Musica Velha

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“Há memórias que se apagam da mente, mas continuam vivas no corpo, na música, no afeto e na presença de quem ama.”
Do livro Alzheimer — Se Eu Não Lembrar, Me Abrace Mesmo Assim. Eu Ainda Estou Aqui, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.

Acorde a hora que desejar, saia pra onde quiser e puder, com pessoas ou sozinho, dance uma música que você escolha ou não dance, faça e assuma as consequências ou não faça. Aprenda, ninguém vai viver sua vida por você, ela é única, é um único disparo com várias possibilidades.

A verdadeira adoração não está ligada a um lugar, a uma música ou a um momento específico, mas a um estilo de vida. Adorar é viver em obediência diária, é permitir ser moldado pelo Oleiro, é andar em unidade e refletir Cristo em tudo.Isaías 29:13 nos alerta sobre uma adoração apenas externa, de aparência, que honra a Deus com palavras, mas está distante em essência.Entretanto, a verdadeira adoração acontece quando nossa vida se torna um altar, quando nossas atitudes glorificam a Deus e quando entendemos que não somos nós que O moldamos, mas somos transformados por Ele.

A música é uma obra de arte onde o artista modela com perfeição pensando nos seus apreciadores.

Amigo é aquele que, quando você desafina ou esquece a letra da música no karaokê da vida, sem hesitar ele te empresta a voz.

⁠Eu amo demais. Gosto de estar apaixonada por uma coisa, por uma pessoa, por uma música.

Maria Bethânia
Vanini, Eduardo. Bethânia relembra fases da carreira e fala sobre amores: 'Se eu me apaixonar, pouco me importa se é homem ou mulher'. O Globo, 01 out. 2023.
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Como a suavidade da música sendo o blues, a vida haveria de ser desta maneira, apreciar o ritmo e fazer as coisas acontecerem na vida.

Perco a fome, o sono fico triste mas amo a música, não importa se ela faz-me lembrar do que me fez feliz ou do que me machucou, ou que ela me causou no passado...

Tem música que mesmo não entendendo sua tradução, me deixa melancólico, afeta minha sensibilidade, também profundamente meus sentimentos, me deixa vulnerável a emoções fortes que fazem brotar, lembranças, saudades de alguma coisa boa ou ruim, que de certa forma marcaram minha vida algum tempo atras...

A música nos causa uma sensação sentimental, de uma saudade, lembrança de algo que não existe e também não existirá.

A música deixa sinal na minha vida, mesmo não tendo sucesso, nem mesmo nas paradas musicais, e tão pouco no rádio, apenas no meu coração.

⁠Quando nem sequer a música é capaz de salvar-nos, um punhal brilha em nossos olhos; nada mais nos sustenta, a não ser a fascinação do crime.

Emil Cioran
Silogismos da amargura. Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Música sertaneja: gênero escolhido por pessoas que sempre viveram na cidade, mas ganham dinheiro suficiente para comprar uma fazenda em Goiás.

A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.

A música que salva é a que escorre pelas veias do abraço. Não aquela que se anuncia em rádios, mas a que nasce na intimidade. Um acorde sustenta mais que qualquer plano de fuga. E se a memória falha, a canção lembra por nós. Por isso canto baixinho para as partes minhas que ainda tremem.

Quando a alma geme, a música responde com acordes que costuram o peito e reaprendem
o fôlego.

Se existe uma composição preferida na música clássica? Tenho muitas, de Beethoven, Rachmaninoff, mas a que mais me toca, a que realmente amo é um prelúdio, que foi Inspirado pelo inverno chuvoso de Maiorca e por um estado febril no isolamento de um mosteiro, Frédéric Chopin eternizou a melancolia da chuva constante na nota repetida de seu famoso Prelúdio "Raindrop" (Op. 28, No. 15).

Existe uma música que só tocamos na cabeça. Ela passa notas de perda e refrões de resistência. Se alguém escutar, talvez entenda por que sorrimos devagar. A vida é uma partitura mal escrita que insistimos em interpretar. E há beleza em quem desafina com propósito.

Ele ficou, quando o mundo desabou em telas mortas e a música aprendeu a sangrar. Com a roupa rasgada pela história, olha anjos quebrados que esqueceram o céu, e corvos que sabem o nome do fim. Há almas passando por ele como neblina que não pede licença, e uma cachoeira distante tentando lembrar que ainda existe queda, e ainda existe som.

Hoje, meu espírito é a Sonata nº 14 de Beethoven, primeiro movimento, não como música, mas como um luto que respira, um luto que anda comigo pelos corredores escuros da alma, onde sombras sem rosto vagam em silêncio, arrastando correntes invisíveis feitas de memórias que doem, de nomes que já não ouso pronunciar, de sonhos que apodreceram antes mesmo de aprender a nascer, e cada nota que ecoa dentro de mim não consola, apenas confirma que ainda estou aqui, inteiro por fora, em ruínas por dentro, como uma catedral abandonada onde o vento reza no lugar de Deus, e essas sombras passam por mim como se me reconhecessem, como se soubessem que pertenço ao mesmo lugar que elas, um território onde a esperança é uma palavra estrangeira e a saudade é idioma oficial, e eu caminho nesse adágio eterno com os pés feridos, carregando um coração pesado demais para ser chamado de vivo, leve demais para ser chamado de morto, apenas existindo, apenas suportando, enquanto o mundo lá fora insiste em girar como se nada estivesse quebrado, e aqui dentro tudo é escombro, tudo é noite, tudo é um piano tocado por mãos que sangram.