caminho da Vida tem acordes musicais: caminha-os ritmicamente e musica-te por dentro.

Há músicas que
navegam em todas
as marés do peito.

Há músicas que
descem até ao fundo
da alma e iluminam
os teus labirintos.

Certas músicas
são mãos invisíveis
a desfazer nós internos.

Homenagem ao vocalista dos TROVANTE




Fizeste parte, musical e emocional, da minha inesquecível memória geracional dos anos 80. Só quem viveu os 80's por dentro entende o que aqui escrevo. Assisti a vários concertos dos Trovante, e cada um deixou em mim uma marca que nunca se apagou.


Admirei‑te como músico, pela forma como transformavas o palco em alma; e admirei‑te como ser humano, pela serenidade, pela verdade e pela presença que oferecias a quem te escutava. Eras — és — daqueles artistas que não passam: ficam, sedimentam, acompanham.


Hoje, ao escrever‑te, percebo que a tua música não foi apenas banda sonora da minha geração, foi também uma agulha magnética silenciosa, daquelas que continuam a apontar para dentro, mesmo quando o mundo lá fora muda.


Desencarnaste deste mundo, é verdade, mas a verdade maior é que nunca deixaste realmente de estar. Há artistas que partem e há artistas que ficam, tu ficaste no lugar onde a música se transforma em memória viva, naquele território íntimo onde o tempo não apaga: apenas depura.
Até trovantemente sempre, Luís Represas.

No canto do espelho quebrado, um peixe com asas azuis engole o som de uma música velha que vem do fundo d'água. Pingos de prata escorrem pelas teclas de um piano invisível, fiapos que não se encostam, mas cochicham coisas no escuro. Por que o relógio amolece nas mãos de outro relógio parado? Uma abelha de vidro voa entre nuvens de algodão doces, levando pó de lembranças que nunca existiram. O vento leva folhas de jornal velhas, letras misturadas como cartas num baralho sem jogo.

dona.


Há músicas que a gente escuta.


E há aquelas que parecem ter guardado uma parte da nossa vida dentro delas.


Talvez seja por isso que, quando essa música toca, eu não escute apenas uma melodia. Eu escuto uma voz. A sua voz. Como se o tempo, por alguns minutos, esquecesse de continuar e devolvesse aquilo que um dia foi nosso.


Você cantava pra mim.


E talvez você nunca tenha percebido o tamanho disso.


Porque enquanto você cantava, eu não estava apenas ouvindo uma música. Eu estava vivendo uma pequena eternidade. Havia alguma coisa naquele momento que fazia o mundo parecer menos urgente. As coisas podiam esperar. A noite podia durar um pouco mais. E, por alguns instantes, parecia que nós dois éramos suficientes para preencher tudo aquilo que existia.


A música fala sobre sermos donos do amanhã se estivermos juntos.


E eu acho bonito pensar que, naquela época, nós realmente acreditávamos nisso.


Não porque éramos iguais, nunca fomos. Talvez justamente porque não éramos. Havia diferenças demais entre nós, distâncias demais, caminhos que às vezes pareciam apontar para lugares completamente diferentes. Mas existia uma coisa estranha e bonita mesmo sem sermos iguais, conseguíamos dividir o mesmo idioma, os mesmos sonhos.


As mesmas noites.


As mesmas ruas.


Os mesmos silêncios.


E, principalmente, a mesma história.


Hoje eu entendo que algumas pessoas entram na nossa vida como quem chega a uma cidade desconhecida e, sem perceber, começa a colocar placas nas ruas. Depois de um tempo, você já não sabe mais onde termina a cidade e onde começa a pessoa.


Você esteve em muitos lugares da minha.


Talvez seja por isso que lembrar de você nunca tenha sido simplesmente lembrar de alguém.


É lembrar de uma época.


De quem eu era.


De quem você era.


Daquilo que acreditávamos que seríamos.


E de tudo que ainda não sabíamos que perderíamos.


A vida, depois, colocou seus dragões na nossa frente.


Vieram as distâncias, os erros, as palavras que deveriam ter sido ditas e não foram, as verdades que demoraram a chegar, os caminhos que se separaram sem pedir licença. E nós fizemos o que quase todo mundo faz quando precisa sobreviver, seguimos andando.


Mas algumas histórias não desaparecem quando terminam.


Elas apenas mudam de lugar.


Deixam de morar no presente e passam a morar em algum canto silencioso da memória, onde continuam existindo sem exigir nada.


Você ficou ali.


Não como uma promessa.


Não como uma espera.


Mas como parte daquilo que fui.


E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de amar alguém que já não caminha ao nosso lado, aceitar que a pessoa pode deixar de pertencer a nossa vida sem deixar de pertencer a nossa história.


Porque você foi história.


E algumas histórias não precisam continuar para terem sido verdadeiras.


Às vezes eu penso naquela frase sobre a lua dançar.


E penso que talvez a lua tenha visto tudo.


Tenha visto duas pessoas jovens demais para entender a dimensão do que estavam vivendo, acreditando que algumas noites nunca terminariam. Tenha visto você cantar para mim enquanto eu guardava aquilo sem saber que um dia sentiria falta até da sua voz dizendo coisas que, naquele momento, pareciam tão simples.


Hoje, se eu pudesse voltar aquela noite, eu não pediria para mudar nada.


Nem os erros.


Nem o fim.


Nem aquilo que machucou.


Eu apenas ficaria mais alguns minutos.


Prestaria mais atenção.


Olharia para você enquanto cantava.


Porque existem momentos que só descobrimos que eram eternos depois que se tornam passado.


E você foi um desses momentos.


Talvez eu nunca mais encontre exatamente aquilo que existia entre nós. Não porque tenha sido perfeito, mas porque era nosso. E coisas verdadeiramente nossas não possuem substitutos.


Podemos amar novamente.


Podemos sorrir novamente.


Podemos construir outras histórias.


Mas nunca conseguimos voltar a ser exatamente aquelas duas pessoas que dividiram aquelas noites, aquelas ruas e aqueles sonhos.


E tudo bem.


Talvez crescer seja aprender que algumas pessoas não ficam.


Algumas pessoas nos atravessam.


E você me atravessou.


Deixou marcas que o tempo não apagou, apenas tornou mais silenciosas.


Por isso, quando essa música tocar, talvez uma parte de mim ainda procure a sua voz no meio dela.


E talvez eu sorria.


Porque um dia você esteve aqui.


Porque um dia nós fomos jovens, fomos intensos, fomos imperfeitos e fomos felizes de um jeito que só conseguimos compreender depois.


E se existe alguma coisa que eu gostaria de brindar hoje, não é ao que poderíamos ter sido.


É ao que fomos.


A nossa história.


As noites que ninguém pode nos devolver, mas também ninguém pode nos tirar.


E, principalmente, a menina que um dia cantou essa música para mim e, sem saber, fez com que ela deixasse de ser apenas uma música.


Ela virou memória.


Virou saudade.


Virou um pedaço de céu guardado dentro de uma canção.


E talvez seja por isso que, mesmo depois de tantos caminhos, quando eu ouço aquelas palavras, ainda existe uma pequena parte de mim que olha para a lua e pensa:


que bom que, em algum momento da vida, você esteve aqui.


Nossa história.


Nossa história.


E, onde quer que o tempo tenha levado cada um de nós, essa parte ninguém consegue apagar.


Você fez eu gostar mim,


Dona.


Dona do meu pensamento.


Você.


Nossa história. e se puder, me faça tocar o céu, Lua... venha sorrir de novo pra mim.

O louvor é mais do que uma música bonita: é uma arma de guerra espiritual, uma chave para destravar milagres e um decreto de vitória.
Quando o povo de Deus aprende a adorar antes de ver a solução, o inimigo já é derrotado no mundo espiritual.

O louvor não é apenas um ato emocional ou musical; ele é uma expressão profética da fé. Quando louvamos, declaramos a soberania de Deus acima das circunstâncias, entronizamos o Senhor no meio da batalha (Sl 22:3) e enfraquecemos as estratégias do inimigo.

SINFONIA DO ACORDE
Do meu coração
Restou aquela música. Música linda e
Misteriosa que me
Faz lembrar
Solidamente aquela cifra maravilhosa que foi usada naquela
Larga e linda música.
Sinceramente pensei
Dolorosamente em tocá-la mais uma vez e até podia
Simplesmente sentir sua doce letra, com tanta emoção. Pensei em cantá-la
Laboriosamente para ti.
Soltei-me no espaço musical, tentei Fazer de toda maneira
Minha canção fluir somente para você ouvir o
Restante do verso que fiz
Do simples refrão, veio posteriormente grande inspiração para esta canção.

Meu pai cantava essa música quando eu era criança. Me sentia tão amada e orgulhosa de ouvir ele cantando para mim:
"Quero uma mulher
Que saiba lavar e cozinhar
Que de manhã cedo
Me acorde na hora de trabalhar
Só existe uma
E sem ela eu não vivo em paz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais
Ninguém sabe igual a ela
Preparar o meu café
Não desfazendo das outras
Emília é mulher
Papai do Céu é quem sabe
A falta que ela me faz
Emília, Emília, Emília
Não posso mais." (canção de Vassourinha)

Expressar sentimentos através da música requer repertório. Não apenas musical, mas também emocional. Quem vive, sente. Quem sente, reconhece. E quem reconhece, escolhe canções que dizem o que as palavras, muitas vezes, não conseguem dizer.

Da arte, da poesia e da música


Bálsamos para o ser,
virtudes em harmonia
a ungir a vida tão efêmera,
nos alicerces profundos do âmago.


Ou...
Bálsamos rasgando o ser,
virtudes em combustão harmônica
contra a aspereza do mundo.


Sustentam a vida,
breve, frágil e exposta,
quando tudo range e ameaça ruir,
fincadas no âmago
como estacas de salvação
no chão instável da existência.
✍©️@MiriamDaCosta

A música e as artes em geral podem ser utilizadas para declarar sentimentos que não conseguem ser expressados pelas palavras.

A musicoterapia e outras formas de arte podem promover um cuidado mais humano e holístico na assistência em saúde de pacientes com transtornos e doenças mentais e para pacientes internados em unidades de terapia intensiva.

Os meus tempos livres são repletos de sentimentos. Gosto de misturar poesia, música e filmes de terror, como se cada um deles revelasse uma parte diferente de mim.
No entanto, compreendi que o que verdadeiramente me assusta não são os filmes de terror, nem a complexidade da poesia, tampouco aquilo que a música deixa por dizer. O que realmente me inquieta são os meus próprios sentimentos, esses que, por mais que eu tente compreender, ainda não consigo controlar.
Talvez o maior terror não esteja na ficção, mas dentro de nós. Talvez os versos mais difíceis sejam aqueles que o coração escreve em silêncio, e a música mais profunda seja justamente a que nunca encontra voz.

De repente escuta uma música que abre uma caixinha supostamente trancada: a da saudade. Advém uma dor no peito, de um sonho que partiu, virou passado, mas ficou. Dos olhos caem lágrimas — uma homenagem sincera, digna e silenciosa do coração.

"O julgamento deles é o barulho; o meu trabalho é a música. Eu escolho o que escutar."