Música Antiga
Para mim o Brasil perdeu um de seus maiores mestres da música raiz caipira! Descanse em paz Tinoco, junto aí de seu irmão Tonico.
Não é que eu estou ficando velho, é que eu vivi a melhor época da música. Quem conhece o poder de uma canção romântica sabe que o amor de verdade não precisa de batidão, precisa de alma.
Ser 'quadrado' em um mundo de amores descartáveis é um elogio. Prefiro a nostalgia de uma música internacional que faz chorar do que a pressa de um funk que não me faz sentir nada.
O cenário evangélico atual transborda entretenimento e música, mas carece de profundidade bíblica. Celebra-se muito, mas conhece-se pouco as Escrituras; sobram 'showman' no palco e faltam pregadores comprometidos com a Palavra.
"Muitos cantam para o mundo ouvir, mas poucos escrevem para a alma despertar. A música pode embalar o sono de muitos, mas a riqueza trilionária acorda o gigante que existe em poucos."
A música que diz: "Sentimento ilhado, morto e amordaçado, volta a incomodar". É uma realidade que ninguém está livre de tais sentimentos. Quando caímos na real e saímos dos devaneios, entendemos um pouco daquilo que somos. Por isso, o coração só encontra paz quando é colocado nas mãos de Deus e isso também, não é tão fácil, mas é possível!
O louvor é mais do que uma música bonita: é uma arma de guerra espiritual, uma chave para destravar milagres e um decreto de vitória.
Quando o povo de Deus aprende a adorar antes de ver a solução, o inimigo já é derrotado no mundo espiritual.
"Cada detalhe teu é verso: teu olhar é poema, teu abraço é música, e teu nome já virou minha oração."
A vida é uma caixinha de música, temos sempre que dar corda para que a nossa bailarina interna (alma) dance conforme os passos sincronizados dela.
A vida é como um jogo de cadeiras, a música não para quando você perde, ela continua e você que lute para reconquistar o seu lugar.
Religiosamente falando, nunca foi pelo número de pessoas, música, choro, lamentações.
Sempre foi o merecimento individual. Sem a conduta certa, nem oração resolve.
A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.
A música que salva é a que escorre pelas veias do abraço. Não aquela que se anuncia em rádios, mas a que nasce na intimidade. Um acorde sustenta mais que qualquer plano de fuga. E se a memória falha, a canção lembra por nós. Por isso canto baixinho para as partes minhas que ainda tremem.
Se existe uma composição preferida na música clássica? Tenho muitas, de Beethoven, Rachmaninoff, mas a que mais me toca, a que realmente amo é um prelúdio, que foi Inspirado pelo inverno chuvoso de Maiorca e por um estado febril no isolamento de um mosteiro, Frédéric Chopin eternizou a melancolia da chuva constante na nota repetida de seu famoso Prelúdio "Raindrop" (Op. 28, No. 15).
Existe uma música que só tocamos na cabeça. Ela passa notas de perda e refrões de resistência. Se alguém escutar, talvez entenda por que sorrimos devagar. A vida é uma partitura mal escrita que insistimos em interpretar. E há beleza em quem desafina com propósito.
Ele ficou, quando o mundo desabou em telas mortas e a música aprendeu a sangrar. Com a roupa rasgada pela história, olha anjos quebrados que esqueceram o céu, e corvos que sabem o nome do fim. Há almas passando por ele como neblina que não pede licença, e uma cachoeira distante tentando lembrar que ainda existe queda, e ainda existe som.
Hoje, meu espírito é a Sonata nº 14 de Beethoven, primeiro movimento, não como música, mas como um luto que respira, um luto que anda comigo pelos corredores escuros da alma, onde sombras sem rosto vagam em silêncio, arrastando correntes invisíveis feitas de memórias que doem, de nomes que já não ouso pronunciar, de sonhos que apodreceram antes mesmo de aprender a nascer, e cada nota que ecoa dentro de mim não consola, apenas confirma que ainda estou aqui, inteiro por fora, em ruínas por dentro, como uma catedral abandonada onde o vento reza no lugar de Deus, e essas sombras passam por mim como se me reconhecessem, como se soubessem que pertenço ao mesmo lugar que elas, um território onde a esperança é uma palavra estrangeira e a saudade é idioma oficial, e eu caminho nesse adágio eterno com os pés feridos, carregando um coração pesado demais para ser chamado de vivo, leve demais para ser chamado de morto, apenas existindo, apenas suportando, enquanto o mundo lá fora insiste em girar como se nada estivesse quebrado, e aqui dentro tudo é escombro, tudo é noite, tudo é um piano tocado por mãos que sangram.
